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Foi um “laranjasso”, mas, valeram os esforços

Postado em 09/07/10


A Copa acabou para o Brasil num verdadeiro “laranjasso”. É que nossa seleção não havia sido testada ainda. Não faltaram avisos por parte dos ex-jogadores como Tostão e Sócrates, de que o time estava num caminho equivocado. No entanto, Dunga era o técnico e dizia que a seleção era dele. Paciência. O Brasil é penta e para ser alcançado vai demorar muito ainda.
Até esta terça-feira, ainda sobrava o Uruguai como representante da América do Sul. Para muitos brasileioros, a celeste passou a ser o time preferido, depois que a Argentina também foi derrotada pela ótima seleção alemã, bem treinada e contando com força jovem e talentosa.
O consolo é que ninguém tira do Brasil a fama de ter o melhor futebol do mundo, pelo menos por enquanto. Espera-se que na Copa de 2014, no Brasil, haja menos politicagem, menos arrogância e mais futebol.

Brasil e Argentina “amarelaram”

O Brasil perdeu para a Holanda e voltou um pouco mais cedo para casa. Os hipócritas da imprensa elegem os culpados e dão baixas notas para os jogadores. O engraçado é que nas vitórias, eles enchem a cabeça dos torcedores com a falsa idéia de que a Seleção é superior às demais. Pura bobagem: uma partida de futebol num regulamento que obriga a vitória para um time seguir adiante, todos sabem que é uma verdadeira final. E o que faltou ao Brasil? Ser melhor do que a Holanda, oras, ter a certeza de que o jogo era uma final, como fizeram Uruguay e Gana. Mas o Brasil começou com sua soberba de sempre, como apontou o comentarista e tri-campeão Tostão, na Folha de S. Paulo.
A “laranja mecânica” - o apelido foi dado em 1974, no auge da Holanda de Cruyff, quando estava na moda o filme de Stanley Kubrik, baseado no livro de Arthur. C. Clarck - já entrou em campo com o sentimento de que podia vencer o Brasil. A televisão mostrou os dois times se posicionando e apareceu um  dos atletas da Holanda dizendo isso exatamente a Felipe Melo. O adversário estava altivo, olhando nos olhos e desafiando o brasileiro.
Dunga conseguiu transmitir a seus comandados sua empáfia, com proibições e “pagação de mico”, como o que Robinho teve que enfrentar ao pedir desculpas aos companheiros, depois de dar uma entrevista à TV Globo. E houve brigas com a imprensa, sempre nas vitórias, que, diga-se de passagem, demasiado comuns para um time da envergadura da Seleção Brasileira. Ventilou-se que aconteceram desavenças na concentração. E onde fumaça, há fogo.
Nossa Seleção  - quer dizer, a de Dunga, como ele mesmo disse - não teve equilíbrio psicológico para suportar a “pilha” dos holandeses e de supostos futuros adversários como Argentina, por exemplo. Primeiro foi Cruyff que, na véspera do jogo, disse que não valia à pena pagar para ver um jogo da atual Seleção.  Maradona passou um mês inteiro fazendo chacota e colocando na cabeça de Dunga que ele é bom técnico. Pura ilusão, porque o time montado por Dunga não contava com as melhores peças nacionais em atividade no Brasil e na Europa, em sua totalidade. Ele levou um Kaká “baleado”, que de um ano para cá sofre com seqüelas de uma séria contusão. Leão, técnico do Goiás, um dia antes do jogo contra a Holanda, afirmou que Dunga não é bom técnico.
Eram dispensáveis Julio Batista, Grafite, Gilberto e Kleberson. Talvez se tivesse convocado  Ronaldinho Gaucho, Neymar,  Diego, Hernanes, Ganso e Pato, nossa Seleção pudesse ter tido um destino melhor. No entanto, isso não importa, pois da mesma forma, um plantel melhor também pode escorregar. O fracasso da Argentina é uma prova clara disso. O time de Maradona contava com valores individuais superiores aos do Brasil, porém, sofrendo com a falta de criatividade do técnico. Da mesma forma que a Seleção Brasileira, a Argentina na hora que deveria reagir, simplesmente amarelou.
Enfim, nem o Brasil foi hexa desta vez, tampouco Maradona saiu pelado pelas ruas de Buenos Aires. Mas, as duas torcidas desejam dar a eles uma bela de uma carroça e dois pares de ferraduras para Maradona, pois Dunga - ou o técnico Dunkey, como o apelidaram os humoristas - já tem as dele. Maradona foi profético um dia antes do início da Copa: “Amanhã, vamos começar a construir uma ilusão”, disse. Ainda bem que a ilusão dos argentinos foi maior do que a do Brasil.

Tem time voando alto e time voando baixo

21/06/2010, às 17h00

Emanoel Virgino

Os times que jogaram bem na primeira rodada da Copa da África, foram México, Alemanha, Argentina, Holanda e Espanha , mesmo que a “fúria” tenha perdido para a Suíça. É que futebol bem jogado merece perdão quando o melhor time sai derrotado. O importante é que a equipe lutou, mostrou talento e solidariedade entre seus atletas.

Esperava-se mais do Brasil. No entanto, o time que Dunga colocou para jogar contra a Coréia do Norte, simplesmente não funcionou como queria o técnico. O excesso de cuidado a fim não tomar gol, foi o principal motivo para o Brasil não conseguir chegar logo à meta adversária para liquidar a partida sem dar fôlego ao adversário, como fazem as grandes equipes. Depois dos 2 gols anotados por Maicon e Elano, Dunga quis atacar, quando optou por Nilmar no lugar do apagado Kaká. Mas, já era tarde. O gol dos norte-coreanos veio num contra-ataque e a defesa deu bobeira.

A Copa não está sendo fácil. Prece que a maioria das seleções abandonou de vez o ideal do futebol arte. Talvez com a triagem, a fase seguinte apresente um futebol mais alegre, já que vai ser o mata-mata de sempre. Quem ficar com excesso de toque de bola, como faz a Seleção Brasileira, vai ver o tempo passar. Aí será mesmo na sorte, ou seja, quem conseguir fazer um golzinho vai acabar cozinhando o galo até o apito final.

Entretanto, se depender de Maradona, a Argentina vai continuar se lançando ao ataque. A Holanda e a Espanha, juntamente com o México, são times que demonstraram disposição para o futebol ofensivo na primeira e na segunda rodadas. A Espanha não teve sucesso, mas ainda está no páreo. Resta saber quais dessas seleções vão para as oitavas de final. Já Argentina e México foram bem sucedidas. No jogo contra a Coréia do Sul, quando Maradona tirou Tevez e colocou Agüero, a Argentina melhorou de forma absurda. Di Maria, que lembra o ex-craque Ardiles, mostrou ótimo futebol. Os “hermanos” começaram voando alto.

O Brasil voou baixo no primeiro jogo, conforme tinha dito o avante Luís Fabiano. Espera-se que comece a voar alto se quiser mesmo conquistar esta Copa. Ainda resta passar por Costa do Marfim e Portugal, times para quem até agora a Copa não acabou ainda, assim como para o Brasil. Dunga precisa se espelhar em Maradona, que, milongueiro ao extremo, está vislumbrando um futuro brilhante para sua seleção nesta Copa. Ele está com a estima lá em cima, anda provocativo e rindo à toa. Espera-se que isso não sejam os ventos da vitória que sopram sobre ele. Se for, nada mais do que justo, pela qualidade dos seus comandados e por muito que já fez pelo futebol.

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Katia no Sarau catiasarau

Empreendedorismo II

Carne clandestina é tema de discussão com Promotoria
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21/06/2010 às 09h58

Após algumas ações cometidas pela VISA (Vigilância Sanitária), na última quinta-feira comerciantes do Município discutiram em reunião junto à Promotoria de Justiça Regional a questão do abate de carne clandestina, na sede da Promotoria desta comarca.

Na ocasião estiveram presentes os 1º e 2º promotores de justiça substitutos, Drs. Frank Monteiro Ferrari e Dr. André Luis Silva Leal, além da coordenadora da VISA, Cristina Castro; secretária de saúde, Elisa Maria Ramos Carvalho; presidente da Câmara de vereadores, Enio Pereira Guedes; procurador do Município, Emanuel Brandão; gerente da ADAB (Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia), Aleckson Ramos de Carvalho, bem como a presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) e demais comerciantes visando discutir e tentar solucionar o abate clandestino da carne bovina em Bom Jesus da Lapa.

Conforme os relatos da Ata de Reunião, emitida por meio do ofício de número 56.06/2010, foi decidida a adoção de um projeto alternativo de custo menor, considerando a inviabilidade da proposta de costrução do frigorífico municipal, devido seu alto custo, pensado em sanar a demanda prévia dos comércios legalizados, pois nos últimos tempos vem ocorrendo um grande núnero de furtos de gado na região.

Para tanto, caso este projeto venha a ser realizado, a Secretaria de Saúde sugeriu maiores discussões através de seminário junto aos comerciantes locais, bem como campanhas educativas regulares envolvendo pequenos comerciantes, agentes comunitarios de saúde dentre outros “multiplicadores de informação”, cuja finalidade vise conscientizar a necessidade de aquisição de alimentos de origem lícita e previamenamente inspecionados. Leia mais->>

Barco Escola propõe educação sobre as águas

21/06/2010 às 09h37

Com a morte do escritor português José Saramago, mais uma vez a imprensa vem com aqueles clichês de sempre, tais como: “uma grande perda para a humanidade” ou coisa parecida. Morrer é uma condição que está na ordem natural das coisas, morre-se novo ou velho. Outros dirão que Saramago não morreu, pois estará imortalizado em suas obras. Tudo isso é puro pedantismo. Saramago morreu e pronto. Inegavelmente, a literatura que ele produziu foi uma grande contribuição para o enriquecimento da Língua Portuguesa, sem contar que sua literatura o emparelhou com os maiores autores do Século XX e do início do Novo Milênio.

Saramago alcançou a mesma importância que teve Fernando Pessoa e Eça de Queiroz para as letras lusitanas. Desde o surpreendente “Levantado do Chão” e do fascinante “Memorial do Convento”, livros que chamaram a atenção do mundo para a literatura de Língua Portuguesa, Saramago passou a ser um produtor da nova literatura de cultura camoniana, capacitado a ingressar no mesmo universo onde transitam autores grandiosos como Octavio Paz, Gabriel Garcia Marquez, Manuel Scorza e o ignorado para o mundo, Ariano Suassua, um dos últimos gênios da literatura universal.

Muito popular no Brasil, ele se tornou num dos escritores mais admirados pelos jovens, sobretudo os universitários; passou a ser uma figura “cult” no início dos anos 80, quando foi convidado a fazer as primeiras palestras. Tive o prazer de assistir a uma dessas palestras no Centro Cultural São Paulo, naquela época. As explanações de Saramago me ajudaram a reforçar a certeza que eu já carregava na mente, de que é preciso compreender o poder da palavra para que se atinja verdadeiramente um grau elevado de felicidade na vida.

José Saramago ganhou o prêmio Nobel. Muitos escritores infinitamente inferiores a ele já ganharam. Pode-se citar pelo menos uns 30 autores brasileiros que também o mereciam, assim como a mesma quantidade de escritores portugueses. Muitos morreram sem esse reconhecimento, mas Saramago foi agraciado e isso pode ser uma porta para outros autores lusos tais como Herberto Helder e Antônio Lobo Antunes, e brasileiros como João Ubaldo Ribeiro ou Ariano Suassuna, oxalá, serem, da mesma forma, reconhecidos. Leia mais

Memorial de Saramago
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Município contempla II Romaria Quilombola

Na Manhã do dia 30 de junho o Professor Doutor da UNEB (Universidade do Estado da Bahia)  Valdélio Santos Silva, participou do I Seminário  da Educação e Diversidade Etnico-Racial, discorrendo sobre o tema Africanidades e Educação.  À noite, o professor  fez uma apresentação de sua tese de doutorado que tem as Culturas Religiosas no Quilombo de Rio das Rãs e Mangal como objeto de pesquisa. O evento aconteceu no espaço do Campus XVII, onde ele foi Professor e Diretor.  Muitos alunos, professores e ex- alunos estivam presentes. No dia 01 e julho o professor Valdélio Santos  deu entrevista ao Visto quando falou sobre sua relação com o Quilombo do Rio das Rãs.


 Visto - Fale sobre a escolha desse tema para sua Tese de Mestrado?


 A partir de um planejamento de pesquisa e de um projeto que  referencia e orienta a pesquisa do investigador, mais a partir do trabalho de campo, são os acontecimentos que estão relacionados, o contato com os quais você tem com as populações que você investiga.
A partir delas, os quilombolas e essas crenças religiosas tradicionais africanas, não só na linguagem para explicar acontecimentos como também a partir dela, os quilombolas usavam como recursos para se proteger daquilo que eles concebem como energias negativas, que são emitidas de  pessoas  que têm tais poderes de emitir essas energias.
Foi somente a partir dessa descoberta que eu me dei conta que essa dimensão religiosa e a religiosidade em particular eram um importante objeto de investigação, foi somente em campo que o meu olhar foi obrigado a se debruçar a respeito desse tema.


Visto - Fale sobre  ancestralidade para os quilombolas.


Antepassados  são os indivíduos  mais idosos das populações quilombolas, elas são portadoras de conhecimentos, de sabedorias e de informações que não só traduzem mitos tradicionais dessas populações, como traduzem o conhecimento e a experiência a aqueles que negaram esses conhecimentos a essas pessoas. Daí essas pessoas serem objeto de reverência, respeito e até de um cuidado especial. Diferente da  nossa sociedade urbana, que considera os idosos como pessoas que devem ser aposentadas, elas devem ser retiradas do convívio de da atividade ativa.
Nessas comunidades, quanto mais o tempo passa, elas têm mais importância, elas acumulam mais saberes, mais conhecimentos e mais condições. Por exemplo, de transmitir para os mais jovens.  É dessa forma portanto que a gente  deve reverenciar aos mais idosos.
Se presta reverência aos antepassados, àqueles mais antigos que já faleceram, àqueles que serviram como referência moral para constituir a cultura dessas comunidades. Existem rituais religiosos que são uma espécie de rito fúnebre para homenagear os antepassados.
As pessoas que já faleceram  aparecem em sonhos, elas mandam avisos de diferentes maneiras indicando a necessidade desses rituais, essas famílias  que encomendam o São Gonçalo ou a Marujada,  elas têm custos consideráveis para organizar os rituais, dessa forma acalmam esses antepassados que faleceram; na verdade é uma espécie de rito fúnebre ou homenagem póstuma a esses antepassados que faleceram. Eles são fundamentais para entender a natureza das coisas.


Visto - A importância da comunidade para o município?


Eles são uma das população  mais tradicionais do município, pelo menos a idéia que nós fazemos é que  a comunidade de Rio das Rãs tenha sido fundada no inicio do Século. IX. Eles não eram legitimados nem reconhecidos com a importância devida que caberia a uma comunidade étnica como a de Rio das Rãs. Eu acho através desse extraordinário exemplo de uma população tradicional que eles encarnam e que está comprovado pelos estudos antropológicos que já foram realizados até aqui. Eles poderiam ensinar muito principalmente no âmbito da educação, como se deve tratar essas populações tradicionais. As resistências que eles enfetaram pra se manterem enquanto uma comunidade étnica, é também uma razão para que a população e os  governantes de Bom Jesus da Lapa, sobretudo, na educação, tivessem com essas populações uma relação diferente. Eu acho que talvez uma maneira de retribuir essa importância que eles têm no ponto de vista histórico e antropológico, seria justamente, eles terem assegurado pela municipalidade, alguns direitos básicos, como o de ter uma educação cada vez mais de boa  qualidade, diferenciada culturalmente, coisa que em parte já aconteceu nos últimos anos. A educação de Rio das Rãs primava por uma completa ausência de uma ação decidida do poder público municipal, estadual, ou federal. Melhorias no sistema de comunicação a, a estrada que liga a sede de Bom Jesus da Lapa praticamente não existe, o apoio às iniciativas culturais que são desenvolvidas na comunidade tem muito pouco  aporte por parte da municipalidade. Enfim, tivesse um tratamento correspondente à importância histórica que eles têm para o município.


Visto - Sua relação com a comunidade?


Eu tenho uma relação com Rio das Rãs muito mais que política desde que a comunidade vivia um conflito pela posse da terra no início dos anos 90. Desde essa época a minha relação com Rio das Rãs foi muito mais como uma pessoa que está interessada em ajudar a defender os direitos dessas populações a ter acesso no que está assegurado na Constituição Federal.
Além de ser uma relação de cunho político, eu me identifiquei com sua causa e quando eu tive o primeiro contato tive a oportunidade de conhecer melhor a filosofia de vida dos quilombolas e como ele se preservaram,  se organizaram e terem principalmente sobrevivido às violências que foram cometidas  no período da escravidão e também depois. A minha paixão por Rio das Rãs tem suas vertentes: a do meu compromisso político com a comunidade e suas causas  e a dos meus interesses e das minhas indagações a respeito das  culturas de Rio das Rãs que é muito rica, e eu cada vez mais fico interessado em outras facetas que surgem a todo momento como  uma novidade para minhas investigações.


Visto - Quanto à cultura religiosa do povo de rio das rãs?


Essa religiosidade de origem africana de Rio das Rãs e mangal não são essencialmente africanas eles tiveram a partir de uma  experiência trazida da África que recriar, refazer e  reinventar formas de religiosidades que tiveram diferentes influencias não só a de matrizes africanas, como o contato com o catolicismo e religiões indígenas. Esse processo de reinvenção possibilitou formas e práticas bastante originais.
Visto -  Para quem se interessar em conhecer mais sobre as pesquisas do senhor sobre este tema?
Tenho publicados alguns ensaios e artigos também resenhas. Mas os estudos de maior conteúdo,  os estudos que desenvolvi minha dissertação de mestrado e também a tese de doutoramento eu vou publicá-los em forma de livro e acredito que num tempo breve eles estarão disponibilizados para as pessoas que tiverem o interesse em ler e discutir sobre o conteúdo.

Entrevista: Professor Valdélio e sua relação com a Comunidadade de Rio das Rãs

Postado em 09/07/2010
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EXCLUSIVO - UPB CANCELA DEBATE

Os bebês siameses da professora natural de Riacho de Santana, estão unidos pelo tórax, abdome e bacia. Eles compartilham fígado, bexiga, intestino e parte da pelve. De acordo com o médico goiano, cirurgião-pediatra Zacharias Calil, aparentemente, apesar da complexidade do caso, a separação dos gêmeos será possível, já que não envolve o compartilhamento de órgãos vitais, como o coração e os pulmões.


Harthur e Heitor nasceram em Goiânia, em abril do ano passado, mas voltaram com os pais, os professores Délcio Lessa Brandão, 27 anos, e Eliana Ledo Rocha Brandão, 32,  para Riacho de Santana. O parto, realizado em Goiânia,  durou cerca de 50 minutos e mobilizou a equipe chefiada pelo médico Zacharias Calil. Os bebês  já passaram por uma  cirurgia para correção de má-formação no reto e na região genital.


Segundo o cirurgião Zacarias Calil, uma cirurgia como a que separa gêmeos siameses reúne cirurgiões-pediátricos, cirurgiões-plásticos, e os mais diferentes especialistas. Fazem parte da equipe que realiza uma operação como esta, cirurgiões-vasculares, cirurgiões-cardíacos, anestesistas e pediatras. Ele lembrou na época do nascimento dos gêmeos que “não é um trabalho de uma pessoa só, são vários profissionais trabalhando com o apoio do Governo”. No entanto, não é o suficiente. A família precisa de ajuda.


Professores da rede pública municipal em Botuporã, o casal teve o pedido de licença negado e foi demitido. A prefeitura ainda não se pronunciou, mas o caso está na Justiça. As primeiras despesas com a viagem e custos hospitalares foram pagas por parentes e amigos, mas as dificuldades continuam e se agravaram com o corte nos salários dos dois. O casal disse que pensa até em acionar o Ministério Público para ter acesso a remédios e outros itens.

AJUDE NA CIRURGIA DE SEPARAÇÃO DOS GÊMEOS HEITOR E HARTUR. USE OS DADOS A SEGUIR PARA DOAÇÕES VIA DEPÓSITO BANCÁRIO:

Bradesco - Ag. 1882-0 / Conta; 16.153-5

Banco do Brasil - Ag. 0744-7 / Conta: 28.323-1

gemeos
Família de Riacho de Santana precisa de ajuda para cirurgia de separação de gêmeos siameses

Em primeira mão, o presidente da UPB (União dos Municípios da Bahia, Roberto Maia (PMDB), prefeito de Bom Jesus da Lapa, confidenciou ao Portal iVisto na manhã de hoje, durante vistoria de obra na Lagoa do São Gotardo, na sede do Município, que o debate marcado para o dia 11 de agosto, no auditório da UPB, em Salvador, está cancelado.

Roberto Maia justificou o cancelamento do encontro entre candidatos para discutir os problemas da Bahia, à desistência da TV Aratu de transmitir o evento, como fora acordado anteriormente. Ele lamentou que alguns órgãos da imprensa "sejam coagidos" pelo Governo, como o que ocorreu com a emissora, que disponibilizaria o horário nobre para divulgar as propostas de cada um ao governo da Bahia.

Ele disse que havia programado recorrer às rádios e à imprensa da Capital e do Interior, no entanto, como muitos diretores de meios de comunicação temem algum tipo de retaliação por parte do Governo, devido à não participação de Jaques Wagner no debate, não confirmaram a cobertura.

O presidente da UPB comentou ainda a matéria publicada no jornal A Tarde, na edição de 28 de julho (leia aqui), que apresenta as propostas dos candidatos ao governo para a região de Bom Jesus da Lapa, sendo que, segundo ele, as de Jaques Wagner são as mais simplórias. "Isso demonstra o quanto ele desconhece os problemas da região, por isso nunca fez nada pelo Vale do São Francisco e nem pretende fazer", comenta. (Emanoel Virgino)

Postado em 30/07/2010

às 13h15

 

Roberto lagoa
Postado em 19 de agosto de 2010, às 10h00