

Certamente Wagner reviveu 2006, quando o primeiro ato de um folhetim político bizarro aconteceu na carroceria de uma caminhonete, ao saber que quem dizia ser seu aliado na verdade servia a dois senhores. Ali Wagner com o dedo em riste, demonstrou sua hombridade ao afirmar que não queria conta com nenhum traidor.
Enfim, a Praça Marechal Deodoro está de volta. Durante oito meses o espaço foi motivo de muitas polêmicas. Dentro do orçamento do governo do Estado, fruto de uma emenda parlamentar no valor de R$ 550 mil, proposta pelo deputado Arthur Maia (PMDB) em 2008, a chamada praça da antiga prefeitura virou terra em transe usada pela oposição para esculhambar a administração municipal. Houve gente aventureira que até teve a cara de pau de sair afirmando que as obras foram retomadas um mês atrás, devido à interferência do ex-vereador Eures Ribeiro. Isso é uma tremenda palhaçada, como palhaçada foi o teatro de saltimbanco -- e peço desculpas aos saltimbancos -- que o mesmo Eures fez durante a inauguração.
O que está faltando realmente em Lapa é uma oposição saudável. Da mesma forma que há um vazio para 2012, sem um nome de peso, falta uma oposição séria e preocupada de fato com os destinos da capital baiana da fé. A terra da maior romaria da Bahia, a primeira das 7 maravilhas do Brasil, parece que também se tornou a capital da política onde a oposição soa como história de literatura de cordel.
Não venham me dizer que os acontecimentos do dia 31 de julho, com alguns camelôs segurando cartolina para fazer figuração ao teatro amador armado pela oposição à gestão atual, foi um fato político. E essas pataquadas acontecem mesmo de longa data. A inauguração da praça foi apenas um “leitemotiv” para um bando fantasiado levar a público um roteiro burlesco xinfrim, porque ainda não despertou para o fato de que a população lapense pensa e sabe enxergar o que é sério e o que é pueril.
E quem me perguntou ao final da solenidade: “quero ver o que você vai colocar Jô jornal?” eu respondi que colocaria simplesmente a verdade. E a verdade toda pessoa de bom senso viu porque a história registrou a falta de postura daquele que é tido como ícone da oposição lapense.
As eleições de 2012 estão distantes ainda, mas o povo está angustiado porque não consegue identificar um nome confiável para dar seu voto. O fato é que em 2010 quem sair candidato a deputado estadual como representante do município, vai ver os poucos mais de 30 mil votos divididos com João Bonfim, Zé Rocha, Calmito Fagundes, Hildebrando do PT, Alfredinho Magalhães, Enio Guedes e o próprio Eures Ribeiro, não vai ter tutano suficiente para enfrentar as urnas dois anos depois. Será preciso uma nova fórmula, uma nova aposta. Será que vai ser necessário chegar alguém de uma outra cidade, um chamado forasteiro, como aconteceu há quase 20 anos, para ocupar essa lacuna?
Uma coisa parece certa: Gedel Vieira Lima está mesmo inclinado a disputar as eleições para governo. Ele aposta que irá para o segundo turno contra Wagner, herdando com isso os votos a Paulo Souto no primeiro turno. Ele já está em campanha e Wagner também. Nas duas últimas semanas o governador percorreu o vale do São Francisco. Em Carinhanha, Macaúbas, Paratinga, por exemplo, o povo foi às ruas para recebê-lo. Em Lapa isso não aconteceu. Arthur e Roberto Maia não negam que estão fazendo oposição, ao seguir as orientações do PMDB, partido do qual são filiados, por isso, o prefeito simplesmente cumpriu com o protocolo na reinauguração da praça.
Os principais jornais eletrônicos de Salvador, como o Bahia Notícias e o Política Livre, além de comentar de forma maldosa o episódio do convite do governador a Roberto Maia, para vir em seu avião para a Lapa, erraram feio. Chamaram a Praça Marechal Deodoro de “comandante Teodoro”, numa prova vergonhosa de que a imprensa da capital não faz conta do interior da Bahia.
O lapense Eniedson Ferreira, que foi candidato a deputado estadual e um dos articuladores da campanha de Roberto Maia à UPB, desta vez organiza uma corrida em Salvador... uma corrida de carrinho de mão. Leia o que escreveu o Bahia Notícias: “O Centro Administrativo da Bahia (CAB) será palco de um aperitivo - este nem tão veloz assim - da primeira corrida de rua da Stock Car, que acontece no local no próximo dia 9. Competidores vindos direto do bairro da Sussuarana terão a oportunidade de experimentar, na próxima quarta-feira, às 9h, o asfalto novinho, colocado especialmente para a inédita etapa baiana da Stock Car, quando acontecerá, também pela primeira vez no CAB, uma corrida de carros de mão. Serão cerca de 50 competidores, e a inédita corrida terá largada no final de linha da Sussuarana e seguirá em direção à Governadoria. "Vamos pedir mais saúde, segurança, transporte e infraestrutura para o bairro. O governo está investindo um dinheiro alto para ter a Stock Car em Salvador, mas o nosso bairro permanece esquecido e só vira notícia nas páginas policiais", afirma Eniedson Ferreira, líder comunitário e um dos organizadores do evento. "Até hoje esperamos nosso posto médico 24 horas que foi prometido por Nelson Pelegrino (deputado licenciado e hoje secretário de Justiça e Direitos Humanos), mas nada. Agora, o governo vai instalar 45 postos em toda a Bahia, sendo sete em Salvador. Esperamos que um deles seja instalado em Sussuarana", acrescenta. Os organizadores garantem que a corrida de carro de mão não vai provocar transtornos no trânsito. E garantem, ainda, fortes emoções.”
No aeroporto, antes da chegada de Wagner, ao encontrar Tony Sérgio, Roberto Maia saudou o assessor, dizendo: “E aí Tonica!
Careca fogueteiro agora é segurança de Robinho. “Não tô ganhando nada, mas daqui a três anos ele vai me ajeitar”, diz Careca.
Dr. Pasta Pura, mas que coisa feia no aeroporto. Te assunta!!!
Postado em 8/8/09
JONAS PAULO QUER QUE GEDDEL ENTREGUE MINISTÉRIO
O presidente estadual do PT, Jonas Paulo, defendeu em nota, nesta sexta-feira (7), que Geddel Vieira Lima entregue o cargo de ministro da Integração Nacional. De acordo com o petista, depois da forma como foi conduzido o rompimento com o governo da Bahia, esta seria uma atitude coerente do pré-candidato peemedebista ao Palácio de Ondina. “Não se pode conceber o governo do PT em nível nacional se contrapondo ao governo do PT na Bahia. Há identidade na condução das políticas públicas, programas e projetos dos governos Lula e Wagner. Querer intermediá-la na condição de oposição é, no mínimo, um desejo vil de criar um governo paralelo”, criticou. Segundo ele, o PMDB foi precipitado, ao não avaliar o cenário nacional, em que há encaminhamentos de unificação das legendas, como no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. De todo modo, a ruptura abre a perspectiva de fortalecimento da base aliada na corrida ao Congresso Nacional. “Agora há a possibilidade de ampliar e compor uma chapa mais competitiva para disputar o Senado, superando as adversidades reveladas nas recentes pesquisas”, ressaltou.
SAI MAIS UM SECRETÁRIO DO PMDB
O secretário Ildes Ferreira, de Ciência de Tecnologia, é o terceiro secretário vinculado ao PMDB que deixa o cargo, o que aconteceu no fim da tarde desta sexta-feira (7). A carta foi entregue pelo próprio secretário Ildes, assim orientado pelo deputado federal Colbert Martins, que o indicou para o cargo. Na entrevista que a mim concedeu na TUDO FM, 102,5, que marcou a quebra da aliança entre o PT e o PMDB, diante de um questionamento feito ao governador Jaques Wagner, ele anotou duas secretarias, as de Infraestrutura e Indústria e Comércio como da cota do PMDB. A de Ciências e Tecnologia ficaria de fora porque integrava a parte do PPS, partido ao qual Colbert era vinculado. Só que o deputado feirense saira do partido e ingressara no PMDB. Até aí muito bem. Mas Ildes Ferreira, que não é político com mandato, também se filiou ao partido. Ficaria na secretaria se pedisse o seu desligamento do PMDB, o que não fez. Daí a aceitação da sua carta-renúncia apresentada .
Graças a Deus, Wagner não é Lula, diz Maia em resposta a Jonas Paulo
Em telefonema há pouco ao Política Livre, o deputado estadual Arthur Maia (PMDB) respondeu à declaração do presidente estadual do PT, Jonas Paulo, de que o ministro Geddel Vieira Lima deveria deixar o Ministério da Integração Nacional, depois de ter rompido com o governo.
“Essa posição sectária do presidente do PT é conhecida de muito, porque ele não queria que Geddel fosse ministro. Esta posição de pensar assim prejudicou muito o governo de Jaques Wagner. Ele fala na Bahia, mas se falar a nível nacional receberá uma reprimenda, porque o PT nacional quer o apoio de Geddel à candidatura de Dilma e isto é fundamental para que o partido se defina por esta posição”, disse.
E completou: “O peresidente Lula repetidamente tem dito que Geddel é um dos mais exitosos e competentes auxiliares que ele teve. Obviamente que não tem nenhuma vinculação necessária entre apoiar Wagner e apoiar Lula. Graças a Deus Lula não é Wagner.Esta questão está sendo tratada pelo ministro e a cúpula nacional do PMDB com a cúpula nacional do PT e o presidente Lula. O apito de Jonas Paulo, como já disse, é surdo.”
UPB ESPERA QUE RACHA NÃO ATRAPALHE PREFEITOS
Além de por fogo nos bastidores da política, o fim da aliança entre PT e PMDB na Bahia trouxe grande preocupação para prefeitos ligados aos dois grupos. O temor é de que haja algum tipo de retaliação tanto no governo do estado quanto no ministério da Integração Nacional. Por conta disso, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Roberto Maia, tentou tranqüilizar os prefeitos e pediu compromisso dos representantes do estado e da União. “Os municípios baianos não podem ser prejudicados em função do jogo político. A eleição só vai acontecer em 2010. Até lá, temos que trabalhar juntos em defesa dos interesses de cada região e de cada cidade. No ano que vem, o eleitor decide”.
MAIA ELOGIA PINHEIRO, MAS DIZ QUE PMDB É MAIOR QUE PT
O deputado estadual Arthur Maia (PMDB), em contato com o Bahia Notícias, elogiou o secretário estadual de Planejamento, Walter Pinheiro (PT), mas pediu “licença” para discordar das declarações do petista. De acordo com ele, a fala do titular do governo de que o crescimento peemedebista se deve ao Partido dos Trabalhadores é inverídica. “Pinheiro teve um discurso elegante e educado, como é próprio dele. Considero ele, inclusive, um dos melhores quadros do PT no Brasil, mas não posso me conformar que o PMDB cresceu à sombra do PT. O PMDB é maior do que o PT na Bahia e é impossível que um partido maior cresça em função de um menor”, calculou. Sobre Jonas Paulo, o peemedebista afirmou que o dirigente nunca quis a indicação de Geddel para o Ministério e que a sua filosofia política tem prejudicado o governador Jaques Wagner. “Ele defende uma condução administrativa exclusivamente petista, o que acho no mínimo embaraçoso para ele. Defender essa situação representaria o PMDB nacional não apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) a presidente da República. Afinal de contas a posição do ministro é extremamnete importante para a decisão nacional do PMDB e o presidente Lula sabe dessa realidade, pois tem repetidamente reconhecido em Geddel um dos seus mais competentes e exitosos auxiliares”, declarou.
Marina Silva recebe homenagem em Salvador
A senadora Marina Silva (PT-AC) será homenageada nesta segunda-feira (10), às 19h, na Câmara Municipal de Salvador. A ex-ministra do Meio Ambiente receberá a medalha de Mérito Ambiental Mário Leal Ferreira por sugestão do vereador Gilmar Santiago (PT). Entre as medidas adotadas por ela, quando esteve à frente da pasta federal, estão a implantação do Código Florestal, o monitoramento de queimadas, a redução da devastação de matas nativas e a criação de corredores ecológicos. A parlamentar tem sido sondada pelo PV para ser a candidata dos verdes à presidência da República em 2010.
OAB sugere renúncia imediata de todos os senadores
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, sugeriu hoje, em nota divulgada à imprensa, a renúncia imediata dos 81 parlamentares que compõem o Senado Federal e a convocação de novas eleições legislativas. Na opinião de Britto, essa seria a “solução ideal” para que a Casa recuperasse a credibilidade perdida por conta dos recentes escândalos que têm como pivô o presidente do Senado, o parlamentar José Sarney (PMDB-AP).
“O Senado está em estado de calamidade institucional. O ideal seria a renúncia dos senadores”, sugere. Ainda na manifestação, Britto critica os atuais bate-bocas entre membros da base governista e da oposição no plenário da Casa, como a troca de farpas entre os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Renan Calheiros (PMDB-AL). “A quebra de decoro parlamentar, protagonizada pelas lideranças - com acusações recíprocas de espantosa gravidade e em baixo calão -, configura quadro que envergonha a nação”, afirma o presidente da OAB. Informações da Folha de S.Paulo.
Lula volta a dizer que registrará as ações de seu governo em cartório
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar nesta sexta-feira que pretende criar uma lei tornando os programas sociais em conquistas definitivas. Segundo ele, o objetivo é evitar que algum “engraçadinho” acabe com as vitórias obtidas em seu governo.
Lula disse que já pediu aos seus ministros que registrem todas as realizações dos dois mandatos para entregar a universidades, entidades sociais, instituições multilaterais e, sobretudo, ao próximo governo. Informações da Folha de S.Paulo.
Geraldo diz que grupo de Geddel “sabotava” o governo
Após ser apontado como um dos derrotados no plano político estadual e ver o secretário estadual de Educação, Adem Sauer, exonerado pelo governador Jaques Wagner, o deputado federal Geraldo Simões (PT) rompeu o silêncio depois dos acontecimentos de ontem. Ele disse que, por várias vezes, já havia alertado sobre a postura de oposição que o PMDB adotava contra o governo estadual, mesmo fazendo parte da máquina.
Numa leitura até controversa do novo cenário político, Geraldo acredita que a saída dos peemedebistas do governo até ajuda no processo eleitoral de 2010. “Wagner terá uma base de sustentação real, unida e comprometida”, justifica. O deputado federal petista, que foi demitido por Wagner em dezembro do ano passado da Secretaria Estadual de Agricultura, faz acusações contra o PMDB. Disse que o partido do ministro Geddel Vieira Lima “sabotava o governo” e “já era oposição” na Assembleia Legislativa Estadual. Informações do Pimenta na Muqueca.
EXCLUSIVO: Wagner avisa a Lula que rompimento com PMDB é “página virada”
O governador Jaques Wagner (PT) confirmou hoje, em entrevista, que recebeu ontem à noite, às 23hs, as cartas com os pedidos de demissão dos secretários do PMDB e do presidente da Junta Comercial, Afrísio Vieira Lima.
Ele declarou ter estranhado “a forma” como eles se despediram, afirmando entender que só os dois secretários tinham a obrigação de levá-lo pessoalmente a ele os documentos.
“(…) mas foi a forma que o PMDB encontrou. O ministro entende que fala pelos outros”, declarou, observando, no entanto, que para ele a saída dos secretários é “página virada”.
O governador afirmou também que falou com o presidente Lula antes de receber as cartas para comunicar sobre o que acontecia na Bahia, mas hoje terá que lhe comunicar que o PMDB preferiu a divisão à unidade.
“(…) falei ontem (com o presidente) depois que recebi as cartas. O presidente me pediu para manter esta postura de muita humildade e de muita paciência porque ele quer construir um projeto para o país nas eleições de 2010″, declarou.
Wagner disse que começa a trabalhar a escolha dos substitutos no dia de hoje e admitiu que vai usar os espaços abertos no governo para negociar e construir novas alianças, além de fortalecer as atuais.
Ele disse não temer o risco de o PMDB fazer-lhe oposição na Assembléia, porque o governo tem maioria na Casa.
As duas secretarias de Estado (Infra-estrutura e Ind ústria e Comércio), além das seis empresas e dos cerca de 500 cargos deixados pelo PMDB, segundo dados atualizados ontem pelo secretário estadual de Relações Institucionais, Rui Costa, devem ser utilizados pelo governo a partir de agora para fortalecer a relação com os atuais aliados e investir na atração de novos parceiros políticos já com vistas a 2010.
Depois que fechou o apoio do grupo do conselheiro Otto Alencar, do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) à sua sucessão, na semana passada, o governador Jaques Wagner (PT) deve agora buscar fortalecer ainda mais o PP, que já tem a secretaria de Agricultura, e fazer uma nova ofensiva sobre o PDT, do deputado federal Severiano Alves, e o PTB, comandado na Bahia pelos ex-deputados Benito Gama e Jonival Lucas Jr.
A idéia é evitar que os partidos se componham com o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), que contaria com a simpatia tanto de Severiano quanto do PTB. Severiano já tem posições na Prefeitura de Salvador e não teria sequer sido procurado quando o governo trocou esta semana o secretário de Educação - pasta pela qual o PDT tem uma verdadeira tara -, num sinal de que as costuras com seu partido podem estar sendo executadas diretamente com a cúpula da legenda.
O PDT é comandado nacionalmente pelo ministro Carlos Luppi (Trabalho), a quem, pela condição de auxiliar de Lula, o governador teria acesso fácil. Na possibilidade de entendimento com Wagner, o partido deve ser usado para filiar um conjunto de parlamentares que acompanha o governo, mas se encontra disperso em várias legendas, e até o conselheiro Otto Alencar, que deve se desligar do TCM para candidatar-se ao Senado na chapa do governador.
postado em 24/08/09
Depois que o Ministério Público começou a fazer uma devassa nas contas da Igreja Universal, o que motivou uma guerra entre Globo e Record, outras inúmeras igrejas por aí afora estão no crivo da justiça. É um verdadeiro “deus nos acuda”.
“Governo é como violino: você toma com a esquerda e toca com a direita.” A frase do velho cacique do bigodão, José Sarney, reflete o momento por que passa o Brasil. É uma esculhambação geral lá em Brasília. Infelizmente, uma facção do poder sempre depende da outra. Daí os esforços de Lula para livrar o couro do dono do Maranhão e do Amapá. A coisa é tão séria que depois de anunciar uma saída “irrevogável” da liderança do governo no Senado, Aloísio Mercadante, outro que cultiva um bigodaço, voltou atrás. E bola pra frente.
O povo brasileiro não consegue mais viver sem uma crise no Senado, no Congresso ou em cada estado da federação. Parece que o papel de cada político é mesmo gerar crises, só assim todos eles sobrevivem. É a crise do Sarney, é a crise da Dilma, é a crise...
Ninguém imaginava que a franzina Marina Silva, com sua ida para o PV a fim de disputar a presidência da República, teria sua pré-candidatura tão badalada. Agora o furacão Heloisa Helena já manifestou ser vice na chapa da acreana. A coisa está ficando quente.
E se não tiver uma pimentinha no vatapá da política baiana, não dá. Por conta disso o “diz-que-diz-que” rola noite e dia em terras soteropolitanas. Uns dizem que João Henrique aproxima-se de Wagner, Geddel ficou meio perdido igual cachorro que cai de mudança, depois do rompimento do PMDB com o PT. Mas o andor continua e tudo pode acontecer.
Em Lapa, quem está se preparando para 2012, segundo fonte segura, é Alfredinho Magalhães. O ex-prefeito de Sítio do Mato está só observando o movimento, analisando as situações e medindo os passos dos futuros adversários. Bala na agulha o rapaz já provou que tem, perdendo a última eleição apenas nos detalhes. E enquanto vai ter gente se estapeando por aqui para ser o legítimo candidato, Alfredinho, que sempre teve um bom trânsito no reduto dos Maia, vai poder fazer sua escolha entre lá e cá. Experiência política em família, que vem do cacique Getúlio e do saudoso Brandinho, não falta ao rei da cerâmica e da Gameleira. E se isso for mesmo verdade, o desespero vai começar mais cedo para uma turma aí.
Do jeito que a política agora é um verdadeiro balaio de gato, com gente transitando da direita para a esquerda e puxando os esquerdistas para o centro, ninguém se surpreenda se aqui em Lapa cedo ou tarde o PT se transforme no partido dos “bicudos”. E nada tem a ver com o tucanato antigo de FHC. Sinal dos tempos, meus filhos...
Palavras de Jaques Wagner: “Me dói a incompreensão, a deslealdade, a ingratidão daqueles que não eram, e não adianta mentir, o que são hoje antes de encostar no projeto do governador Wagner e do presidente Lula. Enquanto trafegavam em outro projeto político, nunca chegaram ao ponto que chegaram”, disse o governador. Wagner ressaltou que lealdade e gratidão é algo que se aprende dentro de casa e que está no DNA. “Estou preparado e espero não ter de conviver com outras deslealdades e ingratidões”.
O ministro Geddel rebateu o discurso do governador Jaques Wagner. “Se tem alguém leal com ele, foi eu, o que eu não suporto é a incompetência. Essa dor que o governador tem é a mesma que eu tenho. Eu me lembro quando ninguém acreditava nele, ele ia em minha casa com uma calça azul e branca e um sapato sem meia pedir apoio e jurar lealdade. Eu me sinto mais apunhalado pelo governador do que ele”.
Postado em 15/08/09
Juca Ferreira, ministro da cultura, segundo a imprensa nacional vai trocar o PV pelo PT, tudo em função da decisão de Marina Silva ir para o PV disputar a presidência. Explica-se: Juca é baiano e se sustenta no ministério por influência de Jaques Wagner. Caso o PV venha a romper com o PT, isso ocorrerá também na Bahia. Então, melhor estar junto com o dono do gado.
E se Juca pular pro PT, Juliano Matos, secretário estadual de meio ambiente, provavelmente também vai pular. E para onde vai pular aquele ex-vereador de Bom Jesus da Lapa, que vive na cola de Juca e Juliano? Hum... vai ficar num mato sem cachorro.
O rompimento entre PMDB e PT na Bahia parece que contabilizou bons grãos para o governo. Jaques Wagner está visivelmente fortalecido por ene motivos, sendo alguns deles a “corrida do ouro” dos maiores partidos para se aliarem ao PT.
Wagner também obteve uma vitória na Assembléia Legislativa da Bahia, depois que a justiça concedeu ao governo ter maioria nas comissões a partir da proporcionalidade registrada na época da posse dos deputados.
Geddel Vieira Lima está naquele estado de letargia, como ocorre com alguém depois de um casamento fracassado. “A relação estava muito desgastada e é o mesmo que ocorre quando um casal já sabe que tem de se separar. Quanto mais isto demora de acontecer, mais perigoso fica para as relações pessoais e a separação é o melhor caminho para se preservar o que ainda resta de bom. Foi isto o que ocorreu, até como forma de manter as possibilidades de diálogo“, afirmou o ministro recentemente.
Postado em 10/08/09
Voltando ao assunto da vinda de Jaques Wagner para entregar a Praça Marechal Deodoro, uma frase subliminar do governador pairou no ar durante a manifestação organizada pela oposição a Roberto Maia em Lapa. Momentos depois que a placa de inauguração foi descerrada, quando Wagner foi impedido de falar pelos camelôs que vieram de fora e queriam um espaço na praça para colocar barracas, como antigamente, supostamente contratados pelo grupo de oposição para fazer movimento, e gritando no nome do ex-vereador Eures Ribeiro, quando o chefe do estado pode usar o microfone, saiu-se com essa: “Minha política é feita da cintura para cima”.
Naquela ocasião, ninguém entendeu por que a oposição colocou carro de som na praça e levou um locutor programado para não falar o nome de Roberto Maia, para a inauguração. Lá estavam as várias facções do PT no município, Carminha do PT entregou uma carta a Wagner. Porém, nesta semana, segundo fonte segura, dois petistas que não se juntaram aos aliados do PMDB em Lapa, foram expulsos do partido por infidelidade partidária, seriam eles: Teco Bastos e Romeu.
Já foi dito neste espaço que política é um assunto fascinante, aliás, um jogo fascinante, que envolve muitas peças, com destaque para interesses empresariais e pessoais. Em tese, os interesses da população ficam em primeiro lugar, porém, em sínteses, na verdade, em primeiro lugar estão os interesses de alguns grupos políticos, que, por sua vez, têm influência sobre um agrupamento de forças.
No processo político de 2006, a união de forças entre PT e PMDB foi necessária para transformar a Bahia. Em função da confiança em Lula, que veio para o segundo mandato, o povo baiano resolveu experimentar um novo modelo que não o carlista. Jaques Wagner chegou ao Palácio de Ondina e uma das maiores forças do PMDB no Estado, Geddel Vieira Lima, foi alçado ao Ministério da Integração Nacional.
Atualmente o jogo exige novas estratégias. O rompimento anunciado durante meses pela imprensa acabou acontecendo. Mesmo quando as partes ainda não se decidiram, a grande imprensa decide por elas. Jornalismo político é como água mole em pedra dura.
A oposição em Bom Jesus da Lapa parece que perdeu timão, proa e navega á deriva. Depois das micagens durante a entrega da Praça Marechal Deodoro, pelo governador Jaques Wagner, que pegou mal na Bahia inteira e fez muita gente rir nos meios políticos quando a comitiva do “Galego” chegava a outras cidades do interior e os relatos sobre a encenação do ex-vereador Eures Ribeiro eram ouvidos, desta vez a “indaga” foi com o deputado federal José Rocha (PR), durante a romaria do Senhor Bom Jesus. É que o deputado concedeu entrevista à Rádio 104,9 FM, afirmando que em Lapa não subia no palanque com os Maia, porém, no resto do Estado, sim. Ocorre que na noite depois da romaria do dia 6 de agosto, lá vem o deputado a caminhar pela praça, quando foi interpelado pelo radialista da rádio Bahiana FM, Alex Ramos, que segundo quem estava presente, chamou o deputado de “traidor”. Aí a coisa “fedeu”, o deputado teria aprumado o dedo, dizendo que seu interlocutor da ocasião, não sabe fazer política. Exigiu respeito e tal. Só não parafraseou Severino Cavalcanti, quando sugeriu a Gabeira que ele “permanecesse na sua insignificância”. É onda.
Aliás, por falar em aprender a fazer política, a mesma oposição surtou de vez: eles estão querendo “colar” no PT, vivem cantando loas ao governo, entrevistando secretários de estado e enchendo a bola da administração Wagner, na rádio. Será que o PT em Lapa está engolindo esta estratégia dos meninos? O que aconteceu? Será que o ex-bom velhinho deles, Paulo Souto, não quer mais conta com a turma? Bem, se Zé Rocha passa pela praça tropeçando neles sem se dar conta, tudo pode acontecer...
E aquele rapaz que fez locução na praça, o íntimo Maurício Rocha, está fora da Rádio Bahiana FM. Depois de ter trocado de lado às vésperas da eleição passada para comandar a campanha da oposição a Roberto Maia, o comunicador passou a figurar no “cast” da emissora. Só que na praça como apresentador da chegada de Wagner, falou o nome do prefeito ao microfone. Aí assinou a sentença: os meninos não perdoaram a ele.
O radialista semanas antes já havia criado uma confusão na cidade. Em sua página no Orkut colocou a foto de uma sucuri gigante sustentada nos braços de vários homens. Maurício cometeu o disparate de fazer uma brincadeira com a foto, ao escrever na legenda que a cobra fora achada atrás do morro e havia engolido vários romeiros. O povo ficou alvoroçado com a boataria. Aí cabe aquela máxima: “dize-me com quem andas que direi quem tu és”. Moral da história: quem convive com hipnotizadores de serpentes ou brinca com cobra, uma hora acaba por ser engolido.
No show da Banda Desejo de Menina aconteceu de tudo, menos o show para muita gente: Segundo Alex Rafaelli, o promoter Marcos Nascimento foi barrado à entrada do camarote. Para piorar, devido a problemas técnicos, a banda começou a tocar às 5 da manhã, justamente na hora da alvorada da comemoração do Senhor Bom Jesus. O povo foi embora e passou pelos romeiros que iam para a alvorada.
Roberto Maia rebate Jonas: “Ele deve se preocupar é com a reeleição dele no PT”
O prefeito de Bom Jesus da Lapa, Roberto Maia (PMDB), rebateu há pouco, em telefonema ao Política Livre, a afirmação do presidente do PT, Jonas Paulo, de que teria mandado ele calar seu irmão, o deputado estadual Arthur Maia, por conta de suas críticas ao governo Lula em 2006.
“Nunca mandei calar Arthur, um deputado que já foi eleito quatro vezes e representa a nossa região. Nem eu nem Jonas nem ninguém tem autoridade para mandar um deputado eleito povo se calar, disse o prefeito, observando ainda ter tido uma relação institucional com Jonas, quando ele dirigia a Codevasf.
“A propósito, ele não estava fazendo nada mais nada menos do que a obrigação dele. A obra que ele conseguiu foi garantida por mim junto ao então ministro Ciro Gomes”, declarou ironizando o petista: “Ele sim pode ser calado, porque disputou eleição para deputado na região e não teve um voto. Aliás, deveria se preocupar com a reeleição dele à presdiência do PT, que está ameaçada”.
Jonas Paulo diz que é melhor PMDB trocar de “porta-voz”, referindo-se a Arthur
Em telefonema há pouco ao Política Livre, da cidade de Barreiras, onde se encontra discutindo a situação do PT, o presidente estadual da legenda, Jonas Paulo, reagiu às declarações do deputado estadual peemedebista Arthur Maia, que criticou o fato de ele ter defendido a saída de Geddel Vieira Lima do ministério da Integração Nacional, depois que o PMDB rompeu com o governo Jaques Wagner (PT).
“De que Lula ele (Arthur) fala? É do mesmo que ele falava em 2005, nas rádios da Lapa, enquanto eu, na Codevasf, ajudava o seu irmão (Roberto Maia, prefeito de Bom Jesus da Lapa), nas grandes obras executadas pelo governo federal no município? Arthur entende muito pouco do PT. Ele entende muito de tucanato. Eu tive que pedir ao irmão dele para calá-lo, porque Lula estava ajudando muito a cidade, enquanto ele falava besteiras e inverdades”, declarou, completando: “É melhor que o PMDB troque de porta-voz.”
Ministro já admite composição com Wagner no segundo turno
O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) buscou ontem amenizar o tom duro que marcou o rompimento com o governador Jaques Wagner. Com isso, já admite a possibilidade de uma futura reconciliação com o PT deWagner no segundo turno das eleições de 2010. “Espero que esse rompimento seja como uma separação entre casais modernos. O projeto nacional é coincidente. Acredito que é fundamental preservar esse laço até porque vamos disputar uma eleição em dois turnos”.
Ainda sobre o rompimento, o peemedebista lembra que, desde 2008, com o afastamento do PT da base do prefeito de Salvador João Henrique (PMDB), o partido já havia sinalizado que não teria compromisso com Wagner em 2010. Segundo Geddel, que se coloca como um segundo palanque para Dilma Rousseff na Bahia, pode haver uma recomposição com o PT no segundo turno. “Mas essa é uma posição minha, não do partido”. Informações do jornal A Tarde.
O rompimento entre o PT e o PMDB criou um problema para o governador Jaques Wagner não tão inesperado assim. O governador terá que redistribuir os cargos com os partidos políticos, atraindo-os para a sua base, e recompondo o seu governo para cumprir o restante do mandato que tem. Já existem informações de que sindicalistas que ficaram (ao lamber sabão) estão assanhados para conseguir um 'empreguinho'. Com os partidos grandes, Wagner pode negociar. Com os nanicos, que não têm quadros, será problema. A suposto, o governador Jaques Wagner vai enfrentar problemas difíceis pela frente para recompor a sua gestão. E, segundo já se comenta, o secretário de Relações Institucionais (política), Rui Costa, deve ir neste domingo à Igreja do Bonfim implorar ao santo muita paciência para analisar a montanha de currículos que receberá. Sem se falar dos que estão ocupando cargos na cota do PMDB e vão alegar, na mais perfeita traição, que já mudou e apoia Wagner desde a infância. (Samuel Celestino)
O presidente regional do PT baiano, Jonas Paulo, comete um erro de palmatória (nada a ver com as palmadinhas que Lúcio Vieira Lima dissera que daria no governo) ao defender, estranhamente, a demissão de Geddel Vieira Lima do Ministério de Integração Nacional. Em primeiro, nada a ver ser candidato ao governo de uma unidade federativa, caso de Geddel, com a postura política do PT Nacional, que colocou Lula na Presidência da República. Em segundo, para que não me alongue, o governador Jaques Wagner disse, na sua entrevista, de larga repercussão, à rádio TUDO FM, 102,5, que no projeto político-partidário fechado entre o PT e o PMDB na campanha vitoriosa de 2006, não passou pela negociação, ou ocupação, do ministério por Geddel (que, aliás, nega o fato). Wagner historiou que o presidente Lula discutiu a questão com o atual presidente da Câmara e líder de uma corrente do PMDB, Michel Temer, o ministério para o partido, recaindo a escolha no baiano Vieira Lima. Recordou, admais, que Temer apoiara o petista Arlindo Chinaglia à presidência da Câmara, antecedendo ao próprio Temer. Assim, caro Jonas Paulo, a sua tese não prospera. O viés está errado. Enfim, está absolutamente desfocada. Conte outra história, refletindo melhor. Essa nasceu furada. (Samuel Celestino)
Postado em 3/8/09
Diferente da época que foi eleito governador, quando em passagem por Bom Jesus da Lapa para agradecer os votos e uma grande carreata se formou, Jaques Wagner voltou pela capital baiana da fé no dia 31 de julho, como se estivesse se esquivando, uma vez que a cidade reduto dos Maia, atualmente é território de Geddel Vieira Lima, seu principal adversário no processo sucessório de 2010 na Bahia.
O destino de Wagner era Paratinga e Macaúbas, onde havia palanque e uma multidão para receber a ele. Em Lapa -- rota de sua viagem -- ele acabou por entrar num campo minado. E sua breve estada foi explosiva, pois além de estar inaugurando uma praça tendo um dos elementos estratégicos de Geddel -- Roberto Maia -- lado a lado descerrando a placa, teve que suportar um circo armado pelo ex-vereador Eures Ribeiro (PV) adversário de Roberto e Arthur Maia na cidade, que quis tirar proveito político da situação ao invadir a cena sem ser convidado.