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Guanambi sedia encontro regional do PMDB

21/09 às 09h

Mais um encontro regional do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) consolida de vez as pretensões do ministro da integração nacional, Geddel Vieira Lima, de disputar o governo da Bahia em 2010. Em clima de campanha, as lideranças receberam delegados e filiados do partido, na Câmara Municipal de Guanambi (796 quilômetros a sudoeste de Salvador), neste sábado (19), para reforço do projeto político dos pemedebistas.

Com destaque para o deputado federal Colbert Martins, o deputado estadual Arthur Maia, o presidente da UPB, Roberto Maia e prefeitos de toda a região, como Eugênio Tito, de Riacho de Santana, o encontro impressionou devido à presença dos líderes que lotaram o plenário para ouvir os palestrantes.

Geddel Vieira Lima, sentado ao lado de Lúcio Vieira Lima, presidente do PMDB na Bahia, da ex-deputada Ivana Bastos e do deputado Arthur Maia, ouviu atentamente todos os prefeitos e políticos presentes que estão na luta para tentar elegê-lo em 2010.

“Não adianta o PT continuar com esta mentira de dizer que o PMDB não terá conadidato (...) O ministro Geddel é o maior líder político da Bahia na atualidade”, afirmou Arthur Maia, depois de tecer elogios ao colega de partido e criticar duramente o PT e o governo Wagner. “O PMDB tem nos seus quadros o futuro governador da Bahia”, “profetizou” o deputado.

Já Roberto Maia, prefeito de Bom Jesus da Lapa e presidente da UPB, elencou o que ele considera questões fundamentais que não têm atenção do governo Wagner, como a segurança, a saúde e a educação. “Fizemos uma grande manifestação em abril deste ano para ter uma resposta do governo, o governador não resolveu absolutamente nada, nada e nada...”, disse o prefeito. Maia disse ainda que os prefeitos não tem nenhum motivo para continuar apoiando Wagner, sendo que o caminho é o ministro Geddel.O discurso inflamado de Geddel seguiu o mesmo tom apresentado em todos os encontros do PMDB. “Eu não quero ficar falando de um passado frustrante; também não quero falar de um presente que só causa decepções” , iniciou ele, sempre apontando o que seria capaz de fazer como governador, conforme o currículo apresentando com deputado e ministro.  “Para mudar essa situação devemos estabelecer prioridades e não podemos repetir as frustrações. Venham comigo aqueles que não têm medo e que querem uma Bahia melhor para seus filhos”, conclama o ministro. O bordão de Geddel -- governar é gerir políticas públicas -- coroou sua fala, que se seguiu do áudio do Hino Nacional Brasileiro, com todos de pé, de mãos dadas, e o ministro com a bandeira da Bahia envolta  no corpo ao estilo “capa de super-homem”.

 

Roberto Maia diz que aliança PMDB/PT em Lapa pode ser desfeita

O prefeito de Bom Jesus da Lapa e presidente da UPB, Roberto Maia (PMDB), confidenciou ao iVisto esta tarde, durante vistoria do terreno onde será construído o IFET no Município, que a aliança com o PT, a qual segundo ele foi difícil de ser consolidada na cidade, e que contribuiu para sua reeleição, pode ser desfeita. O prefeito toma por base dois pressupostos: o primeiro é a preservação dos cargos indicados por ele para entidades governamentais na região, como a DIRES e o Retran; o segundo seria uma determinação do PMDB estadual. “Sou filiado ao PMDB que tem suas normas rígidas, e o que for determinado, terei de comunicar ao PT”, afirma. Mesmo assim, Roberto Maia tem muito a agradecer pela parceria: “que tem nos ajudado muito, inclusive, tenho amigos como Hildebrando, que é vice-prefeito, e o vereador João da Sucam”.

 

Na AL, Arthur Maia critica Wagner, mas garante palanque para Dilma

“Fizemos isso de forma antecipada, pois, há mais de um ano numa carta aberta o Ministro Geddel já assumia essa posição. Vamos agir com lisura e ética na política, apesar de não ter sido isso que o PT fez retirando-se da prefeitura de Salvador três meses antes das eleições”, afirmou ele.

Arthur também disse que tem pessoas que gostariam que o PT nacional rompesse com o PMDB mas “o presidente Lula tem dito que o Ministro Geddel é um dos melhores quadros de seu Ministério e que ele deveria estar nesse cargo há mais tempo, portanto, entendo que a relação PT/PMDB em nível nacional é uma relação preservada. Lula terá nosso apoio para o candidato que indicar”.

O parlamentar lamentou que os projetos do presidente Lula não tenham sido transplantados para a Bahia, apesar da proximidade e boa relação entre o presidente e o governador Jaques Wagner. “Os grandes projetos com o governo federal não saem do papel, nem chegam à Brasília”, ressaltou o deputado afirmando que sempre fez política no âmbito institucional e a oposição que será exercida pelo seu partido será leal e honesta mas firme.

Dois palanques - Na concepção do deputado Arthur Maia, a Bahia terá dois palanques para a ministra Dilma Rousseff, pois, o presidente Lula tem sido generoso com o ministro Geddel, considerado um dos seus quadros mais qualificados. “No plano nacional a relação PMDB com o PT está preservada e apoiamos a candidata do presidente Lula, a não ser que ele diga que não deseja o nosso apoio”, frisou.

 

Geddel já rompeu com Wagner

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, informou, formalmente, ao governador Jacques Wagner (PT) sua disposição de concorrer ao governo da Bahia em 2010.

Desenhada em meio a uma troca de farpas, a iminente ruptura é apenas uma amostra das dificuldades enfrentadas para a costura da aliança entre PMDB e PT pelo país.

Além de Estados de rivalidade histórica (como no Rio Grande do Sul), os problemas afloram no Rio, Minas, Pará e Mato Grosso do Sul. Mesmo sem exigência de reprodução fiel das coligações nacionais nos Estados, são campos minados para pavimentação da aliança em favor da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência.

Com a relação abalada desde a eleição para a Prefeitura de Salvador, PMDB e PT baianos explicitam agora sua briga.

Geddel faz críticas à atuação de Wagner. Wagner lembra que o PMDB participa do governo estadual (com duas secretarias) para lamentar que Geddel não as tenha feito internamente.

Segundo Geddel, seu apoio a Dilma Rousseff "é o caminho natural". Mas há quem aposte numa composição com o tucanato num segundo turno.
O ministro minimiza o impacto de sua candidatura sobre a aliança nacional e descarta a hipótese de pressão para que desista: "Não fizemos exigência quando o PT lançou candidato contra o João Henrique".

No Rio, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), recorre ao exemplo de Geddel para justificar a pretensão de concorrer ao governo contra o peemedebista Sérgio Cabral.
" Se Geddel pode ser candidato, por que não posso colocar meu nome?", pergunta Lindberg, para quem "acabou essa tese de intervenção no PT".

Defendendo que o PT ganhe musculatura em 2010, Lindberg prega apoio à candidatura Dilma. Mas apela: "Não venham pedir rendição completa do PT em nome de Dilma".
Outro Estado de potencial explosivo é o Pará. Lá, o PMDB acaba de desembarcar da Secretaria de Saúde.

Segundo o deputado José Geraldo (PT-PA), os peemedebistas entregaram o cargo a pedido da governadora, Ana Júlia Carepa.
No Estado, diz, o PMDB exige que os petistas abram mão de candidatura ao Senado para a manutenção da aliança. "Vamos compor com outros partidos. Não ficaremos reféns do PMDB", reagiu o deputado.

Em Mato Grosso do Sul, o senador Delcídio Amaral (PT) acaba de anunciar apoio à candidatura do ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, Zeca do PT. É, no mínimo, uma tentativa de ganhar força para negociação com o governador André Pucinelli (PMDB).

" O PT vai marchar unido para a consolidação de nossa candidatura. Temos candidato", avisa Delcídio.
Avançada no Espírito Santo e em Sergipe, a composição com o PMDB é improvável em Estados com São Paulo e Rio Grande do Sul. "Temos muitas diferenças políticas", pondera o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB).

Ainda que admita dificuldades, o presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra --candidato da maior corrente do PT na disputa pela presidência do partido--, promete trabalhar pela edição da aliança com o PMDB. "Tudo vai clarear a partir de abril", declarou.

Fonte: CATIA SEABRA da Folha de S.Paulo

 

Governador vê traição do PMDB a projeto político

Fernanda chagas, A Tarde

Novamente surpreendendo, o governador Jaques Wagner, que sempre preferiu manter uma postura amena em relação aos “inimigos” já declarados, resolveu utilizar de um discurso mais contundente ontem e declarou que em relação a postura do PMDB com o PT, “houve a traição de um projeto político que foi montado em 2006. Mas, é bom que se diga que meu acordo com o PMDB não incluía nenhum ministério. Só posso prometer o que eu tenho. Apesar de ter sido eu mesmo que levei e apresentei o então deputado federal (Geddel) ao presidente Lula”, revelou.

E não parou por aí. O petista garantiu ainda que não teme um confronto direto com o PMDB. “Apesar de ter tido o apoio de muitos, quem ganhou a eleição em 2006 fui eu. Assim como quem recebeu votos em Salvador foi o João Henrique. Tem muita gente querendo pongar no colo dele. Se eu ganhei do todo poderoso PFL naquela época, quem dirá agora com quem quer que seja”, disparou.
Por fim, o governador fez um balanço positivo da gestão. “A avaliação é positiva. Até porque substituímos um sistema político que durou 16 anos. Mudamos a concepção de que ‘manda quem pode e obedece quem tem juízo’ pela ‘respeite para ser respeitado’. As pesquisas que nós sempre fazemos e o calor das pessoas mostram que estamos indo bem, apesar de existirem muitas coisas a serem feitas”, ressaltou.

Wagner ainda se orgulhou em dizer que a Bahia não deve um centavo em precatórios alimentícios e destacou ações nas áreas de saúde, como o Hospital de Juazeiro e o internamento domiciliar, e segurança pública, a exemplo da contratação de 3.200 soldados para a Polícia Militar e a ampliação no quadro de agentes, escrivães e delegados que servem ao interior do Estado.

 

Roberto Maia quer botar governo do estado no "pau"

O presidente da UPB e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Roberto Maia (PMDB), vai se reunir, nesta quarta-feira, às 16h, na sede do órgão, com representantes das secretarias estaduais da Fazenda e da Educação e do Conselho Estadual do Fundeb para discutir o redirecionamento feito pelo governo estadual de verbas da Fundeb para o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecep). A Sefaz fez o redirecionamento alegando amparo na Ação Cautelar 268-1 do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Se não convencerem a representante do Conselho do Fundeb e do MEC, nós da UPB vamos ingressar na Justiça”, afirmou o presidente da UPB. Entre os anos de 2007 e 2008 a educação da creche ao ensino médio da Bahia deixou de receber R$72,5 milhões do governo do Estado. O montante deveria ser remetido aos 417 municípios baianos como parte do Fundeb. O valor representa 2% do total do Fundeb na Bahia, suficiente para construir e equipar 52 escolas com capacidade média de 110 alunos de até cinco anos. Neste cálculo, seriam 5.720 crianças beneficiadas.

Atitudes do PMDB baiano hostilizam Lula e Wagner, diz presidente do PT

O presidente estadual do PT, Jonas Paulo, não vê nas atitudes e investidas recentes do PMDB baiano uma postura condizente de um aliado que compõe os governos federal e estadual. “É inconcebível que uma força política que partilha responsabilidades de governo nas gestões de Wagner e Lula, ocupando ministérios, secretarias e empresas importantes, passe a hostilizar o projeto e construir tática eleitoral que favorece nossos adversários”, afirma o petista.

Para ele, não se pode justificar presunção usando as eleições municipais de 2008: “As forças aliadas do presidente e do governador se enfrentaram em várias cidades sem maiores prejuízos, inclusive onde o PT já era governo, como em Camaçari, Vitória da Conquista, Senhor do Bonfim, Lauro de Freitas e Cruz das Almas.

Agora trata-se de uma eleição nacional, com repercussão internacional onde o que está em jogo é o nosso projeto de nação soberana, e os estados assumem um papel fundamental, como a Bahia, que está umbilicalmente vinculada a essa disputa assumindo importância estratégica”.

Jonas Paulo reafirma o caráter plebiscitário do embate em 2010: “Como diz o presidente Lula, é preciso ter lado e identidade com o projeto. Se não quer e não se sente afinado com o processo de mudança na Bahia e no Brasil, que busque seu caminho. Nós defendemos a unidade e a coesão da base de Lula e Wagner na Bahia, mas não temos medo de disputar com ninguém”.

Teco Bastos e Romeu Thessing negam terem sido expulsos do PT por infidelidade partidária

Em resposta à informação publicada na coluna Escuta do Poder na segunda-feira (10) de que teriam sido expulsos do PT (Partido dos Trabalhadores) de Bom Jesus da Lapa, por infidelidade partidária, o radialista Romeu Thessing e o empresário Teco Bastos, ambos visitaram a redação do iVisto para provar, através de ofícios, que a verdade é outra.


“No dia 27 de março, encaminhei ofício ao diretório do PT pedindo minha desfiliação, e no dia 30 filiei-me ao PCdoB”, argumenta Romeu. Ele informa, ainda, que está em vias de ser escolhido presidente do atual partido no Município.


Teco Basto vai mais além: “Nem eu nem Romeu recebemos qualquer notificação do partido informando a expulsão, e continuo filiado”. O ex-presidente do PT na cidade conta ainda, que na véspera da vinda do governador Jaques Wagner para entregar a praça no dia 30 de julho, ele foi procurado pelo cerimonial do Palácio de Ondina, para ajudar a providenciar carro de som e outros serviços de cerimonial.


“O governador tem um grande laço de amizade com Teco e autoconfiabilidade no partido em Lapa. Eu tinha mais motivos para ser expulso, porque subi em palanque nas eleições de outubro de 2008, mas Teco, não”, atesta Romeu Thessing.


Para Teco Bastos, se o fato dele ter adesivado o carro da empresa da qual é gerente, com propaganda política do candidato Eures Ribeiro, for infidelidade partidária, sim. Mas, não considera isso infidelidade. “Fui convidado pelo cerimonial a ir ao diretório do PT, mas não quis ir com o governador, uma vez que discordo da maneira como o presidente atual se manifesta”, reforça Teco.


Romeu Tessing e Teco Bastos  afirmam não compreender porque foi divulgado que ambos foram expulsos do PT, uma vez que não foram notificados a respeito, na forma legal como deve ser. Mais estranho ainda é o fato de Romeu Thessing ter pedido a desfiliação por livre e espontânea vontade.

 

Wagner:o jogo que Geddel quiser jogar eu topo


Por: Bob Fernandes - Terra Magazine em 14/07/09

O ministro da Integração Nacional do governo Lula, Geddel Viera Lima, do PMDB, buscou, busca viabilizar-se como candidato ao governo da Bahia. Chegou a verbalizar ali e acolá a idéia de ser um candidato de consenso entre as oposições contra o governador Jaques Wagner, do PT.
Como oposição na Bahia significa também o DEM, tal movimento implicaria, naturalmente, em ter um outro candidato à presidência da República que não o candidato do presidente Lula. O problema para Geddel é que o ex-governador Paulo Souto, do DEM, nome forte no estado, também já se anuncia candidato ao governo, contra Wagner. Donde, se tornada concreta a candidatura Souto, a tal união de oposições não se daria como imaginado pelo ministro. No final de semana, em entrevista a Terra Magazine, Geddel confirmou o rompimento com o governo Wagner.

Na segunda, 13, o deputado federal Emiliano José (PT), muito próximo a Jaques Wagner e ao ex-governador Waldir Pires bateu duro em Geddel.. Para tentar entender todo esse molejo, essas ondas na política baiana, Terra Magazine ouviu o governador Jaques Wagner no início da madrugada desta terça-feira. Disse o governador:
- O que eu quero, o meu desejo, é continuar com a aliança (...) nesse projeto o ministro Geddel, naturalmente, disputaria a senatoria (...) mas se ele romper ele sai, não sou eu quem vai botá-lo pra fora (...) quero manter a aliança, mas se ele quiser sair... o jogo que ele jogar, quiser jogar, eu topo.
Leia abaixo a íntegra da entrevista:

Terra Magazine - Governador, o que temos aí na Bahia? O PMDB do ministro Geddel, integrante da aliança que elegeu o senhor, rompeu com o seu governo?

Jaques Wagner - Eu já disse e repito que ganha quem junta, quem agrega, reúne, e não quem separa. O que eu quero, o meu desejo, é continuar com a aliança de nove partidos que me elegeu e chegou comigo ao governo em 2006. E as várias conversas que tive com o ministro Geddel foram no sentido de manter o projeto, onde, naturalmente, ele iria para a senatoria, disputaria a vaga de senador dentro dessa aliança em 2010. Foi sempre esse o rumo da nossa conversa.

Quando foi a última conversa?

Há umas três semanas, eu, ele e o irmão dele, Lúcio, que é o presidente do PMDB na Bahia. Em algum momento ele começou a levantar a suspeita que o PT não queria votar nele, que poderia atrapalhar, e eu disse "se você diz, sugere que não está, não estará na aliança, aí sim pode surgir esse problema... porque o PT votaria em você se você diz não querer integrar a aliança?". Mas as conversas, de minha parte, e em consonância com o projeto do presidente Lula para 2010, foram sempre no sentido de manter, agregar...

Mas nessa última conversa ele não falou em deixar o seu governo?

Ele falou que precisava fazer um movimento para fortalecer as bases do partido, ouvir as bases do partido, e então, em setembro, ele vai avaliar. Olha, é um direito dele sair e montar um chapa para concorrer ao governo.... não sei quem ele vai apoiar para presidente se fizer isso, mas eu sigo meu caminho; apoio a Dilma, sou candidato à reeleição e estou organizando minha chapa.

Mas, insisto, ele não disse que deixaria o seu governo?

Não, me disse que ouviria o que querem as bases.

E ele seria candidato ao governo?

Como hipótese isso existe, mas se ele romper ele sai, não sou eu quem vai botá-lo pra fora. Não faço questão de romper, repito que prefiro juntar, agregar, mas que fique claro: o jogo que ele jogar, quiser jogar, eu topo. Agora, eu sou pelo menor caminho entre dois pontos e o menor e melhor caminho seria manter a aliança e até ampliar se for possível. Se não for, enfrentaremos o jogo que vier. Eu escolho aliados, não escolho adversários. Tenho interesse em manter, mas se não houver interesse, paciência, vamos para o jogo.

 

Ex-vereador tenta "roubar" a cena da festa

O governador Jaques Wagner (PT) desembarcou nesta sexta-feira (31) às 9h em Bom Jesus da Lapa, onde foi recebeido pelo prefeito Roberto Maia (PMDB) e num ato administrativo rápido, inaugurou a Praça Marechal Deodoro da Fonseca. A solenidade foi constantemente atrapalhada por uma encenação do ex-vereador Eures Ribeiro (PV), que aproveitou para realizar uma espécie de "fantasia de poder", ao tentar encarnar o papel de "gestor mímico" proporcionando, com isso, apupos de seus correligionários e risos ao povo presente.

A rápida passagem do governador Jaques Wagner (PT) por Bom Jesus da Lapa para entregar a Praça Marechal Deodoro, ao lado do prefeito Roberto Maia (PMDB), num ato administrativo, conforme Wagner mesmo afirmou instantes antes do descerramento da placa de inauguração, proporcionou uma espécie de “ópera bufa” encenada pelo ex-vereador Eures Ribeiro e aqueles que o acompanham. Wagner desembarcou às nove e levantou vôo às dez horas desta sexta-feira (31), tempo suficiente para assistir a cenas bizarras.

“Quero deixar claro que isto aqui é um ato administrativo e não um ato político”, afirmou Jaques Wagner ao ser interrompido por uma minoria que gritava para tentar promover o nome do ex-vereador do PV. O constrangimento aconteceu na praça, em torno da placa de inauguração, quando o governador tentava comandar a solenidade e era atrapalhado pelo vereador que se postou entre as autoridades para acompanhar o descerramento.

Em volta, alguns populares arregimentados pela oposição a Roberto Maia, gritavam o nome de Eures e tentavam minimizar o nome de Roberto Maia, numa situação vergonhosa e de quem não tem respeito por autoridades maiores escolhidas pelo voto, como são o governador e o prefeito, e não sabe receber os visitantes ilustres.

O constrangimento começou na chegada do avião que transportava Wagner, quando Eures tentou ficar “bem na foto”, mas foi tratado de forma simples por Wagner. O tempo todo o ex-vereador quis se infiltrar entre as autoridades presentes: deputados, secretários de estado e prefeitos das cidades circunvizinhas. Com a elegância de sempre, Jaques Wagner fingiu não se incomodar. Mas por várias vezes disse ao microfone que as eleições vão ser em 2010 e aquilo não era um ato político, numa crítica direta ao “teatro burlesco” improvisado.

Hildebrando Ferreira (PT), vice-prefeito, reforçou a Wagner, no trajeto até o carro, a parceria que a administração municipal tem com o PT em Bom Jesus da Lapa. “A prefeitura tem um relacionamento com o governo (...) Este ano foi duro tanto para a prefeitura quanto para o governo, ambos enfrentamos problemas com a crise mundial”, ressaltou Wagner em seu breve discurso.

Por algumas vezes Wagner foi interrompido com os gritos dos politiqueiros, que vibravam ao ver Eures atrapalhar o governador na hora de descerrar a placa. Mas de maneira cortês o governador apontou para o prefeito mostrando quem era autoridade naquele momento solene. “Vamos saber separar os atos. Processo eleitoral é uma coisa, outra coisa é um ato administrativo (...). Vamos separar, porque a política é um brinde à vida”, disparou Jaques Wagner diante da falta de educação de algumas pessoas presentes.

Wagner convidou também o bispo Dom Cesar para se aproximar e disse: “tudo que a gente faz em Bom Jesus da Lapa é uma referência à fé e ao santuário do Senhor Bom Jesus”. Depois disso o governador encerrou sua visita e continuou sendo atrapalhado pelo ex-vereador e seus seguidores, até conseguir se desvencilhar do embróglio para retornar ao aeroporto, de onde seguiu de helicóptero até Paratinga.

 

Gestores aprovam nova carta de reivindicações

Na quinta-feira (16), último dia da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, foi lida a Carta da XII Marcha, onde constam as atividades ocorridas no Congresso. No dia anterior o governo federal anunciou liberação de verba, assinatura de decretos e anúncios de benefícios para os municípios. O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que trata da compensação financeira entre o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) dos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. De acordo com o documento, a determinação será aplicada na contagem recíproca de tempo de contribuição para efeito de aposentadoria. E, além do novo decreto, que permitirá ao Ministério da Presidência Social fazer as compensações previdenciárias na forma da lei, também foi assinada a liberação de R$ 1 bilhão para os Municípios de até 50 mil habitantes dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida. Na área educacional, o ministro da Educação em exercício, José Henrique Paim, assinou termo para doação de 8.443 ônibus escolares para 1.800 Municípios selecionados de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), no âmbito do programa Caminho da Escola. O ministro das Cidades, Marcio Fortes, assinou portaria que autoriza redução imediata de até 40% do valor das contrapartidas de obras do Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC), nas ações de saneamento ambiental e habitação do programa.

Ainda na quinta-feira, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) apresentou a Carta de Encerramento da XII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Nela, a entidade oficializa as reivindicações dos gestores debatidas ao longo do encontro. A pauta contendo as principais necessidades dos 5.563 entes federados foi entregue na tarde de quarta-feira, 15 de julho, a parlamentares de todos os Estados. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), João Coser, assinaram o documento e deram por finalizados os trabalhos desta edição da Marcha.

Depois de defender a restituição do Pacto Federativo no Congresso, a carta pede urgência na regulamentação da Emenda Constitucional 29 pela Câmara dos Deputados, mantendo o texto aprovado pelo Senado Federal.

O documento alerta também para a necessidade de alcançar medidas que minimizem o impacto da crise econômica nos Municípios. Os dirigentes da Marcha julgam como prioridades, além da EC 29, os temas: derrubada dos vetos presidenciais sobre a Lei 11.690/2009 – trata do encontro de contas entre Municípios e Previdência e o veto da TJLP -, aprovação da PEC 351/2009 – garante o pagamento de precatórios sem o comprometimento do funcionamento público -, votação da Lei de Licitações no Senado, garantir porcentuais justos na repactuação das receitas na Reforma Tributária e por último, a legalização dos programas nacionais executados pelos Municípios.

Após a leitura da carta, os prefeitos, secretários e vereadores presentes na Marcha, aprovaram o documento com aplausos. “Com este ato, podemos perceber a aprovação dos gestores da carta final. Portanto, agradeço a presença e união de todos os gestores em mais uma Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios”, finalizou Ziulkoski.

 

Lula vistoria obras de revitalização em Barra

19/10/2009

lulabarra

Quarta-feira (14), debaixo de um sol de quase 40 graus na cidade de Barra, um dos municípios mais antigos da Bahia, palco de grandes acontecimentos no período das grandes expedições promovidas pelos donatários das terras do sertão no período colonial, milhares de pessoas esperavam a chegada do presidente Lula, desde as dez horas, que estava prevista para as 13 e 30. Lula acabou chegando ao canteiro para inspecionar obras de revitalização, por volta das 15 horas.

Uma comitiva de Bom Jesus da Lapa acompanhando o prefeito Roberto Maia, registrou o breve encontro. Tudo muito rápido e separado entre as várias barreiras de segurança, de forma que o contato do presidente com o povo aconteceu num piscar de olhos, depois de atender a imprensa. Roberto Maia acompanhou de perto a ação presidencial, e foi saudado pelos populares ao lado do ministro Geddel. Entre as pessoas que foram ver Lula e seus ministros havia quatro faixas de apoio à candidatura de Geddel e três pró-Wagner. Nenhuma que lembrasse Dilma.

A ministra Dilma Roussef mostrou, diante de cerca de 1,5 mil pessoas, certa timidez para uma candidata a presidente. Chamada por pessoas que se aglomeravam para ver Lula e comitiva, Dilma se aproximou. Tirou fotos, abraçou algumas delas, mas logo se afastou. O fato de ser a candidata de Lula, porém, deverá ajudá-la.

Em Barra, Lula prometeu ficar vigilante, mesmo depois de deixar a Presidência, para impedir que seus sucessores paralisem as obras de transposição. Repetiu promessa semelhante feita em 1989 pelo então presidente José Sarney, ao inaugurar trecho da Ferrovia Norte-Sul. Só agora, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a obra foi retomada.

Ao lado do deputado fedral Ciro Gomes (PSB-CE), da ministra Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu sinais, pela primeira vez em público, de reconhecer a pré-candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) à Presidência da República. O presidente foi perguntado de quem gostava mais, se de Ciro ou da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Lula foi diplomático. “Eu adoro os dois, mas me parece que eles têm vocação para serem cantores 'solo', mas, de qualquer forma, eu adoro os dois e vamos ver o que vai acontecer”, disse o presidente.

A bordo de uma embarcação da Marinha, as autoridades visitaram por 20 minutos pontos de dragagem e de controle de processos erosivos do Rio São Francisco. Segundo o presidente Lula, a obra de revitalização é o primeiro passo para dar início à transposição. “Precisamos, primeiro, cuidar do rio e assegurar que a sua água está completamente pura. Depois, iniciaremos o processo de transposição, que beneficiará milhares de nordestinos que vivem na seca. Esta intervenção vai garantir ao povo, acesso à água de qualidade, além de melhorar a navegabilidade e gerar empregos”.

O Rio São Francisco possui 2.800 quilômetros de extensão, sendo que 300 quilômetros estão em território baiano, entre Ibotirama e Pilão Arcado. No trecho que corta a cidade de Barra, a revitalização teve início com a plantação de 139 mil mudas nativas nas margens do rio, o que vai colaborar para evitar o processo de erosão.

Além disso, estão sendo realizados trabalhos de saneamento básico, monitoramento da qualidade da água, reflorestamento de nascentes, margens e áreas degradadas e controle de processos erosivos para conservação de água e do solo.

Por meio de ações de desassoreamento, contenção de barrancas, proteção de nascentes e mananciais e recomposição vegetal, a revitalização do rio atingirá 800 mil hectares da bacia, equivalente a quase um milhão de campos de futebol. A navegabilidade do Rio São Francisco será melhorada, inicialmente, no trecho Ibotirama - Juazeiro, em território baiano.

Segundo o governador Jaques Wagner, as intervenções vão transformar a vida do povo de Barreiras. “Essa obra garantirá saneamento básico. O esgoto da cidade não será mais jogado no rio. Além disso, vai melhorar a pescaria e a navegabilidade. Isso, sem contar na água de qualidade que as pessoas passarão a receber. As famílias que moravam na margem do rio foram relocadas e hoje têm uma outra qualidade de vida, com esgotamento sanitário. É totalmente positiva esta obra para a região”.

Já foram concluídas as obras da margem esquerda (1.100 metros) e direita (700 metros) do campo de provas. Somente na Bahia serão investidos na recuperação do rio, R$ 100 milhões e, até 2010, 12 quilômetros devem estar completamente restaurados.

 

Frente a frente com Rui Costa, Geddel ironiza secretário e critica governo

geddelironiza

Postado em 27/10/2009

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), no encontro de prefeitos da UPB, num forte discurso, não poupou o secretário Rui Costa (Relações Institucionais), que o antecedeu nos pronunciamentos. “Quero dizer, da forma mais elegante que minha forma permite, que discordo de alguns aspectos de sua fala”, começou o ministro, dirigindo-se a Costa.

“Setores como saúde, educação, segurança pública… Então, Roberto Maia, por que a reunião? Se a realidade fosse como diz Rui Costa, teríamos aqui um público de prefeitos que não sabe reconhecer as qualidades do governo, um público de ingratos”, ironizou.

O peemedebista mirou na falta de objetividade de Rui Costa em sua exposição, no qual enfatizou a possibilidade de o Estado recompor as perdas de arrecadação dos municípios com os tributos estaduais, como ICMS. “É preciso saber se o Estado vai ou não recompensar a queda na arrecadação, para que os prefeitos não fiquem de cuia na mão, sacrificando sua independência financeira e, porque não, política”, seguiu Geddel, insinuando a existência de uma relação clientelista entre os prefeitos e o governo do Estado.

O ministro seguiu criticando o discurso de Rui, lamentado a postura de achar justificativas para a atual situação do Estado no governo anterior. “Os governos se sucedem para corrigir o que há de errado”. Com os ardorosos aplausos dos prefeitos, Geddel concluiu, se dirigindo ao secretário: “Tome minha fala como uma contribuição efetiva. Para que da próxima vez não faça apenas um diagnóstico, mas que siga as orientações do presidente Lula e traga certezas” (Rafael Rodrigues, Política Livre).

 

Plenário aprova aumento no número de vereadores do País

Em contrapartida, o texto aprovado prevê a redução das despesas das câmaras municipais.

O Plenário aprovou nesta terça-feira, em segundo turno, as PECs 336/09 e 379/09, ambas do Senado, que aumentam o número de vereadores do País dos atuais cerca de 52 mil para cerca de 59 mil. Além disso, ficam reduzidos os percentuais máximos de receita municipal que podem ser gastos com as câmaras. As PECs serão promulgadas em sessão solene do Congresso.

O texto mantém as 24 faixas de números de vereadores aprovadas pela Câmara no ano passado, mas muda a fórmula de cálculo das despesas. Em vez de percentuais relacionados a faixas de receita anual dos municípios, como pretendido pela Câmara, os senadores mantiveram a aplicação de percentuais com base em faixas de população, como determina a Constituição atualmente.

O substitutivo votado, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), não faz mudanças de mérito nas PECs, pois apenas reúne os dois textos em um só. A matéria teve 380 votos a favor, 29 contra e 2 abstenções.

Inconstitucionalidade


A exemplo do primeiro turno, as divergências em torno do texto se mantiveram nos debates. Um dos pontos polêmicos é a validade retroativa para o pleito de 2008 da mudança do número de vereadores, que beneficiará os suplentes de uma eleição encerrada. A redução dos repasses, entretanto, passará a valer a partir do ano seguinte à promulgação da PEC.

Segundo o relator, quem determina as regras eleitorais "é esta Casa e não o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)". Faria de Sá lamentou que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Britto e Gilmar Mendes tenham se manifestado sobre o tema e disse que eles têm de se declarar impedidos de julgar uma possível Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), pois opinaram antecipadamente contra a retroatividade das regras para as eleições de 2008.

Para o deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), a retroatividade é "absolutamente inconstitucional, por alterar um resultado de eleições homologadas". Ele lamentou que as lideranças não tenham se mobilizado para adotar um destaque que retirasse do texto a retroatividade para o novo número de vereadores.

José Carlos Aleluia (DEM-BA) também discursou contra a PEC. Segundo o deputado, a proposta "fere frontalmente a Constituição e não tem apoio da população, que prefere eleger diretamente os seus representantes".

A favor das PECs, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), argumentou que a Câmara apenas restabeleceu o número de vagas compatível com a representatividade de cada município. "Não estamos nomeando nenhum vereador, pois as câmaras municipais têm plena autonomia para acatar e adequar a emenda constitucional", disse.

Divergência e acordo
No ano passado, o Senado aprovou apenas o aumento de vereadores, transformado na PEC 336/09. Quando essa proposta foi enviada à Câmara, o então presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP) se recusou a promulgá-la. Ele argumentou que os senadores romperam o equilíbrio do texto aprovado antes pelos deputados (o aumento de vagas estava condicionado à diminuição de despesas).

A recusa levou o então presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, a entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo a promulgação parcial do texto já aprovado pelas duas Casas e que tratava apenas do aumento de vereadores.

Em março deste ano, houve um acordo que resolveu esse impasse: as novas mesas diretoras das duas Casas decidiram analisar a parte que trata da limitação de gastos em outra proposta e o Senado desistiu do mandado de segurança no STF. Por isso, foram aprovadas duas PECs nesta quarta-feira. Fonte: Agência Câmara.

Arthur Maia diz que Rui Costa foi "rechaçado" pelo povo

por: Thiago Texixeira - Política Livre

O deputado Arthur Maia (PMDB), em telefonema ao Política Livre, respondeu às críticas feitas pelo secretário estadual de Relações Institucionais, Rui Costa, no programa Entrevista Coletiva (ver nota), direcionadas à sua legenda. O peemedebista disse que seu partido saiu do governo não como traidor, mas para não participar, segundo ele, da traição que esse governo estaria fazendo. “O governador Jaques Wagner vem sistematicamente repudiando tudo aquilo que nós, que votamos nele, acreditávamos que podia ser feito numa nova alternativa para esse estado e isto sim é traição”, disse.

O parlamentar sugeriu ainda que o “nervosismo” do secretário Rui Costa estaria relacionado à inexistência de manifestação pública do presidente Lula em relação à saída do PMDB do governo estadual. “(O presidente Lula) manteve o ministro Geddel no ministério e isto é a prova maior de que o presidente não condenou a atitude do PMDB de romper com o governador Wagner”, provocou.

Maia concluiu fazendo referência à parte da entrevista em que o secretário afirmou que o PMDB não era nada antes de fazer aliança com o governador Jaques Wagner (PT). “Achei até engraçado ver Rui Costa dizer que o PMDB não era nada antes da aliança com o PT. Se o PMDB não era nada antes do governo, imagine Rui, candidato a deputado um sem número de vezes e repetidamente rechaçado pelo povo baiano”.

 

Roberto Maia e secretário de Wagner batem boca, pela imprensa

Postado em 09/09/09 às 7h12min


O Jornal A Tarde, desta quarta-feira publicou matéria ressaltando o bate-boca pela imprensa entre Roberto Maia (PMDB) e Afonso Florense (PT), secretário estadual de desenvolvimento urbano. Um falando em nome dos prefeitos depois de um seminário organizado pelo governo, e o outro defendendo Wagner.

Nada menos que os 417 municípios baianos foram convidados para participar do seminário “Consórcios Públicos – um instrumento de organização cooperativa”, realizado pelo governo do Estado, no auditório da Fundação Luís Eduardo Magalhães, no CAB em Salvador, nesta terça-feira, (8), mas apenas 40 prefeitos participaram, o que serviu para críticas ao governo pelo presidente da UPB , Roberto Maia.

O governo informou, no entanto, que 134 (dos 417 municípios baianos), “assinaram um acordo com o Estado – chamado de Memorando de Entendimento – para a realização futura de consórcios públicos”.

O governador Jaques Wagner, cuja presença estava prevista, não compareceu ao evento devido a questões administrativas, segundo a assessoria. O quórum esvaziado de prefeitos foi prato cheio para o presidente da União dos Prefeitos da Bahia (UPB), Roberto Maia (PMDB), prefeito de Bom Jesus da Lapa, criticar um suposto distanciamento da administração estadual em relação aos gestores municipais.

“Isso mostra a falta de articulação do governo com os prefeitos, que estão descontentes. Se eles acham que os prefeitos estão aí para fazer palanque para o governador, estão enganados”.
O governo rebateu as críticas de Roberto Maia. Na opinião do secretário de Desenvolvimento Urbano, Afonso Florence, “as pessoas estão querendo transformar o evento em disputa política”.  Para o secretário, o seminário logrou êxito.

Roberto Maia ressaltou ainda que se trata de um desinteresse dos prefeitos devido  às respostas que têm encontrado do governo Wagner. “Já sabem que não vão achar grandes coisas e acabaram preferindo não se deslocar, gastar dinheiro para voltar com as mãos abanando”, completou. “Se o governo quer atrair prefeito tem que chamar para algo consistente”, enfatizou Maia, que este ano já travou outros embates com o governo, como na marcha dos  prefeitos, em abril, ocasião em que acusou Wagner de boicotar o ato.

“Não era ato político de apoio ao governador. Estamos fazendo uma revolução no Estado, uma  agenda de gestão compartilhada de políticas públicas federativas”, afirmou Florence. “Nenhum prefeito está saindo de mão abanando na Bahia. O próprio Roberto Maia tem visto sua cidade melhor nas área da saúde, educação, habitação.  Recentemente a mais importante praça da cidade que ele administra foi inaugurada por Wagner”. O secretário de Desenvolvimento Urbano assegurou que os seminários com prefeitos continuarão sendo realizados. Fonte: A Tarde.


Jaques Wagner chama Geddel de desleal e ingrato

O governador Jaques Wagner aproveitou nesta quinta, 20, a solenidade de posse dos seus novos secretários João Leão (Infraestrutura) e James Correia (Indústria e Comércio) para criticar o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), líder do PMDB na Bahia que rompeu a aliança política com o PT para sair candidato ao governo em 2010 em oposição ao petista.

“Me dói a incompreensão, a deslealdade, a ingratidão daqueles  que não eram, e não adianta mentir, o que são hoje antes de encostar no projeto do governador Wagner e do presidente Lula. Enquanto trafegavam em outro projeto político, nunca chegaram ao ponto que chegaram”,  disse o governador.  Wagner ressaltou que lealdade e gratidão é algo que se aprende dentro de casa e que está no DNA. “Estou preparado e espero não ter de conviver com outras deslealdades e ingratidões”, reforçou.

Wagner, que ressaltou a agilidade de sua articulação para recompor a base depois da saída do PMDB, ainda com tom de desabafo, disse que todos têm percebido que ele está mais tranquilo agora.  “Porque não há nada pior na vida  do que ter dentro do barco alguém remando contra o que a maioria do barco remava”, completou, em mais uma estocada  no seu ex-aliado.

O governador fez questão de relatar todos os bastidores do dia em que o PMDB desembarcou de sua administração, há duas semanas. Wagner lembrou os pedidos de paciência feitos por Lula  na tentativa de conseguir um consenso e manter a aliança, já aos frangalhos. “Na quinta-feira, quando as cartas de demissão chegaram à porta do Palácio de Ondina, três horas antes eu estava em uma reunião com o BNDES discutindo a BA-093. Recebo um telefonema do presidente Lula:   ‘Galego, tenha calma. Já mandei dizer que é um absurdo se tentar romper aquilo que eu fiz questão de brindar, de reconhecer o sucesso dessa aliança, ao destacar a Bahia dentro do meu ministério’”,  narrou.

Conforme relato de Wagner, o presidente Lula, naquela ocasião, questionou com ele ao telefone o fato de o ministro Geddel não reconhecer a naturalidade e a legitimidade de sua candidatura à reeleição no Estado. “Tenha calma, o bom senso  vai ter de prevalecer”, ainda assim insistiu Lula. “Saindo dali, recebo as cartas, telefono para o presidente no outro dia e digo: ‘Presidente, minha paciência e humildade tão cobradas não adiantam mais”, relembrou o governador. Em coletiva, Wagner ressaltou também que o PMDB baiano “está criando dificuldade para a linha política do governo Lula” e que o presidente “não vê com bons olhos” a decisão do partido, que está “na contramão”.  

Além disso, o petista relatou com satisfação encontro que teve com o prefeito de Salvador João Henrique (PMDB), na segunda-feira.  Segundo ventilado na imprensa por fontes próximas do governador, o peemedebista teria feito queixas de Geddel, o que foi negado enfaticamente  pelas assessorias do prefeito e do PMDB. “Quanto prazer me deu receber o prefeito João Henrique para me dizer: ‘Governador, não há mais obstrução, vamos conversar normalmente’. Se eu converso com prefeitos do DEM, por que não podia conversar com o prefeito de minha capital, do PMDB”, disse Wagner. Para o petista, a “obstrução que havia entre o prefeito e ele era uma “imposição do PMDB estadual”.

Reação de Geddel –  O ministro Geddel rebateu o discurso do governador Jaques Wagner. “Se tem alguém leal com ele, foi eu, o que eu não suporto é a incompetência. Essa dor que o governador tem é a mesma que eu tenho. Eu me lembro quando ninguém acreditava nele, ele ia em minha casa com uma calça azul e branca e um sapato sem meia pedir apoio e jurar lealdade. Eu me sinto mais apunhalado pelo governador do que ele”, retrucou.

Na polêmica sobre quem traiu quem, Geddel mais uma vez trouxe à baila a disputa da última eleição municipal em Salvador, momento em que começou a ruir a aliança entre o governo Wagner e o PT.  “Não foi o PMDB  quem obstruía (relação entre João Henrique e Wagner). Quem ficou no governo João Henrique pendurado até abril de 2008 e abandonou o prefeito foi o PT”.  

O ministro, apesar de dizer que não quer travar discussão com o governador, voltou suas críticas à administração do petista. “Eu quero discutir é a segurança pública caótica, é a saúde, é a educação que se permite desviar R$ 74 milhões do ensino básico, é a administração financeira que atrasa pagamentos de empreiteiros e prestadores de serviço, é o fisiologismo desavergonhado com a galinha-gorda de cargos só pensando na eleição”, disparou
(Lília de Souza, do A TARDE).

Papagaio de pirata e seus periquitos

Por Emanoel Virgino, às 17h33 de 01/08/09

Bom Jesus da Lapa viveu um dos momentos mais hilários relacionados à política, na última sexta-feira (31), quando Jaques Wagner (PT), governador da Bahia, desembarcou para inaugurar a Praça Marechal Deodoro -- obra tocada pelo Conder (Companhia de Desenvolvimento Regional), que ficou paralizada durante oito meses --, num ato administrativo solene. Tudo teria ocorrido conforme manda o protocolo, caso um ex-vereador e candidato a prefeito derrotado nas últimas eleições, não tivesse entrado em cena, bem ao estilo “Curinga” ou “Xarada”, que são personagens das histórias em quadrinhos do Batman.

Na ficção do homem-morcego, os vilões querem sempre tomar a cena do herói, procurando criar farsas para anestesiar a população, com fórmulas como “gás idiotante” ou essências que gravam um riso paralisado no rosto da humanidade. Imitando de forma caricata a ficção, o ex-vereador armou um circo que começou três ou quatro dias antes da chegada do governador, com direito a carro de som na rua e entrevista no rádio, afirmando que ele, um cidadão comum, faria o papel de “prefeito” para receber o administrador do Estado e entregar a obra da praça ao lado dele.

Wagner chegou e lá no aeroporto, o prefeito estava pronto para cumprir com o protocolo, enquanto o ex-vereador em sua “fantasia de alcaide”, também esperava o governador, acompanhado de politiqueiros de plantão. Quando o avião posou, o ex-vereador correu na frente para ser o primeiro a apertar a mão de Wagner. Assim o fez e a patota que o seguia aplaudiu. O governador cumprimentou o prefeito verdadeiro, Roberto Maia (PMDB) enquanto o ex-vereador fez estripulias para tentar tomar a cena e fingiu que entabulava conversa com Wagner. Mas, o governador tinha o que fazer e seguiu na sua missão.

Lá se vai a comitiva para a praça a ser inaugurada, com Roberto Maia ciceroneando Jaques Wagner. Na rabeta da pequena carreata, lá vai o ex-vereador num autêntico papel de Odorico Paraguassu, buscando um espaço “na tora”, como se diz na região. E no destino do “Galego”, a lona estava armada de vez. Diante da placa inaugural, postaram-se o governador e o prefeito. E lá vem o outro encenando para seus correligionários uma mímica burlesca, ao se infiltrar quase que por debaixo do sovaco do governador, para segurar o pano de descerramento da placa inaugural. De um lado o prefeito Roberto Maia cumprindo o protocolo, do outro o governador fazendo a mesma coisa, e uma mão boba agarrada no pano. Isso fez Wagner esboçar um riso, mas permaneceu firme em sua boa educação judaica.

A todo instante o “intruso” olhava para a tropa que reforçava sua “pataquada”, com um riso típico de quem não leva a política a sério, como um maestro de uma espécie de filarmônica do exército de Brancaleone. Assim ele viveu por uns instantes sua fantasia de “autoridade”, com fazia quando ocupava a presidência da Câmara Municipal de Bom Jesus da Lapa. Hoje, porém, está sem qualquer tipo de mandato. Mesmo assim, insiste em mostrar para os desinformados, que faz parte das hostes do poder público, sabendo que atualmente isso não é verdade.

Enfim, Jaques Wagner cumpriu com sua agenda e antes de se dirigir para o aeroporto, ainda precisou romper uma barreira formada por um bando de “periquitos” que docilmente alegraram o cenário da nova praça de Bom Jesus da Lapa, comandados por um autêntico “papagaio de pirata”. Só no sertão acontecem cenas como esta!

 

Geddel vistoria obras em Igaporã

Por Emanoel Virgino

Sem esconder que se considera candidato ao governo da Bahia, o ministro Geddel Vieira Lima, da pasta da Integração Nacional, chegou de helicóptero na tarde de ontem (24) em Igaporã – município localizado a 802 km de Salvador, no centro-sul do Estado – para vistoriar obras de saneamento naquela cidade que conta com uma população de aproximadamente 15 mil habitantes. Ele foi recebido pelo superintendente da 2ª regional da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), Calmito Fagundes.

Geddel desceu de helicóptero no heliporto improvisado no pátio da construtora responsável pelas obras, e caminhou rapidamente até uma rua onde uma equipe realiza obras de esgotamento sanitário. Ele fez questão de cumprimentar os operários um a um e até operou por alguns instantes um aparelho mínicompressor, numa atitude de quem está em campanha política.

Acompanhado do presidente da Codevasf, Orlando de Castro, o ministro encontrou-se também com o prefeito Newton Francisco (PR), que expôs rapidamente algumas necessidades urgentes do município. Geddel caminhou ainda com sua comitiva pelo canal Bacu Pari, que também está sendo beneficiado com obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal.

Depois de cumprir com a agenda, houve um breve encontro na residência de Calmito Fagundes, onde o ministro ressaltou que os investimentos em Igaporã são da ordem de R$ 10 milhões. “O esgotamento vai deixar a cidade com 100% de saneamento básico realizado", informou. Ele disse também que estão sendo abertos 7 poços artesianos para resolver o problema de água na cidade.

Geddel Vieira Lima foi recepcionado pelo ex-prefeito e ex-deputado Calmito Fagundes, mas pediu desculpas por não poder ficar nem mesmo para o almoço, pois já havia chegado com 1 hora e 30 minutos de atraso. “O ministro não precisa almoçar. Ele tem que comer votos para ser governador da Bahia”, brincou Calmito na despedida do amigo e futuro candidato a governo.

“Quero dizer a cada homem, mulher e filho que, se como deputado e ministro eu já fiz o que fiz, imaginem vocês o que não farei como governador”, concluiu Geddel, que ainda foi assediado na saída pelos populares que se dirigiram ao local da cerimônia. Sempre atencioso e posando para fotos, ele partiu para mais um compromisso em outra cidade da região, já por volta das 16h.

 

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