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Informação a todo instante

Homens públicos e a  política

21/06/2010

Política é a ciência social que trata da organização, da administração e do governo de uma nação. A política leva em conta à macroeconomia. A política pode ser também o modo e as diretrizes que norteiam o funcionamento de uma empresa e trata da forma adequada e inteligente para o bom funcionamento da micro economia. A política pública precisa de homens e mulheres competentes. Há mais de cem anos que um sábio alemão declarou que “um país é o que pensam e fazem os seus homens públicos”.  Espalha-se por toda parte do Brasil e até do mundo, o sentimento de que a política, além de não corresponder aos anseios ou esperança do povão, não é representada pelos melhores homens cidadãos. O problema é que existem muitos homens públicos, que são públicos apenas de fachada, apenas dizem que lutam pelo bem comum. Outros apresentam personalidade fragmentada ou variável conforme a situação. Essas são as faces de muitos homens e mulheres que querem pertencer ao núcleo da política local ou regional, colocando em primeiro lugar os seus próprios interesses ou dos seus parentes preferidos, colocando os interesses da coletividade em segundo plano. Com essas atitudes mesquinhas todos perdem e o Município ou a região dá passos para trás  mergulhando no subdesenvolvimento e na pobreza, mesmo que alguns dos moradores estejam recebendo ajuda do governo, como bolsa família e outras. Estamos nos aproximando de mais um pleito eleitoral onde muitos estarão disputando uma função pública. De janeiro até agora, início de junho, muita coisa, muito vai-e-vem já aconteceu na política e nos partidos. Governadores, prefeitos, ministros, etc., deixaram suas funções para entrar na campanha, almejando conquistar um cargo mais elevado através do voto, onde o povo, nas urnas, manisfesta a vontade na escolha de um novo governante. Muitos dos chamados homens públicos tiveram suas esperanças frustradas. Aécio Neves, Ciro Gomes e outros nutriam a esperança de disputar a Presidência da República. Assim aconteceu com outros que desejavam disputar o cargo de governador dos seus Estados. Todos apresentaram muitas qualidades, boa formação cultural e técnica. No entanto foram preteridos por alguns motivos ou circunstâncias. Estamos sentido a falta de bons políticos. Aqueles que não se vendem nem enganam os eleitores. Precisamos de gestores  públicos que governem de forma transparente, isto é,  o povo quer e precisa saber como e onde está sendo aplicado o dinheiro público (que tem origem nos impostos que todo cidadão paga). Precisamos de bons políticos, não necessariamente de políticos que ao subirem num palanque apresentam um discurso bonito e empolgante.  Precisamos sim, de políticos com boas idéias, com amor e apego aos bons princípios e a honestidade. São peças raras, mas ainda existem os que olham para a comunidade e procuram dar solução para as necessidades. Políticos que não se vendem. É necessário colocar fora os políticos que se vendem por dinheiro ou vantagens pessoais ou familiares.  Os analistas percebem e declaram que em nosso país existe uma forte inclinação para enganar o povo. Outro fator que os analistas políticos apresentam é o grau de desinteresse dos jovens no exercício da vida política. Basta cada cidadão interessado na vida pública e no desenvolvimento observar que a cada eleição diminui o número de pessoas que comparecem às urnas. Muitos comparecem apenas porque o voto é obrigatório. De certa forma se explica o desinteresse pela ignorância sobre os objetivos dos políticos e dos partidos, no que se refere às necessidades sociais.É muito grande a soma de recursos financeiros provenientes dos impostos que Estados e Municípios recebem. Apesar de receberem muito dinheiro, quase nada fazem, deixando o povo descontente. Encontramos não só a sede de municípios, mas também assentamentos rurais, povoados e vilarejos em péssimas condições, com as estradas vicinais em completo abandono. A via de acesso ao Assentamento Bandeira, aqui no nosso Município é uma prova. Espalha por toda parte do Brasil o sentimento de que a política, além de não corresponder aos anseios ou esperança do povo, não é representada pelos melhores cidadãos.  

 

Em ritmo de copa do mundo

14/06/2010

Futebol é uma paixão nacional e mundial. Johanesburgo, na África do Sul, será o palco deste grande evento que é a copa do mundo 2010. 

Jogo é jogo e nós precisamos ganhar a partida, já dizia João Saldanha, o doutor em matéria de futebol. Em época de copa do mundo o futebol envolve e anima todas as pessoas, desde os juvenis até as pessoas mais idosas. Como dizem por aí, é uma paixão nacional. Quem costuma ver televisão, especialmente os noticiários, percebe como estão recheados de informações sobre a copa do mundo. Disputar uma copa do mundo é o ápice ou o ponto mais elevado na carreira esportiva de jogador de futebol. Johanesburgo, na  África do Sul será o palco principal deste grande evento que terá início no dia 11 deste mês. Conforme informam os noticiários esportivos da televisão, a cidade de Johanesburgo passa por uma época de frio com temperaturas baixa e variando de 12 a 8 graus. A copa do mundo consegue agitar mais de um bilhão de torcedores em todo mundo. A copa também consegue movimentar bilhões de dólares e direcionar muito dinheiro para o país que serve de sede para os jogos. Mas o que o futebol tem que consegue envolver tanta gente e tanto dinheiro? Vale lembrar que os primeiros jogos de futebol e suas regras começaram na Europa, mais precisamente na Inglaterra. A partir de lá esta modalidade de esporte popularizou-se e conseguiu simpatizantes em todo mundo. O Brasil é o país onde a empolgação é maior. Após 1950 quando o Brasil, jogando em casa no Maracanã, perdeu o título (deixou escapulir) para o Uruguai, o futebol passou a encantar e dominar os brasileiros de norte a sul. Naquele tempo o nosso país importava quase tudo, da bola ao apito. As exportações eram suportadas basicamente pelo café e cacau. Agora o Brasil é outro em todos os aspectos. Podemos dizer que a população triplicou; a nossa economia está robusta e firme; foram construídos grandes e confortáveis estádios. Realmente de 1950 para cá muita coisa mudou, muitas mudanças aconteceram. Hoje em dia o Brasil é respeitado, não só no futebol, mas também nas relações internacionais, na produção agrícola e na produção industrial em franco desenvolvimento. Por outro lado, estamos presenciando e todas as semanas ocorrem atos de violência e vandalismo nos estádios, principalmente após os jogos. São torcidas “organizadas” atacando e agredindo fisicamente umas às outras, causando ferimentos, mortes e revoltas entre os torcedores e familiares. Agora é tempo de copa do mundo. É bom dar uma trégua nos atos de violência. Vamos nos lembrar e dar oportunidade ao esporte, que é uma atividade saudável. Muitos países, mesmo gostando do futebol e produzindo bons jogadores, ainda permanecem na pobreza e no  subdesenvolvimento. A título de informação, os arredores da metrópole Johanesburgo apresentam contrastes, com partes que parecem bairros nobres das cidades americanas e outras partes que parecem com as favelas de muitas cidades brasileiras. De acordo com relatório da ONU publicado em outubro de 2009, no ranking mundial, a África do Sul ocupa a posição de nº. 129º no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Para você ter uma idéia, o mesmo relatório coloca o Brasil em 75º lugar. A seleção brasileira precisa usar as táticas que sabe e conhece muito bem. Dunga é um técnico experiente e competente. Certamente tem a devida sensibilidade para flexibilizar jogadores nas horas certas, tendo em vista adequar a equipe e vencer a resistência dos times adversários. Muitas vezes é preciso levar a seleção brasileira a improvisar jogadas, deixando as que foram ensaiadas para depois. Os entendidos em futebol dizem que é bom o Brasil pegar times adversários que partem para o ataque.

Partindo desse ponto de vista a seleção terá oportunidade de fazer um jogo mais bonito e terá mais chances nos contra-ataques. Sabemos que nossos jogadores tem habilidades natas e é um time bem equilibrado. Um time para ganhar um jogo precisa ter uma defesa inteligente, hábil e forte. Contudo, não adianta ter apenas uma boa defesa. É óbvio que precisa também ter bons jogadores da linha de ataque, inteligentes e que aproveitem com rapidez as chances de gol. Há duas semanas ouvimos um técnico de futebol falar na televisão que nossos jogadores precisam ocupar, ou pelo dar impressão que estão ocupando 60% do campo. Vamos torcer com vigor pela vitória da seleção brasileira. Pra frente Brasil!!!

 

Amigos da gastança

07/06/2010

Gastar, gastar e gastar. Esse parece ser o lema de muitos políticos brasileiros. Você sabe que o motor propulsor que produz riqueza, gera emprego e renda para todos, tem um nome poderoso: investimentos. Quando falamos de investimentos, significa que estamos falando de trabalho. Trabalhei numa grande empresa lá em Osasco-SP, onde na parte frontal do prédio principal está escrito com letras gigantes a seguinte frase: “só o trabalho produz riqueza” (a frase pode ser lida de longe). Os investimentos levados a efeitos pelo dinheiro público, quando bem aplicados trazem riqueza, progresso e esperança para o povo. Os estudiosos e os empreendedores aqui de Bom Jesus da Lapa e de todo esse nosso grande Brasil sabem dessas coisas. Todos os políticos que estão no poder, começando de cima para baixo, indo até os vereadores, fingem não saber e anseiam dispor de verbas, dinheiro público para tapear o povão.

Na semana passada uma boa parte dos prefeitos, de vários Estados, esteve em Brasília participando da XIII Marcha de Prefeitos. Você, prezado eleitor, pode adivinhar qual era o objetivo deles? Eles esperavam o tal e bem famoso “pacote de bondades” da parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ficaram frustrados, pois achavam que o presidente Lula estaria anunciando a concessão de pelo menos um auxílio financeiro para compensar a redução dos recursos repassados pelo FPM Fundo de Participação dos Municípios. Os prefeitos se empenharam em vários objetivos, tendo em vista pressionar os parlamentares (deputados e senadores) para aprovarem luma emenda que redefine valores para os gastos e investimentos municipais. Os prefeitos reunidos tocaram em vários pontos que podem gerar recursos. O presidente desconversou e disse que esse assunto ficaria para outra oportunidade. Apesar de tudo, como estamos em ano eleitoral, eles conseguiram do presidente a promessa de aprovar um projeto de lei que dará suporte para as prefeituras receberem em um ano, a título de FPM, valor no mínimo igual ao que receberam no ano anterior. O Sr. Paulo Ziulkoski, presidente da CNM-Confederação Nacional dos Municípios, disse que “o projeto é bom e garante recursos para o futuro, mas precisamos de dinheiro agora”. As prefeituras precisam, é verdade. De acordo com jornais aqui do Estado da Bahia, o presidente da UPB e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Sr. Roberto Maia, falou que “90% das prefeituras baianas dependem dos recursos do FPM”.

Os cofres de muitas prefeituras estão vazios. Seja por conta da crise internacional que se agrava na Europa com reflexos no Brasil, seja por conta do ano de eleições ou por dificuldades administrativas internas, muitas prefeituras não conseguem pagar em dias o salário dos seus chefes executivos nem pagar de modo satisfatório os seus funcionários. Por que será que existe tanta escassez de recursos? Muitos Municípios estão passando situação financeira crítica. Os amantes da gastança estão presentes em todos os níveis de governo e entre eles existe um forte anseio, um forte desejo de gastar. Cada gestor público apresenta razões tentando justificar a transferência de recursos para pagar despesas. Aqui cabe uma pergunta: por que a maioria dos políticos brasileiros tem essa cultura? O povão, as pessoas comuns dizem que eles gastam muito porque o dinheiro não sai do bolso deles. Existe uma boa dose de verdade nessa afirmação popular. Quando o dinheiro diminui nos cofres públicos, seja do governo federal, estadual ou municipal, eles apresentam projetos com a finalidade de aumentar alíquotas ou criar novos impostos e taxas. É por esse motivo que os brasileiros pagam uma elevada carga de impostos. Esta semana os jornais da televisão anunciaram que agora em junho a arrecadação de impostos chegará a meio trilhão de reais. O jornal A Tarde do dia 28 de maio publicou uma reportagem com o seguinte título: “Brasileiros trabalham 148 dias no ano só para pagar imposto”. É por isso que no preço da gasolina, mais da metade (53%) é imposto que vai para o governo. Na conta de luz tem 47,08% com diferentes impostos. Até no preço da batata pagamos 11,22% de impostos. Se não fosse uma carga de impostos tão elevada os produtos teriam um preço menor e todos seriam beneficiados. O grande problema é que alguns mandatários não sabem cortar despesas. Sabem cortar investimentos. Esse é um grande problema.

 

Eleições  e  ilusões

24/05/2010

É isso mesmo, eleições e ilusões. Precisamos de bons governantes. As eleições ou o processo de escolha é o instrumento legal que nos permite conduzir pessoas competentes e capazes para bem administrar o nosso Estado da Bahia e o9 nosso Brasil. Você já percebeu que onde encontramos um grupo de pessoas falando sobre política, sempre existem aquelas que dizem abertamente que política é pura ilusão? Qualquer dicionário nos informa que ilusão é uma esperança  sem fundamento.  Em parte, a cada dois anos, nós brasileiros experimentamos esse tipo de ilusão. Somos iludidos por candidatos, marketeiros, pelos embalos dos discursos eleitoreiros e pelas promessas vazia. Nós, que moramos aqui em Bom Jesus da Lapa, por vezes somos mais iludidos do que os moradores de outros Municípios. O caso do pedaço da rodovia de Lapa a Sta. Maria da Vitória é um exemplo. Quantas vezes e quantos anos iludidos! Este ano é um ano de muitos eventos e neles o brasileiro deposita suas esperanças. O problema é que muitas vezes a esperança torna-se frustrada e desse modo, mais uma vez, o povo fica decepcionado com os políticos. As ilusões,  decepções e até surpresas acontecem dentro dos próprios partidos. Os maiores partidos políticos do Brasil (PMDB, PSDB e PT), apesar da ajuda financeiras que recebem das empresas e do governo, todo mês fazem um esforço danado  para pagar as suas próprias despesas.  Percebemos assim, que mesmo na raiz da política existem problemas e pode-se questionar, perguntando: “para onde vai tanto dinheiro?” Por que volta e meia os jornais estão denunciando a existência de caixa 2 nos partidos?

Grande parte da população brasileira dá sinais bem claros e evidentes que está satisfeita com o modo de governar do presidente Lula e seus ministros. É uma verdade estampada no rosto de todos, principalmente dos mais pobres.  Por outro lado existe uma parcela da população, e é a menor parte, que não está satisfeita. Cada parte apresenta suas razões para o comportamento que adotam. Uns gostam e votam no presidente Lula ou em quem ele indicar. Outros detestam o PT, mas votam em quem for indicado pelo presidente. Este sentimento fica bem claro quando as pesquisas são divulgadas pelos jornais de alta circulação nos Estados brasileiros ou pela televisão. Nas pesquisas a proporção das pessoas que aprovam de forma enfática, dizendo que o presidente faz um “ótimo” governo, está na faixa dos 70%. Os que dizem que o governo é regular chegam a ser 15%. Os que acham que o governo do presidente Lula é ruim chegam a 10%.  Com todos esses números estamos querendo dizer que é bem pequena, bem baixa a coluna que registra as ilusões em todo esse tempo do presidente Luiz Inácio Lula. Em todas as classes sociais encontramos a maior parte das pessoas dizendo que o governo Lula tem acertado mais do errado. A ascensão social se faz sentir em todas as camadas da população, especialmente nas camadas mais baixas. Apesar dessa pujança, de toda essa força, é inegável que existe a parte que se sente iludida e tapeada. O leitor poderá perguntar o seguinte: “como é que eu estou iludido”? Existem pessoas que gostariam que o presidente Lula exercesse um governo radical, adotando segregações, beneficiando trabalhadores urbanos e rurais em detrimento dos empresários. O presidente Lula é inteligente e sabe que governar desse jeito não é governar bem. O governo não agiu de modo radical. Portanto o governo Lula tem feito um governo inteligente, equilibrado e conciliatório tanto aqui no Brasil quanto no plano internacional O modo como o Brasil tem agido no caso do Irã é uma demonstração de inteligência e boa vontade.  Para muitas pessoas que querem mudanças agressivas e cheias de ilusões, o governo  tem dado respostas inteligentes. Já temos vivido e convivido muito com  ilusões. É tempo de oportunidades para todos. A escolha da ex-ministra Dilma Rousseff colocou uma interrogação na cabeça de muita gente. Algumas pessoas dizem que ela não tem experiência política, não tem carisma, não tem jogo de cintura e alguns mais ásperos ou ignorantes dizem que ela não condições de saúde ou simplesmente dizem que é uma mulher e por isso não serve. Tais afirmações me parecem um absurdo. Uma coisa é certa, ela tem uma diretriz e certamente vai dar continuação, isto é, não vai interromper as metas do governo Lula. É necessário que a coluna que registra as ilusões esteja lá em baixo, bem baixa quase sumindo. O futuro do nosso estado e do nosso Brasil depende de você e da sua escolha.

 

Quase tudo para poucos e quase nada para muitos

17/05/2010

Este tema nos lembra que existe um grande desequilíbrio social no mundo. Existe um grande vazio a ser preenchido. Nas décadas de 1950 e 1960 o mundo viveu grandes agitações políticas e sociais. No início daquelas décadas o mundo ainda sentia o cheiro da pólvora dos canhões e a herança ou as conseqüências da 2ª guerra mundial, que culminou com a derrota dos países do eixo (para refrescar a memória vale lembrar: Alemanha, Itália, Japão). Mentalmente, ao nos relembrarmos dos continentes, percebemos que existem no nosso planeta grandes diferenças sociais. Na África encontramos milhões de seres humanos vivendo ao “deus dará”, sem assistência médica, quase sem alimentos, desnutridos e ainda por cima de tudo isso existem as guerras regionais que anualmente matam milhares de pessoas. A Ásia é outro continente onde encontramos milhões de sofredores, sendo que a Índia é considerado o país dos contrastes, com muitas pessoas vivendo em palacetes e freqüentando as melhores universidades e outras morando em palafitas, na lama e envolvidos em crendices diversas. Aqui nas América encontramos com maior nitidez a divisão entre os que têm quase tudo e os que quase nada têm. Com o último terremoto que ocorreu no Haiti, país aqui da América central, ficou bem declarada a triste pobreza e desorganização política na qual aquele país está mergulhado. Por causa da pobreza e da desorganização ficou difícil para o socorro e as doações chegarem até aquele país sofrido. Realmente, o mundo vive com as contradições em todas as partes e nos últimos anos vive contradições sem precedentes. Os ricos vivem explorando os mais pobres e assim trazem conseqüências desagradáveis para todos. Quando esboçam um leve acordo para melhorar as condições de vida no que se refere à saúde, tal acordo fracassa, como aconteceu na conferência do clima, realizada em dezembro último, em Copenhague na Dinamarca. Pelo pouco que escrevemos até aqui, cabe uma pergunta: Por que em pleno século XXI existem tantas desigualdades sociais? Por causa da ganância, da avareza.

O Brasil é um vasto território com mais de 8.500 mil Km2. É o país mais extenso da América Latina. A população não é bem distribuída dentro do território nacional. O litoral, especialmente a região Sudeste, está densamente povoada, enquanto o interior, especialmente as regiões Norte e Centro Oeste, apresentam vazios. É um país rico em recursos naturais e renováveis, mas o aproveitamento da riqueza está mal organizado e mal distribuído, oferecendo poucos empregos nas regiões produtoras e muitos empregos com altos salários nas regiões onde o produto é beneficiado e industrializado, gerando emprego e renda lá onde é industrializado. Grande parte da indústria de bens duráveis, como automóveis e máquinas está sob o comando de empresas multinacionais, que muitas vezes aumenta ou diminui a produção, aumenta ou diminui o número de empregados, conforme a orientação da matriz lá no exterior.

Faltam ajustes políticos e em alguns casos é necessário uma reforma profunda para se chegar ao ponto ideal. Existe uma grande massa de trabalhadores rurais querendo trabalhar, mas apesar da grande extensão territorial do nosso país, falta terra para muita gente que está querendo produzir. No dia 25 de abril, aqui no Estado da Bahia, foi realizada uma grande caminhada dos “sem terra” indo de Feira de Santana a Salvador, exibindo demonstração de força política e desejo de conseguir um pedaço de terra para plantar. Se você perguntar para o cidadão comum que vive em uma cidade do interior, ele sabe e vai falar o que está faltando. Vai falar do que mais lhe afeta, como é o caso da saúde pública oferecida nos postos médicos, vai falar que o ensino nas escolas públicas precisa melhorar, inclusive melhorar salários e o ambiente de trabalho dos professores. Para a pessoa perceber estas necessidades básicas não precisa ser um especialista, basta prestar atenção e ser sensível. O cidadão comum observa mais essas coisas que são deveres do prefeito e vereadores do Município. Apesar dos benefícios sociais em dinheiro concedidos pelo governo federal, ainda há muito a fazer no sentido de criar emprego e renda. Vivemos hoje no pleno exercício da democracia eleitoral! Democracia é bom, mas só isso não enche barriga de ninguém que está com fome. É preciso e urgente diminuir as desigualdades sociais das regiões.

 

Saúde pública em estado grave!

03/05/2010

Antes de começar o tema proposto, quero parabenizar a todos os brasileiros pelo 10º aniversário e sucesso da LRF-Lei de Responsabilidade Fiscal, aprovada no dia 4 de maio de 2000. Essa lei mudou os costumes dos políticos gastadores.

Os pacientes usuários do sistema de saúde pública no Brasil vêm sentido o descaso da parte dos governantes para este setor. Ministros e secretários de saúde dos Estados e dos Municípios conseguem mexer, modificar, mudar nomes e siglas, melhorar salários dos funcionários, mas não conseguem melhorar o sistema de atendimento aos pacientes sofredores. O sistema está parecendo uma peneira vazando por todos os buracos. Toda semana os noticiários da televisão e dos jornais impressos dão informações de Estados e Municípios que causam repulsa e desconfiança. O governo, dentro do orçamento, destina rios de dinheiro para a saúde, no entanto a assistência médica dos brasileiros continua de baixa qualidade. (Isso não acontece com a saúde dos ricos, que podem pagar bons planos de saúde na rede privada de hospitais). Quem são os ricos? Rico, neste país, são os grandes empresários, altos funcionários públicos e os dirigentes executivos de todas as áreas governamentais. Apesar do apoio do governo federal, tem muitos Municípios que não conseguem administrar bem as campanhas de vacinação. Há casos da má administração de alguns hospitais e postos médicos públicos que beiram a tragédia e causa surpresa. Casos de recém-nascidos roubados em maternidades, bebês trocados quando as mães recebem alta e vão para casa. Os jornais dão conta de que em Goiânia dois bebês foram destrocados após um ano de dúvidas. Os nenês passaram do colo de uma mãe para o colo da outra perante o juiz e sob o choro compulsivo das mães. Na semana passada a televisão mostrou dois casos, no mínimo jocosos. O primeiro aconteceu no Estado do Pará. Foi o caso da jovem chamada Lana. O jornal OESP informa que ela fez o pré-natal, ultra-sonografia e outros exames. A Secretaria de Saúde de Belém confirma que a jovem fazia o pré-natal em uma unidade do bairro Marambaia e tinha uma caderneta de acompanhamento dos exames indicando que o bebê estava saudável. Com todo esse material em mãos a paciente deu entrada no hospital, no dia marcado, para o serviço de parto à cesariana. Foi aí nesse momento que veio a surpresa: “não havia bebê na barriga da suposta mãe”. E aí? Com quem está a responsabilidade? A polícia paraense esta investigando este caso. O outro foi de uma senhora de 70 anos que fazia exames rotineiros, como toda mulher faz. Quando foi receber os resultados, vem uma médica, toda sorridente, olha para a paciente e diz: parabéns, “a senhora vai ter gêmeos!” A paciente ficou assustada. E não era para menos, diante do absurdo. Gravidez não era o seu caso.

E a confiança nesses serviços médicos, como fica? A confiança fica abalada e os pacientes usuários cheios de dúvidas. A saúde é coisa muito séria. Será que estão cuidando da saúde pública com a seriedade que ela merece? Será que os governantes estão cumprindo o que a Constituição manda? Não precisamos ir longe. Qualquer posto de saúde apresenta filas imensas ou grupo de pessoas esperando a boa vontade dos atendentes. Fiquei triste e contrariado quando um motoqueiro me contou que teve parte da perna queimada pelo cano de descarga da moto. Foi levado para o posto médico e quando lá chegaram tiveram a triste informação que não tinha gases nem pomada para fazer o curativo. Mandaram os parentes do acidentado ir rápido comprar na farmácia mais próxima e levar os materiais para poderem prestar o devido socorro ao rapaz. É uma vergonha! Será que tem jeito?

É claro que tem jeito. Devido ao baixo atendimento, já existem Municípios que estão terceirizando por completo a gestão da saúde. É claro que um Município para tomar esta decisão precisa analisar bem e medir os aspectos positivos e negativos. Dizem que fica mais fácil para a auditoria controlar os gastos com a compra de medicamentos, por exemplo, e evitar superfaturamento ou envelhecimento de medicamentos nos estoques (passando do prazo de validade). Os serviços são entregues para entidade privadas chamadas de OSS (Organização Social da Saúde). A terceirização tem como objetivo melhorar a assistência médica, eliminando o excesso de burocracia na administração direta. A forma de terceirização para entidades privadas surgiu em São Paulo em 1998, importada da Espanha. O Banco Mundial apóia esse tipo de iniciativa. A idéia é que a OSS administre os recursos e os serviços. Os governos não vão poder criar novos cargos para empregar parente e amigos. Por outro lado vai perceber os resultado favoráveis para o povo. Este modelo ainda não tem o apoio do Ministério da Saúde. Portanto, é necessário obedecer ao que determinam as leis federais, estaduais e municipais.

 

Informações e desinformações

03/05/2010

Antes de entrar no tema proposto quero congratular-me com todos os contabilistas e com todos aqueles que trabalham no ramo das ciências contábeis pelas comemorações no dia 25 de abril, dia do contabilista.
O Brasil e cada um dos Estados da federação entra, de forma extra-oficial, na rota das campanhas eleitorais tendo em vista as eleições do próximo mês de outubro. Daqui até lá os eleitores receberão informações e no mesmo período estarão sendo atacados e recebendo desinformações. O prezado leitor ou a prezada leitora poderá neste momento perguntar: como pode ser isso? É necessário dizer que seria muito bom o voto ser uma decisão pessoal, racional e consciente. Entretanto nem sempre é assim. Em época de campanhas políticas os candidatos e seus marketeiros procuram subliminar e embutir nas informações ao eleitor várias formas de emoção, entusiasmo, subjetividade e metáforas para comparar candidatos. Tudo eles fazem com uma finalidade: provocar reações e mudanças no eleitor que pretende votar favorecendo o lado oposto. Neste caso, o eleitor (todos aqueles que estão aptos a votar) e também as crianças (porque eles podem influenciar pais e avós) são o foco para despejar informações, que muitas vezes tornam-se desinformações, fazendo com que os eleitores fiquem ainda mais desinformados e confusos. É verdade que muitos, até no dia da votação, ainda estarão confusos. Nas viagens que fazem de norte a sul do Brasil, ou de norte a sul do Estado os candidatos tem, na verdade, um só objetivo: conquistar votos para conseguir a vetor nas urnas.

Na pré-Campanha ou campanha Extra-Oficial, aquecida como já está, percebe-se que o desconhecimento recai sobre os pré-candidatos postulantes ao cargo. Entre os candidatos a presidente da república, o Sr. José Serra, neste momento, consegue sair na frente por já ter exercido os cargos executivos de prefeito e governador de São Paulo, que é o Estado-chefe da locomotiva chamada Brasil. A ex-ministra Dilma Rousseff, tem dificuldades naturais de se expor ao público, soma-se a isso o fato de que ainda não ocupou cargo executivo.

De acordo com artigo do jornalista Daniel Bromatti, publicado no jornal OESP, desde fevereiro a parcela da população que afirma conhecer a petista passou apenas de 13% para 14% e a que diz conhecê-la “mais ou menos” se estabilizou em 33%. Os números referentes ao tucano José Serra, também não são muito animadores e não tiveram variação elevada. Mas para ele que já disputou várias eleições, a desinformação do eleitorado não é um entrave, pois cerca de 70% dos eleitores diz que já o conhece.

Até agora, início de maio, percebe-se que em todos os Estados da Federação existem bolsões de informações e desinformações. Sem dúvida, para a campanha política estadual, para o cargo mais alto do nosso Estado da Bahia, a situação é idêntica à campanha para presidente da República. Tanto na campanha nacional quanto à nossa aqui no Estado é preciso tomar conhecimento das diversas classes sociais, de forma mais direta junto a essas camadas sociais, com atenção especial para as faixas etárias, poder aquisitivo, grau cultural. etc. Dentro dessas camadas estão a classe dos trabalhadores urbanos e a classe dos trabalhadores rurais. Muita atenção deverá ser dada para as mulheres. Nos últimos anos elas estão sendo consideradas importantes pelo seu crescimento na participação do trabalho em diversas áreas e pela participação na política, desde os pequenos Municípios até a política no plano nacional. As mulheres estão cada vez mais transmitindo suas idéias umas às outras, de modo firme. Assim elas influenciam os eleitores e têm grande peso nas decisões da política local e regional. A influência é tão grande que temos duas mulheres disputando a presidência da República. Para se ganhar uma eleição é preciso ter capacidade de falar em público e ser entendido ou entendida por todos. É preciso transmitir uma informação de confiança para o eleitorado, seja no Município, no Estado ou no país como um todo. É como tenho dito freqüentemente aqui nesta coluna: os eleitores estão mais espertos e querem ficar bem informados sobre os candidatos, o que eles pretendem realizar caso sejam eleitos, como conseguir o dinheiro necessário para a realização das obras de infraestrutura e assim levar nosso país a entrar numa era de efetivo desenvolvimento, gerando emprego e renda para todos.

 

Eleições à vista!

26/04/2010

Antes de entrar no tema proposto, quero congratular-me com o povo de Brasília e com todos os brasileiros pelo 50º aniversário do nosso Distrito Federal, aqui bem perto de nós, ocorrido e festejado no dia 21 deste mês. Há 55 anos atrás Brasília era apenas um sonho; hoje é uma realidade sólida e forte.

Os candidatos à presidência da República já começaram a tomar posições, como Dilma Rousseff, José Serra, Marina Silva, e outros. Como candidatos a governador aqui no Estado da Bahia, temos o atual governador Jacques Wagner, o ex-ministro Gedel Vieira e outros. Faltam definir os vices. Todos são na verdade pré-candidatos. É claro que ainda tem muita água a rolar por baixa da ponte, isto é, muitas mudanças e acordos partidários ainda serão feitos. O calendário eleitoral informa que a propaganda eleitoral será permitida a partir do dia 6 de julho. No entanto o que é que percebemos pela televisão e pelos jornais impressos? Só faltam os comícios em praças públicas. O Brasil vive na prática o exercício da plena democracia eleitoral. Desde o final do período do governo do presidente João Figueiredo (último presidente militar), com a anistia ampla e irrestrita, o nosso país ingressou num longo período de democracia, com eleições livres, especialmente após a campanha das “diretas já”. Mas ainda percebemos uma grande necessidade: cada eleitor brasileiro precisa exercer de forma consciente o direito de votar e escolher quem ele prefere que governe esse imenso país por um período de mais quatro anos. Não é no terreno da política que conheceremos os melhores candidatos, mas sim no terreno da economia e dos programas sociais que os embates serão mais acalorados. Os brasileiros estão ficando mais espertos e assim nem todos acreditam nas falsas promessas de políticos. Falsas promessas é o que não falta em época de campanhas eleitorais. Para o nosso país progredir e melhorar é necessário que cada eleitor, cada eleitora vote em candidatos sérios e honestos, de bom caráter, que tenham visão administrativa voltada para as necessidades do povo, que tenham bons projetos exeqüíveis, isto é, projetos que possam ser executados, realizados (não projetos demagogos, enfeitados com coisas impossíveis). É preciso dar passos para frente no sentido de realizar obras de infraestrutura que venham promover o desenvolvimento gerando emprego e renda para o povo. Não é complicado administrar bem um Município, um Estado ou o Brasil como um todo.

Os eleitores reconhecem e ficam satisfeitos quando um político exerce bem e com dignidade o cargo para o qual foi eleito, seja deputado, governador ou presidente da República. O eleitor também percebe e fica satisfeito quando um vereador ou um prefeito exerce bem o seu mandato e traz progresso para o Município. Afinal esses políticos representam os eleitores que os elegeu e são eleitos para fazer um bom governo para todos. Percebe-se que é grande a responsabilidade dos eleitores ao votar. Se um governador não for bom, inteligente e trabalhador de modo que as obras apareçam e funcionem direitinho, em parte a culpa é do eleitor que não escolheu bem. Não adianta dizer; “eu não sabia”. Tenha um pouco de paciência. A democracia dispõe de um instrumento poderoso, que é o voto. Cada eleitor ou eleitora tem nas mãos e na consciência esse instrumento importante. Aos maus políticos que estão no poder o eleitor pode dar o troco, não o reelegendo nas próximas eleições. Encontramos políticos do tipo: “raposa velha”, que são experientes apenas no sentido de conquistar votos. Muitos candidatos querem apenas o cargo. Fizeram muitas promessas bonitas e demagogas, mas eles sabem que tudo é mentira. Foi tudo demagogia, isto é, foi política exploradora da confiança e da opinião pública, apenas com a intenção ganhar o voto. Não querem assumir o compromisso sério para melhorar a condição de vida do povo, não querem investir dinheiro público suficiente para melhorar as escolas, para melhorar os hospitais, para melhorar as estradas, etc. Políticos há que só pensam em receber o salário normal que tem direito, mais o dinheiro extra dos conchavos e conluios. Compete aos eleitores e eleitoras lançarem fora, através do voto, o mau deputado, o mau governador e todos os políticos dessa natureza. Prezado leitor, prezada leitora desta coluna, é tempo de lançar fora os candidatos que só pensam no seu bem-estar pessoal. São eles que atrapalham o desenvolvimento de um Município, de um Estado ou de toda a nação. Você já ouviu falar em “candidato ficha-suja?” Atualmente podem se candidatar a um cargo eletivo pessoas que têm problemas pendentes na justiça, com casos de corrupção, envolvidos em contravenções diversas. O partido analisa o pedido para registrar a candidatura. Quase sempre, se o candidato é rico ou tem condições de puxar votos, o partido aceita e a partir da aceitação é “bola pra frente”. Se eleito, o partido e a sociedade sofrerão as conseqüências. Lembra-se do escândalo que aconteceu recentemente em Brasília, com o governador Arruda e seus aliados? É importante saber que está em apreciação no Congresso Nacional o projeto chamado “Ficha-Limpa”. Vamos torcer pela aprovação desse projeto.

 

ONU realiza congresso na Bahia

19/04/2010

Antes de discorrer sobre os temas do congresso é oportuno saber algo sobre esse importante organismo internacional. A ONU foi fundada logo após a 2ª guerra mundial em substituição à chamada “Liga das Nações”, que se mostrou impotente para impedir a guerra que começou em 1939. A ONU é formada por 192 Estados soberanos. A sua missão é promover a paz e a segurança entre as nações, tendo em vista um melhor desenvolvimento social. É, portanto, um organismo de prestígio e respeito. Grande parte dos membros dessa organização está reunida em congresso na capital do nosso Estado. Todos sabem que a Bahia é um importante centro cultural e industrial. A grande Salvador, com uma população perto dos 3 milhões de habitantes, nos últimos anos tem sediado grandes congresso e eventos. Nesta semana a Bahia, mais especificamente a capital baiana, destaca-se como importante local do XXII congresso da ONU Organização das Nações Unidas para tratar de assuntos ligados com a p0revenção ao crime. Esse é um congresso de grande magnitude porque trata de um tema relevante e reúne mais de 4 mil pessoas como delegados das diversas nações, juristas mensageiros e outros participantes convidados interessados no tema. Estão reunidos chefes de Estado e as maiores autoridades mundiais ligados à área da segurança e justiça criminal. O palco das reuniões é o Centro de Convenções da Bahia. O prédio desse centro de convenções foi construído há mais de 30 anos e recentemente ficou fechado vários meses para reforma e adaptações. Agora reabre em alto estilo.

O congresso que está sendo realizado é considerado de grande importância para as autoridades mundiais e está tendo ampla cobertura por parte da imprensa nacional e internacional. É claro que na semana do evento, as autoridades da Bahia estão se mobilizando e intensificaram as atividades policiais para dar segurança aos congressistas. Esse encontro de natureza internacional promovida pela ONU, acontece de 4 em 4 anos. Estão presentes delegações de 140 paíes. As decisões mais importantes serão conhecidas nos dias 17 e 18 deste mês, sábado e domingo. Neste dias estarão presentes vários chefes de Estado. O presidente Lula terá presença garantida. Por motivo de segurança os demais chefes de Estado só confirmarão a presença 24 horas antes, conforme esclareceu publicamente o coordenador da segurança do congresso. Ele esclareceu ainda que entre forças civis federais, Polícia Militar e Polícia Civil da Bahia estarão mobilizados mais de 12 mil homens. Só da Polícia Militar serão 9 mil homens. A segurança está presente em toda a cidade do Salvador, mas principalmente na região do aeroporto, do Centro de Convenções da Bahia e da região hoteleira de Salvador. É imp0ortante ressaltar que o congresso é de suma relevância para nós que somos ou moramos na Bahia, porque eleva o conceito da capital baiana e, além disso, é importante para o Brasil porque coloca o nosso país no cenário mundial, no que se refere às políticas públicas de combate ao crime. O Brasil é o 3º país da América Latina a sediar o evento. Os temas tratados são do interesse de todos os povos civilizados. Julgamentos mais rápidos e penas mais justas estão na pauta das reuniões. Há casos de presos serem torturados nos primeiros dias da prisão e ficar 5 anos preso sem poder ter conhecimento do andamento do processo. O representante da ONU, Sr. Manfred Nowak, chegou a essa conclusão depois de estudos e análises em 16 países, por cinco anos. Em apenas dois desses países (Dinamarca e Nova Zelândia) não foram registrados casos de tortura. Torturas e medidas inteligentes para evita-las são temas que estão sendo discutidos. Infelizmente, a tortura é praticada na maioria dos países. Em 90% dos casos a tortura tem como objetivo obrigar uma confissão de crime. Essa é uma afirmação do representante especial do órgão. Atualmente a população carcerária do mundo está estimada em mais de 15 milhões. No Brasil o sistema carcerário está com 473 presos. O Estado de São Paulo o maior número de detentos com 163.400 pessoas presas. Minas Gerais ocupa o 2º lugar com 47 mil. E a Bahia, o nosso Estado ocupa o 7º lugar. No geral o Brasil tem a 4º população carcerária do mundo. Percebemos, então, que a ONU tem toda razão de promover os debates em torno desse assunto.

 

Orgulho e ilusão

12/04/2010

Aqui estão duas palavras que dominam a vida de muitas nações e de muitas pessoas individualmente. O orgulho pode ser considerado, como acontece na maioria dos casos, uma espécie de amor próprio exagerado que prejudica e despreza a opinião das outras pessoas. A ilusão é uma esperança desprovida de fundamento. Os brasileiros gostam de receber elogios e procuram defender o ego. E o que podemos dizer dos políticos? Não faz muito tempo, conversando na porta do banco aqui em Lapa, com uma pessoa simpática e amiga, ouvi a seguinte observação que me fez refletir: “a maioria dos nossos políticos é composta de pessoas orgulhosas, e cheia de ilusão”. Ainda bem que não são todos! Vale o ditado que diz: toda regra tem exceção. Sabemos que as promessas são muitas, mesmo com os políticos sabendo que as promessas não serão realizadas ou cumpridas. Todo político é profundo conhecedor da arte de falar. Falar para eles significa prometer e até enganar com conversas vazias. Você já ouviu a estória de um pai caipira que levou o filho para juntos trabalharem num roçado distante da casa de morada? Chegaram e depois de meia hora trabalhando, o pai parou e perguntou: filho, você está ouvindo um barulho, uma zoada estranha? Estou ouvindo sim, parece que está bem longe daqui, disse o filho. O pai continuou e disse: é barulho de uma carroça e está vazia. Está vazia? Como o senhor conhece? É fácil, respondeu o pai. Quanto mais vazia estiver a carroça, mais e mais estridente é o barulho. Com certeza a carroça está vazia, afirmou o pai. Sabe, prezado leitor, prezada leitora, muitos políticos são assim como aquela carroça. Muito barulho, muitas promessas, porém vazios e até levianos. Outro assunto que vem tomando conta dos meios de comunicação é a ascensão das classes sociais C e D no mercado de consumo na economia nacional. Dizem que nos últimos anos, em razão do crescimento do consumo e à expansão e universalização do ensino superior, houve forte mudança de consumidores da classe D para a classe C. Pelas pesquisas, isto quer dizer que mais pessoas ingressaram no mercado de trabalho e consequentemente no mercado consumidor. Significa que mais pessoas com maior nível de instrução, com maior capacidade para aproveitar as oportunidades na atual conjuntura econômica. Será que é fácil verificar e medir o processo de ascensão? Será que em tudo isto não existe uma boa dose de orgulho e ilusão nessas afirmativas?

O dia 7 deste mês é considerado o dia mundial da saúde. A Constituição Brasileira estabelece regras para a saúde pública. A nossa carta magna assegura que a saúde é um direito de todo cidadão e que é dever do poder público prover os meios necessários para que todos tenham acesso às consultas e cuidados médicos. Nos discursos de época de campanhas eleitorais os políticos falam com orgulho patriótico esta parte da Constituição, mas na prática, quando chegam ao poder, esquecem da parte que diz “é dever do poder público”. Os discursos e as atitudes cheiram a ilusão. Você prezado leitor, prezada leitora, não acha que estamos sendo iludidos? Muitos prefeitos não conseguem administrar de forma satisfatória a saúde pública do Município. Outros não conseguem nem administrar de modo correto as campanhas de vacinação. Isso tudo acontece em outros municípios, não no nosso. Os postos de saúde estão superlotados nos outros Municípios, não no nosso. Os instrumentos e medicamentos para curativos faltam em outros Municípios, não no nosso. Você que estão colocando a saúdem em 1º lugar? O governo é esperto, inteligente e tem pressa para fazer com que a opinião pública se mostre favorável aos seus planos e promessas. Seguindo essa linha de raciocínio sentimos os efeitos do PAC, No entanto, sem terminar a primeira fase já se fala no PAC 2. Essa é uma plataforma do governo para o período 2011 a 2014. O PAC virou um instrumento de campanha eleitoral. Será que o tão propalado Plano de Aceleração do Crescimento não está causando orgulho e transbordando de ilusão? Com apenas 54% dos projetos do PAC 1 concluídos foi lançado PAC 2. Conforme noticias do jornal A Tarde, do último dia de março, o presidente Lula lançou esse PAC com orçamento no valor de mais de 1 bilhão de reais. Sabemos de onde vem toda essa dinheirama. Vem dos impostos e taxas. E onde vai parar tanto dinheiro?

 

Oportunidade para Melhorar

06/04/2010

É tempo de aproveitar a oportunidade e deixar para trás os políticos “ficha suja”. É preciso acabar com a possibilidade de político acumular aposentadorias.

Não sou advogado, mas nas conversas com pessoas das diversas classes sociais percebemos que é necessário ajustar, reparar ou adequar as leis à realidade presente. No Brasil existem leis justas que foram aprovadas, sancionadas e estabelecidas para ficar, para vigorar de fato e de verdade, adquirindo força legal. São leis que deram certo. Existem outras leis que apesar de justas e necessárias não conseguem pegar, não dão certo e perdem a aplicabilidade. Outras trazem no âmago algo contraditório, mas porque beneficiam certa casta da sociedade, por isso mesmo permanecem em vigor, apesar de injustas. A lei eleitoral atualmente em vigor precisa passar por um processo de reforma. Quem poderá fazer a reforma necessária? Só o Congresso Nacional pode votar, aprovar ou rejeitar mudanças na legislação eleitoral. Em várias situações a lei eleitoral é morosa para combater (parece impotente) a corrupção de políticos que estão no exercício do poder do mandato. Conforme presenciamos debates de jornalistas na televisão e nos jornais impressos, uma das falhas da lei é aceitar candidatura de políticos chamados “ficha suja”. Felizmente o assunto tem vindo à tona e fala-se em proceder e agir no sentido de fazer os devidos reparos.

Oportunidades para efetuar os reparos surgiram, mas nossos nobres deputados e senadores deixaram passar, dizendo que o momento não era adequado. Na semana passada, ao ler o jornal “A tarde” deparei-me com um artigo do Sr. Bo Mathiassen, representante da ONU no Brasil e no Cone Sul. Ele começa o seu artigo fazendo duas perguntas, que são as seguintes: “Será que os políticos podem se corromper, antes mesmo de assumir um cargo público? e “Será que o processo eleitoral pode criar políticos corruptos?” Há um consenso geral de que candidatos “ficha suja” (aqueles com processos perante a justiça por motivo de crimes de corrupção e outros) já estão comprometido com a corrupção e por isso a justiça não deveria permitir essas candidaturas. Esses candidatos quando eleitos, de uma forma ou de outra , pelo fato de serem ficha suja já estão com o rabo preso. Para eles é fácil desviar dinheiro público das finalidades determinadas pela lei. Quem mais sofre com essas atitudes negativas dos maus políticos é a parte mais pobre e mais sofrida da população. Deveria haver uma filtragem para apurar possíveis problemas para impedir a candidatura dos “ficha suja”. São muitos os que desejam ser eleitos pelo voto. No dia 31 de março a televisão mostrou a saída de vários ministros deixando os seus ministérios para, nas próximas eleições, concorrer a cargos no governo estadual ou federal. Portanto, é preciso e urgente, acabar com a possibilidade de tais pessoas ingressarem na política. Também é preciso acabar com a possibilidade de político acumular aposentadorias. Existem deputados e senadores que recebem várias e gordas aposentadorias (algumas para as quais contribuíram pouco), enquanto temos outros brasileiros quase desamparados. De onde sai o dinheiro para pagar essas aposentadorias? Sai dos cofres públicos, isto é, sai do bolso do contribuinte que paga os impostos. Tem que mudar muita coisa. Conversando aqui na praça Marechal Deodoro, a praça central da nossa cidade, percebemos que todos são unânimes em dizer que é preciso regras mais claras, justas e até com monitoramento dos tribunais. Quem vai sair ganhando com essas medidas? Todos!

Para alegria dos cidadãos de bem, surge uma oportunidade para melhorar. Está em tramitação na Câmara Federal uma proposta de lei que impede a candidatura de pessoas com “ficha suja”. O projeto de lei deverá ser examinado provavelmente após a semana santa. O presidente da Câmara, deputado Michel Temer, disse que vai pedir todo empenho da sua bancada (PMDB) para dar apoio à proposta. Esse projeto especifica que a inelegibilidade decorrerá da decisão de um colegiado e não por um único juiz. Realmente é preciso moralizar o processo eleitoral nos Municípios, nos Estados e na União. O povo clama querendo uma medida que faça os devidos reparos nas brechas da lei.

 

Esperança & Ação

29/03/2010

A esperança produz otimismo e progresso, porém desde criança ouvimos dizer que o Brasil é o país do futuro.

Esperança é o forte desejo e a confiança que teremos um futuro melhor. Reflete o anseio de todo aquele que quer resgatar a dignidade, que por vezes é desprezada ou relegada a segundo plano. A dignidade que precisa ser resgatada é aquela que infunde responsabilidade e respeito “A esperança é a última que morre”, diz a sabedoria popular. A vida de toda pessoa precisa ser marcada pela esperança. Este substantivo está presente na vida das pessoas otimistas. Dizem por aí que a esperança é verde e amarela. Outros indagam dizendo: como posso ter esperança num mundo tão cheio de falsas promessas? A esperança precisa ser acompanhada de ações positivas. Desde criança ouvimos dizer que o Brasil é o país do futuro. Todos esperam esse futuro que só chega para alguns. Ela está presente e se manifesta no dia-a-dia das pessoas comuns da sociedade. Sem esperança, sem otimismo não haverá progresso. A realidade do nosso país apresenta muita gente que está perdendo a esperança. Olhando para as riquezas naturais do Brasil percebemos um grande potencial para o desenvolvimento econômico e social do povo brasileiro. Não é suficiente uma cidade crescer, inchar simplesmente aumentando a população. É necessário mostrar desenvolvimento. Os moradores da parte oeste da Bahia nutrem a esperança que dentro de pouco tempo, na próxima oportunidade, esta parte do nosso Estado esteja emancipada e se torne um novo Estado da Federação.

A vida produtiva de uma pessoa apresenta três fases bem distintas. A primeira, que dizem ser a mais importante, é aquela que abrange o período da juventude de uma pessoa forte, cheia de vigor, cheia de vontade e ímpeto. No entanto a pessoa precisa ter pleno domínio do que fala e do que faz ou pretende fazer. É a fase onde devem ser acumulados conhecimentos profissionais frente à realidade do que se pretende ser e fazer. Exige interesse e determinação para atingir a posição social a que se pretende chegar. A segunda fase da vida produtiva é aquela em que a prática e a experiência na vida profissional e social atingem o auge. A terceira fase é a que apresenta o tempo do reconhecimento do povo ao cidadão pelo convívio social, pelo labor, pelas atitudes e pelos bons serviços prestados à sociedade, ao Município e ao povoado em que vive. É o tempo de pensar na aposentadoria. Quem alimenta a esperança com garra e determinação atinge a superação, que é o ato de vencer obstáculos e dificuldades da vida. Conheço a história de uma mulher cujo filho, ainda adolescente, desapareceu na cidade de São Paulo. Essa mulher não perdeu a esperança de um dia encontrar o filho perdido. Depois de dois meses e meio de buscas incessantes sem conseguir localiza-lo, resolveu fundar uma associação (empresa, pessoa jurídica) congregando mães e pais com filhos desaparecidos, para juntos traçarem planos e idéias e obter informações, sempre tendo em vista encontrar os desaparecidos. Isto que ela fez significa esperança e ação juntas. Lembro-me também de uma história recente, relatada pelo jornal “A Tarde”. Trata-se de um garoto da cidade de Serrinha, aqui na Bahia. Esse garoto, adolescente chamado Guilherme Silva, tem esperança, força de vontade e muita garra. Desde novo ele tinha idéias ligadas à engenharia industrial. No colégio onde estudava, durante uma aula sobre separação de materiais sólidos e heterogêneos, Guilherme teve a brilhante idéia de inventar uma máquina para descascar cereais, especialmente amendoim torrado e separar as cascas dos grãos. A grande esperança dele era participar da FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia) com alguns inventos desenvolvidos e construídos por ele próprio. Em 2008 fez a inscrição na referida feira, lá em São Paulo, para participar com um dos seus inventos. A idéia foi boa e não faltaram esperança e coragem da parte do Guilherme. Viajou até São Paulo e participou da 6ª edição da FEBRACE com uma máquina de descascar amendoim e conseguiu a 3ª colocação. A essa máquina ele deu o nome de amendoflex. A criatividade rendeu-lhe outros prêmios. Ele foi recompensado pela esperança, esforço e perseverança. Fica provado que nosso povo tem esperança e fibra. O que falta é mais apoio do poder público.

 

Usinas nucleares e a Bahia

22/03/2010

O Nordeste terá duas usinas nucleares. A primeira entrará em operação em 2019 e a segunda em 2023.

Quando falamos em energia é bom lembrar que o Brasil é o terceiro maior pais do mundo em potencial hidrelétrico. Como o nosso país está em franco desenvolvimento, grande é a demanda por energia elétrica. O país tem espaço para a construção de barragens para abastecimento d'água e geração de energia. Ainda temos grande potencial hidráulico. O crescimento industrial e o crescimento da demanda residencial por energia elétrica fazem o governo rever o programa de energia para o país. Dá para qualquer pessoa perceber que o potencial hidráulico se aproxima do fim. Além da energia elétrica temos em uso no Brasil, ainda que com baixo potencial de produção, usinas geradoras de energia nuclear, energia eólica, biomassa e solar. A construção de grandes barragens torna-se difícil pelo fato de todo o projeto ter de passar pelo crivo do IBAMA. Esse instituto examina e dá o parecer sobre os impactos ambientais. Isso é correto e bom.

As autoridades do país, principalmente o ministro Edson Lobão, estão cientes das necessidades e estão colocando em evidência a produção de energia através de usinas eólicas, termelétricas, solar e usinas nucleares. No mundo existem mais de 300 usinas nucleares em funcionamento. Os Estados Unidos estão em 1º lugar com 104 usinas. A Europa ocupa o 2º lugar com 58 usinas. O Brasil está em 12º lugar com 2 usinas em Angra dos Reis-RJ, mais uma em construção. O Brasil quer mais. A construção de uma usina nuclear é sempre uma iniciativa do governo e tem de ser aprovada pelo Congresso Nacional. É um investimento maciço e de longo prazo. A obra é demorada. Estão projetando a construção de quatro usinas sendo duas aqui na Região Nordeste. Existem vantagens e desvantagens na instalação e operação de uma usina nuclear. O Estado brasileiro que acolher a construção no seu território vai ter de encarar as duas situações. Corre o boato nos meios oficiais (e onde há fumaça, há fogo) que uma usina ou uma central com duas usinas será instalada aqui nas margens do Rio São Francisco, possivelmente na parte baixa do rio, divisa Bahia com Pernambuco. Ainda não tomaram a decisão final. Uma usina precisa de muita água. Como desvantagens, os especialistas apontam varias. Os engenheiros especializados no assunto informam que a água passa pelos equipamentos e depois será devolvida para o rio com temperatura mais alta e poderá ser devolvida contamina, com radioatividade. As usinas produzem lixo atômico que se constitui num grande problema administrativo, é fiscalizado por órgãos internacionais e é altamente prejudicial à saúde das pessoas, das plantas e de todos os animais. Usam tecnologia de ponta ainda não totalmente dominada pelo Brasil. Toda usina nuclear oferece risco de vazamento, como o que ocorreu na Rússia, em Chernobyl. E as vantagens? Quais seriam essas vantagens? Os cientistas brasileiros falam que o nosso país precisa ter o domínio completo da tecnologia nuclear. Seguindo esse raciocínio eles dizem que é importante ter mais usinas no território nacional. Políticos, economistas e empresários olham com bons olhos os elevados investimentos governamentais e dizem que os pesados investimentos farão girar de modo positivo a economia da região onde serão construídas as usinas. Os empresários argumentam que trazem grande geração de empregos, que serão mais de 8 mil empregos diretos. As empresas distribuidoras de energia expressam a idéia de comprar a energia e distribuí-la (vender) para os consumidores a preços baixos. (prezado leitor, você acredita?) Falam em outras pequenas vantagens.

E o nosso Estado da Bahia como fica nessa história? A Bahia, através dos seus políticos e governantes está interessada na construção de uma central nuclear no seu território. O que o nosso Estado tem a ganhar com uma usina geradora de energia nuclear? As desvantagens e perigos existem em qualquer lugar onde for instalada. O lado das vantagens imediatas existe. Uma vantagem é que começa a gerar empregos desde o momento da intenção e determinação do local onde será instalada. O tempo de construção é estimado entre 7 e 10 anos e nesse período é intensa a movimentação de pessoal, máquinas, materiais de construção, etc. Esta movimentação significa dinheiro farto despejado na região. O Município que abrigará a usina torna-se conhecido, será notícia e estará em evidência na televisão e nos jornais. Após as obras a Eletronuclear, que é uma empresa estatal, vai operar as usinas e estarão garantidos mais de 800 empregos com altos salários.

 

Notícias agradáveis e desagradáveis

15/03/2010

Desde que os homens pisaram no solo da lua ouvimos e tornou-se muito comum a expressão “o mundo ficou pequeno”. Muitas são os aspectos que nos levam a perceber a verdade dessa expressão, sem necessariamente considera-la ao pé da letra. O mundo ficou pequeno devido essencialmente aos meios de comunicação e de transporte. Hoje em dia, qualquer pessoa, sem sair daqui de Bom Jesus da Lapa, pode conversar com outra que está em Salvador, em Brasília, São Paulo ou qualquer outra cidade do mundo. Nos meios empresariais os executivos e funcionários em nível de gerência que estão em diversas cidades do Brasil, mesmo naquelas mais distantes, podem todos trocar idéias, sugerir e definir regras e diretrizes de trabalho pela chamada fone-conferência, onde tudo fica gravado. Seguindo o mesmo esquema e raciocínio temos a tele-conferência e chegamos até aos cursos universitários através das faculdades chamadas EAD de cursos à distância. O que podemos dizer dos meios de transporte? Estão mais rápidos e mais eficientes, incluindo o metrô, que é relativamente novo aqui no Brasil. Assim percebemos que o mundo ficou pequeno.
É nesse mundo pequeno e tecnologicamente desenvolvido que acontecem coisas inacreditáveis para deixar as pessoas mais tranqüilas ou não boquiabertas. Desde o final do ano passado muitas coisas aconteceram, ganharam asa e percorreram o mundo através dos noticiários das emissoras de rádio, televisão e dos jornais impressos. Umas notícias foram agradáveis, outras nem tanto. Muitas pessoas, talvez por desinformação, dizem: “notícia boa só quando meu time de futebol ganha”. Outras ouvem, olham e procuram saber com mais interesse o que está acontecendo ao redor do mundo. Muito se falou e ainda se fala sobre financeira internacional que começou nos Estados Unidos e se alastrou p0elo mundo, inclusive no Brasil. Os dados indicadores dos estragos causados pela crise só agora nesta última semana foram divulgados. Os reflexos negativos para o Brasil não foram tão negativos, mas também não foram suaves.

Nos últimos quatro meses do ano passado o setor industrial teve os piores resultados da história. Também muito se falou sobre a crise do Senado Federal. A pós a imprensa fazer muitas denúncias o Senado jogou para a opinião pública a informação que havia expulsado do quadro de servidores o diretor geral Agaciel Maia, por acobertar atos ilícitos. Este alto funcionário construiu uma mansão no valor de 5 milhões no lago sul, em Brasília. Também anunciou a expulsão do diretor, o Sr. Carlos Zogobhi. Com isso desviaram a atenção das mazelas do Senado. Agora nesta última semana os noticiários da televisão informaram para todos os brasileiros que a punição para o Agaciel Maia, foi apenas suspensão de 90 dias. Nada mais. Realmente, é uma vergonha! Mais recentemente apareceram os escândalos do governador de Brasília, José Arruda e dos deputados da base de apoio. Meses depois a justiça determinou a prisão apenas do governador, apesar de todos terem praticados escândalos semelhantes. Ainda bem que a ordem de prisão abriu jurisprudência extensiva a todo o político que pisar fora da bacia.

Recentemente, e podemos dizer que foi há poucos dias, vimos a grande devastação causada pelo terremoto do Haiti, que deixou conseqüências terríveis para uma população pobre e sofrida. Lá, mesmo ante do terremoto a ONU percebia falta de infra-estrutura quase total. Nesse terremoto calcula-se que mais de 250 mil pessoas morreram. Agora nas últimas semanas ocorreram terremotos semelhantes no Chile e na Turquia. São notícias de acontecimentos desagradáveis. Umas das notícias mais tristes e que mais me impressionou foi divulgada no dia 8 deste mês e dava conta do massacre de cristãos atacados por mulçumanos da Nigéria, país da África. Nessa selvageria 528 cristãos foram assassinados bem próximo ao deserto, no centro da Nigéria, que é o pais mais populoso do continente africano. Primeiramente foram feitos disparos para assustar as vítimas. Depois foram massacrados homens, mulheres, adolescentes e crianças, cortados a golpes de machado, que depois foram lançados num vala comum. É o mundo com notícia agradáveis e desagradáveis.

 

Coragem para inovar e progredir

08/03/2010

A sociedade brasileira não é formada apenas por um ajuntamento ou reunião de pessoas ou de alguns sindicatos. É formada pelo desejo e a união de todos os brasileiros com o objetivo de conseguir melhores condições de vida e atingir o bem-estar social. O Brasil, incluindo o nosso Estado da Bahia, precisa inovar, melhorar e aperfeiçoar muitos pontos que exigem atuação mais forte e firme para dar impulso aos diversos setores. Os brasileiros estão clamando e bradando em alta voz. As necessidades estão expostas e até os organismos internacionais percebem. Para mudar e inovar é necessário coragem. Os brasileiros clamam por mudanças. Desejam e exigem passos largos da parte governamental para assim poder conquistar o progresso. Todos precisam participar e usufruir de uma fatia do “bolo nacional”, isto é, participar do melhor que o país oferece. De um lado, o país impõe a cobrança de impostos e taxas aos seus cidadãos. Sem uma reforma fiscal e tributária os consumidores mais pobres pagam a maior parte dos impostos. A arrecadação é fantástica. Quem assistiu os noticiários da TV no dia 1º deste mês observou a informação sobre a grande soma de dinheiro arrecadada apenas nos primeiros dois meses de 2010, tudo proveniente dos impostos. A soma total divulgada passou dos R$ 200 bilhões de reais. Do outro lado os serviços públicos oferecidos aos cidadãos são de baixa qualidade, principalmente na área da saúde pública e da educação.

Apesar de tanto dinheiro arrecado falta algo para o nosso país se deslanchar. Dizem que de futebol e política todo mundo entende. Será que entende mesmo? Na verdade os brasileiros gostam de dar opinião. Então, o que falta para o nosso país, incluindo a nossa região de Bom Jesus da Lapa, atingir patamares dos níveis de desenvolvimento do primeiro mundo e mergulhar no progresso? Umas pessoas podem dizer que faltam mais investimentos na área da educação. Outras dirão que falta mais emprego para cada chefe de família ganhar o suficiente. Outras pessoas dirão que falta igualdade de oportunidades. Ainda outras dirão que falta justiça. Todos têm razão em apontar essas e outras necessidades. Com certeza, os nossos pais e nossos avós já sentiam a falta de tudo isso. Podemos dizer que o Brasil tem necessidades crônicas. É como um paciente que está sofrendo com uma doença grave e o hospital tem equipamentos mas não tem médicos nem capacidade para diagnosticar o problema e curar o doente. Nosso país tem potencial.

Recentemente a ONU divulgou informações sobre o desenvolvimento social dos países. Em muitos países os números divulgados são satisfatórios. Em outros, pelo contrário, chegam a causar constrangimento. O Brasil ficou classificado em 75º no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Em 81º lugar na expectativa de vida. Os jornais trouxeram outras informações alarmantes. Nosso país está entre os que apresentam maior índice de acidentes de trânsito. A taxa anual de homicídios é altíssima para um país como o nosso que se diz civilizado. Chega-se à conclusão de que muita coisa precisa e pode ser feita no sentido de mudar o quadro dos números apresentado pela ONU. Há muito a realizar. Quando houver honestidade e correta aplicação dos recursos arrecadados o povo sentirá a diferença. Quando olhamos para trás notamos que muitas coisas foram realizadas outras caíram no esquecimento. Entretanto quando olhamos para frente percebemos que ainda temos muito a realizar. Os comentaristas de economia e política e outros profissionais dizem que falta uma boa dose de coragem. Para apresentar bom resultado a coragem precisa ser acompanhada por um forte grau de honestidade. A falta desses dois elementos tem sido a maior causa da permanência dos baixos índices sociais apresentados pelo Brasil. Nota-se que há falta de coragem para defender os interesses públicos quando estes contrariam interesses pessoais, de empresas ou sindicatos. No Brasil de hoje existem conchavos. São acordos dos políticos com empresários, existe conivência com fraudes como as que ocorreram com os escândalos de Brasília e outras más práticas do “dito pelo não dito” que oneram e esvaziam os cofres públicos. Existe uma frouxidão moral dos políticos que está contaminando a nação inteira. É preciso dar um “basta!”.

 

A mediocridade dos políticos

21/02/2010

A sã política é boa, necessário e indispensável para o progresso. O povo sabe disso. Os políticos brasileiros, quase todos, não correspondem aos anseios do povo.

Quero começar este texto com duas pequenas perguntas: o que você prezado leitor, acha dos nossos políticos? Como você vê os políticos, não só os lá de Brasília, mas também os do nosso Estado da Bahia e até os do nosso Município? Desde os tempos do chamado curso primário (quem freqüentou a escola nas décadas de 1950 a 1970 entende), quando fazia parte do elenco de disciplinas a matéria “Educação Moral e Cívica”, desde aquele tempo nós sabemos que a política é o ramo das ciências sociais que trata da organização e do governo de um país e suas subdivisões. Os historiadores e professores em geral dizem que política é a maneira hábil, ágil e inteligente de administrar um país, uma nação. Todo cidadão percebe que a política, quando bem conduzida, é o instrumento ideal e indispensável para o bem-estar do povo em geral, não apenas de uns poucos. Não existe país organizado e justo sem uma política justa, salutar e que inspira confiança. Nos últimos anos aqui no Brasil a forma de fazer política vem deixando para os jovens a má impressão de que tudo é corrupção. Muitos fatores contribuem para essa má impressão. Existem leis de natureza eleitoral que induzem para a política de corrupção. Leis há que permitem a candidatura de pessoas conhecidas como “ficha suja” que são pessoas que tem problemas para resolver perante a justiça. Muitos políticos que participaram do escândalo do “mensalão” conseguiram registrar suas candidaturas nas últimas eleições. Uma pergunta fica no ar e todos desejam saber, que é a seguinte: qual será o tratamento final que a lei vai dar aos corruptos do GDF, governador José arruda e seus amigos?

Atualmente o Brasil tem grandes partidos e pequenos políticos. O que temos são políticos de visão curta. Com isto estamos querendo dizer que o Brasil precisa ter homens e mulheres de grande visão e patriotismo. Precisa de homens e mulheres de fibra, com firmeza de caráter, que não se vendam, mas permaneçam no ideal de melhorar a vida das comunidades e do povo brasileiro em geral. Todos sabem, a política desastrosa leva um país a ficar no atraso, permanecendo no subdesenvolvimento com o povo vivendo na miséria. Assim está acontecendo com a Argentina, que está com a indústria em condições de sucata. Está também acontecendo com a Venezuela, onde a política econômica é altamente dependente do petróleo. Portanto é necessário muito cuidado e espírito patriótico para o Brasil não enveredar pelo caminho do subdesenvolvimento.

A política precisa de políticos. O Brasil precisa de bons políticos. Muitas vezes os políticos passam para a população uma imagem errada, dando a impressão de que a política não é um instrumento bom e necessário. Pense no caso de uma empresa que submete os seus produtos a um teste de qualidade. Para chegar a esse ponto é necessário esforço, interesse e muita dedicação para os produtos apresentarem boa qualidade e assim, certamente, a empresa conseguirá atingir o objetivo. Seguindo este raciocínio, chega-se à conclusão de que os políticos brasileiros, a maioria deles, não passa no teste de qualidade. Cada político, mesmo que não tenha sido eleito, ostenta a máscara de “homem público” e se acha protegido. Carregando essa máscara os políticos das mais diferentes ideologias contribuem para a degenerescência da vocação e atividades políticas. Atualmente a mediocridade e a canalhice freqüentam os palácios dos governantes em todos os níveis, quer seja na área federal, estadual ou municipal. Por exemplo, como se pode explicar a imagem de um governador recebendo pacotes de dinheiro ou de um deputado presidente da Assembléia Legislativa do Distrito Federal e outros, todos recebendo propinas e enfiando o dinheiro nos bolsos e nas cuecas? O povo começa a ter a idéia enraizada de que ser político é ser corrupto. Após tantas evidências e demonstrações de corrupção entre os políticos, chega-se à conclusão de que os jovens não se mostram interessados nessa atividade e a safra de bons políticos está em declínio, está chegando ao fim. Realmente percebe-se um forte declínio moral dessa classe, especialmente dos que estão por cima. Após passar o período das eleições os políticos se afastam dos eleitores e esboçam uma reaproximação no próximo pleito. A corrupção dos políticos está presente em todos os países do mundo, sem exceção, mas parece que se instalou com mais força no Brasil. Frequentemente o povo toma conhecimento através da televisão de casos de juízes punidos ou sendo aposentados compulsoriamente.

Nesta altura do campeonato cabe uma pergunta: o que fazer para limpar e jogar fora a sujeira que mancha a imagem do homem político?

 

Carnaval, saldos & consequências

21/02/2010

É impressionante o grande número de turistas que desembarcam no Brasil para ver os desfiles das escolas de samba. 400 mil pessoas saíram de Salvador nos dias de carnaval rumo a outras cidades com praias, bem longe da folia.

O carnaval é uma festa popular que procede de festejos romanos da antiguidade. No Brasil é uma festa popular, quase sempre realizada a céu aberto durante os 3 ou 4 dias que precedem a quarta feira de cinzas no calendário católico. Este tipo de festas até poucos anos atrás usava músicas e sons afros. De três décadas para cá, as letras, músicas e sons sofreram mudanças, lentas, porém progressivas. É verdade, com o passar do tempo tudo muda. No início do século passado os foliões desfilavam sambando enfileirados e eram chamados “cordão do carnaval”. Hoje tudo é diferente. Existe competição, existe uma comissão de julgadora das apresentações e as escolas de samba recebem notas de classificação e altos prêmios para as melhores classificadas. Nas cidades maiores os blocos que desfilam dentro de cordas estão em fase de extinção, a menos que consigam patrocinadores fortes. As grandes apresentações com bonitas alegorias e enredos que contam História do Brasil ou fazem críticas ao governo, desfilam nas grandes cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Recife e outras. Em Recife predomina o trevo, espécie de dança e música do carnaval pernambucano. O carnaval deixou de ser simplesmente uma festa popular e de origem sumamente africana, embora persistam muitas características e costumes dos velhos tempos. A dinâmica dos festejos levou o carnaval para ser um elemento vinculado à economia regional e nacional. É impressionante o número de turistas estrangeiros que desembarca no Brasil para ver os desfiles e participar dos bailes, principalmente nas cidades onde o carnaval goza de melhor fama, deixando lotada a capacidade dos hotéis e pousados. É grande a fabricação de objetos e adornos para o carnaval. O consumo de bebidas de toda espécie cresce muito, levando muito dinheiro para o bolso dos mais espertos.

Como você vê faces do carnaval? om a preponderância de mídia, especialmente da televisão e dos DVDs, os ritmos, sons, ensaios, desfiles e marketing das escolas de samba ganharam asas. Leva o povo a pensar que todos estão diretamente envolvidos com as festas, que todos caíram na folia do rei Momo. Na verdade todos são afetados pela influência das festas do carnaval. A partir de 1980 algumas cidades do Nordeste do Brasil, por conveniência, passaram a usar para as festas locais, datas diferentes das datas oficiais do carnaval, como aconteceu aqui em Bom Jesus da Lapa. O carnaval mistura prazer, cultura, arte e economia, fazendo das ruas de muitas cidades um verdadeiro mercado a céu aberto no sol escaldante ou no sereno da noite, onde pode ser comprado quase tudo, de pipoca e picolé até fantasias e adornos de luxo. Os jornais noticiam que nas ruas existem até mulheres vendendo seus próprios corpos para o sexo com qualquer homem. Todos os anos, alguns meses após o carnaval, cresce a quantidade de jovens moças e rapazes adolescentes com sintomas da AIDS. O jornal “A Tarde” do dia 14 de fevereiro traz um bom artigo alertando para os perigos “pós-carnaval”. Diz mais, se o folião andar beijando à vontade, a torto e a direito, pode sofrer graves conseqüências, e o pior, se tiver feito sexo com pessoa desconhecida, sem proteção, a situação se torna mais grave e pode colocar um ponto final na alegria do carnavalesco. Umas pessoas gostam muito do carnaval e fazem sacrifícios para comprar os apetrechos e participar de forma ativa com fantasias e tudo mais conforme manda a regra. Outros gostam, mas seguem e acompanham de longe, apenas ouvindo e vendo pela televisão.

Por outro lado encontramos pessoas que não gostam, não participam e se afastam do carnaval. Outros não se afastam, mas também não coadunam e não participam. Neste lado está a maioria dos brasileiros. Em São Paulo, cerca de 2,1 milhões de pessoas deixaram a cidade nestes dias de carnaval. O jornal já citado informa que 400 mil pessoas deixaram Salvador. O mesmo fenômeno correu em Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte e outras cidades. O jornal já citado menciona que no Rio Grande do Norte existe um Município onde a prefeita, de fé confissão católica, proibiu a realização do carnaval em logradouros públicos.

Além da chegada e saída de muitas pessoas, os jornais trouxeram notícias sobre o grande número de ocorrências policiais. Foram brigas com esfaqueamentos, tifos e mortes. Foram muitos os acidentes de automóveis provocando mortes e invalidez de pessoas. Tudo aconteceu em conseqüência do uso excessivo de bebidas alcoólicas, que é muito comum nos dias de carnaval.

Nos dias de festas do rei Momo pode-se dizer que a administração e os serviços públicos ficam parados. A produção industrial e o comércio também param. Os bancos não funcionam. Na sexta feira dia 12 os cartórios de Salvador não abriram e a ordem foi para que os do interior também ficassem fechados. Dizem que no Brasil tudo só funciona depois do carnaval. Zé Queti compôs uma marcha, que diz: “Não me leve a mal, hoje é carnaval”. Como você vê as faces do carnaval?

 

Ascensão social

09/02/2010

A geração de novos empregos produz ascensão social. 2009 foi um ano bom e as perspectivas para o futuro são ainda melhores. O Brasil está tomando o rumo dos países desenvolvidos.

Nos últimos anos, desde os tempos do final do governo Collor de Melo, o Brasil tem apresentado amadurecimento político. É a chamada consolidação do processo democrático. O nosso país abusou, cansou e mostrou-se enjoado de tantos golpes militares, trapaças governamentais, governos provisórios e outras façanhas políticas que quando implantadas só atrapalhavam e impediam o desenvolvimento. Agora a mentalidade é outra. O Brasil está tomando o rumo dos países desenvolvidos deste planeta. Nestes países os governantes eleitos para governar por certo período, ao término do período saem, mas as políticas ou diretrizes para a economia prosseguem, são respeitadas. Há anos atrás, aqui em nosso país, quando um novo governante tomava posse tratava logo de passar uma borracha e apagar os projetos e diretrizes do governante anterior. Com essa atitude atrapalhava o país. Agora, portanto, o Brasil está imitando os países desenvolvidos. Isso é bom.

É bom e belo falar sobre diretrizes e normas de procedimentos, mas vamos focalizar o que nos interessa. As notícias sobre a geração de emprego em todos os Estados e Distrito Federal no ano 2009 e divulgadas em meados de janeiro são muito boas. As perspectivas para o futuro são ainda melhores. É preciso que os nossos jovens universitários estejam preparados com boa formação acadêmica para preencher as vagas no mercado de trabalho. A economia do Brasil no ano passado mostrou bons resultados. Queremos destacar a economia baiana que atravessou a crise internacional sem entrar em processo de recessão, sem sofrer encolhimento. O que faz um Estado crescer e se desenvolver economicamente é a geração de empregos e renda. Para tanto é imprescindível que o governo estadual entre firme e corajoso na luta para conseguir os objetivos. Uma das frentes da luta é facilitar a abertura de novas empresas. Quando dizemos facilitar, queremos dizer eliminar os entraves e qualquer obstáculo burocrático, cobrar impostos justos e não exorbitantes. Outro fator importante é o que diz respeito aos incentivos fiscais, que constituem uma forma inteligente de atrair investimentos. Consiste em ir aumentando os tributos gradativamente para as novas empresas e de acordo com o aumento anual do número de pessoas empregadas, até que por um período de determinado número de anos os impostos atinjam a alíquota máxima prevista em lei. Significa dar fôlego financeiro para a nova empresa se firmar perante a clientela e perante o mercado regional, desde que anualmente aumente a produção e o número de empregados. No entanto o governo precisa combater a corrupção interna e a sonegação fiscal por parte de alguns empresários inescrupulosos.

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, de 2007 a 2009 na Bahia foram criados 171 mil novos empregos, isto é, com carteira assinada. O número foi bem superior ao apresentado no triênio anterior. Dentro do crescimento do número de empregos vale destacar que a metade dos empregos foi criada ou gerada no interior mais distante, fora da região da grande Salvador (capital e Municípios vizinhos). Os números separados ou em conjunto são animadores porque a taxa de desemprego recuou consecutivamente nos últimos 6 anos. Pelas pesquisas recentes, a coordenadora da PED (Pesquisa de Empregados e Desempregados) para a grande região metropolitana de Salvador, Sra. Ana Margaret Simões, afirma que as perspectivas para 2010 são boas. Fato é que o crescimento progressivo do número de pessoas empregadas faz a renda domiciliar subir e assim promove ascensão social, elevando o consumo de alimentos que antes não chegavam à mesa de muitas famílias baianas. Com a ascensão social, muitos consumidores passaram a integrar as classes B e C. Além disso, melhorou o consumo nas faixas mais baixas. As mensalidades das escolas técnicas e faculdades estão mais acessíveis, assim os jovens e todos que desejam estudar e aprofundar os conhecimentos devem aproveitar esta boa fase. No bojo de tudo cresce também o consumo de bens duráveis como televisão, geladeiras, motos, automóveis e outros.

Entre tantas notícias favoráveis, a Petrobrás anunciou a descoberta de óleo novo em poço de petróleo que estava desativado há 45 anos. O poço está localizado no Município de Alagoinhas e vai produzir 350 barris de petróleo por dia em campos terrestres. A notícia e a exploração chegaram em boa hora e com isso vai incrementar o número de empregados diretos e indiretos na região. Tudo isso junto com os demais fatores positivos fazem girar a economia do nosso Estado da Bahia, aumentando a quantidade de pessoas empregadas e melhorando os salários, que é isso mesmo o que todos nós desejamos.

 

Boas oportunidades de empregos

25/01/2010

Pesquisa realizada pela Agência Manpower coloca o Brasil em 2º lugar na geração mundial de empregos.

O ânimo tomou conta dos brasileiros para o ano 2010. Conforme declarações de especialistas em RH, a crise financeira internacional está se despedindo. 2009 foi um período difícil no mercado de trabalho, apresentando melhora significativa apenas no final daquele ano.

Aqui no Brasil o consumo interno foi o elemento propulsor que não deixou o nosso país mergulhar fundo na recessão. O ano 2010 chegou com boas perspectivas, trazendo otimismo para todos, principalmente para os jovens profissionais que estão à procura de emprego. Aliás, há bastante tempo que passou aquela fase em que diziam que o brasileiro não gosta de trabalho, gosta é de emprego. Agora as pessoas encaram as diversas atividades com seriedade e interesse. Mesmo ou até no serviço público cada funcionário se interessa em dar caráter profissional às suas atividades, tornando-se não apenas um funcionário público, mas sim um profissional competente e honrado na área em que atua. Todo ano as faculdades e as escolas técnicas “despejam” no mercado de trabalho milhares de profissionais recém-formados. Todavia as perspectivas são boas. As empresas brasileiras estão se fortalecendo e se expandindo a cada ano. Muitas empresas do Brasil fazem parte do elenco dos 50 maiores grupos empresariais do mundo. Hoje temos muitas empresas indústrias, comerciais do varejo e prestadoras de serviços atuando de modo positivo no Brasil e no Exterior. Os empresários estão focados no desenvolvimento e crescimento de suas empresas, sejam com suas próprias idéias e tecnologias, sejam com incorporações e fusões ou através de parcerias com outras empresas nacionais ou estrangeiras. A sugestão para todos os que aspiram um bom emprego é a seguinte: “faça um bom curso técnico ou superior na área de sua preferência e vocação. Seja esforçado nos estudos, faça pesquisas na sua área de atuação. Se possível faça pós-graduação ou mestrado”. É isso aí. Tudo feito com esforço e interesse vai fazer de você um profissional de sucesso. Há poucos dias atrás eu estava assistindo a um programa de entrevistas na TV Recod e o entrevistado, ao responder uma pergunta disse as seguintes palavras: “Estamos diante de um ciclo de prosperidade econômica com ótimas oportunidades de trabalho num mercado em expansão”. As indústrias estão interessadas em atender o mercado doméstico. A demanda está em alta. Realmente, mesmo sendo ações diretas do governo federal, como salário-desemprego, bolsa-família, auxílio-pesca, ajuda para agricultura familiar e outras ajudas governamentais, o fato é que estamos presenciando uma melhor distribuição de renda em todas as regiões do país, proporcionando um poder aquisitivo melhor e fazendo girar a engrenagem do progresso. Compete agora aos empresários, grandes e pequenos (até os pequenos comerciantes, do varejo, indústrias, e prestação de serviços da nossa cidade) exercerem o papel de empreendedores e com a sabedoria que o momento exige. De acordo economistas, não é bom a concentração de lojas de varejo num mesmo ramo de atividades dentro de um Município. Os consumidores aproveitam e pulverizam suas compras. A concentração e a grande competição favorecem apenas o lado do consumidor. Sabe-se que um negócio é bom quando é bom para as duas partes (comprador e vendedor). A concentração provoca queda nas vendas, e essas não conseguem alcançar um volume suficiente para produzir resultados satisfatórios para manter os projetos do lojista.

Apesar dos obstáculos do percurso estamos diante de um ciclo de vantagens para quem procura emprego, seja em Brasília, São Paulo, Salvador ou aqui mesmo em Bom Jesus da Lapa. A economia brasileira aquecida criará mais de 1.200 mil empregos formais. Essa é a estimativa do diretor do Centro de Pesquisas Sociais da FGV. Provavelmente aí estão inseridas as vagas que serão preenchidas no serviço público pelos candidatos vitoriosos nos concursos, mais de 120 mil em todo o País. Por outro lado, cabe aos jovens estarem prontos para atender as exigências do mercado de trabalho. As oportunidades de trabalho podem estar aqui mesmo no Estado da Bahia, ou ainda bem localizadas aqui na nossa região ou no Município de Bom Jesus da Lapa. Os que procuram emprego, mesmo tendo idade de 18 a 60 anos, precisam estar bem preparados para perceber e aproveitar as chances. No ano passado as obras do PAC estavam opacas, desnutridas e fracas. Certamente, neste ano essas obras promovidas pelo governo federal, estarão mais ativas. Outro fator importante é que podemos dizer “agora é a vez do Oeste do nosso Município virar um canteiro de obras”. Essas obras serão tocadas tanto por parte do governo quanto pelos empresários da iniciativa privada e estarão criando muitos empregos.

 

Tragédias do clima

11/01/2010

Nas últimas décadas o clima do mundo inteiro vem apresentando mudanças bruscas e profundas. Não é necessário ser um especialista para perceber. Seca prolongada em determinadas regiões onde antes predominava a freqüência de muitas chuvas. Em outras regiões ocorrem chuvas torrenciais e freqüentes com volume de água bem acima da média histórica. Ainda em outras vem ocorrendo tornados (fortes redemoinhos) com maior freqüência e maior intensidade, trazendo preocupação para os governantes e para os moradores dessas regiões. Em outras partes do mundo a grande preocupação é com os incêndios que devastam florestas inteiras. As pessoas ficam perguntando umas às outras: por que tantas tragédias? A resposta não é fácil nem simples.

Desde muitos anos os cientistas percebem que os recursos naturais vêm sendo explorados de maneira inadequada, produzindo resultados desastrosos para o clima. Fala-se muito em violência. Agressão ao meio-ambiente é uma forma de violência. Aqui no Brasil foram muitas as tragédias causadas pelo excesso de chuvas em Santa Catarina. No estado do Sul, a região de Blumenau com Itajaí foi a mais atingida. Nessa ocasião o povo do Brasil inteiro demonstrou solidariedade, doando roupas, remédios, dinheiro e toneladas de alimentos. Não demorou muito e o Nordeste do Brasil foi atingido pelo excesso de chuvas, principalmente no Piauí, onde as chuvas costumam ser escassas. Açudes transbordaram e romperam as barragens, inundando vilas, plantações e deixando um rastro de destruição. Novamente o povo brasileiro se uniu para ajudar as vítimas das enchentes. Na virada do ano 2009 / 2010 as chuvas de verão provocaram estragos em Agra dos Reis-RJ, onde morreram soterradas 46 pessoas. Com o transbordamento dos rios as cidades e povoados foram inundados. Assim enfraqueceram a fundação das construções fazendo-as desabar. No Estado de São Paulo, tanto a capital, como cidades do interior têm sido palcos de grandes tragédias pelo transtorno do clima. Na grande São Paulo a água invadiu os bairros Jardim Pantanal, Jardim Romano na zona leste e parte do Município de Osasco. O mais grave ocorreu no litoral norte do Estado. Em São Luiz do Paraitinga o nível do rio subiu mais de 5 metros e invadiu a cidade deixando a delegacia, casas e prédios históricos submersos. A Igreja Católica Matriz, construída no século IXX, nos tempos áureos das lavouras de café, não suportou a invasão das águas, ruiu e tombou por terra. Engenheiros e urbanistas dizem que isso ocorre pelo uso irregular dos terrenos. Para evitar o caos é necessário que seja feita uma forte revisão das leis do uso do solo.

Muitas pessoas perguntam: “E agora, o que fazer?” Para mostrar esperança dizem: “Onde há erro, há conserto”. As autoridade e governantes do mundo inteiro são coniventes com esta situação. Os problemas decorrentes das alterações climáticas ocorrem não só no Brasil, mas também em todas as partes do mundo. Agora mesmo a Austrália está sofrendo com grandes incêndios florestais causados pela estiagem prolongada acompanhada de forte onda de calor. A China e a Índia estão enfrentando temperaturas baixíssimas como nunca houve. Em Nova York, nos Estados Unidos, em certa época do ano no verão, morrem pessoas por causa do calor com temperatura acima dos 40 graus cent. No tempo do inverno, como no final de dezembro, morrem pessoas vítimas do frio intenso. Portanto é um grande desequilíbrio. O que poderá ser feito diante de tanta variação do clima? Os desmandos e estragos foram causados pelos países ricos e industrializados. A situação chegou a esse ponto devido a um conjunto de fatores. Começa com as barbeiragens administrativas dos governantes, mais a ganância de empresários inescrupulosos e desonestos, mais a ingenuidade da população mundial, que queria apenas o emprego, sem se importar com o futuro de suas gerações. Hoje o que vemos é a destruição de patrimônios públicos e privados e o surgimento de mais doenças, acarretando mais despesas para o setor público.

Os países ricos e as nações em desenvolvimento têm esboçado apenas boa vontade para mudar a situação. Tudo não passa de boa vontade. A China atualmente é o país que mais polui a atmosfera. A Conferencia Mundial do Clima foi realizada em Copenhagen, na Dinamarca, que é um país famoso pela alta produtividade na agricultura e tem 75% das terras bem aproveitadas. Foi nesta capital que estiveram reunidos técnicos, ministros, chefes de Estados e seus assessores durante 2 semanas de negociações e muita expectativa para encontrar uma solução para reduzir a emissão de CO2 e diminuir a velocidade do aquecimento global. A Conferência do Clima terminou no dia 18 de dezembro passado, da forma como os jornais de todo mundo estamparam: “cara de fracasso”. No final firmaram pequenos acordos políticos, sem alcançar os objetivos iniciais. Pelo fracasso dessa conferência fica comprovada a pouca vontade dos países ricos em ceder e aceitar acordos para melhorar as condições climáticas do mundo.

 

Ajuste seu orçamento para 2010

04/01/2010

A virada do ano pode não ser só alegria. Ao longo do ano 2009 muitas coisas aconteceram. Muitas providências foram tomadas no andar da carruagem da economia brasileira. Houve movimentação nos preços praticados pelo comércio mundial, motivada principalmente pelos reflexos e estragos da crise financeira internacional, que começou nos Estados Unidos. Até agora aquele país sofre e se debate com os problemas iniciados com os créditos podres do setor imobiliário. Aqui no Brasil a maior parte da indústria e também do comércio varejista sofreram as conseqüências. O governo do Brasil tomou medidas com o objetivo de conter os reflexos negativos. Isentou ou reduziu alguns impostos de muitos produtos, esticou os prazos dos débitos fiscais e dos empréstimos oferecidos pelos bancos oficiais. Contudo, é normal ajuste de preços no primeiro mês de cada ano. Portanto é bom tomar cuidado. Após as festas de natal e fim-de-ano o consumidor já começa a sentir os apertos financeiros por causa do excesso de despesas e compras a prazo feitas em dezembro, comprando presentes e até produtos supérfluos para a sua própria casa. Agora em janeiro chega o tempo de começar a pagar. Muita coisa foi comprada por impulso e influências das propagandas da televisão. Portanto, faz-se necessário economizar para enfrentar os reajustes de preços neste novo ano.

Levantamento feitos por órgãos governamentais indica os setores que terão seus preços aumentados em maior ou menos grau. Alguns reajustes ficarão abaixo da inflação do período. Outros, no entanto, ficarão bem acima. Todo aumento de preço traz aperto financeiro para o bolso do consumidor. Prepare-se. Os preços administrados, autorizados pelo governo são os mais terríveis e funcionam como um elevador, levando os preços dos demais produtos lá para cima. Os aumentos de preços atingem mais a área dos produtos básicos e indispensáveis, como gêneros alimentícios, educação, higiene pessoal e a área da saúde com medicamentos e seus famosos planos de saúde, os quais em 2010 vão ter fortes aumentos. Outro setor que vai influenciar bastante é o vestuário. As despesas com habitação ou moradia não irão influenciar tanto, pois os aluguéis terão reajuste de acordo com IGPM. As prestações pela aquisição da casa própria terão reajustes menores em função das mudanças no critério da contratação do seguro embutido na prestação. As mudanças aconteceram porque o Conselho Monetário Nacional tomou a decisão de ampliar a concorrência entre as empresas de seguro habitacional. Essas mudanças deverão fazer a prestação baixar de 10% a 12%.

Tomando por base um levantamento realizado pela LCA Consultoria, entre os produtos que terão alta considerável, os alimentícios terão destaque. A tendência da maior parte destes produtos é ter um reajuste maior que a inflação. Por exemplo, uma cesta básica que em Salvador, aqui na capital do nosso Estado, custava em dezembro cerca de 205 reais, deverá pular para 227 reais em novembro do próximo ano, com amento acima de 10%. Por causa da crise internacional as encomendas de matérias primas diminuíram, ocasionando baixa nos preços finais. Isso pode ser por pouco tempo, até a recuperação da economia dos países desenvolvidos. Em 2010 com a retomada do desenvolvimento e aumento da demanda, os preços tendem a subir acima da inflação. Os produtos agrícolas tendem a ficar mais caro desde o produtor rural até à mesa do consumidor. Haverá aumento de preços do adubo, das máquinas, e da mão de obra para a colheita e transporte. As despesas com educação, mensalidades das faculdades, pós-graduação, custo dos livros e material escolar, tudo causa aperto financeiro no bolso do consumidor. O presidente do SINEPE-BA, Natalício Dantas, afirma que o aumento deverá ficar entre 6% e 8%. Quando um representante de sindicato faz esta projeção, pode-se considerar 2% a mais. Outro fator relevante que deverá ajudar a levar para cima a taxa de inflação é o aumento do IPTU, que é um imposto municipal. Na média dos Municípios da Bahia, o reajuste deste imposto deverá ser de 9% para imóveis residenciais e 14% para imóveis não residenciais. Portanto é um aumento espetacular! Veremos, mais pra frente, como ficará este imposto aqui no nosso Município. É oportuno lembrar que todo aumento de imposto e taxas no comércio ou indústria será descarregado no preço dos produtos e contribuirá para o aumento da inflação. As altas taxas dos impostos têm gerado protestos de consumidores e empresários. Os aumentos exagerados podem gerar contendas com processos judiciais. O IPVA vem aí. É outro imposto que maltrata o contribuinte. No entanto poderá ter um aumento menor em 2010, esta é a opinião dos auditores fiscais da Bahia. Em todo caso é preciso economizar e ficar prevenido. Os desembolsos devem ser direcionados para a compra ou reforma dos chamados “bem de raiz”, como uma casa, um sítio.

 

É tempo de Natal

28/12/2009

As propagandas e anúncios comerciais das lojas fazem fortes apelos para que as pessoas entrem no clima do natal. Mas o que é o natal?

Que é tempo de natal todo mundo sabe. Basta observar que a partir do dia 1º de dezembro, todos os anos, as emissoras de rádio, televisão e os jornais impressos começam a apresentar propagandas relacionadas com as festas do natal que se aproxima. Uma das propagandas mais atrativas e que despertava a atenção de crianças e adultos era a da Varig nos bons tempos daquela empresa. Os jornais impressos estão cheios e até com encartes de propagandas bem feitas, bonitas, coloridas e até apelativas concedendo descontos e outras vantagens para quem comprar tais ou quais produtos. É a face comercial do natal que as lojas e as indústrias apresentam. Para muitas pessoas o natal é simplesmente uma época para dar e receber presentes, como por exemplo, uma camisa, uma gravata, uma garrafa de vinho, um CD, etc. Para outras pessoas o natal é simplesmente uma data apropriada para demonstrar alegria, solidariedade, fraternidade, apertos de mão e abraços. E para você prezado leitor? O que significa o natal para você? Praticar a solidariedade com certeza é uma atitude importante. A solidariedade não tem fronteiras. Ajudar os necessitados é sempre oportuno. Ajudar alguém sem olhar a quem, esse deveria ser o lema de cada pessoa. Conheço um hino cujo refrão ou estribilho diz o seguinte: “Sim, ajuda hoje a alguém; demonstra-lhe amor também! Remove o temor e promove o amor, oh, sim, ajuda hoje a alguém”. A ajuda pode ser direta ou indireta através das várias instituições existentes em nossa cidade de Bom Jesus da Lapa. Sabemos que a Igreja Adventista da rua Hermes de lima, no bairro São Gotardo, distribuiu muitas cestas básicas para viúvas e família carentes previamente cadastradas. Certamente outras organizações aqui da cidade fizeram algo semelhante.

A data exata do nascimento de Jesus ninguém sabe ao certo. A Bíblia e os livros da história universal não mencionam o dia exato. Nos primeiros séculos da era cristã o natal era comemorado no dia 6 de janeiro por causa das festas de epifanias, festas dos santos reis no calendário católico. Já foi comemorado no dia 25 de março. O Papa Júlio I (337/352) mudou a data e escolheu o dia 25 de dezembro, cristianizando a festa “Natale Solis Invicti”, (nascimento do sol invencível). Esta data no último mês do ano permanece até hoje. Foram enchendo o natal de símbolos e fantasias. Por exemplo, acredita-se que a árvore de natal é uma mera tradição e foi agregada às festas natalina na Alemanha em 1530 para alegrar o ambiente e mostrar que o natal é vida. A figura ou boneco Papai Noel é outra simples tradição. A figura do bom velhinho passou a fazer parte das festas de natal por inspiração baseada na vida de um bispo católico chamado São Nicolau, nascido na Turquia em 280 DC. Nos Estados Unidos o velhinho é chamado de Santa Claus. As velas são símbolos criados nos países nórdicos (norte da Europa). Hoje em dia as velas são substituídas por lâmpadas, tipo pisca-piscas.

No início deste texto foi feita uma pergunta, que foi a seguinte: O que significa o natal para você? A Bíblia, que é o livro-base dos cristãos, informa que nos dias do rei Herodes (há 2 mil e nove anos passados) uma estrela brilhou de forma espetacular nos céus de Belém da Judéia. Jesus Cristo, o messias (prometido) estava chegando e nasceu da virgem Maria. O nascimento de Jesus em Belém foi predito centenas de anos antes. O profeta Miquéias, que foi contemporâneo de Isaias, registrou no seu livro o seguinte: “E tu Belém, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, deste a eternidade”. (Miq. 5: 2) A Bíblia e muitos historiadores antigos e modernos não negam a verdade do milagre do nascimento de Jesus. Ela nos informa que Jesus nasceu na plenitude do tempo, conforme está escrito na carta de S.Paulo aos gálatas cap. 4:4. Por que plenitude do tempo? Vejamos alguns fatos: a população mundial daquela época estava sob a influência política de Roma; as estradas eram muitas e iam de Roma a todas as partes do império. O correio já existia e facilitava a correspondência no vasto império; o grego era a língua amplamente falada. Haviam outros fatores determinantes que indicavam a plenitude do tempo.

Para o mundo o natal é lindo e cheio de luzes e encantos. Infelizmente muitos não percebem o príncipe, que é Jesus. Para muitas pessoas o natal é apenas barulho, comércio, bebidas, ressaca e tradição. Para outros é alegria, esperança, fé e salvação. Muitas pessoas consideram o natal apenas como um feriado, um dia bom para passear e ver um filme. O natal é infinitamente mais que isso. A diferença está em quem comanda a vida da pessoa. Jesus é o motivo do natal. Há sempre uma porta aberta para a vitória. Encontre você também o verdadeiro motivo do natal.

 

Boas perspectivas para 2010

21/12/2009

O governo federal garante que a inflação estará sob controle.

O novo ano se aproxima e são boas as perspectivas. No próximo ano teremos eleições a nível nacional. Estaremos renovando as lideranças políticas do Brasil. Serão eleitos novos dirigentes políticos dos poderes executivos: federal, estadual e das câmaras legislativas. Esta renovação é importante não só no sentido de consolidar o processo democrático, mas também para aumentar a confiança dos investidores neste nosso vasto país, que tem possibilidades ilimitadas. As eleições significam oportunidades para os eleitores exercerem o direito de cidadania e jogar para fora da política os elementos corruptos que infestam os poderes. Percebe-se que os corruptos, os aproveitadores, nos cargos de confiança estão em toda parte. Será que todos merecem confiança? A expectativa de cada brasileiro é grande no que se refere às melhorias das condições de vida. A esperança existe.

Em todos os períodos de eleições depositamos forte esperança nos candidatos. Todas os brasileiros desejam que de forma sustentada e crescente que haja crescimento da economia, em todas as regiões do Brasil, inclusive aqui no nosso interior da Bahia. A expectativa dos economistas e analistas do mercado é que nosso país terá um ano com destacado crescimento econômico. É bem verdade que os efeitos da crise internacional atingiram o Brasil e conforme dados do IBGE o PIB brasileiro no último trimestre cresceu menos do o esperado. No entanto, economistas dos Estados Unidos e da Alemanha apontam o Brasil como um país com fortes atrativos para os investimentos estrangeiros. O mundo todo, principalmente o bloco dos países desenvolvidos, está interessado em saber mais sobre o Brasil. Estão interessados em saber mais sobre as potencialidades, sobre o aumento do consumo e sobre as faixas de pessoas economicamente ativas e querem também conhecer mais de perto o perfil e a capacidade do consumidor brasileiro. Com os detalhes dessas possibilidades nas mãos os investidores estrangeiros pretendem direcionar fortes investimentos para nosso país. Entre os países que compõem o bloco chamado BRIC, o Brasil é o país que oferece melhores perspectivas a médio e longo prazo. A população em geral nutre o desejo de ter mais dinheiro no bolso para comprar mais produtos.

Este desejo é antigo, mas para algumas pessoas esse desejo nunca se materializa, fica só no desejo. Por que será? Daqui pra a frente, de acordo com estudos e análise de economistas famosos, existem razões para os brasileiros demonstrar otimismo e confiança no futuro. Pesquisas feitas pelo governo federal, outras feitas pelas universidades, pelos sindicatos e pelas associações de empresários indicam que a conjuntura mundial é favorável. A brisa da economia mundial está em franca recuperação e vão se movimentar favorecendo o desenvolvimento econômico do nosso país. Haverá aumento do emprego e renda e consequentemente aumentará o consumo, que por sua vez faz girar a engrenagem do progresso.

Conforme projeções de agências e institutos de pesquisas internacionais e consultoria macroeconômica, o volume de vendas no varejo vai passar de 100 bilhões em 2009 (logo após o fechamento do movimento de dezembro serão divulgados os números finais). Esse montante será bem superior ao que aconteceu em 2008. Para 2010 espera-se um volume superior a 125 bilhões. Apesar da crise internacional, crise que começou e foi mais forte nos Estados Unidos, as exportações brasileiras estão se recuperando e vem mostrado bom desempenho. O pré-sal é um grande patrimônio. A exploração dos poços de petróleo será complementada e colocada em operação trazendo boas encomendas para a indústria naval com a encomenda de plataformas, barcos e outros equipamentos. É bom lembrar que o vigor da nossa economia é motivado mais pela força do mercado interno.

O governo federal garante que a inflação estará sob controle, a produção vai crescer para atender à demanda, a economia mundial lentamente vai tomando o rumo certo, etc. Pela experiência nós sabemos e o governo recomenda: não se pode ter esperança exagerada, pois o crescimento sustentado depende dos investimentos crescentes e continuados. Com tanto otimismo os trabalhadores em geral, tanto os da zona urbano como os da zona rural, vão aumentar o seu poder de compra e irão às lojas e supermercados para comprar mais. A parte do governo (seja governo federal, estadual ou municipal) é investir em infraestrutura estradas, escolas hospitais, saneamento básico, etc. É necessário facilitar o ingresso de investidores no setor produtivo acabando com os entraves burocráticos. Além desses procedimentos existem dois ingredientes fundamentais e indispensáveis, que são: honestidade e inteligência. As perspectivas para o nosso Estado da Bahia também são otimistas. A Ford, na última visita do presidente Lula a Salvador, assinou documentos e vai ampliar a fábrica de automóveis e gerar mais de mil empregos diretos. O governo estadual contabiliza e afirma que serão instaladas novas indústrias em Jequié, Conquista, Barreiras e outras cidades. Feira de Santana é a estrela na preferência dos empresários. É bom o leitor ficar bem alerta. Existem boas razões para o otimismo. Por outro lado o início do ano começa com vários reajustes de preços autorizados pelo governo.

 

Corrupção em alta

É vergonhoso dizer, mas a corrupção está em alta. É insuportável o que acontece entre os políticos brasileiros. Parece até que a corrupção virou moda.

Corrupção é a prática de atos ilegais e injustos. A lei brasileira tem punição rigorosa para combater esses atos. No entanto a corrupção está em alta. Se tivéssemos um termômetro ou um instrumento adequado para a medição dessa prática nefasta que causa desgraça, desmoraliza e corrói o poder público (seja federal, estadual ou municipal), tal instrumento nos mostraria que a corrupção no Brasil está crescendo. Certamente ela existe em outras nações, mas a nós nos interessa expulsá-la do Brasil. Falar ou escrever sobre corrupção não é um tema agradável. A corrupção atinge a todos. Atinge em cheio os políticos, principalmente os que estão em pleno exercício do poder, colocados lá pelo seu e pelo meu voto. Aqui cabe uma pergunta: por que a corrupção está em alta, quando deveria estar em viés de baixa? Esta semana eu estava lendo o jornal “A Tarde” e deparei-me com um título que muito me chamou atenção, escrito pela jornalista Dora Kramer, que foi o seguinte: “transgressão continuada”. Ao ler este título me lembrei de um verso bíblico que está na 2ª carta de S. Paulo a Timoteo cap. 3 que trata da extrema corrupção dos últimos tempos: “Nos últimos dias os homens serão avarentos, presunçosos, corruptos, profanos”, e por aí vai. É exatamente o que podemos perceber. Parece que virou moda, virou conduta normal um político participar de atos corruptos. O combate à corrupção parece com a ação de alguém que vai matar uma cobra venenosa e dar poucas pauladas, bem de leve, sem matar a cobra. Rui Barbosa, nosso grande conterrâneo, disse que “de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos de homens corruptos, o homem moderno chega a ponto de ter vergonha de ser honesto”. Não passa de três meses que assistimos a confusão, o desmando e os conchavos do governo com sua tropa de choque e conseguiram impedir a votação e a criação de uma CPI para conseguir acabar com os chamados atos secretos do Senado. Os lideres do governo levaram a bancada governista a analisar outros projetos. Os atos secretos significam contratos de empregados e de empresas prestadores de serviços de forma nebulosa com vantagens pessoais ou partidárias e pouco ou nenhum proveito para a nação. Agora nestes últimos dias tomou conta dos meios de comunicações, da televisão, jornais, rádios, Internet as notícias da corrupção verificada no governo do Distrito Federal. As notícias com atos de corrupção envolvem de modo muito forte o nome do governador José Arruda, deputados e assessores a serviço do governo do Distrito Federal. Os jornais de Brasília e de todos os Estados informam que gravações com autorização judicial mostraram a partilha do dinheiro produzido por atos de corrupção. Transcreveram as cenas e a conversas dos políticos, com nomes de deputados distritais. Tudo aconteceu com pessoas integrantes do alto escalão do governo de Brasília. Ainda tiveram a ousadia de fazer sinais formais de religiosidade. A bancada dos Democratas DEM se reuniu para decidir o que fazer com o governador, dentro do partido, após as denúncias de corrupção. Antes de tomar medidas extremas o partido resolveu dar um prazo maior para a defesa dos acusados. A televisão e os jornais mostraram cenas que envergonham qualquer pessoa de bom senso e patriotismo. O esquema do “mensalão de Brasília” é um esquema escandaloso. Cada um dos envolvidos procura dar desculpas esfarrapada para enganar os investigadores. A versão da Polícia Federal contradiz as justificativas dos envolvidos. Eles escondiam o dinheiro nas bolsas, nas cuecas, nas meias. Na pressa e no nervosismo qualquer lugar estava bom para esconder o dinheiro. O povo está horrorizado. O DEM se mobilizou e depois de várias reuniões a executiva nacional do partido decidiu dar um ultimatum ao governador Arruda, submetendo-o a uma expulsão do partido. O povo brasileiro precisa saber como vão ser punidos os corruptos que ficaram com o dinheiro dos impostos que deveriam ser empregados na construção de estradas, escolas, hospitais e outras necessidades sociais. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dr, Gilmar Mendes, é de opinião que os bens dos acusados fiquem indisponíveis, pois se trata de um caso gravíssimo. Já existem 9 pedidos de cassação do mandato contra o governador. Percebemos que a corrupção está invadindo e contaminando os partidos e todos os agentes políticos. A corrupção não está instalada só em Brasília. Ela está também nos Estados e Municípios. Em seis cidades baianas (Paulo Afonso, Jeremoabo, Glória, Chorrochó, Cel. João Sá e Macururé) a Polícia Federal prendeu mais de vinte pessoas. Entre essas pessoas estão quatro vereadores e vários servidores do INSS. Todos acusados de fraudes. Constantemente estamos ouvindo notícias informando que em São Paulo e Rio de Janeiro existem quadrilhas que forjam e vendem atestados médicos. Sentimos que está na hora de elaborar leis justas e de pessoas honestas no exercício do poder.

 

Construindo uma nação digna

O Brasil é um país de liberdade e chances para todos. De forma lenta, porém progressiva, os afro-descendentes estão galgando posições de nível superior e ocupando posições de prestígio em todas as áreas, inclusive na política.

Hoje é dia de manifestações sociais com o objetivo de tornar este país uma nação digna e honrada. Esse é o desejo que está no coração e no pensamento de todos os brasileiros. Precisamos chegar a esse nível. Hoje estamos comemorando o “Dia da Consciência Negra”.  A idéia é relembrar e comemorar a saga vivida por Zumbi dos Palmares, que simboliza a luta do povo negro do Brasil em busca da tão almejada igualdade de deveres e direitos. Na verdade todos os brasileiros (pode ser que exista exceção) desejam e lutam por dias melhores. As lutas são grandes e intensas. As pessoas são corajosas, valentes e determinadas para subir a rampa da montanha e ultrapassar as dificuldades, vencê-las e conquistar a vitória. É como se fosse uma grande montanha para escalar até o topo e lá em cima hastear a bandeira da vitória.

O dia 20 de novembro é feriado em alguns Estados do Brasil. É feriado também em alguns Municípios da Bahia. Muitos brasileiros simplesmente aproveitam o feriado para o lazer, tomar banho de sol na praia, passear e bater papo com os amigos.  Outros, no entanto, aproveitam a data para fazer reuniões e refletir sobre a situação em que ainda vivem muitos de nossos conterrâneos de pele negra. As reuniões são meios   indispensáveis para descobrir e utilizar instrumentos com o objetivo de melhorar o nível de vida e fazer com que milhares de brasileiros tenham uma vida digna dentro da grande nação brasileira. A nossa nação não é formada só por pessoas com a pele de cor clara descendentes de portugueses.  O território que hoje tem o nome Brasil (já teve outros nomes) foi descoberto por acaso pelos portugueses capitaneados por Pedro Álvares Cabral em 1500.  Não fosse esse “acaso”, as chances maiores  seriam dos espanhóis chegarem  a esta terra primeiro, provavelmente no mesmo ano de 1500. Talvez você, leitor esteja indagando, dizendo:  e daí?  Qual seria a diferença, se as duas nações aventureiras, Portugal e Espanha,  começaram a trazer escravos da África para aqui trabalharem e produzir riquezas para suprir as sedes dos impérios?  Fosse a Espanha que descobrisse o Brasil, que diferença faria? É verdade que não teria muita diferença.  Talvez a diferença mais profunda fosse a língua e assim estaríamos hoje falando e escrevendo em espanhol. Nada mais!

Qualquer pessoa, brasileira ou não, interessada em fatos históricos, sabe que tivemos no passado muitos brasileiros ilustres que usaram a sabedoria e o intelecto realizando movimentos políticos contribuindo para que o nosso país tomasse a direção do progresso social e econômico. José do Patrocínio foi um desses homens  brasileiros ilustres. As lideranças atuais nas comemorações desse dia da “Consciência Negra” pouco se lembram desses movimentos. Preocupam e se envolvem mais com temas e apresentações folclóricas e por esses motivos muitas vezes se desviam do rumo certo. O carnaval e outras festas de característica afro-descendentes beneficiam e exaltam mais os de cor clara. Na verdade existe uma forte exploração pelos de cor clara aproveitando o tema carnaval. Todavia, o Brasil tem dado grandes passos no sentido de alcançar a igualdade e melhorias das condições de vida para todos. Há 35 anos, eu ainda era solteiro e morava no Rio de Janeiro. Naquela época eram poucos os negros ocupando posições-chaves na direção do Brasil. Ao entrar numa agência bancária podiam ser vistos poucas pessoas de cor negra ocupando posições no setor administrativo. Ver dirigindo um automóvel próprio era coisa rara.  Hoje tudo é diferente. É diferente para melhor. Por exemplo, quando entramos numa loja, num banco, numa repartição observamos um grande número de pessoas de cor negra ou morena ocupando funções importantes. Há pessoas que estão ocupando cargos simples. Encontramos também muitas pessoas ocupando cargos de chefia. No Brasil temos muitos e fortes empresários de cor negra. No Rio de Janeiro, naquela época havia duas grandes empresas, a Condugel e a Plastigel, que eram dirigidas por negros. Eram pessoas de grande respeito perante a sociedade carioca. Outro grande empresário negro ligado ao setor educacional foi o Dr. Souza Marques. Se andarmos um pouquinho mais, indo até onde estão os políticos, vamos perceber que fica patenteada a participação de pessoas com a pele negra ou bronzeada. Observe quantos senadores, quantos deputados, prefeitos e vereadores estão em pleno exercício do poder. Estão lá no topo exercendo a função pública. Um dos primeiros governadores nestas condições foi Alceu Colares, do PDT do Rio Grande do Sul. Fica comprovado que o Brasil é um país de liberdade e chances para todos. De uns trinta anos para cá o governo federal escolhe, nomeia e dá posse de pessoas afro-descendentes como seus ministros.

Percebemos que o preconceito tem diminuído lentamente, é verdade. Está bem diferente do que era há 30 anos. Por outro lado, percebemos que  ainda existe muito espaço a ser preenchido para  atingir a tão almejada igualdade neste país. Ainda encontramos muitas injustiças. Na média a renda das pessoas negras continua baixa. Queremos construir uma nação próspera e digna também no plano social. O Brasil é um país de todos, esses é o lema do governo federal.

 

Corrupção em toda parte

A corrupção dentro do governo dificulta a realização de bons serviços na área social para a população. Quanto mais corrupto for um Município, piores serão os resultados com o desenvolvimento, com a saúde e com a educação do seu povo.

Há muitos temas interessantes para uma boa reflexão. O tema em epígrafe não é interessante nem simpático, mas de uns meses para cá é uma tema que passou a ocupar as manchetes dos meios de comunicação, principalmente dos jornais impressos e dos canais de televisão. Basta ligar a TV em programas especiais ou nas chamadas TVs News (canais de notícias) para se saber a evidência deste assunto que é considerado como uma grave doença na vida nacional. A corrupção está presente não só nos órgãos governamentais, mas também nas empresas privadas. Fica bem claro que as pessoas simples e os administradores públicos honestos, que procuram andar na boa conduta, passam longe e bem longe dos corruptos. Há poucos dias que nesta coluna escrevemos sobre a corrupção no caso do ENEM. Não faz muito tempo que ficamos saturados e até enjoados quando vieram à tona os casos ligados ao “mensalão” com José Dirceu, Délúbio e muitos outros políticos famosos. Não demorou muito tempo e vieram à tona os casos escandalosos dos chamados “atos secretos do Senado”. Parece que é muito difícil ou impossível separar políticos da corrupção. A sabedoria popular diz que dentro dos governos, sejam repartições municipais, estaduais ou a nível federal, existem órgãos ou secretarias que precisam ser mais vigiados. Dizem por aí que os concursos públicos e a contratação de obras com empreiteiras são os setores onde existem mais possibilidades de brechas.

Recentemente os telejornais noticiaram que o Ministério Público Estadual da Bahia (MP-BA) deu informações sobre um suposto cartel composto por empresas que estariam modificando autorizações para os serviços com a preparação de concursos públicos para Prefeituras do interior do Estado. De acordo com o jornal “A Tarde”, se os termos da denúncia perante o MP-BA forem confirmados, poderão ser anulados vários concursos. A imprensa tem divulgado atos de corrupção por todo o território nacional, incluindo o nosso querido Estado. Há casos até engraçados, quando informam que em 2008 uma pessoa analfabeta foi aprovada em concurso público municipal. Em outro Município a esposa do prefeito foi aprovada em 1º lugar e logo foi chamada. Parecem estórias contadas nas portas de botequins. Você conhece aquele ditado popular que diz: “onde há fumaça, há fogo”? Os Municípios da Bahia são detentores de altos índices de corrupção.

Pelo menos nos anos 2002 a 2005 foi isso que aconteceu, conforme dados da CGU-Controladoria Geral da União. Esse órgão não considera o volume de dinheiro desviado, mas sim a quantidade de registros dos casos. A corrupção é um grande mal que gera prejuízos para todos, tanto para governantes quanto para governados. A corrupção produz prejuízos até para os corruptos e corruptores deixando-os mal acostumados. Rui Barbosa, nosso grande conterrâneo ironizou tudo ao dizer: “De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver o poder nas mãos dos maus, .... o homem moderno chega a ter vergonha de ser honesto”. Pessoas que foram aprovadas em concurso sem o mérito seletivo das notas também estão incluídas neste grupo. O dinheiro produto de atos de corrupção é um dinheiro sujo e não traz benefícios sociais para o bom andamento e o bom atendimento que o serviço público precisa ter. Muitos concursos de órgãos públicos tidos como sérios divulgam os nomes dos aprovados de acordo com critérios da boa avaliação, deixando as pessoas aprovadas na expectativa de serem chamadas para o preenchimento das vagas. Os aprovados esperam, esperam, e por vezes o relatório dos aprovados entra em processo de caducidade. É por isso que muitos concursos públicos caem no descrédito, perde a confiança perante a população que, em última instância, é o interessado e o responsável por ter colocado no poder o prefeito, o deputado, o governador, etc. No mês de setembro eu estava na rodoviária aqui de Bom Jesus da Lapa aguardando o ônibus para Brasília, quando chegou um casal ainda bem jovem e começou a falar sobre esse assunto. Contaram que fizeram concurso para Municípios vizinhos ao nosso, foram aprovados, mas não sabem e não conseguem ter informação sobre quando serão convocados para o preenchimento das vagas. Na semana passada, aqui na Praça do Livro uma jovem foi me contar um segredo e disse que fez o concurso para auxiliar de enfermagem. Ficou muito contente ao saber que foi aprovada. Fiquei muito contente, no entanto até agora não fui convocada, contou. Preciso trabalhar, mas não sei se aguardo ou vou para Brasília procurar um emprego por lá. Para muitos jovens, falar em concurso público é uma piada. No mínimo existe a falta de informação. Ao chegar a uma cidade, qualquer pessoa pode perceber se o Município é desenvolvido e ostenta os resultados de uma boa administração municipal ou se pelo contrário, mostra pobreza e subdesenvolvimento. A Bahia detém os maiores índices e a maior quantidade de casos de corrupção, seguida pelo Maranhão e Alagoas. Sabemos que todas as prefeituras aqui das redondezas são sérias, honestas e objetivas.

 

Apagão inesperado

Apesar da nossa insignificante dependência da usina de Itaipu, o nosso Estado também foi atingido.

Grande parte do Brasil ficou sem energia elétrica. Tudo aconteceu de repente. O “blackout” ou blecaute foi o maior ocorrido no sistema elétrico brasileiro, conforme informações divulgadas pelas TVs canais de notícias. Depois de anos, quando tudo parecia que ia bem, de acordo com pronunciamento da ministra Dilma Roussef, dizendo que o sistema elétrico nacional é seguro, mesmo assim poucas horas depois o apagão atacou. O sistema elétrico falhou. Falhou por alguns motivos óbvios. O inesperado apagão atingiu 18 Estados da federação deixando muitas indústrias, muitos prédios, hospitais, repartições públicas e outras entidades sem energia, completamente às escuras. Atingiu principalmente os Estados do Sudeste, que são altamente dependentes do sistema Itaipú, apesar do sistema interligado. As informações da falta de energia tomaram conta dos noticiários das TVs nos dias 11, 12 e 13. Todo mundo ficou sabendo dos prejuízos materiais e os transtornos com risco de vida para muitas pessoas que estavam sendo submetidas a intervenção cirúrgica. O apagão de repente causou susto e até desmaios em pessoas que estavam em elevadores de edifícios residenciais. Causou prejuízos em fábricas, como aconteceu na Volkswagen, cuja produção foi interrompida e deixou de fabricar 1.200 automóveis, inclusive porque as empresas fornecedoras de peças também foram prejudicadas. Em São Paulo houve interrupção no fornecimento de água em muitos bairros. Foi um verdadeiro caos.

Conforme palavras do ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, tudo começou em Itaberá (interior de São Paulo). Pelas informações do ministro os causadores do curto-circuito nas linhas de transmissão foram raios, muitas chuvas e fortes ventos. A oposição política ao governo aproveita o fato negativo que ocorreu e parte para denegrir a imagem do governo federal e seus ministros perante a opinião pública. A oposição contesta o ministro Edson Lobão e diz que o apagão foi causado por “hackers” que teriam invadido os computadores e afetados todos os equipamentos de controle da empresa bi-nacional Itaipu. Uma coisa é certa: o apagão não ocorreu por falta de chuvas, pois todas as barragens do Brasil estão cheias. A pane no sistema elétrico ocorrida na semana passada foi motivo de notícias em todo o mundo. Além disso, levantou dúvidas entre empresários estrangeiros que pretendem investir dinheiro e abrir indústrias aqui no Brasil, no que diz respeito à capacidade brasileira de gerar energia elétrica e administrar bem todo o sistema energético. Os políticos contrários ao governo estão aproveitando e pretendem apresentar requerimento para convocar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef e o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, para darem as devidas explicações. O conhecido e famoso engenheiro físico brasileiro José Goldemberg, disse que tudo indica que o apagão é o reflexo do gerenciamento do sistema de transmissão de energia para longas distâncias. Disse ainda que o sistema interligado e de longa distância envolve riscos. Dilma Roussef já foi ministra de Minas e Energia e responsável pela modernização do sistema que aí está. Ela está trabalhando e ajudando o presidente Lula, tendo em vista sua própria candidatura à Presidência da República em 2010.

Apesar da nossa pouca dependência da bi-nacional Itaipu, o Estado da Bahia também foi atingido pela pane no sistema de transmissão de energia. O Estado foi atingido em poucas cidades, ainda bem! Foram 63 os Municípios atingidos. Salvador, a capital do nosso Estado não sofreu a falta de energia. Quase cem por cento da energia consumida por nosso Estado vêm do sistema Chesf. A Coelba, empresa responsável pela distribuição no Estado, prontamente tomou as providências e em poucos minutos a energia começou a ser restabelecida nos lugares atingidos. Nestes últimos dias entrou na pauta de discussão das autoridades, dos jornalistas e do povo em geral o que deverá ser feito para melhorar o sistema distribuidor de energia no Brsasil. Aqui na Bahia temos muitos Municípios de pequeno porte onde o fornecimento de energia é de má qualidade.

No Município de Ipupiara a queda de energia é uma constante. Em muitas escolas e lojas chega a danificar ou encurtar a vida útil de computadores. Normalmente nos pequenos Municípios as autoridades são mais “inocentes” ou pacientes até demais. Não reclamam, não vai em busca dos direitos do Municípios, que em resumo são direitos da população. Nas cidades pequenas, não só a energia, mas também os serviços da companhia telefônica são de má qualidade. Colocam equipamentos necessários para sustentar apenas 100 aparelhos de telefones fixos, mas a cidade possui 400, por exemplo. O resultado é que nestes casos o sistema de telefonia está sempre sobrecarregado ou queimam as peças deixando o Município sem comunicação com outras cidades. Já houve casos que pessoas morreram por falta de comunicação com hospitais regionais. Internet banda larga, nem pensar! Mas não é só o problema de energia ou telefonia. Existe a grande questão das estradas, pois estão em situação precária.

O que é necessário fazer diante desta situação? É necessário o governo federal fazer fortes investimentos no setor de energia elétrica e no setor de telecomunicação. É necessário melhorar os serviços, construir mais usinas geradoras de energia, construir usinas nucleares fora do eixo Rio-São Paulo, desconcentrar o sistema que está concentrado em Angra dos Reis-RJ. Nosso país está se projetando como potência emergente e assumindo compromissos internacionais. O Brasil vai sediar os jogos da Copa do mundo e das Olimpíadas. Nosso país precisa continuar no caminho do progresso. Portanto é assunto de urgência o governo dar mais atenção a estes setores.

 

Real, moeda forte e valorizada

Por Saul Ribeiro

O grande desafio para o presidente Lula e para os próximos governantes é manter a estabilidade e crescer em média 4% a 5% ao ano.

O nosso dinheiro completou 15 anos desde o seu lançamento em 1994. Esse foi e continua sendo o mais bem-sucedido plano de estabilização econômica, que controlou a inflação que estava altíssima e galopante como conseqüência de políticas e decisões erradas de governantes anteriores. Em 1994, mesmo com a implantação do Plano Real, a inflação atingiu um índice muito alto chegando a 929% (incrível!). Já em 2008 a inflação fechou o ano em torno de 7% (grande diferença). Ainda não chegamos ao final do ano 2009, mas estima-se que a inflação oficial, pesquisada e calculada por órgãos ligados ao governo ficará próxima dos 5%. Podemos dizer que isso é algo fantástico, quando comparamos com o histórico dos anos anteriores desde a independência do Brasil. Percebemos assim que o nosso dinheiro é uma moeda forte.

Quando lemos a história econômica do nosso país ao longo dos últimos 15 anos e ficamos cientes que naquela época o salário mínimo de 100 dólares era a bandeira defendida por todos os movimentos sindicais. Essa bandeira defendida pelos sindicatos ficou para trás e virou coisa do passado, pois hoje em dia o salário mínimo vale mais de 250 dólares. Portanto mais que dobrou quando consideramos o dólar que é o dinheiro aceito em todos os países da terra. Todavia uma coisa precisa ficar bem claro: o salário mínimo vigente em nosso país não é um salário ideal para se manter uma família de 4 ou 5 pessoas, por exemplo. No entanto, mais de 40 milhões de trabalhadores e aposentados do INSS dependem desse salário, que atualmente é de 465 reais e será reajustado em janeiro de 2010. Nesse período de 15 anos da nossa moeda que é o Real, muita coisa mudou. O salário mínimo passou a ser referência para piso de aposentadorias e benefícios previdenciários. Entretanto a grande mudança é verificada pelo grande número de pessoas que estão tendo acesso aos produtos de consumo imediato e aos bens mais duráveis como televisão, móveis, motos, carros, telefones fixos e celulares, etc. Mais de 60 milhões de pessoas consideradas de baixa renda estão tendo acesso aos produtos e consumo incluindo os alimentícios. Essa realidade tem sido possível devido à estabilidade política e econômica. Aqui mesmo no nosso Município podemos constatar a crescente quantidade de motos, automóveis em circulação. Outro fator que comprova o poder de compra é a grande quantidade de pessoas que possuem uma linha de telefone celular. Isso acontece mesmo nas zonas rurais do Município de Bom Jesus da Lapa. O bom momento do consumo é resultado não apenas da estabilidade da nossa moeda, mas também pela expansão do acesso ao crédito, haja vista o grande e crescente número de pessoa que possuem e fazem bom uso do cartão de crédito. Outro fator que muito tem contribuído para o aumento do consumo é o programa de distribuição de renda do governo federal. Os mais pobres podem contar com essa ajuda financeira. Quando falamos em aumento do consumo queremos dizer poder para comprar produtos que estão na feira, nas lojas e nos supermercados.

Durante as noites, quando assistimos aos noticiários da televisão e programas de entrevistas com professores e comentaristas e analistas de assuntos econômicos, percebemos que o Brasil está vivendo um momento de euforia. Nosso país passou pela crise financeira que abalou as grandes economias do mundo sem sofrer grandes conseqüências. Alguns economistas analistas do mercado dizem que é uma bolha que está permitindo a valorização do câmbio. Podem verificar pelos jornais de qualquer canal de televisão e confirmar. No último dia 27 o câmbio fechou com o dólar custando R$ 1,73 para compra. A tendência é o real ficar ainda mais forte com relação ao dólar, motivado pela grande entrada de dólares no mercado financeiro nacional.

De acordo com os analistas financeiros, os dólares que estarão ingressando no mercado acionário e financeiro em geral, chegarão à soma de 25 bilhões até o final deste ano. Alguns analistas estão chamando esta valorização da nossa moeda de “O Ralli do Real”. Nós aqui do interior, cremos que o Banco Central está vigilante e fazendo o monitoramento diário para evitar altas distorções no fluxo cambial. Ora compra dólares, ora vende dólares. O Banco Central está cumprindo o seu papel. O real forte e a estabilidade econômica são condições ideais para a entrada de dólares procedentes de exportações e principalmente de investidores estrangeiros. O real forte está conduzindo o Brasil pelo caminho da prosperidade econômica, fazendo um país mais respeitado no cenário mundial. Os produtos brasileiros estão penetrando em países e continentes que antes só os produtos de nações bem desenvolvidas poderiam chegar. O real forte tem produzido credibilidade e condições para o Brasil tornar-se credor do FMI. Essa posição de credor do FMI tradicionalmente só é ocupada por países desenvolvidos ou por alguns países exportadores de petróleo. A estabilidade é necessária e agrada a todos os brasileiros.

 

Os mais pobres pagam mais impostos

Estudos feitos por especialista em economia revelam que quem ganha até dois salários mínimos gasta 53,2% (mais da metade) com o pagamento de impostos.


No Brasil é assim mesmo. Os mais pobres, os que ganham menos aqueles que estão na base da pirâmide social são os que agüentam o peso e pagam a maior carga tributária neste país. É a cultura de uma política desastrosa que vem desde os tempos do império, quando eram concedidos privilégios e benesses para os da família real e os ricos daquela época. Os demais brasileiros tinham que enfrentar trabalho duro e penoso, trabalhar e pagar impostos. A carga tributária era muito pesada. A história do Brasil conta que Tiradentes e outros companheiros começaram a reagir contra a opressão. E o que aconteceu? Foi traído, foi condenado e esquartejado pelas autoridades daquela época. Após a independência em 1822 a situação continuou favorável para a classe chamada “nobreza” e terrível, muito difícil para os escravos e demais trabalhadores.


Hoje a situação é semelhante. A carga de impostos vem aumentando gradativamente e se torna mais pesada para o lado dos economicamente mais fracos os que ganham menos, como acontece com a maioria dos trabalhadores assalariados, trabalhadores autônomos, informais e para os que trabalham na lavoura na roça, nos sítios e fazendas. Desde o 1º mandato do presidente Lula a carga tributária tem crescido nos últimos anos, chegando a 35,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Os contribuintes ou pagadores de impostos estão carregando um fardo grande, e pesado, fazendo crescer a arrecadação do governo federal, que por fim carreia dinheiro para os cofres dos governos estaduais e municipais. Os impostos estão sustentando com altos salários e mordomias os ministros, senadores, deputados, vereadores e grande número de secretários.


Os impostos que incidem sobre gêneros alimentícios tocam com maior força no bolso dos que ganham um salário mínimo (465 reais) e dos aposentados, que constituem a maioria neste país. Estudos feitos por escritórios especializados em assuntos de economia revelam que quem ganha até dois salários mínimos gastam 53,2% (mais da metade) com o pagamento de impostos. Tudo isso significas dinheiro dos pobres que vai abastecer os cofres do governo. Essa situação deixa qualquer pessoa em estado de choque e pasmada quando os meios de comunicação divulgam as faixas salariais e a quantidade de tributos que são arrecadados em forma de impostos, taxas e contribuições e outras formas. A classe dos menos favorecidos trabalha cerca de 160 dias por ano só para pagar impostos. Muitos brasileiros, especialmente aqui do Nordeste, ficam perguntando uns aos outros: “para onde vai tanto dinheiro?”. A pergunta tem fundamento, pois todos percebem a precariedade das estradas (principalmente aqui na nossa região do Oeste da Bahia). Todos percebem que os serviços médicos não atendem a contento e muitos outros descasos. Mas o dinheiro está lá, pois os impostos chegam lá nos cofres via recolhimento nos bancos. Na outra ponta, a mais leve, as pessoas que ganham acima de 15 salários mínimos trabalha apenas 107 dias por ano para pagar impostos. Existe uma grande dificuldade para o povão enxergar e saber o quanto de impostos está pagando todo mês porque os impostos estão embutidos no preço final de cada produto ou serviço.


No Brasil pagamos impostos em valores semelhantes aos impostos dos países altamente desenvolvidos do 1º mundo, como Suécia, Alemanha, Canadá e outros, mas ao mesmo tempo em que pagamos altos impostos vivemos sofrendo com uma diferença absurda e flagrante, pois em troca recebemos serviços públicos (escolas, hospitais, estradas, policiamento) de baixa qualidade, comum nos países do 3º mundo. O excesso de impostos castiga financeiramente empresas e cidadãos. Com a alta carga de impostos fica acanhada a livre iniciativa, o empreendedorismo e a vontade que existe em todo brasileiro, que é ter um negócio próprio. Na semana passada lá na esquina do Supermercado Central (ex-Ponto Certo) um senhor idoso me fez a seguinte pergunta: Como resolver a situação quando falta vontade política? Para equilibrar a situação tributária entre os contribuintes, o mais justo seria tributar o patrimônio e a renda. Por todos esses motivos, percebemos que o sistema tributário vigente no país é perverso, pois privilegia os de renda alta e castiga os mais pobres. Assim exige-se um grande esforço dos cidadãos mais pobres para manter a arrecadação lá em cima. Isto é injusto e perverso. (Saul Ribeiro é colunista do jornal Visto)

 

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Saúl Ribeiro é administrador formado pela Faculdade de Administração do Rio de Janeiro

Sobre Saúl Ribeiro