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Informação a todo instante

Coragem para inovar e progredir

21/02/2010

A sociedade brasileira não é formada apenas por um ajuntamento ou reunião de pessoas ou de alguns sindicatos. É formada pelo desejo e a união de todos os brasileiros com o objetivo de conseguir melhores condições de vida e atingir o bem-estar social. O Brasil, incluindo o nosso Estado da Bahia, precisa inovar, melhorar e aperfeiçoar muitos pontos que exigem atuação mais forte e firme para dar impulso aos diversos setores. Os brasileiros estão clamando e bradando em alta voz. As necessidades estão expostas e até os organismos internacionais percebem. Para mudar e inovar é necessário coragem. Os brasileiros clamam por mudanças. Desejam e exigem passos largos da parte governamental para assim poder conquistar o progresso. Todos precisam participar e usufruir de uma fatia do “bolo nacional”, isto é, participar do melhor que o país oferece. De um lado, o país impõe a cobrança de impostos e taxas aos seus cidadãos. Sem uma reforma fiscal e tributária os consumidores mais pobres pagam a maior parte dos impostos. A arrecadação é fantástica. Quem assistiu os noticiários da TV no dia 1º deste mês observou a informação sobre a grande soma de dinheiro arrecadada apenas nos primeiros dois meses de 2010, tudo proveniente dos impostos. A soma total divulgada passou dos R$ 200 bilhões de reais. Do outro lado os serviços públicos oferecidos aos cidadãos são de baixa qualidade, principalmente na área da saúde pública e da educação.
Apesar de tanto dinheiro arrecado falta algo para o nosso país se deslanchar. Dizem que de futebol e política todo mundo entende. Será que entende mesmo? Na verdade os brasileiros gostam de dar opinião. Então, o que falta para o nosso país, incluindo a nossa região de Bom Jesus da Lapa, atingir patamares dos níveis de desenvolvimento do primeiro mundo e mergulhar no progresso? Umas pessoas podem dizer que faltam mais investimentos na área da educação. Outras dirão que falta mais emprego para cada chefe de família ganhar o suficiente. Outras pessoas dirão que falta igualdade de oportunidades. Ainda outras dirão que falta justiça. Todos têm razão em apontar essas e outras necessidades. Com certeza, os nossos pais e nossos avós já sentiam a falta de tudo isso. Podemos dizer que o Brasil tem necessidades crônicas. É como um paciente que está sofrendo com uma doença grave e o hospital tem equipamentos mas não tem médicos nem capacidade para diagnosticar o problema e curar o doente. Nosso país tem potencial.
Recentemente a ONU divulgou informações sobre o desenvolvimento social dos países. Em muitos países os números divulgados são satisfatórios. Em outros, pelo contrário, chegam a causar constrangimento. O Brasil ficou classificado em 75º no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Em 81º lugar na expectativa de vida. Os jornais trouxeram outras informações alarmantes. Nosso país está entre os que apresentam maior índice de acidentes de trânsito. A taxa anual de homicídios é altíssima para um país como o nosso que se diz civilizado. Chega-se à conclusão de que muita coisa precisa e pode ser feita no sentido de mudar o quadro dos números apresentado pela ONU. Há muito a realizar. Quando houver honestidade e correta aplicação dos recursos arrecadados o povo sentirá a diferença. Quando olhamos para trás notamos que muitas coisas foram realizadas outras caíram no esquecimento. Entretanto quando olhamos para frente percebemos que ainda temos muito a realizar. Os comentaristas de economia e política e outros profissionais dizem que falta uma boa dose de coragem. Para apresentar bom resultado a coragem precisa ser acompanhada por um forte grau de honestidade. A falta desses dois elementos tem sido a maior causa da permanência dos baixos índices sociais apresentados pelo Brasil. Nota-se que há falta de coragem para defender os interesses públicos quando estes contrariam interesses pessoais, de empresas ou sindicatos. No Brasil de hoje existem conchavos. São acordos dos políticos com empresários, existe conivência com fraudes como as que ocorreram com os escândalos de Brasília e outras más práticas do “dito pelo não dito” que oneram e esvaziam os cofres públicos. Existe uma frouxidão moral dos políticos que está contaminando a nação inteira. É preciso dar um “basta!”.

 

A mediocridade dos políticos

21/02/2010

A sã política é boa, necessário e indispensável para o progresso. O povo sabe disso. Os políticos brasileiros, quase todos, não correspondem aos anseios do povo.

Quero começar este texto com duas pequenas perguntas: o que você prezado leitor, acha dos nossos políticos? Como você vê os políticos, não só os lá de Brasília, mas também os do nosso Estado da Bahia e até os do nosso Município? Desde os tempos do chamado curso primário (quem freqüentou a escola nas décadas de 1950 a 1970 entende), quando fazia parte do elenco de disciplinas a matéria “Educação Moral e Cívica”, desde aquele tempo nós sabemos que a política é o ramo das ciências sociais que trata da organização e do governo de um país e suas subdivisões. Os historiadores e professores em geral dizem que política é a maneira hábil, ágil e inteligente de administrar um país, uma nação. Todo cidadão percebe que a política, quando bem conduzida, é o instrumento ideal e indispensável para o bem-estar do povo em geral, não apenas de uns poucos. Não existe país organizado e justo sem uma política justa, salutar e que inspira confiança. Nos últimos anos aqui no Brasil a forma de fazer política vem deixando para os jovens a má impressão de que tudo é corrupção. Muitos fatores contribuem para essa má impressão. Existem leis de natureza eleitoral que induzem para a política de corrupção. Leis há que permitem a candidatura de pessoas conhecidas como “ficha suja” que são pessoas que tem problemas para resolver perante a justiça. Muitos políticos que participaram do escândalo do “mensalão” conseguiram registrar suas candidaturas nas últimas eleições. Uma pergunta fica no ar e todos desejam saber, que é a seguinte: qual será o tratamento final que a lei vai dar aos corruptos do GDF, governador José arruda e seus amigos?

Atualmente o Brasil tem grandes partidos e pequenos políticos. O que temos são políticos de visão curta. Com isto estamos querendo dizer que o Brasil precisa ter homens e mulheres de grande visão e patriotismo. Precisa de homens e mulheres de fibra, com firmeza de caráter, que não se vendam, mas permaneçam no ideal de melhorar a vida das comunidades e do povo brasileiro em geral. Todos sabem, a política desastrosa leva um país a ficar no atraso, permanecendo no subdesenvolvimento com o povo vivendo na miséria. Assim está acontecendo com a Argentina, que está com a indústria em condições de sucata. Está também acontecendo com a Venezuela, onde a política econômica é altamente dependente do petróleo. Portanto é necessário muito cuidado e espírito patriótico para o Brasil não enveredar pelo caminho do subdesenvolvimento.

A política precisa de políticos. O Brasil precisa de bons políticos. Muitas vezes os políticos passam para a população uma imagem errada, dando a impressão de que a política não é um instrumento bom e necessário. Pense no caso de uma empresa que submete os seus produtos a um teste de qualidade. Para chegar a esse ponto é necessário esforço, interesse e muita dedicação para os produtos apresentarem boa qualidade e assim, certamente, a empresa conseguirá atingir o objetivo. Seguindo este raciocínio, chega-se à conclusão de que os políticos brasileiros, a maioria deles, não passa no teste de qualidade. Cada político, mesmo que não tenha sido eleito, ostenta a máscara de “homem público” e se acha protegido. Carregando essa máscara os políticos das mais diferentes ideologias contribuem para a degenerescência da vocação e atividades políticas. Atualmente a mediocridade e a canalhice freqüentam os palácios dos governantes em todos os níveis, quer seja na área federal, estadual ou municipal. Por exemplo, como se pode explicar a imagem de um governador recebendo pacotes de dinheiro ou de um deputado presidente da Assembléia Legislativa do Distrito Federal e outros, todos recebendo propinas e enfiando o dinheiro nos bolsos e nas cuecas? O povo começa a ter a idéia enraizada de que ser político é ser corrupto. Após tantas evidências e demonstrações de corrupção entre os políticos, chega-se à conclusão de que os jovens não se mostram interessados nessa atividade e a safra de bons políticos está em declínio, está chegando ao fim. Realmente percebe-se um forte declínio moral dessa classe, especialmente dos que estão por cima. Após passar o período das eleições os políticos se afastam dos eleitores e esboçam uma reaproximação no próximo pleito. A corrupção dos políticos está presente em todos os países do mundo, sem exceção, mas parece que se instalou com mais força no Brasil. Frequentemente o povo toma conhecimento através da televisão de casos de juízes punidos ou sendo aposentados compulsoriamente.

Nesta altura do campeonato cabe uma pergunta: o que fazer para limpar e jogar fora a sujeira que mancha a imagem do homem político?

 

Carnaval, saldos & consequências

21/02/2010

É impressionante o grande número de turistas que desembarcam no Brasil para ver os desfiles das escolas de samba. 400 mil pessoas saíram de Salvador nos dias de carnaval rumo a outras cidades com praias, bem longe da folia.

O carnaval é uma festa popular que procede de festejos romanos da antiguidade. No Brasil é uma festa popular, quase sempre realizada a céu aberto durante os 3 ou 4 dias que precedem a quarta feira de cinzas no calendário católico. Este tipo de festas até poucos anos atrás usava músicas e sons afros. De três décadas para cá, as letras, músicas e sons sofreram mudanças, lentas, porém progressivas. É verdade, com o passar do tempo tudo muda. No início do século passado os foliões desfilavam sambando enfileirados e eram chamados “cordão do carnaval”. Hoje tudo é diferente. Existe competição, existe uma comissão de julgadora das apresentações e as escolas de samba recebem notas de classificação e altos prêmios para as melhores classificadas. Nas cidades maiores os blocos que desfilam dentro de cordas estão em fase de extinção, a menos que consigam patrocinadores fortes. As grandes apresentações com bonitas alegorias e enredos que contam História do Brasil ou fazem críticas ao governo, desfilam nas grandes cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Recife e outras. Em Recife predomina o trevo, espécie de dança e música do carnaval pernambucano. O carnaval deixou de ser simplesmente uma festa popular e de origem sumamente africana, embora persistam muitas características e costumes dos velhos tempos. A dinâmica dos festejos levou o carnaval para ser um elemento vinculado à economia regional e nacional. É impressionante o número de turistas estrangeiros que desembarca no Brasil para ver os desfiles e participar dos bailes, principalmente nas cidades onde o carnaval goza de melhor fama, deixando lotada a capacidade dos hotéis e pousados. É grande a fabricação de objetos e adornos para o carnaval. O consumo de bebidas de toda espécie cresce muito, levando muito dinheiro para o bolso dos mais espertos.

Como você vê faces do carnaval? om a preponderância de mídia, especialmente da televisão e dos DVDs, os ritmos, sons, ensaios, desfiles e marketing das escolas de samba ganharam asas. Leva o povo a pensar que todos estão diretamente envolvidos com as festas, que todos caíram na folia do rei Momo. Na verdade todos são afetados pela influência das festas do carnaval. A partir de 1980 algumas cidades do Nordeste do Brasil, por conveniência, passaram a usar para as festas locais, datas diferentes das datas oficiais do carnaval, como aconteceu aqui em Bom Jesus da Lapa. O carnaval mistura prazer, cultura, arte e economia, fazendo das ruas de muitas cidades um verdadeiro mercado a céu aberto no sol escaldante ou no sereno da noite, onde pode ser comprado quase tudo, de pipoca e picolé até fantasias e adornos de luxo. Os jornais noticiam que nas ruas existem até mulheres vendendo seus próprios corpos para o sexo com qualquer homem. Todos os anos, alguns meses após o carnaval, cresce a quantidade de jovens moças e rapazes adolescentes com sintomas da AIDS. O jornal “A Tarde” do dia 14 de fevereiro traz um bom artigo alertando para os perigos “pós-carnaval”. Diz mais, se o folião andar beijando à vontade, a torto e a direito, pode sofrer graves conseqüências, e o pior, se tiver feito sexo com pessoa desconhecida, sem proteção, a situação se torna mais grave e pode colocar um ponto final na alegria do carnavalesco. Umas pessoas gostam muito do carnaval e fazem sacrifícios para comprar os apetrechos e participar de forma ativa com fantasias e tudo mais conforme manda a regra. Outros gostam, mas seguem e acompanham de longe, apenas ouvindo e vendo pela televisão.

Por outro lado encontramos pessoas que não gostam, não participam e se afastam do carnaval. Outros não se afastam, mas também não coadunam e não participam. Neste lado está a maioria dos brasileiros. Em São Paulo, cerca de 2,1 milhões de pessoas deixaram a cidade nestes dias de carnaval. O jornal já citado informa que 400 mil pessoas deixaram Salvador. O mesmo fenômeno correu em Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte e outras cidades. O jornal já citado menciona que no Rio Grande do Norte existe um Município onde a prefeita, de fé confissão católica, proibiu a realização do carnaval em logradouros públicos.

Além da chegada e saída de muitas pessoas, os jornais trouxeram notícias sobre o grande número de ocorrências policiais. Foram brigas com esfaqueamentos, tifos e mortes. Foram muitos os acidentes de automóveis provocando mortes e invalidez de pessoas. Tudo aconteceu em conseqüência do uso excessivo de bebidas alcoólicas, que é muito comum nos dias de carnaval.

Nos dias de festas do rei Momo pode-se dizer que a administração e os serviços públicos ficam parados. A produção industrial e o comércio também param. Os bancos não funcionam. Na sexta feira dia 12 os cartórios de Salvador não abriram e a ordem foi para que os do interior também ficassem fechados. Dizem que no Brasil tudo só funciona depois do carnaval. Zé Queti compôs uma marcha, que diz: “Não me leve a mal, hoje é carnaval”. Como você vê as faces do carnaval?

 

Ascensão social

09/02/2010

A geração de novos empregos produz ascensão social. 2009 foi um ano bom e as perspectivas para o futuro são ainda melhores. O Brasil está tomando o rumo dos países desenvolvidos.

Nos últimos anos, desde os tempos do final do governo Collor de Melo, o Brasil tem apresentado amadurecimento político. É a chamada consolidação do processo democrático. O nosso país abusou, cansou e mostrou-se enjoado de tantos golpes militares, trapaças governamentais, governos provisórios e outras façanhas políticas que quando implantadas só atrapalhavam e impediam o desenvolvimento. Agora a mentalidade é outra. O Brasil está tomando o rumo dos países desenvolvidos deste planeta. Nestes países os governantes eleitos para governar por certo período, ao término do período saem, mas as políticas ou diretrizes para a economia prosseguem, são respeitadas. Há anos atrás, aqui em nosso país, quando um novo governante tomava posse tratava logo de passar uma borracha e apagar os projetos e diretrizes do governante anterior. Com essa atitude atrapalhava o país. Agora, portanto, o Brasil está imitando os países desenvolvidos. Isso é bom.

É bom e belo falar sobre diretrizes e normas de procedimentos, mas vamos focalizar o que nos interessa. As notícias sobre a geração de emprego em todos os Estados e Distrito Federal no ano 2009 e divulgadas em meados de janeiro são muito boas. As perspectivas para o futuro são ainda melhores. É preciso que os nossos jovens universitários estejam preparados com boa formação acadêmica para preencher as vagas no mercado de trabalho. A economia do Brasil no ano passado mostrou bons resultados. Queremos destacar a economia baiana que atravessou a crise internacional sem entrar em processo de recessão, sem sofrer encolhimento. O que faz um Estado crescer e se desenvolver economicamente é a geração de empregos e renda. Para tanto é imprescindível que o governo estadual entre firme e corajoso na luta para conseguir os objetivos. Uma das frentes da luta é facilitar a abertura de novas empresas. Quando dizemos facilitar, queremos dizer eliminar os entraves e qualquer obstáculo burocrático, cobrar impostos justos e não exorbitantes. Outro fator importante é o que diz respeito aos incentivos fiscais, que constituem uma forma inteligente de atrair investimentos. Consiste em ir aumentando os tributos gradativamente para as novas empresas e de acordo com o aumento anual do número de pessoas empregadas, até que por um período de determinado número de anos os impostos atinjam a alíquota máxima prevista em lei. Significa dar fôlego financeiro para a nova empresa se firmar perante a clientela e perante o mercado regional, desde que anualmente aumente a produção e o número de empregados. No entanto o governo precisa combater a corrupção interna e a sonegação fiscal por parte de alguns empresários inescrupulosos.

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, de 2007 a 2009 na Bahia foram criados 171 mil novos empregos, isto é, com carteira assinada. O número foi bem superior ao apresentado no triênio anterior. Dentro do crescimento do número de empregos vale destacar que a metade dos empregos foi criada ou gerada no interior mais distante, fora da região da grande Salvador (capital e Municípios vizinhos). Os números separados ou em conjunto são animadores porque a taxa de desemprego recuou consecutivamente nos últimos 6 anos. Pelas pesquisas recentes, a coordenadora da PED (Pesquisa de Empregados e Desempregados) para a grande região metropolitana de Salvador, Sra. Ana Margaret Simões, afirma que as perspectivas para 2010 são boas. Fato é que o crescimento progressivo do número de pessoas empregadas faz a renda domiciliar subir e assim promove ascensão social, elevando o consumo de alimentos que antes não chegavam à mesa de muitas famílias baianas. Com a ascensão social, muitos consumidores passaram a integrar as classes B e C. Além disso, melhorou o consumo nas faixas mais baixas. As mensalidades das escolas técnicas e faculdades estão mais acessíveis, assim os jovens e todos que desejam estudar e aprofundar os conhecimentos devem aproveitar esta boa fase. No bojo de tudo cresce também o consumo de bens duráveis como televisão, geladeiras, motos, automóveis e outros.

Entre tantas notícias favoráveis, a Petrobrás anunciou a descoberta de óleo novo em poço de petróleo que estava desativado há 45 anos. O poço está localizado no Município de Alagoinhas e vai produzir 350 barris de petróleo por dia em campos terrestres. A notícia e a exploração chegaram em boa hora e com isso vai incrementar o número de empregados diretos e indiretos na região. Tudo isso junto com os demais fatores positivos fazem girar a economia do nosso Estado da Bahia, aumentando a quantidade de pessoas empregadas e melhorando os salários, que é isso mesmo o que todos nós desejamos.

 

Boas oportunidades de empregos

25/01/2010

Pesquisa realizada pela Agência Manpower coloca o Brasil em 2º lugar na geração mundial de empregos.

O ânimo tomou conta dos brasileiros para o ano 2010. Conforme declarações de especialistas em RH, a crise financeira internacional está se despedindo. 2009 foi um período difícil no mercado de trabalho, apresentando melhora significativa apenas no final daquele ano.

Aqui no Brasil o consumo interno foi o elemento propulsor que não deixou o nosso país mergulhar fundo na recessão. O ano 2010 chegou com boas perspectivas, trazendo otimismo para todos, principalmente para os jovens profissionais que estão à procura de emprego. Aliás, há bastante tempo que passou aquela fase em que diziam que o brasileiro não gosta de trabalho, gosta é de emprego. Agora as pessoas encaram as diversas atividades com seriedade e interesse. Mesmo ou até no serviço público cada funcionário se interessa em dar caráter profissional às suas atividades, tornando-se não apenas um funcionário público, mas sim um profissional competente e honrado na área em que atua. Todo ano as faculdades e as escolas técnicas “despejam” no mercado de trabalho milhares de profissionais recém-formados. Todavia as perspectivas são boas. As empresas brasileiras estão se fortalecendo e se expandindo a cada ano. Muitas empresas do Brasil fazem parte do elenco dos 50 maiores grupos empresariais do mundo. Hoje temos muitas empresas indústrias, comerciais do varejo e prestadoras de serviços atuando de modo positivo no Brasil e no Exterior. Os empresários estão focados no desenvolvimento e crescimento de suas empresas, sejam com suas próprias idéias e tecnologias, sejam com incorporações e fusões ou através de parcerias com outras empresas nacionais ou estrangeiras. A sugestão para todos os que aspiram um bom emprego é a seguinte: “faça um bom curso técnico ou superior na área de sua preferência e vocação. Seja esforçado nos estudos, faça pesquisas na sua área de atuação. Se possível faça pós-graduação ou mestrado”. É isso aí. Tudo feito com esforço e interesse vai fazer de você um profissional de sucesso. Há poucos dias atrás eu estava assistindo a um programa de entrevistas na TV Recod e o entrevistado, ao responder uma pergunta disse as seguintes palavras: “Estamos diante de um ciclo de prosperidade econômica com ótimas oportunidades de trabalho num mercado em expansão”. As indústrias estão interessadas em atender o mercado doméstico. A demanda está em alta. Realmente, mesmo sendo ações diretas do governo federal, como salário-desemprego, bolsa-família, auxílio-pesca, ajuda para agricultura familiar e outras ajudas governamentais, o fato é que estamos presenciando uma melhor distribuição de renda em todas as regiões do país, proporcionando um poder aquisitivo melhor e fazendo girar a engrenagem do progresso. Compete agora aos empresários, grandes e pequenos (até os pequenos comerciantes, do varejo, indústrias, e prestação de serviços da nossa cidade) exercerem o papel de empreendedores e com a sabedoria que o momento exige. De acordo economistas, não é bom a concentração de lojas de varejo num mesmo ramo de atividades dentro de um Município. Os consumidores aproveitam e pulverizam suas compras. A concentração e a grande competição favorecem apenas o lado do consumidor. Sabe-se que um negócio é bom quando é bom para as duas partes (comprador e vendedor). A concentração provoca queda nas vendas, e essas não conseguem alcançar um volume suficiente para produzir resultados satisfatórios para manter os projetos do lojista.

Apesar dos obstáculos do percurso estamos diante de um ciclo de vantagens para quem procura emprego, seja em Brasília, São Paulo, Salvador ou aqui mesmo em Bom Jesus da Lapa. A economia brasileira aquecida criará mais de 1.200 mil empregos formais. Essa é a estimativa do diretor do Centro de Pesquisas Sociais da FGV. Provavelmente aí estão inseridas as vagas que serão preenchidas no serviço público pelos candidatos vitoriosos nos concursos, mais de 120 mil em todo o País. Por outro lado, cabe aos jovens estarem prontos para atender as exigências do mercado de trabalho. As oportunidades de trabalho podem estar aqui mesmo no Estado da Bahia, ou ainda bem localizadas aqui na nossa região ou no Município de Bom Jesus da Lapa. Os que procuram emprego, mesmo tendo idade de 18 a 60 anos, precisam estar bem preparados para perceber e aproveitar as chances. No ano passado as obras do PAC estavam opacas, desnutridas e fracas. Certamente, neste ano essas obras promovidas pelo governo federal, estarão mais ativas. Outro fator importante é que podemos dizer “agora é a vez do Oeste do nosso Município virar um canteiro de obras”. Essas obras serão tocadas tanto por parte do governo quanto pelos empresários da iniciativa privada e estarão criando muitos empregos.

 

Tragédias do clima

11/01/2010

Nas últimas décadas o clima do mundo inteiro vem apresentando mudanças bruscas e profundas. Não é necessário ser um especialista para perceber. Seca prolongada em determinadas regiões onde antes predominava a freqüência de muitas chuvas. Em outras regiões ocorrem chuvas torrenciais e freqüentes com volume de água bem acima da média histórica. Ainda em outras vem ocorrendo tornados (fortes redemoinhos) com maior freqüência e maior intensidade, trazendo preocupação para os governantes e para os moradores dessas regiões. Em outras partes do mundo a grande preocupação é com os incêndios que devastam florestas inteiras. As pessoas ficam perguntando umas às outras: por que tantas tragédias? A resposta não é fácil nem simples.

Desde muitos anos os cientistas percebem que os recursos naturais vêm sendo explorados de maneira inadequada, produzindo resultados desastrosos para o clima. Fala-se muito em violência. Agressão ao meio-ambiente é uma forma de violência. Aqui no Brasil foram muitas as tragédias causadas pelo excesso de chuvas em Santa Catarina. No estado do Sul, a região de Blumenau com Itajaí foi a mais atingida. Nessa ocasião o povo do Brasil inteiro demonstrou solidariedade, doando roupas, remédios, dinheiro e toneladas de alimentos. Não demorou muito e o Nordeste do Brasil foi atingido pelo excesso de chuvas, principalmente no Piauí, onde as chuvas costumam ser escassas. Açudes transbordaram e romperam as barragens, inundando vilas, plantações e deixando um rastro de destruição. Novamente o povo brasileiro se uniu para ajudar as vítimas das enchentes. Na virada do ano 2009 / 2010 as chuvas de verão provocaram estragos em Agra dos Reis-RJ, onde morreram soterradas 46 pessoas. Com o transbordamento dos rios as cidades e povoados foram inundados. Assim enfraqueceram a fundação das construções fazendo-as desabar. No Estado de São Paulo, tanto a capital, como cidades do interior têm sido palcos de grandes tragédias pelo transtorno do clima. Na grande São Paulo a água invadiu os bairros Jardim Pantanal, Jardim Romano na zona leste e parte do Município de Osasco. O mais grave ocorreu no litoral norte do Estado. Em São Luiz do Paraitinga o nível do rio subiu mais de 5 metros e invadiu a cidade deixando a delegacia, casas e prédios históricos submersos. A Igreja Católica Matriz, construída no século IXX, nos tempos áureos das lavouras de café, não suportou a invasão das águas, ruiu e tombou por terra. Engenheiros e urbanistas dizem que isso ocorre pelo uso irregular dos terrenos. Para evitar o caos é necessário que seja feita uma forte revisão das leis do uso do solo.

Muitas pessoas perguntam: “E agora, o que fazer?” Para mostrar esperança dizem: “Onde há erro, há conserto”. As autoridade e governantes do mundo inteiro são coniventes com esta situação. Os problemas decorrentes das alterações climáticas ocorrem não só no Brasil, mas também em todas as partes do mundo. Agora mesmo a Austrália está sofrendo com grandes incêndios florestais causados pela estiagem prolongada acompanhada de forte onda de calor. A China e a Índia estão enfrentando temperaturas baixíssimas como nunca houve. Em Nova York, nos Estados Unidos, em certa época do ano no verão, morrem pessoas por causa do calor com temperatura acima dos 40 graus cent. No tempo do inverno, como no final de dezembro, morrem pessoas vítimas do frio intenso. Portanto é um grande desequilíbrio. O que poderá ser feito diante de tanta variação do clima? Os desmandos e estragos foram causados pelos países ricos e industrializados. A situação chegou a esse ponto devido a um conjunto de fatores. Começa com as barbeiragens administrativas dos governantes, mais a ganância de empresários inescrupulosos e desonestos, mais a ingenuidade da população mundial, que queria apenas o emprego, sem se importar com o futuro de suas gerações. Hoje o que vemos é a destruição de patrimônios públicos e privados e o surgimento de mais doenças, acarretando mais despesas para o setor público.

Os países ricos e as nações em desenvolvimento têm esboçado apenas boa vontade para mudar a situação. Tudo não passa de boa vontade. A China atualmente é o país que mais polui a atmosfera. A Conferencia Mundial do Clima foi realizada em Copenhagen, na Dinamarca, que é um país famoso pela alta produtividade na agricultura e tem 75% das terras bem aproveitadas. Foi nesta capital que estiveram reunidos técnicos, ministros, chefes de Estados e seus assessores durante 2 semanas de negociações e muita expectativa para encontrar uma solução para reduzir a emissão de CO2 e diminuir a velocidade do aquecimento global. A Conferência do Clima terminou no dia 18 de dezembro passado, da forma como os jornais de todo mundo estamparam: “cara de fracasso”. No final firmaram pequenos acordos políticos, sem alcançar os objetivos iniciais. Pelo fracasso dessa conferência fica comprovada a pouca vontade dos países ricos em ceder e aceitar acordos para melhorar as condições climáticas do mundo.

Ajuste seu orçamento para 2010

04/01/2010

A virada do ano pode não ser só alegria. Ao longo do ano 2009 muitas coisas aconteceram. Muitas providências foram tomadas no andar da carruagem da economia brasileira. Houve movimentação nos preços praticados pelo comércio mundial, motivada principalmente pelos reflexos e estragos da crise financeira internacional, que começou nos Estados Unidos. Até agora aquele país sofre e se debate com os problemas iniciados com os créditos podres do setor imobiliário. Aqui no Brasil a maior parte da indústria e também do comércio varejista sofreram as conseqüências. O governo do Brasil tomou medidas com o objetivo de conter os reflexos negativos. Isentou ou reduziu alguns impostos de muitos produtos, esticou os prazos dos débitos fiscais e dos empréstimos oferecidos pelos bancos oficiais. Contudo, é normal ajuste de preços no primeiro mês de cada ano. Portanto é bom tomar cuidado. Após as festas de natal e fim-de-ano o consumidor já começa a sentir os apertos financeiros por causa do excesso de despesas e compras a prazo feitas em dezembro, comprando presentes e até produtos supérfluos para a sua própria casa. Agora em janeiro chega o tempo de começar a pagar. Muita coisa foi comprada por impulso e influências das propagandas da televisão. Portanto, faz-se necessário economizar para enfrentar os reajustes de preços neste novo ano.

Levantamento feitos por órgãos governamentais indica os setores que terão seus preços aumentados em maior ou menos grau. Alguns reajustes ficarão abaixo da inflação do período. Outros, no entanto, ficarão bem acima. Todo aumento de preço traz aperto financeiro para o bolso do consumidor. Prepare-se. Os preços administrados, autorizados pelo governo são os mais terríveis e funcionam como um elevador, levando os preços dos demais produtos lá para cima. Os aumentos de preços atingem mais a área dos produtos básicos e indispensáveis, como gêneros alimentícios, educação, higiene pessoal e a área da saúde com medicamentos e seus famosos planos de saúde, os quais em 2010 vão ter fortes aumentos. Outro setor que vai influenciar bastante é o vestuário. As despesas com habitação ou moradia não irão influenciar tanto, pois os aluguéis terão reajuste de acordo com IGPM. As prestações pela aquisição da casa própria terão reajustes menores em função das mudanças no critério da contratação do seguro embutido na prestação. As mudanças aconteceram porque o Conselho Monetário Nacional tomou a decisão de ampliar a concorrência entre as empresas de seguro habitacional. Essas mudanças deverão fazer a prestação baixar de 10% a 12%.

Tomando por base um levantamento realizado pela LCA Consultoria, entre os produtos que terão alta considerável, os alimentícios terão destaque. A tendência da maior parte destes produtos é ter um reajuste maior que a inflação. Por exemplo, uma cesta básica que em Salvador, aqui na capital do nosso Estado, custava em dezembro cerca de 205 reais, deverá pular para 227 reais em novembro do próximo ano, com amento acima de 10%. Por causa da crise internacional as encomendas de matérias primas diminuíram, ocasionando baixa nos preços finais. Isso pode ser por pouco tempo, até a recuperação da economia dos países desenvolvidos. Em 2010 com a retomada do desenvolvimento e aumento da demanda, os preços tendem a subir acima da inflação. Os produtos agrícolas tendem a ficar mais caro desde o produtor rural até à mesa do consumidor. Haverá aumento de preços do adubo, das máquinas, e da mão de obra para a colheita e transporte. As despesas com educação, mensalidades das faculdades, pós-graduação, custo dos livros e material escolar, tudo causa aperto financeiro no bolso do consumidor. O presidente do SINEPE-BA, Natalício Dantas, afirma que o aumento deverá ficar entre 6% e 8%. Quando um representante de sindicato faz esta projeção, pode-se considerar 2% a mais. Outro fator relevante que deverá ajudar a levar para cima a taxa de inflação é o aumento do IPTU, que é um imposto municipal. Na média dos Municípios da Bahia, o reajuste deste imposto deverá ser de 9% para imóveis residenciais e 14% para imóveis não residenciais. Portanto é um aumento espetacular! Veremos, mais pra frente, como ficará este imposto aqui no nosso Município. É oportuno lembrar que todo aumento de imposto e taxas no comércio ou indústria será descarregado no preço dos produtos e contribuirá para o aumento da inflação. As altas taxas dos impostos têm gerado protestos de consumidores e empresários. Os aumentos exagerados podem gerar contendas com processos judiciais. O IPVA vem aí. É outro imposto que maltrata o contribuinte. No entanto poderá ter um aumento menor em 2010, esta é a opinião dos auditores fiscais da Bahia. Em todo caso é preciso economizar e ficar prevenido. Os desembolsos devem ser direcionados para a compra ou reforma dos chamados “bem de raiz”, como uma casa, um sítio.

 

É tempo de Natal

28/12/2009

As propagandas e anúncios comerciais das lojas fazem fortes apelos para que as pessoas entrem no clima do natal. Mas o que é o natal?

Que é tempo de natal todo mundo sabe. Basta observar que a partir do dia 1º de dezembro, todos os anos, as emissoras de rádio, televisão e os jornais impressos começam a apresentar propagandas relacionadas com as festas do natal que se aproxima. Uma das propagandas mais atrativas e que despertava a atenção de crianças e adultos era a da Varig nos bons tempos daquela empresa. Os jornais impressos estão cheios e até com encartes de propagandas bem feitas, bonitas, coloridas e até apelativas concedendo descontos e outras vantagens para quem comprar tais ou quais produtos. É a face comercial do natal que as lojas e as indústrias apresentam. Para muitas pessoas o natal é simplesmente uma época para dar e receber presentes, como por exemplo, uma camisa, uma gravata, uma garrafa de vinho, um CD, etc. Para outras pessoas o natal é simplesmente uma data apropriada para demonstrar alegria, solidariedade, fraternidade, apertos de mão e abraços. E para você prezado leitor? O que significa o natal para você? Praticar a solidariedade com certeza é uma atitude importante. A solidariedade não tem fronteiras. Ajudar os necessitados é sempre oportuno. Ajudar alguém sem olhar a quem, esse deveria ser o lema de cada pessoa. Conheço um hino cujo refrão ou estribilho diz o seguinte: “Sim, ajuda hoje a alguém; demonstra-lhe amor também! Remove o temor e promove o amor, oh, sim, ajuda hoje a alguém”. A ajuda pode ser direta ou indireta através das várias instituições existentes em nossa cidade de Bom Jesus da Lapa. Sabemos que a Igreja Adventista da rua Hermes de lima, no bairro São Gotardo, distribuiu muitas cestas básicas para viúvas e família carentes previamente cadastradas. Certamente outras organizações aqui da cidade fizeram algo semelhante.

A data exata do nascimento de Jesus ninguém sabe ao certo. A Bíblia e os livros da história universal não mencionam o dia exato. Nos primeiros séculos da era cristã o natal era comemorado no dia 6 de janeiro por causa das festas de epifanias, festas dos santos reis no calendário católico. Já foi comemorado no dia 25 de março. O Papa Júlio I (337/352) mudou a data e escolheu o dia 25 de dezembro, cristianizando a festa “Natale Solis Invicti”, (nascimento do sol invencível). Esta data no último mês do ano permanece até hoje. Foram enchendo o natal de símbolos e fantasias. Por exemplo, acredita-se que a árvore de natal é uma mera tradição e foi agregada às festas natalina na Alemanha em 1530 para alegrar o ambiente e mostrar que o natal é vida. A figura ou boneco Papai Noel é outra simples tradição. A figura do bom velhinho passou a fazer parte das festas de natal por inspiração baseada na vida de um bispo católico chamado São Nicolau, nascido na Turquia em 280 DC. Nos Estados Unidos o velhinho é chamado de Santa Claus. As velas são símbolos criados nos países nórdicos (norte da Europa). Hoje em dia as velas são substituídas por lâmpadas, tipo pisca-piscas.

No início deste texto foi feita uma pergunta, que foi a seguinte: O que significa o natal para você? A Bíblia, que é o livro-base dos cristãos, informa que nos dias do rei Herodes (há 2 mil e nove anos passados) uma estrela brilhou de forma espetacular nos céus de Belém da Judéia. Jesus Cristo, o messias (prometido) estava chegando e nasceu da virgem Maria. O nascimento de Jesus em Belém foi predito centenas de anos antes. O profeta Miquéias, que foi contemporâneo de Isaias, registrou no seu livro o seguinte: “E tu Belém, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, deste a eternidade”. (Miq. 5: 2) A Bíblia e muitos historiadores antigos e modernos não negam a verdade do milagre do nascimento de Jesus. Ela nos informa que Jesus nasceu na plenitude do tempo, conforme está escrito na carta de S.Paulo aos gálatas cap. 4:4. Por que plenitude do tempo? Vejamos alguns fatos: a população mundial daquela época estava sob a influência política de Roma; as estradas eram muitas e iam de Roma a todas as partes do império. O correio já existia e facilitava a correspondência no vasto império; o grego era a língua amplamente falada. Haviam outros fatores determinantes que indicavam a plenitude do tempo.

Para o mundo o natal é lindo e cheio de luzes e encantos. Infelizmente muitos não percebem o príncipe, que é Jesus. Para muitas pessoas o natal é apenas barulho, comércio, bebidas, ressaca e tradição. Para outros é alegria, esperança, fé e salvação. Muitas pessoas consideram o natal apenas como um feriado, um dia bom para passear e ver um filme. O natal é infinitamente mais que isso. A diferença está em quem comanda a vida da pessoa. Jesus é o motivo do natal. Há sempre uma porta aberta para a vitória. Encontre você também o verdadeiro motivo do natal.

 

Boas perspectivas para 2010

21/12/2009

O governo federal garante que a inflação estará sob controle.

O novo ano se aproxima e são boas as perspectivas. No próximo ano teremos eleições a nível nacional. Estaremos renovando as lideranças políticas do Brasil. Serão eleitos novos dirigentes políticos dos poderes executivos: federal, estadual e das câmaras legislativas. Esta renovação é importante não só no sentido de consolidar o processo democrático, mas também para aumentar a confiança dos investidores neste nosso vasto país, que tem possibilidades ilimitadas. As eleições significam oportunidades para os eleitores exercerem o direito de cidadania e jogar para fora da política os elementos corruptos que infestam os poderes. Percebe-se que os corruptos, os aproveitadores, nos cargos de confiança estão em toda parte. Será que todos merecem confiança? A expectativa de cada brasileiro é grande no que se refere às melhorias das condições de vida. A esperança existe.

Em todos os períodos de eleições depositamos forte esperança nos candidatos. Todas os brasileiros desejam que de forma sustentada e crescente que haja crescimento da economia, em todas as regiões do Brasil, inclusive aqui no nosso interior da Bahia. A expectativa dos economistas e analistas do mercado é que nosso país terá um ano com destacado crescimento econômico. É bem verdade que os efeitos da crise internacional atingiram o Brasil e conforme dados do IBGE o PIB brasileiro no último trimestre cresceu menos do o esperado. No entanto, economistas dos Estados Unidos e da Alemanha apontam o Brasil como um país com fortes atrativos para os investimentos estrangeiros. O mundo todo, principalmente o bloco dos países desenvolvidos, está interessado em saber mais sobre o Brasil. Estão interessados em saber mais sobre as potencialidades, sobre o aumento do consumo e sobre as faixas de pessoas economicamente ativas e querem também conhecer mais de perto o perfil e a capacidade do consumidor brasileiro. Com os detalhes dessas possibilidades nas mãos os investidores estrangeiros pretendem direcionar fortes investimentos para nosso país. Entre os países que compõem o bloco chamado BRIC, o Brasil é o país que oferece melhores perspectivas a médio e longo prazo. A população em geral nutre o desejo de ter mais dinheiro no bolso para comprar mais produtos.

Este desejo é antigo, mas para algumas pessoas esse desejo nunca se materializa, fica só no desejo. Por que será? Daqui pra a frente, de acordo com estudos e análise de economistas famosos, existem razões para os brasileiros demonstrar otimismo e confiança no futuro. Pesquisas feitas pelo governo federal, outras feitas pelas universidades, pelos sindicatos e pelas associações de empresários indicam que a conjuntura mundial é favorável. A brisa da economia mundial está em franca recuperação e vão se movimentar favorecendo o desenvolvimento econômico do nosso país. Haverá aumento do emprego e renda e consequentemente aumentará o consumo, que por sua vez faz girar a engrenagem do progresso.

Conforme projeções de agências e institutos de pesquisas internacionais e consultoria macroeconômica, o volume de vendas no varejo vai passar de 100 bilhões em 2009 (logo após o fechamento do movimento de dezembro serão divulgados os números finais). Esse montante será bem superior ao que aconteceu em 2008. Para 2010 espera-se um volume superior a 125 bilhões. Apesar da crise internacional, crise que começou e foi mais forte nos Estados Unidos, as exportações brasileiras estão se recuperando e vem mostrado bom desempenho. O pré-sal é um grande patrimônio. A exploração dos poços de petróleo será complementada e colocada em operação trazendo boas encomendas para a indústria naval com a encomenda de plataformas, barcos e outros equipamentos. É bom lembrar que o vigor da nossa economia é motivado mais pela força do mercado interno.

O governo federal garante que a inflação estará sob controle, a produção vai crescer para atender à demanda, a economia mundial lentamente vai tomando o rumo certo, etc. Pela experiência nós sabemos e o governo recomenda: não se pode ter esperança exagerada, pois o crescimento sustentado depende dos investimentos crescentes e continuados. Com tanto otimismo os trabalhadores em geral, tanto os da zona urbano como os da zona rural, vão aumentar o seu poder de compra e irão às lojas e supermercados para comprar mais. A parte do governo (seja governo federal, estadual ou municipal) é investir em infraestrutura estradas, escolas hospitais, saneamento básico, etc. É necessário facilitar o ingresso de investidores no setor produtivo acabando com os entraves burocráticos. Além desses procedimentos existem dois ingredientes fundamentais e indispensáveis, que são: honestidade e inteligência. As perspectivas para o nosso Estado da Bahia também são otimistas. A Ford, na última visita do presidente Lula a Salvador, assinou documentos e vai ampliar a fábrica de automóveis e gerar mais de mil empregos diretos. O governo estadual contabiliza e afirma que serão instaladas novas indústrias em Jequié, Conquista, Barreiras e outras cidades. Feira de Santana é a estrela na preferência dos empresários. É bom o leitor ficar bem alerta. Existem boas razões para o otimismo. Por outro lado o início do ano começa com vários reajustes de preços autorizados pelo governo.

 

Corrupção em alta

É vergonhoso dizer, mas a corrupção está em alta. É insuportável o que acontece entre os políticos brasileiros. Parece até que a corrupção virou moda.

Corrupção é a prática de atos ilegais e injustos. A lei brasileira tem punição rigorosa para combater esses atos. No entanto a corrupção está em alta. Se tivéssemos um termômetro ou um instrumento adequado para a medição dessa prática nefasta que causa desgraça, desmoraliza e corrói o poder público (seja federal, estadual ou municipal), tal instrumento nos mostraria que a corrupção no Brasil está crescendo. Certamente ela existe em outras nações, mas a nós nos interessa expulsá-la do Brasil. Falar ou escrever sobre corrupção não é um tema agradável. A corrupção atinge a todos. Atinge em cheio os políticos, principalmente os que estão em pleno exercício do poder, colocados lá pelo seu e pelo meu voto. Aqui cabe uma pergunta: por que a corrupção está em alta, quando deveria estar em viés de baixa? Esta semana eu estava lendo o jornal “A Tarde” e deparei-me com um título que muito me chamou atenção, escrito pela jornalista Dora Kramer, que foi o seguinte: “transgressão continuada”. Ao ler este título me lembrei de um verso bíblico que está na 2ª carta de S. Paulo a Timoteo cap. 3 que trata da extrema corrupção dos últimos tempos: “Nos últimos dias os homens serão avarentos, presunçosos, corruptos, profanos”, e por aí vai. É exatamente o que podemos perceber. Parece que virou moda, virou conduta normal um político participar de atos corruptos. O combate à corrupção parece com a ação de alguém que vai matar uma cobra venenosa e dar poucas pauladas, bem de leve, sem matar a cobra. Rui Barbosa, nosso grande conterrâneo, disse que “de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos de homens corruptos, o homem moderno chega a ponto de ter vergonha de ser honesto”. Não passa de três meses que assistimos a confusão, o desmando e os conchavos do governo com sua tropa de choque e conseguiram impedir a votação e a criação de uma CPI para conseguir acabar com os chamados atos secretos do Senado. Os lideres do governo levaram a bancada governista a analisar outros projetos. Os atos secretos significam contratos de empregados e de empresas prestadores de serviços de forma nebulosa com vantagens pessoais ou partidárias e pouco ou nenhum proveito para a nação. Agora nestes últimos dias tomou conta dos meios de comunicações, da televisão, jornais, rádios, Internet as notícias da corrupção verificada no governo do Distrito Federal. As notícias com atos de corrupção envolvem de modo muito forte o nome do governador José Arruda, deputados e assessores a serviço do governo do Distrito Federal. Os jornais de Brasília e de todos os Estados informam que gravações com autorização judicial mostraram a partilha do dinheiro produzido por atos de corrupção. Transcreveram as cenas e a conversas dos políticos, com nomes de deputados distritais. Tudo aconteceu com pessoas integrantes do alto escalão do governo de Brasília. Ainda tiveram a ousadia de fazer sinais formais de religiosidade. A bancada dos Democratas DEM se reuniu para decidir o que fazer com o governador, dentro do partido, após as denúncias de corrupção. Antes de tomar medidas extremas o partido resolveu dar um prazo maior para a defesa dos acusados. A televisão e os jornais mostraram cenas que envergonham qualquer pessoa de bom senso e patriotismo. O esquema do “mensalão de Brasília” é um esquema escandaloso. Cada um dos envolvidos procura dar desculpas esfarrapada para enganar os investigadores. A versão da Polícia Federal contradiz as justificativas dos envolvidos. Eles escondiam o dinheiro nas bolsas, nas cuecas, nas meias. Na pressa e no nervosismo qualquer lugar estava bom para esconder o dinheiro. O povo está horrorizado. O DEM se mobilizou e depois de várias reuniões a executiva nacional do partido decidiu dar um ultimatum ao governador Arruda, submetendo-o a uma expulsão do partido. O povo brasileiro precisa saber como vão ser punidos os corruptos que ficaram com o dinheiro dos impostos que deveriam ser empregados na construção de estradas, escolas, hospitais e outras necessidades sociais. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dr, Gilmar Mendes, é de opinião que os bens dos acusados fiquem indisponíveis, pois se trata de um caso gravíssimo. Já existem 9 pedidos de cassação do mandato contra o governador. Percebemos que a corrupção está invadindo e contaminando os partidos e todos os agentes políticos. A corrupção não está instalada só em Brasília. Ela está também nos Estados e Municípios. Em seis cidades baianas (Paulo Afonso, Jeremoabo, Glória, Chorrochó, Cel. João Sá e Macururé) a Polícia Federal prendeu mais de vinte pessoas. Entre essas pessoas estão quatro vereadores e vários servidores do INSS. Todos acusados de fraudes. Constantemente estamos ouvindo notícias informando que em São Paulo e Rio de Janeiro existem quadrilhas que forjam e vendem atestados médicos. Sentimos que está na hora de elaborar leis justas e de pessoas honestas no exercício do poder.

 

Construindo uma nação digna

O Brasil é um país de liberdade e chances para todos. De forma lenta, porém progressiva, os afro-descendentes estão galgando posições de nível superior e ocupando posições de prestígio em todas as áreas, inclusive na política.

Hoje é dia de manifestações sociais com o objetivo de tornar este país uma nação digna e honrada. Esse é o desejo que está no coração e no pensamento de todos os brasileiros. Precisamos chegar a esse nível. Hoje estamos comemorando o “Dia da Consciência Negra”.  A idéia é relembrar e comemorar a saga vivida por Zumbi dos Palmares, que simboliza a luta do povo negro do Brasil em busca da tão almejada igualdade de deveres e direitos. Na verdade todos os brasileiros (pode ser que exista exceção) desejam e lutam por dias melhores. As lutas são grandes e intensas. As pessoas são corajosas, valentes e determinadas para subir a rampa da montanha e ultrapassar as dificuldades, vencê-las e conquistar a vitória. É como se fosse uma grande montanha para escalar até o topo e lá em cima hastear a bandeira da vitória.

O dia 20 de novembro é feriado em alguns Estados do Brasil. É feriado também em alguns Municípios da Bahia. Muitos brasileiros simplesmente aproveitam o feriado para o lazer, tomar banho de sol na praia, passear e bater papo com os amigos.  Outros, no entanto, aproveitam a data para fazer reuniões e refletir sobre a situação em que ainda vivem muitos de nossos conterrâneos de pele negra. As reuniões são meios   indispensáveis para descobrir e utilizar instrumentos com o objetivo de melhorar o nível de vida e fazer com que milhares de brasileiros tenham uma vida digna dentro da grande nação brasileira. A nossa nação não é formada só por pessoas com a pele de cor clara descendentes de portugueses.  O território que hoje tem o nome Brasil (já teve outros nomes) foi descoberto por acaso pelos portugueses capitaneados por Pedro Álvares Cabral em 1500.  Não fosse esse “acaso”, as chances maiores  seriam dos espanhóis chegarem  a esta terra primeiro, provavelmente no mesmo ano de 1500. Talvez você, leitor esteja indagando, dizendo:  e daí?  Qual seria a diferença, se as duas nações aventureiras, Portugal e Espanha,  começaram a trazer escravos da África para aqui trabalharem e produzir riquezas para suprir as sedes dos impérios?  Fosse a Espanha que descobrisse o Brasil, que diferença faria? É verdade que não teria muita diferença.  Talvez a diferença mais profunda fosse a língua e assim estaríamos hoje falando e escrevendo em espanhol. Nada mais!

Qualquer pessoa, brasileira ou não, interessada em fatos históricos, sabe que tivemos no passado muitos brasileiros ilustres que usaram a sabedoria e o intelecto realizando movimentos políticos contribuindo para que o nosso país tomasse a direção do progresso social e econômico. José do Patrocínio foi um desses homens  brasileiros ilustres. As lideranças atuais nas comemorações desse dia da “Consciência Negra” pouco se lembram desses movimentos. Preocupam e se envolvem mais com temas e apresentações folclóricas e por esses motivos muitas vezes se desviam do rumo certo. O carnaval e outras festas de característica afro-descendentes beneficiam e exaltam mais os de cor clara. Na verdade existe uma forte exploração pelos de cor clara aproveitando o tema carnaval. Todavia, o Brasil tem dado grandes passos no sentido de alcançar a igualdade e melhorias das condições de vida para todos. Há 35 anos, eu ainda era solteiro e morava no Rio de Janeiro. Naquela época eram poucos os negros ocupando posições-chaves na direção do Brasil. Ao entrar numa agência bancária podiam ser vistos poucas pessoas de cor negra ocupando posições no setor administrativo. Ver dirigindo um automóvel próprio era coisa rara.  Hoje tudo é diferente. É diferente para melhor. Por exemplo, quando entramos numa loja, num banco, numa repartição observamos um grande número de pessoas de cor negra ou morena ocupando funções importantes. Há pessoas que estão ocupando cargos simples. Encontramos também muitas pessoas ocupando cargos de chefia. No Brasil temos muitos e fortes empresários de cor negra. No Rio de Janeiro, naquela época havia duas grandes empresas, a Condugel e a Plastigel, que eram dirigidas por negros. Eram pessoas de grande respeito perante a sociedade carioca. Outro grande empresário negro ligado ao setor educacional foi o Dr. Souza Marques. Se andarmos um pouquinho mais, indo até onde estão os políticos, vamos perceber que fica patenteada a participação de pessoas com a pele negra ou bronzeada. Observe quantos senadores, quantos deputados, prefeitos e vereadores estão em pleno exercício do poder. Estão lá no topo exercendo a função pública. Um dos primeiros governadores nestas condições foi Alceu Colares, do PDT do Rio Grande do Sul. Fica comprovado que o Brasil é um país de liberdade e chances para todos. De uns trinta anos para cá o governo federal escolhe, nomeia e dá posse de pessoas afro-descendentes como seus ministros.

Percebemos que o preconceito tem diminuído lentamente, é verdade. Está bem diferente do que era há 30 anos. Por outro lado, percebemos que  ainda existe muito espaço a ser preenchido para  atingir a tão almejada igualdade neste país. Ainda encontramos muitas injustiças. Na média a renda das pessoas negras continua baixa. Queremos construir uma nação próspera e digna também no plano social. O Brasil é um país de todos, esses é o lema do governo federal.

 

Corrupção em toda parte

A corrupção dentro do governo dificulta a realização de bons serviços na área social para a população. Quanto mais corrupto for um Município, piores serão os resultados com o desenvolvimento, com a saúde e com a educação do seu povo.

Há muitos temas interessantes para uma boa reflexão. O tema em epígrafe não é interessante nem simpático, mas de uns meses para cá é uma tema que passou a ocupar as manchetes dos meios de comunicação, principalmente dos jornais impressos e dos canais de televisão. Basta ligar a TV em programas especiais ou nas chamadas TVs News (canais de notícias) para se saber a evidência deste assunto que é considerado como uma grave doença na vida nacional. A corrupção está presente não só nos órgãos governamentais, mas também nas empresas privadas. Fica bem claro que as pessoas simples e os administradores públicos honestos, que procuram andar na boa conduta, passam longe e bem longe dos corruptos. Há poucos dias que nesta coluna escrevemos sobre a corrupção no caso do ENEM. Não faz muito tempo que ficamos saturados e até enjoados quando vieram à tona os casos ligados ao “mensalão” com José Dirceu, Délúbio e muitos outros políticos famosos. Não demorou muito tempo e vieram à tona os casos escandalosos dos chamados “atos secretos do Senado”. Parece que é muito difícil ou impossível separar políticos da corrupção. A sabedoria popular diz que dentro dos governos, sejam repartições municipais, estaduais ou a nível federal, existem órgãos ou secretarias que precisam ser mais vigiados. Dizem por aí que os concursos públicos e a contratação de obras com empreiteiras são os setores onde existem mais possibilidades de brechas.

Recentemente os telejornais noticiaram que o Ministério Público Estadual da Bahia (MP-BA) deu informações sobre um suposto cartel composto por empresas que estariam modificando autorizações para os serviços com a preparação de concursos públicos para Prefeituras do interior do Estado. De acordo com o jornal “A Tarde”, se os termos da denúncia perante o MP-BA forem confirmados, poderão ser anulados vários concursos. A imprensa tem divulgado atos de corrupção por todo o território nacional, incluindo o nosso querido Estado. Há casos até engraçados, quando informam que em 2008 uma pessoa analfabeta foi aprovada em concurso público municipal. Em outro Município a esposa do prefeito foi aprovada em 1º lugar e logo foi chamada. Parecem estórias contadas nas portas de botequins. Você conhece aquele ditado popular que diz: “onde há fumaça, há fogo”? Os Municípios da Bahia são detentores de altos índices de corrupção.

Pelo menos nos anos 2002 a 2005 foi isso que aconteceu, conforme dados da CGU-Controladoria Geral da União. Esse órgão não considera o volume de dinheiro desviado, mas sim a quantidade de registros dos casos. A corrupção é um grande mal que gera prejuízos para todos, tanto para governantes quanto para governados. A corrupção produz prejuízos até para os corruptos e corruptores deixando-os mal acostumados. Rui Barbosa, nosso grande conterrâneo ironizou tudo ao dizer: “De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver o poder nas mãos dos maus, .... o homem moderno chega a ter vergonha de ser honesto”. Pessoas que foram aprovadas em concurso sem o mérito seletivo das notas também estão incluídas neste grupo. O dinheiro produto de atos de corrupção é um dinheiro sujo e não traz benefícios sociais para o bom andamento e o bom atendimento que o serviço público precisa ter. Muitos concursos de órgãos públicos tidos como sérios divulgam os nomes dos aprovados de acordo com critérios da boa avaliação, deixando as pessoas aprovadas na expectativa de serem chamadas para o preenchimento das vagas. Os aprovados esperam, esperam, e por vezes o relatório dos aprovados entra em processo de caducidade. É por isso que muitos concursos públicos caem no descrédito, perde a confiança perante a população que, em última instância, é o interessado e o responsável por ter colocado no poder o prefeito, o deputado, o governador, etc. No mês de setembro eu estava na rodoviária aqui de Bom Jesus da Lapa aguardando o ônibus para Brasília, quando chegou um casal ainda bem jovem e começou a falar sobre esse assunto. Contaram que fizeram concurso para Municípios vizinhos ao nosso, foram aprovados, mas não sabem e não conseguem ter informação sobre quando serão convocados para o preenchimento das vagas. Na semana passada, aqui na Praça do Livro uma jovem foi me contar um segredo e disse que fez o concurso para auxiliar de enfermagem. Ficou muito contente ao saber que foi aprovada. Fiquei muito contente, no entanto até agora não fui convocada, contou. Preciso trabalhar, mas não sei se aguardo ou vou para Brasília procurar um emprego por lá. Para muitos jovens, falar em concurso público é uma piada. No mínimo existe a falta de informação. Ao chegar a uma cidade, qualquer pessoa pode perceber se o Município é desenvolvido e ostenta os resultados de uma boa administração municipal ou se pelo contrário, mostra pobreza e subdesenvolvimento. A Bahia detém os maiores índices e a maior quantidade de casos de corrupção, seguida pelo Maranhão e Alagoas. Sabemos que todas as prefeituras aqui das redondezas são sérias, honestas e objetivas.

 

Apagão inesperado

Apesar da nossa insignificante dependência da usina de Itaipu, o nosso Estado também foi atingido.

Grande parte do Brasil ficou sem energia elétrica. Tudo aconteceu de repente. O “blackout” ou blecaute foi o maior ocorrido no sistema elétrico brasileiro, conforme informações divulgadas pelas TVs canais de notícias. Depois de anos, quando tudo parecia que ia bem, de acordo com pronunciamento da ministra Dilma Roussef, dizendo que o sistema elétrico nacional é seguro, mesmo assim poucas horas depois o apagão atacou. O sistema elétrico falhou. Falhou por alguns motivos óbvios. O inesperado apagão atingiu 18 Estados da federação deixando muitas indústrias, muitos prédios, hospitais, repartições públicas e outras entidades sem energia, completamente às escuras. Atingiu principalmente os Estados do Sudeste, que são altamente dependentes do sistema Itaipú, apesar do sistema interligado. As informações da falta de energia tomaram conta dos noticiários das TVs nos dias 11, 12 e 13. Todo mundo ficou sabendo dos prejuízos materiais e os transtornos com risco de vida para muitas pessoas que estavam sendo submetidas a intervenção cirúrgica. O apagão de repente causou susto e até desmaios em pessoas que estavam em elevadores de edifícios residenciais. Causou prejuízos em fábricas, como aconteceu na Volkswagen, cuja produção foi interrompida e deixou de fabricar 1.200 automóveis, inclusive porque as empresas fornecedoras de peças também foram prejudicadas. Em São Paulo houve interrupção no fornecimento de água em muitos bairros. Foi um verdadeiro caos.

Conforme palavras do ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, tudo começou em Itaberá (interior de São Paulo). Pelas informações do ministro os causadores do curto-circuito nas linhas de transmissão foram raios, muitas chuvas e fortes ventos. A oposição política ao governo aproveita o fato negativo que ocorreu e parte para denegrir a imagem do governo federal e seus ministros perante a opinião pública. A oposição contesta o ministro Edson Lobão e diz que o apagão foi causado por “hackers” que teriam invadido os computadores e afetados todos os equipamentos de controle da empresa bi-nacional Itaipu. Uma coisa é certa: o apagão não ocorreu por falta de chuvas, pois todas as barragens do Brasil estão cheias. A pane no sistema elétrico ocorrida na semana passada foi motivo de notícias em todo o mundo. Além disso, levantou dúvidas entre empresários estrangeiros que pretendem investir dinheiro e abrir indústrias aqui no Brasil, no que diz respeito à capacidade brasileira de gerar energia elétrica e administrar bem todo o sistema energético. Os políticos contrários ao governo estão aproveitando e pretendem apresentar requerimento para convocar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef e o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, para darem as devidas explicações. O conhecido e famoso engenheiro físico brasileiro José Goldemberg, disse que tudo indica que o apagão é o reflexo do gerenciamento do sistema de transmissão de energia para longas distâncias. Disse ainda que o sistema interligado e de longa distância envolve riscos. Dilma Roussef já foi ministra de Minas e Energia e responsável pela modernização do sistema que aí está. Ela está trabalhando e ajudando o presidente Lula, tendo em vista sua própria candidatura à Presidência da República em 2010.

Apesar da nossa pouca dependência da bi-nacional Itaipu, o Estado da Bahia também foi atingido pela pane no sistema de transmissão de energia. O Estado foi atingido em poucas cidades, ainda bem! Foram 63 os Municípios atingidos. Salvador, a capital do nosso Estado não sofreu a falta de energia. Quase cem por cento da energia consumida por nosso Estado vêm do sistema Chesf. A Coelba, empresa responsável pela distribuição no Estado, prontamente tomou as providências e em poucos minutos a energia começou a ser restabelecida nos lugares atingidos. Nestes últimos dias entrou na pauta de discussão das autoridades, dos jornalistas e do povo em geral o que deverá ser feito para melhorar o sistema distribuidor de energia no Brsasil. Aqui na Bahia temos muitos Municípios de pequeno porte onde o fornecimento de energia é de má qualidade.

No Município de Ipupiara a queda de energia é uma constante. Em muitas escolas e lojas chega a danificar ou encurtar a vida útil de computadores. Normalmente nos pequenos Municípios as autoridades são mais “inocentes” ou pacientes até demais. Não reclamam, não vai em busca dos direitos do Municípios, que em resumo são direitos da população. Nas cidades pequenas, não só a energia, mas também os serviços da companhia telefônica são de má qualidade. Colocam equipamentos necessários para sustentar apenas 100 aparelhos de telefones fixos, mas a cidade possui 400, por exemplo. O resultado é que nestes casos o sistema de telefonia está sempre sobrecarregado ou queimam as peças deixando o Município sem comunicação com outras cidades. Já houve casos que pessoas morreram por falta de comunicação com hospitais regionais. Internet banda larga, nem pensar! Mas não é só o problema de energia ou telefonia. Existe a grande questão das estradas, pois estão em situação precária.

O que é necessário fazer diante desta situação? É necessário o governo federal fazer fortes investimentos no setor de energia elétrica e no setor de telecomunicação. É necessário melhorar os serviços, construir mais usinas geradoras de energia, construir usinas nucleares fora do eixo Rio-São Paulo, desconcentrar o sistema que está concentrado em Angra dos Reis-RJ. Nosso país está se projetando como potência emergente e assumindo compromissos internacionais. O Brasil vai sediar os jogos da Copa do mundo e das Olimpíadas. Nosso país precisa continuar no caminho do progresso. Portanto é assunto de urgência o governo dar mais atenção a estes setores.

 

Real, moeda forte e valorizada

Por Saul Ribeiro

O grande desafio para o presidente Lula e para os próximos governantes é manter a estabilidade e crescer em média 4% a 5% ao ano.

O nosso dinheiro completou 15 anos desde o seu lançamento em 1994. Esse foi e continua sendo o mais bem-sucedido plano de estabilização econômica, que controlou a inflação que estava altíssima e galopante como conseqüência de políticas e decisões erradas de governantes anteriores. Em 1994, mesmo com a implantação do Plano Real, a inflação atingiu um índice muito alto chegando a 929% (incrível!). Já em 2008 a inflação fechou o ano em torno de 7% (grande diferença). Ainda não chegamos ao final do ano 2009, mas estima-se que a inflação oficial, pesquisada e calculada por órgãos ligados ao governo ficará próxima dos 5%. Podemos dizer que isso é algo fantástico, quando comparamos com o histórico dos anos anteriores desde a independência do Brasil. Percebemos assim que o nosso dinheiro é uma moeda forte.

Quando lemos a história econômica do nosso país ao longo dos últimos 15 anos e ficamos cientes que naquela época o salário mínimo de 100 dólares era a bandeira defendida por todos os movimentos sindicais. Essa bandeira defendida pelos sindicatos ficou para trás e virou coisa do passado, pois hoje em dia o salário mínimo vale mais de 250 dólares. Portanto mais que dobrou quando consideramos o dólar que é o dinheiro aceito em todos os países da terra. Todavia uma coisa precisa ficar bem claro: o salário mínimo vigente em nosso país não é um salário ideal para se manter uma família de 4 ou 5 pessoas, por exemplo. No entanto, mais de 40 milhões de trabalhadores e aposentados do INSS dependem desse salário, que atualmente é de 465 reais e será reajustado em janeiro de 2010. Nesse período de 15 anos da nossa moeda que é o Real, muita coisa mudou. O salário mínimo passou a ser referência para piso de aposentadorias e benefícios previdenciários. Entretanto a grande mudança é verificada pelo grande número de pessoas que estão tendo acesso aos produtos de consumo imediato e aos bens mais duráveis como televisão, móveis, motos, carros, telefones fixos e celulares, etc. Mais de 60 milhões de pessoas consideradas de baixa renda estão tendo acesso aos produtos e consumo incluindo os alimentícios. Essa realidade tem sido possível devido à estabilidade política e econômica. Aqui mesmo no nosso Município podemos constatar a crescente quantidade de motos, automóveis em circulação. Outro fator que comprova o poder de compra é a grande quantidade de pessoas que possuem uma linha de telefone celular. Isso acontece mesmo nas zonas rurais do Município de Bom Jesus da Lapa. O bom momento do consumo é resultado não apenas da estabilidade da nossa moeda, mas também pela expansão do acesso ao crédito, haja vista o grande e crescente número de pessoa que possuem e fazem bom uso do cartão de crédito. Outro fator que muito tem contribuído para o aumento do consumo é o programa de distribuição de renda do governo federal. Os mais pobres podem contar com essa ajuda financeira. Quando falamos em aumento do consumo queremos dizer poder para comprar produtos que estão na feira, nas lojas e nos supermercados.

Durante as noites, quando assistimos aos noticiários da televisão e programas de entrevistas com professores e comentaristas e analistas de assuntos econômicos, percebemos que o Brasil está vivendo um momento de euforia. Nosso país passou pela crise financeira que abalou as grandes economias do mundo sem sofrer grandes conseqüências. Alguns economistas analistas do mercado dizem que é uma bolha que está permitindo a valorização do câmbio. Podem verificar pelos jornais de qualquer canal de televisão e confirmar. No último dia 27 o câmbio fechou com o dólar custando R$ 1,73 para compra. A tendência é o real ficar ainda mais forte com relação ao dólar, motivado pela grande entrada de dólares no mercado financeiro nacional.

De acordo com os analistas financeiros, os dólares que estarão ingressando no mercado acionário e financeiro em geral, chegarão à soma de 25 bilhões até o final deste ano. Alguns analistas estão chamando esta valorização da nossa moeda de “O Ralli do Real”. Nós aqui do interior, cremos que o Banco Central está vigilante e fazendo o monitoramento diário para evitar altas distorções no fluxo cambial. Ora compra dólares, ora vende dólares. O Banco Central está cumprindo o seu papel. O real forte e a estabilidade econômica são condições ideais para a entrada de dólares procedentes de exportações e principalmente de investidores estrangeiros. O real forte está conduzindo o Brasil pelo caminho da prosperidade econômica, fazendo um país mais respeitado no cenário mundial. Os produtos brasileiros estão penetrando em países e continentes que antes só os produtos de nações bem desenvolvidas poderiam chegar. O real forte tem produzido credibilidade e condições para o Brasil tornar-se credor do FMI. Essa posição de credor do FMI tradicionalmente só é ocupada por países desenvolvidos ou por alguns países exportadores de petróleo. A estabilidade é necessária e agrada a todos os brasileiros.

 

 

Os mais pobres pagam mais impostos

Por: Saul Ribeiro

Estudos feitos por especialista em economia revelam que quem ganha até dois salários mínimos gasta 53,2% (mais da metade) com o pagamento de impostos.


No Brasil é assim mesmo. Os mais pobres, os que ganham menos aqueles que estão na base da pirâmide social são os que agüentam o peso e pagam a maior carga tributária neste país. É a cultura de uma política desastrosa que vem desde os tempos do império, quando eram concedidos privilégios e benesses para os da família real e os ricos daquela época. Os demais brasileiros tinham que enfrentar trabalho duro e penoso, trabalhar e pagar impostos. A carga tributária era muito pesada. A história do Brasil conta que Tiradentes e outros companheiros começaram a reagir contra a opressão. E o que aconteceu? Foi traído, foi condenado e esquartejado pelas autoridades daquela época. Após a independência em 1822 a situação continuou favorável para a classe chamada “nobreza” e terrível, muito difícil para os escravos e demais trabalhadores.


Hoje a situação é semelhante. A carga de impostos vem aumentando gradativamente e se torna mais pesada para o lado dos economicamente mais fracos os que ganham menos, como acontece com a maioria dos trabalhadores assalariados, trabalhadores autônomos, informais e para os que trabalham na lavoura na roça, nos sítios e fazendas. Desde o 1º mandato do presidente Lula a carga tributária tem crescido nos últimos anos, chegando a 35,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Os contribuintes ou pagadores de impostos estão carregando um fardo grande, e pesado, fazendo crescer a arrecadação do governo federal, que por fim carreia dinheiro para os cofres dos governos estaduais e municipais. Os impostos estão sustentando com altos salários e mordomias os ministros, senadores, deputados, vereadores e grande número de secretários.


Os impostos que incidem sobre gêneros alimentícios tocam com maior força no bolso dos que ganham um salário mínimo (465 reais) e dos aposentados, que constituem a maioria neste país. Estudos feitos por escritórios especializados em assuntos de economia revelam que quem ganha até dois salários mínimos gastam 53,2% (mais da metade) com o pagamento de impostos. Tudo isso significas dinheiro dos pobres que vai abastecer os cofres do governo. Essa situação deixa qualquer pessoa em estado de choque e pasmada quando os meios de comunicação divulgam as faixas salariais e a quantidade de tributos que são arrecadados em forma de impostos, taxas e contribuições e outras formas. A classe dos menos favorecidos trabalha cerca de 160 dias por ano só para pagar impostos. Muitos brasileiros, especialmente aqui do Nordeste, ficam perguntando uns aos outros: “para onde vai tanto dinheiro?”. A pergunta tem fundamento, pois todos percebem a precariedade das estradas (principalmente aqui na nossa região do Oeste da Bahia). Todos percebem que os serviços médicos não atendem a contento e muitos outros descasos. Mas o dinheiro está lá, pois os impostos chegam lá nos cofres via recolhimento nos bancos. Na outra ponta, a mais leve, as pessoas que ganham acima de 15 salários mínimos trabalha apenas 107 dias por ano para pagar impostos. Existe uma grande dificuldade para o povão enxergar e saber o quanto de impostos está pagando todo mês porque os impostos estão embutidos no preço final de cada produto ou serviço.


No Brasil pagamos impostos em valores semelhantes aos impostos dos países altamente desenvolvidos do 1º mundo, como Suécia, Alemanha, Canadá e outros, mas ao mesmo tempo em que pagamos altos impostos vivemos sofrendo com uma diferença absurda e flagrante, pois em troca recebemos serviços públicos (escolas, hospitais, estradas, policiamento) de baixa qualidade, comum nos países do 3º mundo. O excesso de impostos castiga financeiramente empresas e cidadãos. Com a alta carga de impostos fica acanhada a livre iniciativa, o empreendedorismo e a vontade que existe em todo brasileiro, que é ter um negócio próprio. Na semana passada lá na esquina do Supermercado Central (ex-Ponto Certo) um senhor idoso me fez a seguinte pergunta: Como resolver a situação quando falta vontade política? Para equilibrar a situação tributária entre os contribuintes, o mais justo seria tributar o patrimônio e a renda. Por todos esses motivos, percebemos que o sistema tributário vigente no país é perverso, pois privilegia os de renda alta e castiga os mais pobres. Assim exige-se um grande esforço dos cidadãos mais pobres para manter a arrecadação lá em cima. Isto é injusto e perverso. (Saul Ribeiro é colunista do jornal Visto)

 

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Saúl Ribeiro é administrador formado pela Faculdade de Administração do Rio de Janeiro

Sobre Saúl Ribeiro