
Aonde vai a identidade da “capital baiana da fé”?
17/05/2010
Em busca da identidade. É dessa forma que a cidade de Bom Jesus da Lapa é vista por muitos que por aqui passam ou se recolhem. Mesmo sendo considerada de grande porte e referência dentro do território Velho Chico, hoje Lapa está perdendo muitas oportunidades de galgar para maiores condições no pódio das grandes potências no cenário estadual, bem como nacional brasileiro.
Nos últimos tempos, diversos eventos e propostas que até então aconteciam, bem como deveriam vir ou estar no Município estão sendo designados para outras cidades. Como exemplo, podemos refletir sobre os rumos tomados por instituições tão esperadas como a Univasf e o Hospital Regional que foram se desvinculando da intencionalidade de aqui se instalar para abrilhantar a “paisagem” de outros espaços, deixando o município à mercê da saudade ou mesmo da ilusão ante um sonho frustrado por não se concretizar nas terras de cá.
Infelizmente a picuinha política, assim como a falta de articulação entre os grupos engajados existentes na comunidade têm sido alguns dos maiores problemas enfrentados, que impedem o desenvolvimento econômico e sócio-cultural para quem reside especialmente na cidade de Bom Jesus da Lapa. Esta realidade reflete-se como regressão, mesmo que de maneira camuflada, para seus munícipes que pouco a pouco vão se condicionando a situação do “ficar a ver navios” quando deparam com a perda de propostas que poderiam, num futuro próximo, tornar esta cidade a principal referência para além da esfera religiosa.
Para tanto, o que nos resta são apenas as conseqüências da perda quando percebemos o fim de grandes oportunidades de prosperidade, a partir do desvio de projetos capazes contribuir com a construção e fortalecimento da identidade de um povo, além de propiciar aos visitantes melhores condições de lazer e percepção cultural, considerando as ações desenvolvidas através de eventos e projetos realizados junto à comunidade.
O que se explicaria o fato da “Feira da Agricultura Familiar”, evento que deveria ser uma grande festa para o produtor rural (ocorrida ao final de abril) se tornar alvo de falácias, quando a própria equipe de trabalho desclassifica a intervenção do gerente da regional de Santa Maria da Vitória do EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola) em se negar a dar subsídio a favor do sucesso do então acontecimento. Seria questões inerentes à política partidária o motivo para tamanha falta de prestatividade? Por que razão Lapa hoje não tem o privilégio de dar continuidade a distintos eventos e outras ações direcionadas à cultura, que por sua vez quando ocorre o número de expectadores se resume a uma ninharia se comparada ao total de habitantes que ela possui, permitindo seu desvio para cidades cujos costumes são totalmente diferenciados dos vistos por aqui. Outro exemplo são as dificuldades encontradas por Carlão da Gaita, plausível mobilizador cultural frente as sua incansável luta em favor do fomento à cultura local, que vive o drama de ver seus inúmeros projetos datados em dias atuais, porém guardado apenas em sua lembrança e marcado no “livreto” histórico de Bom Jesus da Lapa. Contudo, ainda há a Frulapa, feira agroindustrial que, conforme o andar da carruagem será “entendida” este ano como “Fruserra”, pois os rumores apontam sua próxima realização em Serra do Ramalho.
Tudo isso se torna um tanto contraditório quando paramos para refletir e nos permitimos perceber quais os verdadeiros jogos de interesse que manipulam o entorno do Município.
Porém, há uma ressalva para todos que detêm o poder inutilizado nas mãos, sendo estes integrantes do poder público, comércio local ou mesmo cidadão comum (sociedade civil): todos nós somos, definitivamente, responsáveis pela construção da nossa identidade. Precisamos acordar e perceber que a capital baiana da fé clama por tornar-se também a capital baiana da valorização das diversidades seja cultural, agropecuária etc., mas que seu povo tenha o gostinho de ver florescer o que um dia alguém plantou.
Ser índio no Brasil moderno
26/04/2010
A sociedade gerou e conquistou diversas lutas ao longo de sua trajetória. Como exemplo ficou marcada a abolição da escravatura, a independência feminina, o direito à educação dentre outros direitos e conquistas alcançados. Entretanto, a história do índio ainda enfrenta descaso ante a sociedade de uma forma geral.
Considerando os dias atuais, já se passaram 510 anos desde que os europeus encontraram o território brasileiro e, com o passar do tempo, os índios donos majoritário destas terras se resumem a cada dia com um percentual inferior a um por cento no que diz respeito à população do país. Assim, de acordo com os dados divulgados pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio), em média 0,25% da população brasileira são de etnia indígena, distribuídas entre 225 sociedades ou aldeias, além de mais cerca de 190 mil habitantes em áreas urbanas ou povoados.
Devido às misturas étnico-raciais, principalmente no contexto sócio-cultural brasileiro é notório que o homem indígena é negligenciado ante a cultura das massas. Pouco se conhece ou se discute acerca de sua cultura para além de seu território.
Contudo, a educação, principal estratégia de politização dos grupos também não favorece seu reconhecimento como contribuintes para formação do país, exemplo disso são os livros didáticos atuais que ainda trazem para o público infantil a figura deste aborígene como um ser extremamente primata, camuflando sua real e dolorida história vivenciada por meio da proposta de catequização obrigatória após a chegada dos então colonizadores, vendo-se sujeitados a devastar seu mundo de paz e respeito ao que estava ao seu redor (a natureza).
Mesmo com a determinação tanto da Constituição de 88, voltada para educação diferenciada, quanto da LDB (Lei de Diretrizes e Bases), considerada a “bíblia do educador” que aponta o Ministério de Educação junto as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação como principais responsáveis para educação do índio, é lamentável a realidade educacional deste público, visto que em dias atuais essa clientela ainda enfrenta o problema de escolas improvisadas, bem como a formação sem diferenciação conforme sua realidade.
Assim, cada município deve ter a consciência de fazer um levantamento, conforme realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), sobre a situação habitacional do índio em sua região e apresentar, junto aos órgãos competentes da educação, propostas de atendimento e valorização de um povo que tem o sangue brasileiro com características extremamente genuínas e, assim, dar o “pontapé inicial” para mudanças na visão da sociedade em relação à participação do índio nesta, estimulando a sua aceitação como cidadãos comuns com os mesmo direitos e deveres que as outras etnias gozam.
Comunicação e responsabilidade social
06/04/2010
A mídia, de uma forma geral, assim como todas as repartições encontradas dentro da sociedade, sejam elas pública ou privada, têm por excelência, o dever de agir conforme a prática preferencial pela responsabilidade social. Essa afirmativa condiz com os danos que alguns meios de comunicação como jornais, revistas, rádio e televisão vêm causando à sociedade ao longo do tempo, em especial, ao público jovem, principalmente àqueles residentes na periferia.
Dessa forma, é inegável o grande alcance da violência simbólica exercida contra o público jovem estimulada pelo excessivo número de programas considerados de manipulação reflexiva, além de propagandas que remetem à alusão de produtos de caráter aleive. Assim, crianças e adolescentes passam a ter o livre acesso, principalmente, a partir da TV aberta, a programas que induzem à promiscuidade, bem como ao grande estímulo à utilização de quaisquer produtos que induzem à mudança física, a exemplo da busca excessiva por um corpo magérrimo, ou por cabelos lisos que, por consequência direciona à desvalorização das particularidades das características étnicas.
De maneira camuflada, os seriados estimulam a aquisição de produtos que, em sua maioria, são acessíveis especialmente pelo grupo da classe média e média alta, induzindo aqueles que têm menos recursos financeiros a buscarem alternativas que muitas vezes não são seguras, ou estratégias que vão de encontro com a justiça, quando desrespeitam até mesmo seus próprios limites.
Assim, é imprescindível a presença de uma maior fiscalização das mensagens de caráter explícito e subliminar expostas nos meios de comunicação, a fim de poupar o direcionamento de jovens e adolescentes à cultura esdrúxula, bem como ao consumismo exagerado, prova disso são as conseqüências causadas pela ditadura da moda, a exemplo da polêmica “pulseira do sexo”, que querendo ou não a mídia também estimula sua proliferação, quando deveria no mínimo promover maiores discussões acerca do apelo sexual excessivo entre o público jovem, principal usuário da então moda.
Em suma, o fomento ao consumismo e, em especial, a supervalorização ao modelo ditado pela sociedade, pode representar um dos vários fatores que, não justificáveis, porém válidos, têm contribuído com o aumento da violência tão questionada e temida em nossa sociedade, seja pessoal ou persuasiva a outrem.
Vale lembrar um dos versos gravados pela Nação Zumbi, banda de maracatu psicodélico pernambucana, quando enfatiza que “a propaganda é a alma do negócio, porém esse negócio de grana não tem alma, vendam, comprem, você é a alma do negócio”. Em fim, caso os meios de comunicação não desempenhem uma maior reflexão sobre a tamanha responsabilidade que exercem sobre a opinião pública, pode induzir que uma sociedade consuma a si mesma num futuro não muito distante.
Mitos e lendas do Vale do São Francisco
04/01/2010
O Rio São Francisco, reconhecido no registro da História a partir de 1501 é considerado uma dávida divina. Suas águas banham cinco estados situados na região nordeste do país, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, além de Minas Gerais no centro oeste.
O “Velho Chico”, pseudônimo carinhosamente atribuído pelo povo que vive às suas margens, o povo ribeirinho, fornece há mais de quinhentos anos à população do seu Vale não somente possibilidades de alimentar e suprir sua fome e sede, por meio de suas águas e mantimentos criados em si, mas representa condições de fomentar uma cultura única e encantadora que supre o desejo cultural de muita gente que não se cansa de dizer “sou barranqueiro”.
O Rio São Francisco é considerado rico simplesmente por manter viva a alusão aos seus mitos e lendas, mesmo no século XXI, ante a desmitificação do improvável, sendo parte especial na história do seu povo.
Dentro deste contexto, o próprio rio surgiu de maneira fabulosa, quando dentre os índios habitantes do Chapadão vivia uma encantadora moça, docemente chamada de Iati, noiva de um dos fortes guerreiros de sua tribo. Certa vez, durante uma guerra nas terras do norte todos os índios guerreiros partiram para a luta, inclusive o amor da formosa índia. O grupo era tão grande que de acordo com suas passadas a terra desenvolveu um imenso sulco. Com o passar do tempo, cheia de saudades do seu amor, a índia chorou incansavelmente tanto que cada lágrima que corria em sua face escorria pelo chapadão moldando uma grande cascata direcionando para o sulco guiado pelos passos dos guerreiros. Ao que se sabe, a trajetória de suas lágrimas seguia rumo ao norte e desaguando no mar.
Os barranqueiros, especialmente o pescador, ainda possuem muito medo de encantamentos que acontecem durante a noite às margens do rio. Isso porque, muitos contemplaram entre Januária e Bom Jesus da Lapa a passagem do vapor encantado, uma embarcação totalmente iluminada que vai para lugar nenhum, nem ao menos tem a intenção de chegar a nenhum lugar, pois quando algum ribeirinho se aproxima, ela desaparece escondendo seus encantos do suposto curioso.
Entretanto, outros puderam ver e sentir com as estripulias de um “neguinho” traiçoeiro, de pele russa, cabeça pelada, de um olho só e bem arregalado, que costuma se esconder dentro de covas escavadas nos barrancos do rio. Assim vive o “Nego D'água”, “bulinando” com aqueles que não respeitam os sentimentos do rio, arrancando seus peixes ainda muito pequenos, em socorro ele os dispersa das proximidades das redes lançadas às águas. Durante muito tempo ele impediu que o rio fosse estreitado, tendo seus barrancos demolidos pelas mãos dos homens, porém tem sido afugentado pelos camponeses medrosos com cacos de vidro fixado nas ribanceiras.
Assim como este caboclo, existe a “Mãe D'água”, também considerada como protetora das águas doces. Vista por muitos pescadores, a sedutora “Mãe D'água”, bela e extremamente atraente que, a sua maneira, encanta os homens ribeirinhos, principalmente os pescadores, envolvendo-os eternamente para as profundezas do rio. Não se poder afirmar se é uma mulher em forma de sereia ou sereia em forma de mulher, pois nenhum daqueles que caíram em suas garras pôde voltar para narrar a experiência confirmada.
Contudo, essas são histórias contadas por quem tem sangue ribeirinho, gente possuidora de uma mente fértil e própria dos que vivem às margens do São Francisco que, dentre tantos mitos e inúmeras lendas, compreende que o “Velho Chico” após os maus tratos acometidos por quem mais necessita de suas águas precisa descasar, adormecendo por alguns instantes após a meia noite, trazendo sossego a todos os seres viventes em si. Porém fique em alerta, caso alguém atrapalhe o sono das águas, “Chicão” se enfurece tornando-se tenebroso e inavegável.
Fogos de artifícios: um transtorno
28/12/2009
Atualmente percebe-se a grande discussão acerca da saúde do Planeta Terra. Debates voltados para os meiores problemas ambientais como os recursos hidricos, condições climáticas, saneamento básico, lixo, crescimento populacional, bem como a extinção da fauna e flora se destacam dentre tantos outros existentes a nível mundial.
Bom Jesus da Lapa, onde se situa o primeiro monumento das sete maravilhas do Brasil, infelizmente enfrenta a problemática envolvendo sua fauna, principalmente as espécies que habitam no morro, isso devido ao grande número de fogos de eartifícios utilizados naquela região.
Essa prática torna-se comum no período de grandes visitações ao município, principalmete durante as romarias, por meio de alguns que talvez não tenha consciencia, ao menos o devido respeito às questões relacionadas ao meio.
Sabe-se que alguns biólogos consideram estes artefatos como “armas que se movimentam pelos ares”, condicionando o afugentamento e grandes ferimentos, quando não a morte de diversos animais, em especial as aves, por caírem sempre em árvores, ninhos e telhados, causando incêndios.
Por essa razão, torna-se emergente uma reflexão maior por parte dos usuários destes artefatos, pois os fogos de artifícios propiciam o desequilibrio de direfentes espécies da fauna silvestre, contribuindo assim com prejuízos ao meio ambiente.
O lixo urbano e sua eterna problemática
O lixo urbano ainda é apresentado como um dos maiores problemas que afetam as cidades. O simples ato de lançar uma folha de papel em locais impróprios pode proporcionar a produção de milhares de quilos de lixo, bem como o aumento dos riscos à saúde do homem. A incerteza do seu destino tem provocado grande frustração na população, sendo a mesma, na maioria das vezes, sua maior produtora.
No município de Bom Jesus da Lapa a situação não é diferente, grande parte de seus munícipes reclamam da quantidade exarcebada de resíduos sólidos que se proliferam, ou mesmo ficam postos em diversos pontos estratégicos das ruas da cidade, causando tamanho desconforto e repulsa.
Entretanto, nos últimos tempos percebe-se que este município é privilegiado com a cotidiana coleta do lixo, porém sua quantidade espalhada em alguns pontos da cidade continua sendo notória. Sendo assim, surge o questionamento: de quem é a culpa?
Se existe a quem culpar, isso é algo pertinente à consciência de cada um. Porém, não pode deixar de avaliar a responsabilidade particular que cada cidadão possui, que por coincidência não se cansa de atribuí-la apenas ao poder público.
Infelizmente, existem pessoas que agem de má fé ou simplesmente por ignorância se omitem em pôr o lixo descartado no horário específico, mesmo sabendo o horário exato de circulação dos responsáveis por essa coleta. Ao retardar a tarefa da coleta diária, o que se garante nada mais é do que a propagação dos resíduos em suas portas, acreditando que contribuindo com a proliferação atingirão o poder público, quando na verdade proporcionam uma auto-afetação de sua própria zona de circulação.
Festa de "halloween"
O dia 31 de outubro é uma data dedicada às bruxas, em especial ao halloween. O termo Halloween originou-se na Igreja Católica, por meio de uma corrupção contraída a partir do 1º de novembro dia de todos os santos. Este termo chegou aos Estados Unidos no ano de 1840, quando imigrantes irlandeses tentavam se livrar da fome sofrida naquele país, desde então surgiu oficialmente o dia das bruxas.
No Brasil, um país onde o alude à cultura estrangeira é imenso, também se considera esta data, onde a população busca se fantasiar a caráter a fim de comemorar uma cultura totalmente contrária à exercida por essas bandas. Essencialmente, numa época que os mitos e as lendas nativas estão caindo no esquecimento.
Hoje ante à grande aceitação das manifestações recebidas não se vê mais a valorização de personagens como saci-pererê, nego d'água, curupira, boto, mula-sem-cabeça, etc., personagens lendários que abrilhantam a cultura popular brasileira e merecem o devido respeito, principalmente quando consideramos sua essência. Poucas regiões se preocupam em manter vivo o culto ao que caracteriza o que realmente condiz com as raízes deste país.
12 de outubro: uma data reflexiva
15/10/2009
O município de Bom Jesus da Lapa, neste último final semana (11), realizou mais uma eleição para formação de conselheiros tutelares. Por coincidência, em plena véspera em que se comemora o dia da criança no Brasil, momento este que ainda se percebe a lamentável problemática envolvendo crianças e abusos de violências, tanto de caráter físico quanto moral.
Ao longo da história nunca houve um número tão grande e lamentável de relatos e denúncias envolvendo a violação da inocência de menores no país, principalmente, em se tratando de casos intra-familiar, onde os próprios pais abusam de sua autoridade mantendo relação sexual com seus filhos de maneira grotesca e cruel.
Não se pode mais confiar naqueles representantes que, até então, assumiam a missão de construir e organizar a sociedade. Inúmeros casos envolvendo autoridades “formadoras de opinião” como políticos, professores, padres, bispos, além dos casos envolvendo parentes, quando não os próprios pais das vítimas se destacam diariamente em revistas e jornais pelo mundo a fora, obrigando as famílias a privar seus filhos, sendo criança ou adolescente, de poder comemorar um dia escolhido para eles com a mesma liberdade que se comemorava a partir da década de 60, desde que foi oficializada por meio do decreto nº. 4867 no ano de 1924, e pensada no em 1920, quando o deputado federal, Galdino do Vale Filho sugeriu esta data em homenagem às crianças do Brasil.
Infelizmente, considerando as estatísticas reveladas pela Organização Mundial do Trabalho, os dados revelados apontam que 1,8 milhão de crianças e adolescentes são abusados sexualmente no mundo, desses números, só no Brasil se destacam cerca de 100 mil meninos e meninas vítimas de exploração sexual, sendo 18 mil vitimadas de espancamento, além da proporção de que a cada minuto há uma criança violentada seja de maneira física, emocional ou sexual.
Nesta perspectiva, o conselho tutelar, recém-selecionado, recebe de imediato a missão de buscar estratégias para amenizar esse aterrorizante problema que assola a sociedade, não como super-heróis que vieram para salvar a nação, mas a partir do conhecimento de causa, da consciência e responsabilidade de cada membro pode-se chegar a resultados positivos e diminuir imensamente esse deplorável quadro que vagueia pelas sociedades, especialmente, neste respectivo município.
Em suma, é válido parabenizar a equipe eleita pela comunidade lapense e desde já intimá-los a compreender a importância do trabalho que receberam de antemão e acima de tudo suplicar a valorização respeito e da ética profissional .
Espera-se que se cumpram todas as propostas prometidas pelos candidatos durante a trajetória de campanha eleitoral, principalmente que essas promessas não se revelem apenas palavras vãs, semelhantes às vistas na política partidária, lançadas ao vento que por conseqüência e de maneira sútil encheu de esperança o coraçãozinho de muitas crianças que sonham em poder um dia ouvir e compreender o que significa um “feliz dia das crianças!”.


Marina S é graduanda em pedagogia - docência e processos educativos - pela UNEB (Universidade do Estado da Bahia).