
Estudante da Escola Maria Vitalina de Jesus ganha concurso de redação

A estudante Milena Pereira de Jesus, moradora do bairro João Paulo II, com apenas dez anos, conseguiu o primeiro lugar no concurso de redação para a rede municipal, por ocasião dos 86 anos de Bom Jesus da Lapa. O concurso foi realizado pelo Projeto Canta Vale, com apoio do semanário Visto.
Milena é um exemplo para os demais estudantes do ensino fundamental, pela facilidade para se expressar, buscando a forma correta de estruturar o tema, mesmo com pouca experiência de aprendizado. Os poucos erros que foram corrigidos aqui não penalizam o trabalho da aluna a ponto de não atingir a pontuação máxima, cujos critérios se basearam em originalidade, criatividade, estrutura, raciocínio lógico, sintaxe, ortografia e clareza.
“Bom Jesus da Lapa”
Autor: Milena Pereira de Jesus, 10 anos, aluna da Escola Vitalina Maria de Jesus
Terra que representa fé, religiosidade, crenças, costumes, mistura de raças e que desenvolve uma economia significante pra seu povo, onde famílias há séculos atrás aqui chegaram e construíram ruas, histórias fazendo uma população hoje com estimativa de 65 mil habitantes.
A cidade, segundo os livros e os mais velhos, originou-se depois que um homem peregrino chegou aqui trazendo consigo duas imagens: a do Cristo Redentor e a da Virgem Santíssima, se deparando com a imensa gruta, fazendo-a de refúgio, onde lá fez um altar para as imagens. Sua devoção e a fé pelo que elas representam chamavam a atenção das pessoas que viajavam pelo saudoso Rio São Francisco. Sua evangelização percorreu por muitos outros lugares, e com isso cada vez mais chegavam pessoas para visitá-lo.
Uma imensa gruta com a presença das imagens, a fé fez com que milagres se tornassem cada vez mais significantes na vida das pessoas que aqui chegavam de várias partes do país, nascendo assim uma cidade por nome de Bom Jesus da Lapa, sendo hoje considerada a cidade da terceira maior romaria de fé e peregrinação do país, conhecida como a “capital baiana da fé”.
Portanto, a cidade foi se desenvolvendo com o crescimento do comércio religioso, pousadas, restaurantes e hotéis foram surgindo, sendo hoje fortes rendas para as pessoas que moram nas proximidades do morro.
Com o passar dos anos veio a implantação da ponte sobre o rio dando mais acesso a outros grandes centros, a qual sendo um dos cartões postais da cidade.
Bom Jesus da Lapa promove festival "Velho Chico Beat" no final de semana
As 20 músicas escolhidas para disputar as eliminatórias passaram por uma Comissão de Triagem formada por 03 membros com as devidas qualificações que receberam todas as músicas inscritas para seleção, apenas, com um código, sem qualquer identificação do autor, intérprete ou Estado de origem, a fim de exercer total imparcialidade sobre o processo seletivo.
REFORMA -
Palco do festival, a Praça Marechal Deodoro da Fonseca, no centro de Bom Jesus da Lapa, foi reformada e modernizada pelo Governo do Estado da Bahia, através do Conder. Agora está mais espaçosa e adequada a grandes eventos. O Velho Chico Beat marca o início de um novo tempo na praça que todos os anos recebe a visita de mais de um milhão de turistas que chegam à cidade para visitar o Santuário do Senhor Bom Jesus e conhecer os encantos do Morro da Lapa.
Estará à disposição dos artistas classificados uma banda de músicos para acompanhá-los. Os artistas de outras cidades também vão receber ajuda de custo no valor de R$ 300,00. Os oito finalistas vão ter suas músicas gravadas em CD para divulgação do festival.
A TV Educativa vai fazer a cobertura do festival e a transmissão para todo o Brasil. Além do Festival de Música Velho Chico Beat, a direção do evento está promovendo um Concurso de Redação para os alunos do ensino fundamental, sob tema baseado na história de Bom Jesus da Lapa. Os três melhores vão ganhar computadores, máquinas fotográfica e cursos de informática, além de terem os trabalhos publicados no jornal Visto, semanário da cidade.
Retrospectiva 2009, o melhor ano para Bom Jesus da Lapa
28/12/2009
Enfim, 2009 chega ao fim sendo considerado um ano extremamente agitado e de grandes realizações em Bom Jesus da Lapa. As mudanças no município marcaram o ano que se vai para dar passagem às novidades previstas para 2010.
Logo no primeiro dia do primeiro mês do ano, a Câmara Municipal de Vereadores recebeu a nova bancada de seus dez representantes, além da posse pelo segundo mandato consecutivo do prefeito Roberto Maia. Ainda na política, o mesmo prefeito de Bom Jesus da Lapa se destacou sendo um homem intitulado de “predestinado”. Esse foi o adjetivo atribuído a Roberto, o então mais novo presidente da UPB (União dos Prefeitos da Bahia). Para surpresa do meio político, no transcorrer do ele se transformou na nova força do municipalismo baiano.
Em fevereiro, o TCM (Tribunal de Contas do Município) julgou procedente a denúncia notificada pelo deputado Arthur Maia, ainda em 2007, contra o então presidente da Câmara de Vereadores, Eures Ribeiro, sendo condenado a ressarcir aos cofres públicos do município cerca de R$ 30.492,00, além de pagar uma multa de R$ 3.000,00.
Enquanto isso, no mês de março o BNB disponibilizou 4,3 milhões, equivalente a contratação de 9 milhões, destinado para investimento de agricultores do Assentamento Batalha. O benefício atingiu em média de 450 famílias da localidade cadastradas no PRONAF (Programa Nacional de Agricultura Familiar).
Também no mês de março veio ao mundo o legítimo herdeiro do semanário Visto, Heitor Virgino, uma das crianças mais belas do Município que hoje com nove meses de idade, encanta todos que estão ao seu redor.
Outro fato importante foi o decreto presidencial a partir da reivindicação do presidente da UPB ao presidente Lula, que diz respeito ao parcelamento das dívidas em atraso dos municípios, autarquias e fundações ligadas ao Executivo municipal e a Previdência Social.
Assim, em abril, numa missa solene a comunidade católica de Bom Jesus da Lapa se despediu de forma emocionante do Bispo emérito Dom Francisco Batistela, e recebeu seu sucessor, Dom César.
O governador Jaques Wagner veio a Bom Jesus da Lapa para inauguração do SAMU, sendo recebido pela população do Município e região, que aproveitou a oportunidade para reivindicar problemas envolvendo os recém contratados da seleção do Reda da área educacional.
Em seguida, no dia primeiro de maio, foi realizada a tradicional Corrida da Revitalização, em seu terceiro ano consecutivo, garantindo aos atletas a maior premiação em corridas da região.
O grande marco do mês de festejos juninos foi a visita do ministro da integração nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), que veio observar tanto o andamento da obra de decantação da Lagoa de São Miguel quanto vistoriar as obras de revitalização do Rio São Francisco. Aproveitando para cair no forró na primeira noite de comemoração da habitual festa de São Pedro.
Durante julho a cidade recebe pela segunda vez a visita do governador do estado, Jaques Wagner, desta vez, ele veio ao município para inaugurar, após restituição a tão polêmica Praça Marechal Deodoro da Fonseca.
No final do mês da romaria do Bom Jesus, Lapa pôde prestigiar a primeira edição do Festival Velho Chico Beat, idealizado pelo produtor Carlos Humberto Leles, que vem contribuído há muito tempo com a cultura do município e região. O primeiro e segundo colocados foram os mineiros Tarcísio Veiga e Zé Alexandre.
No mês seguinte, representantes das comunidades quilombolas de diversas regiões da Bahia se reuniram no salão do Park Hotel Panorâmico, para discutir questões pertinentes à construção da Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais, visando estabelecer um controle das políticas voltadas para os povos tradicionais.
O destaque para o mês de outubro ficou com a instituição comenda do mérito fundador do Santuário do Bom Jesus, o Monge Francisco de Mendonça Mar. Quando a partir de 2010 será conferida a cada dois anos por meio de indicação da Câmara de Vereadores local.
Outro grande marco para o desenvolvimento do Município foi a aquisição do terreno para construção do campus da Uneb, a partir da doação da Prefeitura, contribuindo para a realização do belíssimo projeto arquitetônico para implante da universidade. Além das escrituras liberadas para 800 famílias, moradoras do bairro Parque Verde.
Entretanto, em novembro não se pode deixar de relembrar da glamorosa festa de entrega do Troféu Parceiro da Comunicação, idealizada pelo Semanário Visto, quando grandes empresas e personalidades se dispuseram a receber uma belíssima homenagem na terceira edição do evento.
Em dezembro, a história da Constituição brasileira sofreu pela segunda vez mudanças através dos Agentes de Saúde, que sempre buscaram por melhorias a favor da categoria.
Para finalizar o ano em grande estilo o Semanário Visto resolveu dispor aos leitores mais um veículo de comunicação, quando no mês de dezembro lança a primeira edição do Visto em Revista, a fim de editar mensalmente com matérias especiais a partir de então, pensando em contribuir ainda mais com a cultura do município e região.
Outros destaques do ano: apresentação do projeto arquitetônico de requalificação do entorno do Morro, início da construção da UPA, início da construção do IFBA, conclusão dda creche Chapeuzinho Vermelho, a mais moderna da Bahia, garantia da obra da Lagoa do São Gotardo, prosseguimento ao saneamento e à pavimentação nos bairros, reforma do prédio da Prefeitura, inscrição de famílias no programa Minha Casa, Minha Vida, conclusão da obra de fornecimento de água tratada na comunidade Juá Bandeira.
Tributo a Állex Leila
Por Orlando Fraga

O jornal a Tarde do dia 19 de outubro de 2009, em seu caderno cultural publicou uma reportagem sobre a escritora Állex Leilla, acompanhada de opiniões de jornalistas e escritores baianos, sobre os trabalhos literários dela, nos últimos 12 anos.
Para os que desconhecem sua origem, informamos que Állex Leilla é Alessandra Leila Borges Gomes, nascida em Bom Jesus da Lapa, filha do casal Orlando Gomes dos Santos (Orlandinho da farmácia) e Nila Borges Gomes.
Depois de formada, já morando em Salvador, trabalhando e fazendo literatura, por sugestão de uma numeróloga, o seu nome sofreu alterações: Alessandra virou Állex; e Leila, ficou Leila mesmo, com mais uma letra. Os nomes escritos com dois “eles”, para dar mais sorte, e ficar mais bonito.
Depois de ler a reportagem fiquei imaginando: essa matéria engrandece e levanta a auto-estima de nosso povo, ela me faz ter orgulho de ser lapense.
Vejam o que disseram alguns renomados intelectuais da Bahia, sobre a escritora e poetisa lapense, Állex Leilla: O escritor, professor e jornalista Rui Espinheira Filho foi contundente: “Acho que ela é um dos nomes importantes da nova literatura baiana e brasileira. Ela tem uma ficção com uma linguagem intensa.”
A baiana Myrian Fraga comentou: “Ela está se firmando como escritora, consciente do seu ofício.”
Essa reportagem me fez viajar no tempo: me veio na lembrança Alessandra (Állex Leilla), ainda mocinha, estudando com colegas de sua idade, principalmente com Kiko Lisboa, amigo e parceiro dos seus primeiros versos.
Naquele tempo ela já fazia poemas profundos, com maturidade intelectual de gente grande.
Állex Leilla tem várias obras publicadas, veja a seguir: Urbanos, (contos 1997); Obscuros (contos - 1999); Henrique (romance 2001); Ruínas (contos 2004), antologia do conto baiano; Um elefante (conto 2004), participou de uma coletânea de 25 mulheres que estão fazendo a Nova Literatura Brasileira; Do Outono e Outros Poemas (Tanta Poesia - 2006); Uma casa temperada de sol e uma calçada (Outras Moradas - 2007); Um tempo de pele e outros poemas (revista Poesia Sempre); O sol que a chuva apagou (novela - 2009).
O seu currículo escolar é tão grande quanto a sua atividade literária.
Ela fez o maternal, o jardim de infância e até o quarto ano de ensino fundamental na Escola Au-Au (hoje Cândida Bastos Fraga), da professora Antonia Amorim Fraga, já falecida professora Toinha como é mais conhecida.
É formada em Letras pela UFBA (Faculdade Federal da Bahia), onde fez também o seu mestrado. Na UFMG (Faculdade Federal de Minas Gerais) fez Doutorado.
Atualmente é titular da cadeira de literatura na UESF (Universidade Estadual de Feira de Santana), onde leciona a mesma matéria. Na Federal da Bahia, ela é professora de Letras. Em 2010, Állex Leilla publicará “A primavera dos ossos”, um romance financiado pela Petrobrás, já muito esperado nos meios literários de Salvador.
A sociedade de Bom Jesus a Lapa tem uma dívida a ser resgatada: uma homenagem solene a escritora e poetisa Alessandra (Állex Leilla).
Que venha essa homenagem com o tamanho, a força e a importância de sua obra. Homenagear os verdadeiros valores da terra é um dever da sociedade. (Bom Jesus da Lapa, 22 de outubro de 2009, Orlando Fraga).
20 anos sem o maluco beleza

(Por: Momei Flores - Tribuna da Bahia)
Vinte anos sem Raul Seixas, o “Maluco Beleza”, um mito da música brasileira, imortalizado em livros, documentários, no teatro e na presença constante de covers em shows e eventos e de fãs que visitam com frequência seu túmulo no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.
E uma notícia boa para todos os fãs, segundo o irmão do cantor, o engenheiro Plínio Seixas, um importante documentário que está sendo gravado agora sobre Raul, pelo produtor Marco Mazzola, deve ser lançado até o final do ano com músicas inéditas do cantor, inclusive uma chamada Gospel que foi censurada na novela da rede Globo, “Rebu”.
Não existe idade, sexo, raça nem tampouco ideologias para se rotular quem é fã, ou melhor raulseixista, do cantor que ficou praticamente três anos de sua vida sem se apresentar em shows nem gravar discos, devido a problemas de alcoolismo atrelada à doença, diabetes, e também por preconceito da mídia em geral que não o convidava mais para se apresentar.
Mas foi Marcelo Nova (ex-Camisa de Vênus), amigo verdadeiro que não o deixou de maneira nenhuma encerrar a carreira. A dupla se tornou inseparável e no ano da morte do cantor, 1989, faz uma turnê pelo Brasil com apresentações em mais de 50 shows. A última obra do ídolo, junto com Marcelo Nova, foi o lançamento de A Panela do Diabo, uma obra-prima da música nacional, com direito a disco de ouro, mas Raul não chega a ver o resultado porque dois dias depois ele morre.
O cantor de rock e jornalista Hélio Rocha recorda a primeira entrevista que fez foi com o ídolo Raulzito, um ano antes de sua morte, em 1988, e diz que até hoje sente aquela sensação de que deveria ter conversado mais com o cantor “um cara especial com visão própria, muito ampla sobre as coisas, que sofreu muito. Tem muita gente que fatura com o legado de Raul, mas deu as costas a ele no momento que mais sofreu na vida”.
Rocha lamenta como Seixas demorou para ser conhecido pelo talento, inclusive aqui na Bahia não teve a projeção que merecia, na época, que iniciou. “Naquela época era assim, se não passasse pelo Sul do País não tinha sucesso, como no caso a sua banda “Os Panteras”. Lá no Rio de Janeiro, trabalhando como produtor musical , ele conseguiu escrever músicas para vários cantores, dentre estes Jerry Adriani, até se escrever no Festival da Canção”, afirmou.
Para o jornalista, que na época participava da banda 14º Andar, foi gratificante seu encontro com o músico, em 1988, porque também teve participação no documentário, dirigido por Rosana Almeida, que nem chegou a sair, mas ainda existem as fitas deste trabalho.“Ele estava já com a aparência muito frágil e me falou que as coisas dele era sair, se ele estivesse num lugar, sempre queria sair e nunca chegar onde queria ir”, concluiu.
O ator Nelito Reis viveu Raul Seixas na peça vencedora de melhor texto do Prêmio Braskem de Teatro “A Metamorfose Ambulante”, em forma de musical, o espetáculo teve o propósito de homenagear o cantor - que completou em 2005, 60 anos de nascimento e 15 de morte - por sua contribuição ao rock brasileiro. O texto do espetáculo foi uma parceria entre Deolindo Checcucci, que também assina a direção da peça, e do irmão do cantor, Plínio Seixas.
Para Nelito (por e-mail) interpretar Raul no teatro foi “um momento de grande felicidade por tantos motivos. Pessoalmente, por voltar a um tempo em que Raul era um ídolo muito presente em meu dia-a-dia, eu o escutava muito, enchia o caderno de colégio com suas frases, pintava seu rosto nas camisas. Com a estreia da peça e o retorno do público eu percebi a grandiosidade daquele momento, o que Raul representa para as pessoas. Também pelos amigos que fiz: Plínio, Silvana, Deolindo, Edvard e tantos outros. Agradeço a Deus ter merecido a oportunidade de ter sido veículo para aquela lembrança de Raul.”
Na época, o ator foi muito elogiado pela crítica, pois assumiu a performance do “Maluco Beleza”, de forma fiel, deixando os fãs satisfeitos com o seu trabalho. Sobre esta oportunidade, ele agradece à direção, “muito profissionalmente eu pude trabalhar com Deolindo, um dos principais nomes do teatro na Bahia. Pude mostrar meu trabalho para um público maior, mesmo aqui no Rio, onde moro atualmente, ecoa a repercussão desse trabalho, embora não tenha saído do Estado da Bahia”, explicou.
A esperança do ator é que o trabalho seja levado ao sul do país, “ para se ter uma ideia, em maio último estive em São Paulo, em evento promovido pelo Raul Rock Club em homenagem a Raulzito, e várias pessoas me abordaram parabenizando pelo trabalho e pedindo que seja levado para aquela cidade, pessoas que assistiram em Salvador. Tenho certeza absoluta que esse trabalho está guardado em lugar especial em cada um dos atores do elenco, dos técnicos, enfim, toda a equipe e na grande maioria das pessoas que o assistiram. Valeu, Raul! Toca Raul!”, concluiu Reis.
Festival Velho Chico Beat celebra aniversário da cidade
No próximo final de semana acontece em Bom Jesus da Lapa o I Festival de Música Velho Chico Beat. O evento coincide com as comemorações de 86 anos de emancipação política do município. É uma grande iniciativa do projeto Canta Vale, que tem como coordenador Carlos Humberto Leles, que buscou parcerias junto ao estado através da Secretaria de Educação – Rádio Educadora e TV Educativa --, diversos co-patrocinadores, dentre eles o Santuário do Senhor Bom Jesus e a Prefeitura Municipal.
Um festival da canção é sempre um momento importante na cultura de um lugar, sobretudo porque se podem observar os artistas que procuram um espaço para mostrar novos trabalhos, estilos musicais às vezes esquecidos devido à máfia da comunicação, que as mais das vezes privilegiam os “fazedores de cultura” pasteurizada. Desta forma, o encontro entre artistas serve para troca de experiências, novas parcerias e conquista de um mercado alternativo.
O governo do estado no último ano acostumou-se a incentivar festivais semelhantes em outras cidades, prova de que há gente na função de gestores culturais tanto nos setores de educação quanto de cultura. Essas iniciativas merecem aplausos, assim como o festival a ser realizado nos dias 29, 30 e 31 de agosto, na Praça Marechal Deodoro, onde o palco vai ser montado para receber os concorrentes.
A coordenação do Festival Velho Chico Beat já divulgou as 20 canções selecionadas para as duas eliminatórias. Segundo Carlos Humberto, o critério de enviar os envelopes contendo a letra da música, sem referência dos autores, porém com o CD na voz do intérprete é uma boa maneira de não haver algum tipo de influência na hora da seleção. A preocupação e a boa vontade do produtor talvez não tenham surtido muito efeito, uma vez que dentre as 20 músicas concorrentes dois compositores emplacaram duas composições cada um. Não seria estranho se 20 ou 30 artistas tivessem inscrito canções. Mas o fato é que mais de 150 envelopes foram recebidos pelo correio. O material foi dirigido a uma comissão do Governo para apreciação; a seleção das concorrentes foi feita por uma empresa contratada pela coordenação, a qual não foi divulgada o nome, que utilizou critério de pontuação.
Para muitos artistas que remeteram material ao festival, o resultado foi decepcionante. Ninguém entendeu por que os artistas Laécio Beethoven e Marcos Vinicios, ambos de Salvador, tiveram duas músicas selecionadas. O primeiro é um artista que costuma ser bem classificado no Festival de Ibotirama, como também teve boa classificação no Festival de Carinhanha, entre julho e agosto de 2009.
Outro fato discutido pela classe artística é que o concorrente Laécio Beethoven, professor de música da Secretaria Estadual de Educação, é também um dos coordenadores do FACE, um festival da canção estudantil que está no segundo ano na Bahia, sendo que a TV Educativa, patrocinadora do Velho Chico Beat, é ligada à Secretaria de Educação do Estado. Já o concorrente Marcos Vinicios, que teve duas canções selecionadas, não apresenta currículo que figure na internet.
As 20 canções classificadas: Dia 29 de agosto, sexta-feira - IIdentidade, de Marcos Vinicius (Salvador), Tributo a Chico Mendes, de Ubiratan Sousa (São Paulo), Descrições Nordestinas, de Valter Lajes (Ribeira do Pombal), América do Sol, de Dalmo Cardoso (Campo Formoso), Asas que Rasgam o Tempo, de Laércio Almeida (Salvador), Água Boa de Beber, de José Alexandre (Poços de Caldas), Outros Quilombos, de Cleber Eduão (Ibotirama), Pra Terceira Idade, de Marcelo Valdo (São Paulo), Mago, de Antonio Carlos Brito (Salvador) e Samba de Roda na Piscina, de Marcos Vinicius (Salvador).
Dia 30, sábado: Nome de Santo, de Newton Herberth (B.J.Lapa), Lendas Brasileiras, de Sandro Roberto (Americana), S.O.S., de Davi Firemam (Maceió), Pedaços de Mim, de Adriano Santhana (Salvador), Canoeiro, de Carlos Vilela (Ibotirama), Beduíno, de Luiz Macel Torres (Feira de Santana), Amores a Canção, de Zebeto Corrêa (Belo Horizonte), Malabares com Farinha, de Paulo Monarco (Rio de Janeiro), Coração de Passarinho, de Paulo Macedo (Vitória da Conquista) e Dança dos Rios, de Laécio Almeida (Salvador).
No dia 31 de agosto, domingo, haverá a grande final. O Velho Chico Beat vai pagar R$5 mil ao primeiro colocado, R$3 mil ao segundo, R$ 2 mil ao terceiro, R$1 mil ao quarto, R$500,00 ao quinto e R$500 ao melhor intérprete, perfazendo uma das melhores premiações registradas em festivais na Bahia.
Mineiros ganham festival Velho Chico Beat de Música
Postado em 01/09/09 às 14h30

Todos os ingredientes que não podem faltar a um festival, houve no Primeiro Festival Velho Chico Beat de Música, Edição Nacional, promovido no último final de semana de agosto em Bom Jesus da Lapa, sob a responabilidade do Projeto Canta Vale e com patrocínio da Secretaria Estadual de Cultura do Estado da Bahia, com recursos do Fundo de Cultura.
Antes da apresentação dos concorrentes, no Sábado, o trovador san-franciscano Paulo Gabiru fez um show que foi assistido com entusiasmo pelos artistas presentes, que no Nordeste ouvem dizer que o músico de Lapa é uma das lendas vivas do cancioneiro regional.
Das 20 músicas selecionadas e defendidas por seus intérpretes no sábado e no domingo, oito delas chegaram para a disputa final, com um bom nível de qualidade. O juri escolheu como campeã a belíssima “Amores - a canção”, da autoria de Zebeto Correia e defendida por Tarcisio Veiga. Ele abocanhou também o prêmio de melhor intérprete. Tarcisio foi acompanhado apenas pelo tecladista Libório, de Bom Jesus da Lapa. Ele confiou na força da canção e não ficou desiludido. O segundo lugar foi dado a outra bela canção composta edefendida pelo veterano Zé Alexandre, parceiro de Osvaldo Montenegro e conheciddo no circuito alternativo de música pelo Brasil. Carlos Villela teve “Canoeiro” defendida por Reginaldo Bello, que ficou em terceiro lugar; Sandro Dorneles com “Malabares com farinha”, uma típica canção ao estilo Chico Buarque, ficou em quarto lugar. Por fim, Laécio Beethoven recebeu a premiação como o quinto colocado.
O festival distribuiu R$ 12 mil em dinheiro, na seguinte ordem: 1º 5 mil; 2º 3 mil, 3º dois mil, 4º mil reais, 5º 500 reais e melhor intérprete 500 reais. Também foram agraciados os três alunos da rede de ensino fundamental que venceram o concurso de redação. Eles ganharam um computador, câmera fotográfica e um curso de informática oferecido pelos patrocinadores.
O festival foi um grande exemplo do esforço de pessoas que têm preocupação com a cultura em Bom Jesus da Lapa. O palco foi montado na rua, de forma que a praça ficou livre para o público assistir às apresentaçoes, os bares receberam grande número de clientes. Em suma, o saldo foi altamente positivo, apesar de não haver um troféu que caracterizasse melhor o evento.
Segundo Carlos Humberto Leles, não houve apoio da Prefeitura Municipal, a não ser as obrigações. Representando o poder público municipal, compareceu apenas a secretária de educação, Carolina Ferraz, que apoiou o concurso de redação. A secretaria de cultura, Roberta Andrade não foi vista por lá, numa prova de que cultura de qualidade na capital baiana da fé não está fazendo parte do cardápio de quem está à frente das decisões. Carlos Humberto afirmou que não foi por falta de convite.
Infelizmente, a classe artística não teve o tratamento que merece nos três dias de festival, pelas autoridades locais. Em outra situação, poderia haver um jantar oferecido aos participantes, pois estes são os maiores formadores de opinião desde a Roma Antiga, e caso saiam da 1ª das sete maravilhas do Brasil falando mal da cidade, não é bom.
A banda do Quilombo Rio das Rãs encerrou o festival com um show de tambores, o que mais caracteriza a idéia do estilo “velho chico beat”.
Festival de Carinhanha: campeã é de Vitória da Conquista
Aconteceu no último final de semana --17, 18 e 19 de julho -- o Primeiro Festival da Canção de Carinhanha, também com um festival de poesia.
14 poemas e 20 músicas disputaram a premiação.
A grande campeã foi a cantora de Vitória da Conquista, Khel Lira, com a música "Canção pelo Verde"; 2º Lugar: Laércio Bethovem, com a canção "Dança dos Rios"; 3º Lugar: Gerri Cunha, com a canção "Acalanto para uma Lavadeira"; Melhor intérprete: Walter Dias, com a canção "Manifesto H2O".
Premiação: 1º Lugar – R$ 3.000,00 (três mil reais) + Troféu; 2º Lugar – R$ 2.000,00 (dois mil reais) + Troféu; 3º Lugar – R$ 1.000,00 (hum mil reais) + Troféu; Melhor Intérprete – R$ 500,00 (quinhentos reais) + Troféu.
O Festival de poesia distribuiu a seguinte premiação: 1º Lugar – R$ 2.000,00 (dois mil reais) + Troféu; 2º Lugar – R$ 1.000,00 (mil reais) + Troféu; 3º Lugar – R$ 700,00 (setecentos reais) + Troféu.
Melhor Intérprete – R$ 500,00 (quinhentos reais) + Troféu.
Mercado Velho: nova opção na noite lapense
Há mais de um ano o Mercado Municipal Olavo Ribeiro da Cruz funciona como um centro promissor de artes e cultura, como uma espécie de Mercado Modelo em Bom Jesus da Lapa. À frente das atividades do mercado, Carlos Humberto Leles, o ativista cultural que mais acredita no espaço, viu finalmente que o ambiente está quase pronto para eventos constantes.
No ano passado, durante a romaria, houve apresentações artísticas no beco. No espaço em frente ao mercado, houve lançamento de livro, vários shows e neste ano durante o encontro da Pastoral da Juventude apresentou-se Juraíldes da Cruz. No São Pedro Os Cerqueira levaram grande público para lá. Neste sábado, o grupo retornou para fazer um repertório que incluiu MPB, forró, samba e seresta, convidando os casais para dançar.
Carlos Humberto reconhece que a fase experimental do espaço está acabando, porque a partir do São Pedro, com a inauguração da cobertura no beco, o conforto é maior e os comerciantes estão comemorando o bom movimento.
Vai haver programação permanente com apoio doVisto Cultural, no sentido de atrair um público maior, principalmente com uma estratégia de marketing junto aos hotéis.