logoartigo
log
Informação a todo instante

Orgulho de ser brasileiro (leia com atenção)

09/07/2010


Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.
Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos. Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.
É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, pátria amada, mãe gentil chamada BRASIL!
Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO!Orgulho de ser.

(Autor: Allan Sales, com base em depoimento de uma escritora holandesa).

 

Empreendedorismo II

Conforme falado anteriormente o empreendedor individual é uma pessoa que faz da sua profissão um negócio. Os benefícios da formalização estão disponíveis para mais de 170 atividades e profissões, em geral todas as atividades que podem optar pelo simples nacional podem ser EI (Empreendedor Individual). O fato de ter um número no CNPJ permitira ao empreendedor negociar em condições de igualdade com outras empresas e com o governo. Essa legalização vem favorecer também as relações dos empresários com os bancos, sendo um meio mais rápido e seguro de conseguir credito e financiamento. No portal www.portaldoempreendedor.gov.br o leitor vai encontrar um conjunto de informações sobre conceitos, atividades autorizadas, vantagens e desvantagem de ser um empreendedor individual. É conveniente consultar também a prefeitura para obter informações sobre o local do exercício da atividade e para efetuar o registro é preciso ter em mãos a Identidade, o CPF a inscrição da previdência social, titulo de eleitor, e as pessoas físicas que entregam a declaração de ajuste anual (IRPF) também vão precisar dos números dos recibos das declarações entregues em 2008 e 2009. Porem é importante lembrar que ANTES de fazer sua legalização o empreendedor precisa obter o máximo de informações para não ter problemas depois da formalização, como por exemplo ter que cancelar ou alterar dados do seu cadastro. Conforme instruções do SEBRAE através do 0800 570 0800 essas alterações são feitas pela JUCEB-BA (Junta Comercial do Estado da Bahia) e os mesmos acarretam custos para o empreendedor. Lembrando que conforme falado na matéria da semana passado as obrigações dos contadores para com os empreendedores fica limitado ao Registro e à entrega da primeira Declaração Anual do empreendedor individual. Até a próxima. (Lucinéia Alves da Costa - CRC.S.BA 261565/08).

Empreendedor individual

*Lucinéia Alves da Costa

14/06/2010

Você que é empreendedor individual, já pode legalizar seu negócio sem traumas. A Lei Complementar 128 de dezembro 2008 garante a formalização de empreendimentos como o seu sem burocracias.
O empreendedor individual é aquela pessoa que trabalha por conta própria, sem sócios e faz da sua profissão um grande negócio. Contudo para ter acesso às oportunidades que o mercado oferece é importante que essas pessoas legalizem seu negócio.

A lei complementar Nº 128 de dezembro de 2008 que institui o Empreendedor Individual como figura jurídica entrou em vigor a partir de julho de 2009 e como houve congestionamento de usuários nos sistemas do empreendedor individual nos estados de São Paulo e Minas Gerais, somente em março de 2010 foi liberado para o estado da Bahia e outros.

Para aproveitar esses benefícios os empreendedores devem observar as seguintes condições: *Ter faturamento anual de até R$ 36.000,00; *Não participar de outras empresas como sócio, titular ou administrador; *Não possuir mais de um empregado, com remuneração máxima de um salário mínimo ou piso profissional.

Essa legalização vai permitir ao novo empresário a comprovar a origem de sua renda e usufruir os benefícios previdenciários garantidos aos demais trabalhadores como: licença maternidade, auxilio doença, pensão por morte, aposentadoria por invalidez, auxilio acidente, auxilio reclusão e aposentadoria por idade.

O custo da formalização é o pagamento de R$ 56,10 (INSS) , mais R$ 5,00( para prestadores de serviços) e R$ 1,00 ( comércio e industria) . A formalização pode ser feita através do site www.portaldoempreendedor .gov.br , ou nos escritórios de contabilidade credenciados para atende-los sem nenhum custo . Os serviços gratuitos dos escritórios de contabilidade estão limitados ao registro e à entrega da primeira Declaração Anual do empreendedor individual. O DAS Documento de arrecadação do Simples Nacional poder ser emitido por qualquer pessoa, de qualquer computador conectado à internet. Na nossa cidade temos dentre outros o escritório Actual Contabilidade que esta atendendo o Empreendedor Individual, o mesmo fica localizado na Travessa Itapoan Nº 115 1º Andar - Centro Com frente ao Conselho Tutelar. ( Lucinéia Alves da Costa - CRC.S.BA 261565/08).

A bem da verdade

*Silvano Lima (Baratão)

O sistema político brasileiro é um dos mais perversos do mundo, pois “somos uma democracia” que esconde todo o tipo de atrocidades, a imprensa escrita, falada e as imagens que o povo tem acesso são manipuladas por uma máfia que se julga perfeita, porém, usa de todo o tipo de armas para manter o controle da situação com um único objetivo: dominar a maioria da população e manter seus privilégios burgueses. Inclusive as religiões, a medicina, a justiça etc. estão a serviço da política com exceções.

O poder político controla todos os outros poderes e usa as energias positivas dos homens mais autênticos, depois os descarta. A exemplo dos critérios usados pelos partidos políticos que são todos mafiosos e os homens de bem acabam perseguidos dentro de cada facção política, os quais quando se rebelam e tentam levar à tona a verdade morrem antes do tempo. Quando não rotulam como loucos e os dopam de medicamentos receitados por médicos mafiosos ou comprometidos com a classe dominante. Até o “saber” é controlado, pois os estabelecimentos de ensino são controlados e seus direitos indicados por políticos, e vigiados diariamente.

Quero falar em especial do meu caso. Fui várias vezes impedido de estudar, várias vezes preso e também internado como louco, vítima de terríveis preconceitos. Não me sinto nenhum gênio, apenas procurei nas profundidades das informações que a mim foram confiadas por sinceros amigos que prefiro não citar os nomes para não os comprometerem e os sacrificarem, como estou sendo sacrificado aos poucos, até mesmo por membros da minha família que são usados para tais fins, e que por conveniência ou medo das perversas conseqüências sempre cedem às pressões dos mafiosos que não têm nenhum escrúpulo e são capazes de tudo para ostentar seus poderes financeiros e políticos.

Não sou doido e nem paranóico que de certa forma vê inimigos por todos os lados e desconfia da própria sombra. Sei que no equilíbrio do bem e do mal Deus tem usado as pessoas que trabalham em meu favor.

Estou na eminência de ser candidato a Deputado Estadual pelo PV (Partido Verde) por mais uma vez, porém, estou consciente dos obstáculos que os homens do mal e comprometidos com “n” coisas que criaram contra mim. Eles fazem de tudo, compram a direção do partido e tentam a qualquer custo calar a minha voz e impedir a minha ação. Ate o momento, de certa forma têm conseguido, pois tiraram tudo de mim. O patrimônio e mais alguns direitos, mas nunca conseguiram, nem conseguirão tirar a minha moral, meu prestigio que tenho com o povo humilde e hospitaleiro, principalmente as pessoas que me conhecem de perto. Sou político, provisionado em jornalismo, escritor, poeta etc. (ou simplesmente um homem do povo). Sei que vou morrer de qualquer jeito, porém morrerei dizendo a verdade doa a quem doer. Faço um apelo aos que têm a intenção de votar em mim que, se por acaso, não registrarem minha candidatura votem em branco ou anulem seu voto. Pois sou militante do partido político e tenho meus direitos e até o momento gozo de todos eles, pois nunca fui condenado por crime nenhum, apenas acusam-me sem me dar o direito de defesa. Espero que o PV seja um partido sério e diga para que veio, não sendo mais uma farsa, cheio de toda a espécie de picaretas e corruptos como muitos outros partidos que servem apenas de paliativo para conter a vontade do povo, partido que a cada momento se renova, mas que na maioria das vezes trai a confiança do povo passando cada vez mais a ser subserviente “aos donos do mundo”.

Ao povo da Bahia não peço que acredite em minhas palavras, mas que investigue minhas ações e tire suas conclusões. Fui o primeiro político de minha família, o primeiro editor de jornais, e as minhas idéias, reivindicações e teorias foram plagiadas e copiadas pelo mundo à fora, porque mostrei ao homem comum segredos antes nunca revelados, pois Deus tem feito de mim um homem destemido, coerente e honesto em minhas convicções. Sei que para muita gente esses valores não têm importância, pois os tempos são outros. Hoje em dia muita gente não adora mais o bezerro de ouro e sim o ouro do bezerro. Resumindo, valoriza-se o dinheiro, o status e não a personalidade das pessoas voltadas para o bem comum, ou seja, o bem de todos.

Nessa nova fase de minha vida tenho me dedicado para servir o próximo, ao meu semelhante, de maneira tal que não pude evitar que muitas vezes espertalhões abusaram e abusam da minha bondade, e ainda me subestimam, me desprezam, me humilham, me excluem de decisões importantes. Mas muitos desses nunca tiveram as oportunidades que já tive, de ser consultado nos bastidores da vida da política nacional por pessoas influentes. Muitas vezes minhas opiniões foram decisivas em determinadas situações que mudaram a vida de muitas classes sociais, principalmente as menos favorecidas e que no momento certo saberão do que se trata e também das minhas propostas para o futuro. (Autor: Silvano Rodrigues Lima [Branco do Crente ou Baratão]).

 

Internet X Educação

*Ricardo Pereira Góes

A Internet nasceu praticamente sem querer. Foi desenvolvida nos tempos remotos da Guerra Fria com o nome de ArphaNet (Advanced Research and Projects Agency Net) para manter a comunicação das bases militares dos Estados Unidos, mesmo que o Pentágono fosse riscado do mapa por um ataque nuclear.

Quando a ameaça da Guerra Fria passou, ArphaNet tornou-se tão inútil que os militares já não a consideravam tão importante para mantê-la sob a sua guarda. Foi assim permitido o acesso aos cientistas que, mais tarde, cederam a rede para as universidades as quais, sucessivamente, passaram-na para as universidades de outros países, permitindo que pesquisadores domésticos a acessassem, até que mais de cinco milhões de pessoas já estavam conectadas com a rede, para cada 01 (um) nascimento, mais 04 (quatro) se conectavam com a imensa teia da comunicação mundial.

Com o surgimento da World Wide Web (WWW), esse meio foi enriquecido. O conteúdo da rede ficou mais atraente com a possibilidade de incorporar imagens e sons. Um novo sistema de localização de arquivos criou um ambiente em que cada informação tem um endereço único e pode ser encontrada por qualquer usuário da rede. Sendo assim um conjunto de redes de computadores interligadas que tem em comum um conjunto de protocolos e serviços, de uma forma que os usuários conectados possam usufruir de serviços de informação e comunicação de alcance mundial. Hoje o uso das redes como uma nova forma de interação no processo educativo fez com que ampliasse a ação de comunicação entre aluno e professor e o intercâmbio educacional e cultural. Desta forma, o ato de educar com o auxílio da Internet proporcionou a quebra de barreiras e fronteiras quebrando o isolamento da sala de aula, acelerando a autonomia da aprendizagem dos alunos em seus próprios ritmos. Assim, a educação pôde assumir um caráter coletivo tornando-se acessível a todos, embora ainda exista a barreira do preço e o analfabetismo tecnológico.

Ao utilizar o computador no processo de ensino-aprendizagem, destaca-se a maneira como esses computadores são utilizados, quanto à originalidade, à criatividade, à inovação, que serão empregadas em cada sala de aula. Para o trabalho direto com essa geração, que anseia muito ter um "contato" direto com as máquinas, é necessário um novo tipo de profissional de ensino. Que esse profissional não seja apenas reprodutor de conhecimento já estabelecido, mas que esteja voltado ao uso dessas novas tecnologias. Não basta que as escolas e o governo façam com os meios tecnológicos o que vem fazendo com os livros didáticos, tornando-os a panacéia (termo com significado de remédio para todos os males) da atividade do professor.

A utilização da Internet leva a acreditar numa nova dimensão qualitativa para o ensino, através da qual se coloca o ato educativo voltado para a visão cooperativa. Além do que, o uso das redes traz à prática pedagógica um ambiente atrativo, onde o aluno se torna capaz, através da autoaprendizagem e de seus professores, de poder tirar proveito dessa tecnologia para sua vida.

Aliar as novas tecnologias aos processos e atividades educativas é algo que pode significar dinamismo, promoção de novos e constantes conhecimentos, e mais que tudo, o prazer do estudar, do aprender, criando e recriando, promovendo a verdadeira aprendizagem e renascimento constante do indivíduo, ao proporcionar uma interatividade real e bem mais verdadeira, burlando as distâncias territoriais e materiais. Significa impulsionar a criança, a se desfazer da pessoa passiva.

O computador se tornou um forte aliado para desenvolver projetos, trabalhar temas discutíveis. É um instrumento pedagógico que ajuda na construção do conhecimento não somente para os alunos, mas também aos professores. Entretanto, é importante ressaltar que, por si só, o computador não faz nada. O potencial de tal será determinado pela teoria escolhida e pela metodologia empregada nas aulas. No entanto, é importante lembrar que colocar computadores nas escolas não significa informatizar a educação, mas sim introduzir a informática como recurso e ferramenta de ensino, dentro e fora da sala de aula, isso sim se torna sinônimo de informatização da educação.
Sabe-se que a mola mestra de uma verdadeira aprendizagem está na parceria aluno-professor e na construção do conhecimento desses dois sujeitos. Para que se possa haver um ensino mais significativo, que abrange todos os alunos, as aulas precisam ser participativas, interativas, envolventes, tornando os alunos sempre "agentes" na construção de seu próprio conhecimento.

Também é essencial que os professores estejam bem preparados para lidar com esse novo recurso. Isso implica num maior comprometimento, desde a sua formação, estando este apto a utilizar, ter noções computacionais. A preocupação de tornar cada vez mais dinâmico o processo de ensino e aprendizagem, com projetos interativos que usem a rede eletrônica, mostra que todos os processos são realizados por pessoas. Portanto, elas são o centro de tudo, e não as máquinas.

Consequentemente, não se pode perder isto de vista ao tentarmos fazer mudanças no ensino sem passar pelos professores. Os baixos salários pagos aos mesmos funcionam como processo seletivo às avessas, ignorar o peso dos baixos salários e do desestímulo que isso acarreta nos professores, influindo na qualidade do ensino, é inaceitável. É preciso devolver a eles a auto-estima, valorizandoos; formando-os bem e oferecendo oportunidades de educação continuada; criando uma carreira do magistério, com acessos previstos, não só por tempo de serviço, mas por qualificação e produtividade, pagando salários dignos, justos aos que exercem uma das mais nobres e importantes profissões. Os governos precisam, sem mais demora, demonstrar não só nos discursos e nas promessas, mas, sobretudo nas ações e decisões, reconhecendo assim na educação a importância do educando para o desenvolvimento do país tanto economicamente como socialmente (Ricardo Pereira Góes é Pedagogo pela UNEB (Universidade do Estado da Bahia) e Pós-Graduando em Administração de Sistema de Informação pela Universidade Federal de Lavras UFLA).

 

Ganhar no grito

O grito é um sentimento expressado em vozes inarticuladas emitidas pelo homem e por alguns animais para exprimir dor, alegria, espanto, alerta, ânimo, clamor, angústia... Mas a expressão “ganhar no grito” foge totalmente desses sentimentos e passa a ser o comportamento de algumas pessoas para obter vantagens à força, por meios violentos, astutos ou espúrios. Em algumas regiões usam-se também os termos “ganhar na tora”, “ganhar na bruta”, “ganhar na manha”, “ganhar na sugesta”, “ganhar na sujeira”, “ganhar no tapetão”, “ganhar na marra” e outros, tendo como objetivo levar vantagens a qualquer custo. Mas, no fundo no fundo ou no raso no raso e pensando cá com os meus botões, descobri que em toda a história do Brasil só três pessoas - D. Pedro I, Roberto Carlos e Agnaldo Timóteo - conseguiram a façanha nacional de ganhar poder, fama e dinheiro usando o grito como instrumento de conquista.

DOM PEDRO I  Em 1821, ante as negaças do príncipe, o major Schaffer, recrutador de colonos e próximo a dom Pedro, disse o seguinte: “Ele está melhor disposto para os brasileiros do que eu esperava  mas é necessário que algumas pessoas o influam mais, pois não está tão positivamente decidido quanto eu desejaria.”  De posse dessa confidência e já ansiosos pela independência, os articuladores partiram para o cerco final e no 7 de setembro de 1822, deu-se a independência do Brasil. Momento em que o príncipe D. Pedro I, às margens do Riacho Ipiranga, respondeu ao apelo de um manifesto, este colhido por José Bonifácio em toda a capitania de São Paulo, com oito mil nomes escritos, que pedia que ele rompesse definitivamente com a Metrópole (Portugal).  “Independência ou Morte!”- Um grito, insuflado pelas lojas maçônicas e pelo povo, fez o Brasil independente de Portugal.
ROBERTO CARLOS  “Dizer que o meu amor é grande/ Bem maior do que meu próprio grito.”  Esses versos é parte da canção Meu grito, composição que Roberto Carlos fez, em 1967, para a primeira esposa Nice, na época sua namorada. É um dos maiores sucessos do cancioneiro brasileiro que até hoje rende algum dinheiro a Roberto Carlos, pelo direito autoral.

AGNALDO TIMÓTEO  “Pra ninguém saber seu nome/ Eu grito só meu bem.”  Esses últimos versos fecham a belíssima canção composta por Roberto Carlos, que gravada na maviosa voz de Agnaldo Timóteo, estourou nas paradas de sucesso, ficou famoso e resultou em seiscentas mil cópias vendidas.

A não ser esses três expoentes, ninguém mais conseguiu convencer, emocionar ou “ganhar no grito”!
Alem de ser um gesto educado, está comprovado que em qualquer situação onde envolve a fala, a gente escuta mais e melhor quando ouvimos alguém que usa o tom de voz mais baixo. -- Aparentemente é um paradoxo; mas não é. Pois quando alguém está falando baixo, o ouvinte aguça a audição, concentra mais e assimila melhor a mensagem recebida. Além disso, o ouvido humano suporta sem causar danos à audição, até 90 decibéis; o nível ideal é de 60 decibéis, que se percebe no trabalho, no ambiente familiar, numa conversa de rua, por exemplo. A partir de 90 decibéis começa a causar danos à saúde. Quase sempre, a pessoa que grita para obter resultados ou mostrar poder é insegura, incompetente ou quer provar ser aquilo que nem ela mesma acredita que é. Mas ainda assim e a depender da relação de poder que um exerce sobre o outro, dá pra aceitar um gritinho básico de pais... De professores... De criança chorando. Afora esses... Ninguém dá ouvido! - E mil vezes pior do que ouvir um grito é quando a gente percebe alguém querendo “ganhar no grito”!  Aí o bicho pega! - Já vi candidato a vereador oferecer trator... Já vi vereador dizer trouxe pra Lapa o Colégio Modelo!... Já vi um ex-vereador dizer que fez mais projetos do que todos os prefeitos juntos!... Já vi um recente candidato a prefeito desafiar para um debate, Ministro de Estado, Governador, Deputado e quem mais aparecesse!... Já vi um político endeusar um Deputado e um Prefeito e, no pleito seguinte, endiabrar esses mesmos deuses!... Já vi um político dizer: “Tudo de bom que tem na Lapa foi o nosso grupo quem fez!” - e dois anos depois, dizer: “Tudo de ruim que tem na Lapa foram eles que trouxeram!” - referindo-se ao mesmo grupo!... Já vi candidato a prefeito apoiado pela elite, dizer que tá do lado dos pobres!...  Essas várias maneiras de querer “ganhar no grito” desconstruindo a verdade com mentiras, injúrias e difamações não leva ninguém a lugar nenhum!  Neste ano de 2010, uma coisa é certa: o político precisa mudar sua maneira de ser e o seu discurso, apresentar ao povo um trabalho realizado, um projeto de governo ou uma proposta política. Afinal, todo mundo na Lapa já sabe de cor e salteado quem são os agressores... A quem eles agridem...  E os tipos de agressões usadas. Como até agora não chegaram a lugar nenhum com esse tipo de coisa, talvez aprendam fazer uma campanha decente. Caso contrário, vão ficar mais quatro anos “roendo batata de teiú” pra destilar o veneno da própria língua!  Esse é o merecido destino de quem almeja o poder tentando GANHAR NO GRITO!

 

Política ou dramaturgia? Vai começar o espetáculo do “enganation”

*Por Júnio Batista

Dessa vez não estou aqui para falar nem do BBB nem do drama no Haiti. Não é minha intenção, também, discutir a violência nem outro problema social. Contudo, é muito sério o assunto que tenho a tratar. Convido os caros leitores a se reportarem às propagandas eleitorais e às passeatas que marcam o prelúdio das eleições; à onda do aperto de mão, do “Prometetion”, do “Enrolation” e do “Enganation” que se aproxima com força total. Nos bastidores, já preparam as mais diversas estratégias hilárias e falaciosas para a conquista do voto do eleitor. O mais preocupante disso tudo é saber que uma massa populacional inteira possa sofrer com as ações de pouca vergonha de muitos políticos; com a ganância e a ambição de bezerros desmamados tentando resgatar o tão sonhado peito e até mesmo com a esperteza dos “garrotes” órfãos em busca da tão almejada “mamada”, que, a propósito, ainda não tiveram.

É, sem dúvida, uma corrida muito engraçada, quando na verdade deveria ser mais séria. Por um lado, mostra-se fantasiosa, por outro, audaciosa. As mais estapafúrdias figuras surgem nessa hora. Algumas exageram no senso de moralismo e nas propagandas eleitorais, realizando o que mais parece belos espetáculos teatrais: gesticulam, viram as costas para a tela da TV, alteram-se nos debates, trocam farpas e acusações, apresentam propostas de governo mirabolantes, acreditando, talvez, que o povo brasileiro é tão inocente a ponto de crer e apoiar tais proposições. E talvez o seja mesmo.

Aparecem também os famosos “Salvadores da pátria” que se colocam nas alturas, apontando pontos positivos de seus governos e tecendo exageradas críticas a seus opositores; os políticos da velha guarda defendendo com vigor o direito dos aposentados; os sindicalistas e militantes de esquerda pregando a transformação radical e o socialismo; os conservadoristas se apoiando em valores historicamente construídos e buscando inspiração em Getúlio e Juscelino Kubitscheck; os “pioneiros” da democracia defendendo bravamente a liberdade e a autonomia da nação; os sociais Cristãos se apoiando na religião e na defesa dos bons costumes, e ainda os “caras de pau” que, apesar do envolvimento com diversos escândalos, têm ainda a ousadia de buscar o apoio do povo.

A lista é imensa. Poderíamos redigir uma antologia inteira, com nomes e características desses políticos. Mas o que nos interessa aqui é analisar nosso papel passivo frente a essas brilhantes encenações. Algumas se assemelham a cenas de filmes de comédia, outras, tendem mais à dramaturgia, ao romantismo (com tendência heróica). Assistimos a tudo isso sem nos dar conta do que eles querem de verdade. Talvez estejam testando nosso nível de ingenuidade ou mesmo querendo nos sensibilizar. Melhor ainda: hipnotizar! É isso! Se não fosse assim, não conseguiriam arrastar tanta gente. Não seriam tão vitoriosos nas investidas feitas.

Essa realidade reflete uma questão estrutural que precisa ser mudada no processo que antecede as eleições brasileiras, e que perpassa necessariamente pela tomada de consciência da população. Votar por migalhas e favores pessoais é coisa de quem não tem compromisso nem consigo mesmo nem com o social. Vivemos uma nova era, na qual a sociedade depende dos acertos feitos para crescer e se desenvolver. Adotar posturas críticas frente a essa pouca vergonha que circunda o processo de conquista de votos é uma missão que requer de cada um de nós a assunção da condição de sujeitos do processo. Se muitos políticos agem como “palhaços”, então nosso papel de espectadores é rir deles, nunca de apoiá-los. Precisamos despertar o sentimento de respeito a nós mesmos. Vamos filtrar o que ainda há de positivo na política, sem perder de vista que somos nós, cidadãos brasileiros, que estamos com as rédeas da situação nas mãos. Não somos massa da manobra, pelo contrário, somos os “proprietários” da máquina pública, portanto, os principais interessados em que a mesma seja gerida por pessoas sérias. Cabe, então, votar pelo coletivo, não pelo interesse individual, mas por projetos de governo que atendam ao social, escolhendo pessoas que a conduta pública revele terem competências e valores necessários ao exercício dos cargos políticos. Precisamos acreditar que essas pessoas ainda existem. Do contrário, nossa inércia e apatia à política só contribuirão para consolidar o atual quadro de desrespeito que a muitos fascina e ludibria. (Autor: Junio Batista, Pedagogo e Pós-graduando em Saúde Pública).

 

Ressalva de Paulo Gabiru a Emanoel Virgino

*Por Paulo Gabiru

Caro Emanoel, lendo editorial de um exemplar desse informativo, no qual fazias referência à decepção por ti experimentada durante a Corrida da Revitalização em relação a aspectos com os quais já não nos surpreendemos, sentímo-nos no dever de a ti manifestar admiração e respeito pela valiosa contribuição que a essa Terra tens procurado prestar com a competência, lisura e elegância contidas em teus escritos com o fim de informar e formar.

A condição de cidadão lapense titulada pelo Poder Legislativo local, credencia-nos a externar certas considerações ainda que de acordo com uns e desacordo com outros, uma vez que, como dizia Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra.

Com essa Terra, vivi uma história de amor que em mim fez pulsar viva e entusiasticamente um coração ainda bem criança a cada vinda por ocasião de finais de ano, em visita a um Avô materno que aqui vivia.

Sou paulistano por nascimento, lapense por espírito e nessa época, viajar de Santos a Bom Jesus da Lapa, para mim se constituía numa verdadeira odisséia a alimentar-me o espírito atento a tudo. Viagem de Santos a São Paulo pela Estrada de Ferro Santos Jundiaí desembarcando na Estação da Luz, onde meu pai pegava um carro-de-praça (ainda não eram denominados Táxi) e lá íamos nós para outra estação a fim de embarcarmos em outro trem para o trajeto São Paulo a Belo Horizonte através da Estrada de Ferro Central do Brasil, com baldeação em Barra do Piraí, estado do Rio, sempre pela madrugada, coisa que se me afigurava verdadeira situação de guerra (algumas vezes ouvia notícias da guerra da Coréia pelo repórter Esso e imaginava alguma relação). Em Belo Horizonte, um pernoite em alguma pensão próxima à Estação para em seguida, embarcarmos em outro trem da Central com destino a Pirapora onde por fim, meu pai nos colocava, a mim, minha mãe e irmãs que com o passar do tempo vieram surgindo, a bordo de um vapor da Navegação Mineira ou Baiana a fazerem o trajeto Pirapora Juazeiro e vice-versa, rumo a Bom Jesus da Lapa.

Era um barato que eu curtia paca! Um privilégio, alguém a partir dos dois anos de idade, todo fim de ano, viver tão fantástica experiência: ser trazido pelo resfolegar da Maria-fumaça e Vapores do São Francisco para o aconchego de uma amante a seduzir-me cada vez mais com o seu luar, noites de serenata (Manelinho, Seu Nanas, o violão de Wilson Cai Cai) Cabaré de Chico Preto, Clube Lítero Esportivo Vasco da Gama, Bar Tudo Azul, Bar Elite de Zé Guiomar, Difusora Lapense, a Hora do Angelus com Sebastião Costa pela Voz do Santuário, A Voz da Sociedade Operária etc. No carnaval, sempre destaque para a animação do bloco das raparigas. Rua da Baderna com seus templos de iniciação ao amor para a rapaziada que ia se fazendo uma vez que, virgindade era verdadeiro objeto de culto dentro da moral cristã-familiar da época. Água carreada em lombo de jumentinho. Iluminação a base de Petromax, Aladim ou mesmo, o popular “Fifó”. Batuques e palmas em noites de Reis, Bumba-meu-boi, Discursos de Lau em ocasião de comícios enfim, um extraordinário painel de vida, luzes , cores e sons me levando a abdicar de um viver na baixada santista, um paraíso, e mergulhar fundo nessa paixão que perdurou até início dos anos oitenta quando então, começou a se deteriorar. Civilizadamente, eu e a cidade optamos por um processo de divórcio consensual sem mágoas ou rancores.

Hoje, eu a vejo descolorida, sem vida, como se um sinistro Chupa-Cabra vindo de algum ponto tenebroso do espaço, lhe houvesse sugado a alma deixando-a apática, sem nenhum entusiasmo verdadeiro. Apenas um fazer-de-conta em meio a um barulho infernal, propício à exteriorização da selvageria atávica cujos resquícios ainda permanecem em cada um de nós e que, a nós cumpre refreá-los, cidadãos ditos civilizados que somos.

Já não inserido no contexto da ópera que ora rola, me sirvo apenas do direito de ir, vir e morar, conservando entretanto, uma certa ternura por essa terra, pelo que um dia, ela me fez sonhar.

Aquí nasceram meus filhos, meus netos. Aquí certamente, repousarei após a vida.

Não abandonei de todo a profissão de fé e esperança no advento de uma nova mentalidade a nortear nossos rumos, convicto estou de que aqui há gente competente e séria. É só atinar com a forma de sacudi-las da letargia em que se encontram. Pela fibra e denodo que em ti percebo, digo-te: vai em frente! Oxalá um dia não muito distante, às margens de um rio que jamais há de morrer antes que o sol se apague, numa cidade que dorme na paz dos seus pecados, possas também vir a exclamar: EUREKA!

Até lá, apenas uma indagação: quando uma secretaria e um conselho municipal de cultura? This is the question.
Tendo-te na conta de gente amiga, saúdo-te cordialmente (Paulo Gabiru é músico e compositor).

 

O problema das drogas

*Por Júnio Batista

Quase que impotentes, assistimos a uma das mais terríveis cenas que a humanidade já presenciou. Com as próprias mãos, contrariando a razão, inúmeros jovens, e mesmo adultos, de diferentes classes e grupos sociais, assinam sua sentença de autodestruição social, física e mental, ingressando pela estrada sem volta das drogas e carimbando seus passaportes para a dependência química. A imaturidade emocional, a complexidade do mundo moderno, a falta de oportunidades e o medo de enfrentar dificuldades apresentam-se como as causas mais prováveis para o uso de entorpecentes.

No início, tudo são flores para os usuários. Relatam que a adrenalina aumenta, que a tensão emocional é reduzida; Em outras palavras, as drogas “fazem o indivíduo flutuar e mergulhar num mar de sonhos e fantasias”. Prazer passageiro. A esse quadro, segue o estado chamado pela medicina de “dependência química”, que nada mais é do que a dificuldade de controlar o consumo. O usuário não consegue mais parar. Sente um desconforto constante e a desgraça está feita em sua vida, pois a partir disso inicia uma busca desenfreada pela satisfação de seu vício.

Nesse processo, as instituições sociais responsáveis pela educação (família, escola e outros aparelhos), apesar dos esforços, não conseguem romper com tão grande dilema. Como diz um velho jargão popular “Coisa ruim atrai” e hoje o que caracteriza o mundo moderno é a existência livre de inúmeros canais que contribuem para a alienação e até mesmo para exterminar o sentido da vida contemporânea. Assim, através de um processo de amnêsia cultural, muitos jovens vão perdendo as referências e os ancoradouros do passado. Suas vidas passam a não ter mais significado. É uma crise existencial que se instala. Frente a ela, muitos optam pela fuga ilusória e pelo falso prazer que a terrível droga possa lhes proporcionar.

Convém afirmar, porém, que não apenas a crise existencial, mas a desestruturação familiar e a falta de de uma política séria de combate ao tráfico de drogas têm contribuido para as inúmeras cenas de destruição e violência que estas geram. O problema das drogas manifesta-se em virtude das “vistas grossas” feitas em relação aos chefões do tráfico que estão se enriquecendo às custas do sacrifício de jovens desequilibrados emocionalmente; às custas de miseráveis que sob a mira de armas são obrigados a repassar esse produto mortífero. Para combatê-lo, a justiça precisa destruir sua raiz, caçar os marajás que sustentam as chamadas “bocas de fumo”, exterminando-as, implantar programas educativos que, paralelos ao trabalho da escola e da família, disseminem um conjunto de medidas que sensibilizem para a necessidade de uma vida sadia, livre de substâncias alucinógenas e alicerçada em valores de respeito ao próprio corpo. É necessário um basta a tanta violência, tanta morte e tantos atos irreversíveis provocados pela droga, sobretudo entre os jovens (Autor: Junio Batista é Pedagogo e pós-graduado em Saúde Público).

 

Violência e Injustiça: como mudar as regras desse jogo desigual?

*Por Júnio Batista

É de se lastimar que ainda nesse despertar do século XXI, nossa luta diária contra a injustiça e a violência tenha de ser tão exaustiva. Batalha desigual é esta, frente a qual inúmeras vezes saímos derrotados.Veementemente, é mostrada no meio judiciário e político a ideia da democracia plena e a chamada “garantia dos direitos individuais”, perante os quais a segurança pública aparece como elemento chave para a liberdade e é condição para o seu exercício. Os documentos legais que tratam da questão da segurança pública atribuem ao Estado o dever de garanti-la às pessoas e bens no território brasileiro, a defesa dos interesses nacionais, o respeito pelas leis e a manutenção da paz e ordem pública.

No entanto, é prudente e necessário observar que o fosso existente entre a Legislação e demais mecanismos que regem a segurança pública no campo teórico e político e a realidade que vivenciamos é enorme. Convivemos com o desrespeito e o descaso. Somos moralmente bombardeados a todo instante, temos nossos direitos negados, e ainda somos coagidos a aceitar tudo isso passivamente. Famílias inteiras convivem com a dor da perda de seus entes queridos e ainda são obrigados (é isso que acontece) a ver frequentemente o rosto dos assassinos, que com a ajuda de algum “advogado porta de cadeia”, conseguem um falso atestado de saúde, ludibriam a justiça e circulam livremente pelas ruas como se fossem cidadãos do bem.

E nessa situação onde acabam sendo favorecidos o crime e a violência que geram morte e dor, o rol de homicídios e atentados à vida cresce. O que não falta é a famosa “brechinha” da lei para favorecer assassinos e vigaristas. O interessante é que estas só operam do lado dos fortes, dos ricos e dos poderosos. Ter dinheiro ou poder é o bastante para sair ileso de qualquer delito grave. Ser miserável e furtar um pão para matar a fome de um filho também é o bastante para passar o resto dos dias na cadeia.

A incoerência no tratamento de réus periculosos têm feito a sociedade desacreditar na justiça. Se por um lado, a polícia cumpre muito bem seu papel de prender os bandidos, por outro, a forma como estão engendrados os mecanismos de defesa desses são flexíveis demais. Estão dando muita “asa” a cobras, o que se só agrava o sentimento de insatisfação da população em relação à justiça. Antes de pensar em direitos dos criminosos, deve se pensar em fortalecer as práticas que assegurem a todo o ser humano o direito fundamental que lhe é inerente: a vida, e toda vez que esta for ferida, seu agressor deve ser enquadrado dentro dos rigores da lei e não em suas supostas brechas.

Se é dever do Estado oferecer segurança, que esta aconteça de forma integral. Que as pessoas sintam-se livres para trabalhar, produzir e se divertir. A condição fundamental para a harmonia social é a existência de uma justiça eficiente, vigilante, imparcial e que esteja em defesa da vida, acima de tudo. É impossível continuarmos fingindo que está tudo bem. Existem vozes que foram silenciadas cedo demais; crianças que estavam brincando e foram surpreendidas pelas fúria humana injustificável; e tantos outros seres humanos cheios de projetos de vida que foram arrancados de seus lares e entregues à morte repentina. E os assassinos simplesmente estão aí, em nosso meio, posando-se de bonzinhos, tomando chazinho da tarde e rindo da desgraça que nos causaram. (Autor: Junio Batisa Custódio - Pedagogo, pós-graduando em Gestão em Saúde, aluno do Curso Técnico em Informática pelo IFBAIANO)

 

Desincompatibilização: sair para tentar entrar

Por Marcelo Souza

Essa palavra longa significa que toda pessoa que ocupa cargo eletivo como Prefeito, Vereador, Deputado, Governador, Senador, Presidente da República ou que mantenham relação com a administração pública com contratos ou outros como agente de polícia, auditor fiscal, dirigente sindical, diretor de escola pública devem se desligar em um determinado tempo desses cargos ou funções públicas para se candidatarem para eleição.

No caso dos que ocupam cargo eletivo somente serão obrigados a sairem aqueles que buscam serem eleitos em outros cargos. Por exemplo, um governador que busca a reeleição não precisa desligar-se do cargo para candidatar-se. Já no caso de um deputado ou prefeito que pretenda se candidatar ao mesmo cargo de governador esse deve desligar-se.

Essa norma foi criada com a Lei de inelegibilidade de 1990, pois o exercício de cargos executivos era considerado incompatível com a atuação em campanhas eleitorais. Mas, a emenda constitucional que instituiu a possibilidade de reeleição distorceu a norma a partir de 1997. Então, os políticos só precisam renunciar se querem concorrer a um cargo diferente daquele que já ocupam.

Nesse sair para tentar entrar muitos políticos ja estão entregando seus cargos, no caso dos ministros que ja deixaram encaminhado a liberação de dinheiro dos convênios para seus estados de modo que não paralizem as obras tão importantes para o povo.

Nove dos onze ministros do Governo Federal deverão integrar a lista dos elegíveis. No caso dos estados, 22 governadores poderão ficar no cargo ao mesmo tempo em que farão campanha - entre esses estados, a Bahia: 13 que disputarão a reeleição e 9 eleitos como vices há quatro anos e que assumirão o poder com a renúncia dos titulares. Em outras cinco unidades da Federação, os governadores não participarão da eleição.

Esses prazos para o desligamento das funções variam de acordo com o cargo, porém a média é de seis meses antes da data das eleições de outubro.

Com isso, busca-se uma maneira para que o candidato não faça uso indevido do poder exercido de modo que possa influenciar na campanha, porém como vimos, o direito a reeleição trouxe abaixo essa possibilidade quando percebemos que se confunde em certos momentos quem é governo e quem é candidato.

Os recursos ministeriais foram mais empenhados em quatro ministérios específicos: Integração Nacional (R$ 142,4 milhões), Agricultura (R$ 72,7 milhões), Transportes (R$ 26,6 milhões) e Desenvolvimento Social (R$39,9 milhões), esses liberaram mais recursos entre 2009/2010 que entre 2008/2009 no mesmo período.

A hora esta chegando, começando a tomar forma as eleições com seus candidatos e candidatas. Vamos acompanhar com muita atenção esse e outros elegíveis.

 

Dia Mundial da Água: o que comemorar?

*Por Marcelo Souza

Nessa semana o mundo comemora o Dia Mundial da Água. No dia 22 celebram o recurso natural abundante, renovável, e mal aproveitado.

É notória a desigualdade de distribuição desse tesouro, visto aqui mesmo em nossa região quando temos o “Velho Chico” sendo assoreado em suas margens, as comunidades localizadas no interior, não muito distante sem o benefício, a seca, a fome provocada, a morte anunciada. Utilizada sem a consciência necessária é ouro de tolo, pois em pouco tempo se evapora e seca na terra, que não perdoa a imprudência humana.

Em tempo de reavaliar o uso e distribuição de recursos hídricos, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Congresso Nacional examina projeto que prevê a atualização da legislação federal sobre recursos hídricos que durante dez anos ficou sem ajustes. A pesca artesanal que em outros tempos alimentava famílias, gerava renda e trabalho hoje é lembrança em fotos amareladas nos álbuns esquecidos no armário.

No passado era comun em nosso mercado, na feira ou mesmo nos depósitos da beira do rio, fardos imensos de peixe salgado que era comercializado para todo o Brasil, pessoas vinham para a romaria e levavam grandes quantidades desse maravilhoso alimento rico em nutrientes. Quando não temos mais esses peixes em abundância no ambiente natural dos rios e lagoas o que fazer?

A resposta tem sido dada com muito sucesso em Paulo Afonso com o curso de Engenharia de Pesca da UNEB, que forma engenheiros capacitados para trabalhar em criadouros de peixe, camarão, rã e outras espécies aquíferas. As comunidades ribeirinhas naquela localidade recebem o apoio para criarem em cativeiro diversas espécies, e também geram renda e emprego por conta das fazendas criadoras de pescado que por ano exportam toneladas de pescado para o mundo. A aquicultura é uma atividade que permite o equilíbrio entre o interesse econômico e social com a exploração racional do meio ambiente, pois apresenta elevada produtividade por hectare entre 2.500 a 10.000 toneladas por ano utilizando menos superfície de área em comparação a pecuária. Como resgate natural das espécies do ambiente aquífero o “peixamento”, ou seja, a reposição de espécies nativas no rio tem trazido o equilíbrio ecológico sustentável de revitalização das águas ribeirinhas. Países como a China produz anualmente 24.030.301 toneladas de pescado, ficando a Índia em segundo lugar com 1.776.450 e em terceiro o Japão com 1.339.861. O Brasil, com a maior potencial de águas marinhas, fluviais (rios) e lacustres (lagos), está na vergonhosa posição de 25° lugar com a pobre produção anual de 70.480 ton. Na condição de ribeirinhos temos que voltar nosso olhar para o potencial regional para que possamos desenvolver nossa verdadeira e natural vocação produtiva fazendo uso racional de recursos e tecnologias avançadas de desenvolvimento. Vamos pescar essa idéia.

Até Quando?

Por Pr. Sebastião Gonçalves

Muitas vezes você já se perguntou, você já perguntou aos outros, você já perguntou a Deus: Até quando?
Você não está sozinho. Todos fazem a mesma pergunta. Principalmente em tempos de confusão mental, de mudanças, de escândalos, de corrupção desmedida, de guerras, de sofrimento, de angústia e de doença e morte. Ainda que tênue, essa é uma forma de desabafo.

Essa pergunta nervosa aparece com frequencia na boca do salmista, na boca dos profetas, na boca dos mártires, até mesmo na boca de Jesus e também na nossa boca.

Na boca do Salmista: “Javé, até quando me esquecerás? Para sempre? Até quando esquecerás de mim a tua face? Até quando terei sofrimento dentro de mim e tristeza no coração, dia e noite? Até quando meu inimigo vai triunfar?” ( Sl 13.1-2)

Na boca do profeta: “ Até quando o país ficará de luto, e estará seco tudo o que era verde nos campos? (Jeremias 12.4)

Na boca dos mártires, aqueles que são torturados e imolados por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que dela tem dado: “Senhor santo e verdadeiro, até quando tardarás em fazer justiça, vingando o nosso sangue contra os habitantes da terra? (Apocalipse 6.10)

Na boca do próprio Jesus, por causa das pessoas interesseiras, hipócritas, incrédulas e instáveis que o rodeavam: “Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los?” (Marcos 9.19).

Na boca do povo: Até quando vou continuar desempregado? Até quando permanecerei solteira? Até quando vamos viver em atrito, eu e minha mulher? Até quando meu marido vai me trair? Até quando serei um alcoólatra? Até quando meu filho será um dependente químico? Até quando vou morar neste barraco? Até quando vou continuar endividado? Até quando haverá injustiça, opressão, fome e guerra?Até quando o povo permanecerá adormecido enquanto tantas atrocidades, desigualdades, e injustiças acontecem.

Até quando o povo aceitará que, sobre as desculpas que em todo o mundo acontece, mulheres não tenham a alegria de ser mãe, e bebês tenham a vida interrompida, tantas outras mortes aconteçam, sem explicação plausível, e convincente.

Até quando jovens continuarão sem nenhuma perspectiva de emprego, restando-lhes os anonimatos.

Até quando estes mesmos vão aceitar como respostas para os seus anseios, apenas micaretas, levadas, são joões, e précarnaval cujo resultado tem sido mortes, tiros, brigas e facadas, deixando muitos lesionados.

Até quando professores, que são semeadores de sonho continuarão, impossibilitados de continuar disseminando sonhos, porque lhes faltam as condições.

Até quando o comércio vai viver este marasmo por falta de incentivo.
Até quando o povo vai aceitar ser tratado como mercadoria.
Até quando o povo vai aceitar ser tratado com tanto desdém.
Até quando os que nasceram aqui e que amam esta terra serão tratados com indiferença, serão pisoteados, ignorados, dados como loucos, pirados porque sonham construir sua terra natal melhor, deixando um legado digno de nota para sua posteridade.

Até quando idosos serão tratados indignamente.

Na ânsia de buscar resposta para sua dor, você chega a mencionar algum período de tempo, do menor aos maiores. Até quando? Só durante esta noite? Por alguns dias? Daqui há quatro, três anos? Por muito tempo? Para sempre?
Em alguns casos nós poderemos prever o final. Mas na maioria não há resposta à pergunta. Nós só fazemos porque não sabemos quanto tempo o problema durará. Em alguns casos, demora muito. Em outros, “O choro pode persistir uma noite, mais de manhã irrompe a alegria” (Salmos 30.5).

Só Deus tem a resposta exata. Mas Ele não tem o hábito de responder a essa oração do modo como a fazemos. Ele nos deixa “em suspense” quanto ao tempo, mas tenta convencer-nos de que Ele é Senhor do tempo, e que tem as rédeas de tudo o que acontece nas suas mãos. Num ato de fé e de confiança na sabedoria, na soberania e no amor de Deus, isso deveria bastar pra nós.

Que Deus; “Nos conceda a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir umas das outras.” - Reinhold Niebuhr - (*O autor é presidente da OPEL).

 

Programa Nacional de Direitos Humanos 3° edição: vamos dar uma espiadinha?

Por Marcelo Souza

É como no BBB, na casa mais famosa do Brasil- Palácio da Alvorada- o governo federal lança o seu programa onde os temas mais relevantes sobre direitos humanos são apresentados, votados e os assuntos colocados no paredão onde serão ou não eliminados. Alguns participantes dessa etapa que chegaram causando foi o Ministro da Defesa Nelson Jobim juntamente com outros participantes das forças armadas que em bloco ameaçaram sair do jogo caso a nova diretriz não reveja o termo que cria a Comissão da Verdade onde seria investigado os atos de barbárie ocorridos durante o período de ditadura militar (1964 a 1985). Outro participante que também “chegou chegando” foi o Ministro da Agricultura Reinhold Stephanes instigado pela big sister Senadora Katia Abreu da bancada ruralista votando pela eliminação do projeto caso ele não se emende e reveja as questões relativas a reforma agrária que tumultuaram o churrasco dos ruralistas. Como as panelinhas já são esperadas e essa nova edição está eclética e purpurinada, o grupo que se mobilizou e quer a transformação geral foi o GLSBT (gays, lésbicas, simpatizantes, bi-sexuais e transformistas) fazendo sua defesa para aprovar a união estável entre casais do mesmo sexo, permitindo também a adoção de crianças e direitos de herança. Ah, tem também o grupo dos proprietários de rádio e TV que estão com a liderança indicando para que seja eliminado o termo que cancela a concessão de emissoras que em sua programação ofendam os direitos humanos. Enfim tripulantes dessa nave-mãe terra, manter na rota de navegação tantos interesses é quase certo que a colisão se dará em todos as etapas dessa disputadíssima peleja. Ainda não acabou o programa, ele está só começando e você pode escolher pela permanência ou eliminação dos termos desse programa, basta contactar Brasília e votar pelo email do seu Deputado Federal ou Senador. O quê, você não lembra em quem votou? Tudo bem, eles também não lembram quem os elegeu. (Autor: Marcelo Souza graduando em Administração).

 

O BBB e o drama no Haiti

*Por Júnio Batista

Ontem à noite, como de costume, em frente ao computador, eu lia as matérias mais chocantes que marcaram o mundo durante o dia. Li que as equipes de busca do Haiti haviam resgatado uma senhora de 84 anos, após onze dias soterrada nos escombros do terremoto devastador que assolou o país. Segundo a matéria, ela estava desidratada, faminta e já possuía larvas em seu corpo, por sinal, extremamente ferido. Mas nem o a força tempestuosa da natureza e a tamanha miséria que hoje acomete aquele país foram suficientes para levar-lhe a vida. Àquela emocionante cena do resgate, somaram-se muitas outras, estampadas em fotos e manchetes no site. Senti um aperto na garganta e uma profunda dor no coração, pois como ser humano não há como não se solidarizar com tanta destruição: crianças de todas as idades órfãs, famintas, doentes, feridas e largadas à própria sorte sobre aquele amontoado de escombros. Homens e mulheres disputando os alimentos distribuídos pelas organizações de ajuda internacional. Nas imediações da Capital, Porto Príncipe, infinitos cordões de haitianos, gente de carne e osso, seres humanos, como nós, sem rumo, nem destino. Muitos, amontoados em barracas de lona, desprovidas das mínimas condições de higiene e saneamento. Frente à tamanha calamidade, ainda existem aqueles que não perdem o sorriso do rosto e a esperança em um Haiti reconstruído, com crianças bem alimentadas e felizes.

De repente, enquanto eu me emocionava com as imagens e manchetes sobre o Haiti, tive a atenção desviada, por alguns segundos, ao ouvir o choro de um homem na TV, que estava ligada na sala. Um dos participantes do BBB se derretia em lágrimas, recebendo abraços e mimos de seus colegas de confinamento. Segundo ele, não estava mais suportando o confinamento dentro da casa. A emissora ainda colocou uma música de fundo para dar uma pitada de emoção à cena e levar os espectadores fanáticos a se comoverem com o “sofrimento” do brother. Que cena mais comovente!

Uma profunda indignação brotou-me ao ver aquele indivíduo mimado se lamentando e chorando em meio a tanta luxúria. Chorava, rodeado de pompa e luxo, desperdício de comida, farras, disputas amorosas, música vibrante, dentro de uma casa que nada reflete a realidade desse país. Uma casa que pelo luxo que sustenta e beleza que ostenta assemelha-se a um oásis em meio ao deserto. Enquanto nossos irmãos haitianos morrem de fome e são constantemente atingidos pelas mais diversas mazelas e fenômenos naturais, um “brother” chora e uma grande parcela da população brasileira se comove ao vê-lo triste.

Está na hora de nós brasileiros percebermos que os verdadeiros “big brothers = grandes irmãos” que precisam de nossa assistência e atenção são os milhões de seres humanos diariamente atingidos pelas calamidades, pelas guerras, violência e fome, espalhados não apenas no Haiti, mas nas esquinas dos nossos próprios bairros. Vamos nos comover com o sofrimento daqueles que estão à margem da vida, abandonados à própria sorte, onde as câmeras de TV não ficam ligadas 24 horas, registrando sua árdua labuta em defesa da própria vida frente a um meio social tão hostil. Não há como ser insensível e não há como deixar de refletir sobre a vida depois que nos deparamos com tanta destruição e pobreza. Não há tempo para se comover com choro depressivo de um “bbb”, enquanto o mundo se acaba aos poucos (*Pedagogo, pós-graduando em Gestão e Saúde. Linha de Estudo e Temas de Pesquisa: Educação, processos formativos nas áreas sociais e Valores Humanos).

 

Alienação incabível

*Por Thaline R. Dávila Freitas Farias

A nossa educação de berço, nos induz a pensar no futuro, tentando sempre distinguir o certo do errado, o caminho correto ou duvidoso.

Infelizmente, com o passar do tempo, vivenciamos a desonestidade e mentiras de quem nos representa no cenário político. Cada vez mais nos alienamos acerca da problemática existente em todo o mundo. Isso no que diz respeito aos nossos próprios interesses, como melhoria na saúde, educação, moradia. Na realidade, a democracia, onde é aplicada, perde o lugar para a banalização, já que não há uma estrutura plausível que nos permita participar do desenvolvimento social, educacional, dentre outros.

O que nos assusta e nos envergonha, é ter a constatação de que a corrupção, seja de qual for a sua proporção, se abebera da apatia de quem ou quais deveriam nos trazer quaisquer resquícios de progresso.

Os anseios de interesses pessoais, morais, atingem inúmeras esperanças de uma vida digna que jamais se cumpre. Não devemos apenas nos revoltar, tampouco, avaliar o teor de culpabilidade de um ou outro corrupto. Devemos sim, nos interrogar, agir e banir o banditismo de uma vez por todas. Uma nação não pode se calar a tantos desacertos e humilhações. O interesse é único; queremos estar livres, livres deste crime que nos é estampado, escancarado, de que somos lesados a cada segundo.

É indubitável que os corruptos se vangloriam às nossas custas. Estamos cercados de adjetivos alarmantes, que tomaram conta do nosso cenário político, moral e social. É possível sim, por mais que pareçam utópicas, que haja soluções. O que não pode ser possível, é deixarmos em último plano os nossos direitos, deixá-los obsoletos.
A moralidade e a justiça jamais podem ser deixadas de lado. Então lutemos, sempre! (Thaline R. Dávila Freitas Farias participou do Enem 2009 com o presente texto)

 

Eles passarão, eu passarinho!

Por Júlio Carlos M. Carvalho

“Todos esses que aí estão / Atravancando meu caminho / Eles passarão... / Eu passarinho!” Estes versos são do poeta Mário Quintana, em seu intitulado “Poeminho do Contra” do ano de 1978, após três tentativas de vaga à Academia Brasileira de Letras. Quão atuais são os mesmos na vida de cidadãos da sociedade brasileira. Cidadãos estes, que no uso do livre arbítrio, optam pelo decurso do lícito, da moral e dos bons costumes.

O que leva o homem, em detrimento de interesses egoísticos, torpes, transgredir a lei? Há esperança de que nossa sociedade um dia seja mais justa, solidária e humana? Devemos nos curvar para tais mazelas e aceitar que a impunidade e a corrupção sejam o escopo da organização humana em sociedade? Não acredito ser este o caminho. Vivemos num país democrático de direito, onde, segundo a constituição no seu artigo 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.”

Então, enquanto houver pessoas dispostas a lutar e transpor essa barreira do aparentemente imutável, munidos de ações e manifestações legalmente assistidas, certamente lograremos êxito em detrimento do bem comum. “É preciso que os homens de bem tenham a audácia dos canalhas”, já dizia Benjamim Disraeli, escritor e político Britanico do século XIX. Deixemos de ser passivos, anônimos e meros espectadores. É preciso contaminar e deixar ser contaminado pelo positivo. Não podemos cruzar os braços e achar que está tudo normal. Precisamos nos destituir dessa carapaça imposta pelo sistema, criada para mimetizar nossa culpa e justificar a inércia ante o perceptível.

Somente, após mobilização de todos, comprometidos com o lícito, a moral e os bons costumes, no uso de nossas atribuições enquanto povo, cidadãos e verdadeiros fiscais dos elementos constitutivos para o bom funcionamento de nossa sociedade, poderemos, então, lembrar o saudoso Mário Quintana, mas no tempo: “Eles passaram... / Nós passarinho!” (Júlio Carlos M. Carvalho é formado em fisioterapia).

 

O canalha e o puxa-saco

Por Evilácio Guimarães

EU SOU CANALHA... E QUEM NÃO O É?! (Ibrahim Sued). Antes que as envenenadas línguas de fogo de plantão comecem a tecer, quero deixar bem claro que este texto NÃO é objetivamente direcionado aos meus desafetos pessoais, nem subjetivamente intencionado a alguém da nossa convivência social; portanto, é meramente ilustrativo.

Tanto o canalha quanto o puxa-saco são elementos deletérios e de reputação duvidosa que, ao longo dos anos, estão presentes na história da humanidade em todos os níveis e classes sociais de todos os tempos. Incrivelmente, existe até o puxa-saco do puxa-saco - aquele que fica à espreita de uma vaguinha junto ao canalha-mor e, se descuidar, ele se agacha pra tirar a poeira do sapato do chefe intencionando puxar o tapete! Outro tipo comum é o “puxa-saco genérico” que bajula até presidente de aeroclube de urubus! - Evidentemente que ninguém escapa das artimanhas do puxa-saquismo e da canalhice; em algum momento fomos, somos ou seremos vítimas dessas pragas sociais. Seja no trabalho (e principalmente), na escola, na igreja, na política, na família, enfim em qualquer lugar lá está o tinhoso puxa-saco. Ainda bem que aqui na Lapa não tem!... CALA-TE BOCA! Diz a sabedoria popular que “É melhor prevenir, que remediar.” - Que tal a gente fuçar um pouco o submundo do canalha e do puxa-saco? Vejamos.

O PUXA-SACO - Uma das versões sobre a origem do termo “puxa-saco” é essa: - Conta-se que antigamente (e bota antigamente nisso), quando uma família real mudava de palácio ou mesmo de cidade, o percurso terrestre seguia em cortejo donde as jóias, presentes, utensílios, prataria, imagens, objetos de ouro, e toda bugiganga de uso pessoal da coroa era colocada num grande saco de couro (alforje, matolão). Esse volumoso e pesado saco era conduzido por uma pessoa da confiança do rei. Por medida de segurança ele seguia a pé, atrás e próximo à carruagem, ladeado pelos guardas imperiais, e puxando esse saco estrada a fora. A partir daí, surgiu o termo “puxa-saco do rei”; hoje, simplesmente “puxa-saco”. Para facilitar o reconhecimento e a convivência com o puxa-saco, existem algumas dicas que podem ajudar na sua identificação, a partir das definições seguintes:

1 - Quando o chefe chega, ele é o primeiro a dar bom-dia com um grande sorriso nos lábios; 2 - O puxa-saco nunca responde ao chefe com um “sim” ou um “não”, ele sempre diz “sim senhor” ou “não senhor”; 3 - Toda vez que o chefe espirra ele diz “saúde”, não importa a quantidade de espirro; 4 - Ele morre de rir das piadas que o chefe conta, mesmo que seja a mais sem graça do mundo; 5 - Ele tem sempre no carro um adesivo igual ao do carro do chefe; 6 - Ele Tenta se parecer ao máximo com seu chefe. Se o chefe usar óculos de grau, ele usa também, mesmo sem problemas de vista; 7 - Ele nunca sai do trabalho antes do chefe; 8 - Ele sempre se esforça ao máximo pra demonstrar muita eficiência; 9 - Quando é passada uma tarefa, ele faz numa velocidade descomunal; 10 - Quando o chefe solta um pum, ele finge que não ouviu e nem sentiu nada; 11 - O puxa-saco sempre torce pro mesmo time do chefe, ainda que esse time seja o Íbis Sport Club de Pernambuco; 12 - Ele é sempre atencioso e demonstra muito carinho pelos familiares do chefe; mesmo que sejam pessoas reconhecidamente insuportáveis; 13 - O puxa-saco é obediente e fiel; acredita que mesmo sendo incapaz, um dia ele será Chefe de algo, ainda que isso se restrinja ao controle de entrada e saída dos demais colegas; 14 - Ele sempre está ao redor do Chefe, em órbita elíptica, 360 dias no ano, em todas as suas horas, segundos, e em eventual nova descoberta sobre o tempo da Física; 15 - O puxa-saco se utiliza da falta de amor próprio e de seu complexo de inferioridade, a ponto de lamber todas as migalhas deixadas pelo Chefe; 16 - O puxa-saco, em sua pouca inteligência, confunde suas atividades servis com poder, e isto o levará a uma lenta e triste derrocada; 17 - O puxa-saco esquece de sua natureza insignificante e começa a adentrar a Zona de Poder do Chefe.

Enfim, o puxa-saco é aquela figura sem talento, mas astuta e muitíssimo esperta e que utiliza ardis poderosos para manter-se sob a luz do Chefe. - No Brasil, ficou muito conhecida a estória do puxa-saco a quem o então presidente Getúlio Vargas perguntou as horas, certa feita, no aeroporto. O puxa-saco olhou o relógio e, sem pestanejar, informou assim: - "São as horas que Vossa Excelência desejar, Senhor Presidente!". E o presidente Vargas, sempre com um sorriso nos lábios, retrucou: - "Pode botar seu relógio fora, menino! Ele é de muito má qualidade”. - Tem também, a estória do funcionário público que era tão puxa-saco, tão puxa-saco que entrou no gabinete do chefe e, ofegante, explodiu: "Sabe, meu chefe, estou muito contente, muito feliz, mesmo. É que a minha mulher deu à luz ontem. Só queria que o senhor visse o menino: é a sua cara, chefe! - Pra refrescar a memória ou pra conhecimento, nos carnavais da década de 60, uma das marchinhas que mais fez sucesso tinha essa estrofe:

“Lá vem o cordão dos puxa-saco / Dando viva aos seus maiorais, / Quem tá na frente é passado para trás, / E o cordão dos puxa-saco cada vez aumenta mais!” Dá saudade dos velhos carnavais!... Dos velhos puxa-saco... NUNCA!

O CANALHA - O verbete “canalha” tem significados; mas não tem história. - Canalha é canalha, e pronto! Por se tratar de um desvio inato de conduta ou da má formação do caráter, não é fácil identificar o canalha com uma simples visualização; mas, assim como a lesma por onde passa deixa o rastro, o canalha deixa seqüelas nas suas vítimas. Melhor ficarmos atentos nas pegadas deixadas pelo canalha, elas apontam em direção a ele. Por exemplo:
1 - O canalha é aquele que não concorda com você, mas diz que está certo; 2 - O canalha aprova sem aprovar, aplaude sem aplaudir, sofre sem sofrer, manda cartões de pêsames sentindo parabéns; 3 - Os amigos do canalha duram o tempo da função que eles exercem; 4 - O canalha pode ser tratado permanentemente por excelência, mas jamais será excelente; 5 - Promessas de canalha não é dívida, é dúvida; 6 - Onde reside o canalha? Em todos os lugares, todas as situações - menos nele mesmo; 7 - O canalha é um sertanejo às avessas. Ele é antes de tudo um fraco; 8 - O canalha engorda com a inflação e com a fome alheia; 9 - Quem diz que o canalha dorme? Ele é um eterno vigilante. Por isso, com ele os bons não conseguem sobreviver; 10 - Quando Jesus Cristo disse que os filhos das TREVAS são mais espertos do que os filhos da LUZ, ele via diante de si a multidão de canalhas querendo usufruir o poder; 11 - Um canalha quando mora num palácio, ele se diz pragmático; 12 - O canalha jamais aceitará um concorrente. Ele vive de jogadas. Aliás, para ele a vida é simplesmente um jogo; 13 - O canalha mata o pai e a mãe, chora no enterro, e depois pede auxílio por ser órfão; 14 - O carro preto à mão de um canalha será o carro fúnebre de quem o atrapalhar na sua canalhice; 15 - Um povo está em decadência, quando não consegue distinguir quem não é canalha; 16 - As artimanhas do canalha, muitas vezes o transformam em amado. Aí reside o grande perigo. Mussolini foi amado por algum tempo. Hitler também. Nero também; 17 - O CANALHA JAMAIS SOFRE!

Enfim, se o canalha e o puxa-saco forem colocados num liquidificador e batidos na velocidade máxima, resulta num terceiro elemento também deletério e de reputação duvidosa, que é o “hipócrita”; e que pode ser definido como: “A pessoa que faz tudo para parecer aquilo que ela pensa que nós pensamos que ela é.” Refletindo sobre a hipocrisia e a canalhice brasileira sustentadas pelo puxa-saquismo, o poeta Patativa do Assaré nos legou esses versos: “Inquanto o Brasi di cima / Fala di transformação / Industra matéria prima / Discobertas e invenção ,/ O Brasi di baxo insiste / No drama penoso e triste / Da negra necissidade: / É uma coisa sem jeito / E o povo não tem direito / Nem de dizê a verdade.”

Dá saudade dos velhos poetas!... Dos velhos canalhas... NUNCA!
“EU SOU CANALHA... E QUEM NÃO O É?!” Frase de Ibrahim Sued (Carioca-Jornalista. Colunista Social. Compositor). Essa frase ficou famosa nos anos 70, pelas circunstâncias que ela foi dita. Nos anos 70 o Brasil tava em plena Ditadura; e a nata intelectualizada sempre que possível “descia o cacete” nos militares. Conta-se que numa rodada de amigos Ibrahim Sued disse: “A alta cúpula das Forças Armadas está cheia de canalhas”. Dias depois, ele foi convidado pra ser mestre-de-cerimônias de uma festa no Clube dos Oficiais do Rio de Janeiro. Nesse meio tempo, ele foi avisado que era uma armação para prendê-lo. Mesmo correndo o risco de ser preso, ele compareceu ao evento; e em tom de desafio, apontou o dedo pra todos e disse: “Eu sou canalha... E quem não o é?!” E após alguns segundos de perplexidade, todos caíram em gargalhadas e ovacionaram o saudoso Ibrahim Sued. E lá estava A CANALHICE, O PUXA-SAQUISMO, E A HIPOCRISIA! Ademã, que eu vou em frente... (Evilácio Guimarães é bancário aposentado, ex-vereador, pedagogo e membro da Academia Lapense de Letras).

 

Palavras de ordem

Por Mara Cerqueira

Vamos combinar que não dá para perder a oportunidade de dar algum palpite do que vai acontecer no ano de 2010. Até quem fica sempre calado quer falar. É início de ano e tudo fica com a idéia de renovação. Mas, vale lembrar que no início de ano todo mundo faz muitos propósitos. Há quem faça até lista de tudo que vai realizar durante o ano. Porem, é preciso ficar atento para a velha mania de deixar tudo para depois: aquela atividade física que você jurou que ia começar ao iniciar do ano, não se esqueça que ela era importante quando disse que ia começar; O “checape” que ia fazer para ver como estava a saúde do seu corpo; os estudos que você sabe que vão ser importantes para sua carreira e enriquecimento pessoal; o trabalho voluntário que sabe que precisa fazer, afinal, alguém precisa dele; a reeducação alimentar que precisa fazer, pois está acima do peso ideal e ainda tem problemas de intestino preguiçoso; a reeducação financeira para este ano, pois em 2009 terminou endividado e não quer que isso aconteça no ano que começou; e essa lista se prolongaria se caso tivesse tempo e espaço, Ah! Não dá pra esquecer sua atividade religiosa, porque prometeu ser mais engajado este ano.

São tantas as promessas! Pena que dificilmente serão todas cumpridas quando o ano terminar. Vale lembrar que o planeta seria muito melhor para se viver se os desejos de melhorias pessoais fossem cumpridos, pelo menos um por habitante.

Neste ano, tem algumas coisas que talvez não fizessem parte da sua lista, se informar sobre o aquecimento global, por exemplo, afinal, você é um dos respostáveis por ele, e isso vai lhe custar pouco esforço. Tente comprar em empresas que cuidem do meio ambiente, ou têm projetos internos para diminuir a quantidade de gases emitida na camada de ozônio, procure saber se as empresas onde você compra apóiam algum projeto social, cultural ou educativo, é uma ótima forma de você melhorar sua vida. Não se esqueça dos produtos que você usa, eles têm que estar investindo em idéias novas, principalmente ligadas a melhorias no planeta. Reflita! Uma empresa que não se preocupa com o bem estar geral não merece sobreviver ou precisa se reinventar; essa é a palavra mágica para 2010: R E I N V E N T A R. Mesmo que você não faça nada da sua lista, pelo menos estas dicas precisam ser cumpridas com muito capricho e isso é consenso entre todos os segmentos sociais: Religiosos, Culturais, Econômicos, Políticos, e outros. Até no ramo de publicidade, o lema para 2010 é este: “Lucra mais quem pensa mais no bem comum”. Palavras de ORDEM! (*Mara Cerqueira é diretora do Visto).

 

Farinha pouca, nosso pirão primeiro!

Por Evilácio Guimarães

04/01/2010

“Devemos usar, com cuidado e com proveito, tudo que a nós foi confiado, pois não é “nosso” e nos foi confiado apenas temporariamente”. (Buda)

Sidarta Gautama (Buda), 600 anos antes de Cristo, narrou essa história: - Uma rainha deu quinhentas peças de roupas à sua criada. O rei, suspeitando da criada, perguntou-lhe o que iria fazer com as quinhentas peças? - Ela respondeu-lhe: “Ó, meu rei, muitos irmãos estão em farrapos e eu vou distribuir estas roupas entre eles.” - Assim estabeleceu-se o seguinte diálogo:

“O que farão com as velhas roupas?” “Faremos lençóis com elas.” “O que farão com os velhos lençóis?” “Faremos fronhas.” “O que farão com as velhas fronhas?” “Faremos tapetes com elas.” “O que farão com os velhos tapetes?” “Usá-los-emos como toalhas de pés.” “O que farão com as velhas toalhas de pés?” “Usá-las-emos como panos de chão.” “O que farão com os velhos panos de chão?” “Sua alteza, nós os cortaremos em pedaços, misturá-los-emos com o barro e usaremos esta massa para rebocar as paredes das casas.”

Estamos no ano de 2010 e o conceito de reciclagem contido nessa história, narrada há 600 anos antes de Cristo, nos dá um puxão de orelhas e aponta alguns significantes da palavra RECICLAR. Vemos claramente no diálogo da criada com o rei, alguns princípios éticos e processos de sofrimentos mentais, quais sejam: a) Na prática - a reciclagem como reaproveitamento material; b) No âmbito social - a solidariedade, pela distribuição das roupas aos necessitados; c) No plano espiritual - a consciência de que nada temos nada levamos; d) No campo racional o aproveitamento das sobras para recompor, mentalmente, o que antes era inteiro e concreto; e) No processo mental - o esforço que a criada faz para não perder o valor estimativo daquilo que é vital para a continuidade do vínculo social. Logo, reciclar vai muito mais além de um simples reaproveitamento material.

Consonante com a narrativa de Buda tem essa passagem Bíblica: “... E ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte, o vinho novo rompe os odres e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; o vinho novo deve ser deitado em odres novos.” (Marcos, 2:22) Sendo reciclar a transformação do velho para novo, vemos nessa passagem Bíblica que a coisa nova (idéia, proposta, pessoa, etc.) Em princípio, é rejeitada; portanto, precisamos nos reciclar e abrir a nossa mente para possibilitar a entrada e aceitação de novos caminhos, assentando-nos nos seguintes princípios: a) Abrir caminhos para o novo, respeitando o antigo; b) Quando entrar deixe a porta aberta pra outros que virão; c) Chegando lá, prepare o ambiente pro futuro dos nossos filhos e prepare os filhos pro futuro do nosso ambiente. Só assim, as novas gerações terão a garantia de dias melhores. 2010 era futuro, e estamos em 2010; logo, O FUTURO É HOJE! - O Ano Velho é a experiência; o Ano Novo é o sonho. - Buda sonhou... Cristo sonhou... Nós também podemos e devemos SONHAR!

E O PAPEL DO POLÍTICO É AJUDAR O POVO A REALIZAR OS SEUS SONHOS! - 2010 é um ano que traçamos o destino da Nação elegendo o Presidente da República, Senadores, Governadores, Deputados Federais e Estaduais. E o ato de votar tem seus significantes porque envolve três personalidades com sonhos diferentes: O CANDIDATO Sonha com a probabilidade de atingir graus mais altos do poder; b) O POLÍTICO Sonha com a possibilidade de manter-se entre o poder e o povo; c) O ELEITOR Sonha com a oportunidade de por no poder alguém que traga benefícios e que esteja próximo da sua realidade pessoal, ideológica e social. Conforme ensina a narrativa de Buda e a passagem Bíblica, dar um voto de confiança a alguém não é só uma obrigação civil; acima de tudo, é contribuir com o futuro que sonhamos! “O peixe de água salgada não consegue adaptar-se em água doce, e vice-versa; o problema não está no peixe, é o meio ambiente que não está preparado para recebê-lo.” Com certeza, a Lapa já tem o ambiente preparado e um candidato a Deputado Federal, “prata da casa”, adaptado ao nosso meio. Portanto, chegou a nossa vez de fazer o “dever de casa” como fazem em Santa Maria da Vitória, Caetité, Barreiras, Guanambi e outras cidades que, há anos, levam daqui milhares de votos pra eleger o seu Deputado Federal! De agora em diante... FARINHA POUCA, NOSSO PIRÃO PRIMEIRO! (*Evilácio Guimarães é ex-vereador, bancário aposentado, pedagogo e membro da Academia Lapense de Letras).

 

Perspectivas para 2010

O próximo ano deverá ser, no plano econômico, uma edição melhorada deste agonizante 2009. Haverá sensível aceleração do crescimento, com o natural cortejo de conseqüências previsíveis, como aumento do emprego e renda para todas as faixas do espectro social. Essa é uma vitória da estabilidade iniciada no governo Fernando Henrique Cardoso, com o domínio da inflação, redução da presença do estado na economia, política que vem sendo seguida pelo governo Lula, não obstante pequenas distinções periféricas que não afetam a essência do conjunto. Tem sido graças a essa continuidade operacional ao longo dos quinze anos que compreendem os dois governos que o Brasil vem se afirmando perante o mundo como mercado atraente para grandes investimentos. É inegável, portanto, que o Brasil dá passadas largas na direção do primeiro mundo.

Há, porém, obstáculos consideráveis a serem vencidos, todos eles deitando raízes profundas na má qualidade do ensino básico brasileiro, sendo os mais ostensivos a violência galopante e o clima reinante de generalizada impunidade de todo tipo de delito.

As vozes mais autorizadas são unânimes em reconhecer que se não houver alterações profundas no modo de encararmos o significado da educação para o avanço das sociedades modernas, corremos o risco de retardar se não o de inviabilizar a materialização de todo o variado leque de nossas enormes possibilidades de avanço econômico e social.

Desgraçadamente, informados de que a maioria da população brasileira, conforme pesquisas recentes, não dá a devida importância ao papel da educação no desenvolvimento dos povos, nossos políticos, mais preocupados com o resultado das próximas eleições do que no destino das próximas gerações, continuam criminosamente a relegar a plano secundário a indispensável tarefa de investir no preparo de nossa juventude, como fizeram todas as nações desenvolvidas do mundo, constituindo os exemplos mais recentes a Coréia do Sul e a Finlândia. Nossa realidade é tanto mais grave quando se sabe que educação é um processo que demanda tempo e continuidade por sucessivas administrações, não é como uma estrada, um edifício ou uma ponte que podem ser iniciados e concluídos em uma única gestão.

Enquanto não alcançamos o patamar desejável de eficácia no preparo das gerações jovens e na reciclagem sistemática dos profissionais em exercício, é imperativo acabarmos com a impunidade reinante que, além de representar um acinte aos cidadãos probos, é um estímulo à criminalidade, pela rápida e perniciosa disseminação do entendimento de que no Brasil, diferentemente do velho aforismo moralizador, o crime compensa.

Em matéria de impunidade, o povo brasileiro, entre incrédulo, indignado e impotente, assiste ao colapso de seu sistema judiciário penal. Adensa-se a convicção em todas as mentes de que entre nós quem tiver dinheiro para contratar bons advogados pode delinqüir a mancheias que nunca será punido como manda a lei.

Em matéria de impunidade, o ano se finda com exemplos de ostentatória obscenidade. Mencionemos apenas três:1) o governador de Brasília, flagrado repartindo com os membros da quadrilha que chefia o butim resultante do assalto ao Erário, parece que governará até o último dia do seu termo; 2) o soldado que assassinou com o carro que dirigia, em Lauro de Freitas, a mãe, uma filha e mandou uma outra para as incertezas da sobrevivência, vai se defender em liberdade como assegura nossa legislação boazinha e tranquilizadora dos criminosos. Anotem: nada lhe acontecerá, menos porque tenha dinheiro e mais porque será beneficiário da funesta e subdesenvolvida prática da solidariedade corporativa; 3) o debilóide que enfiou dezenas de agulhas no corpinho de uma criança de dois anos será libertado por força da lei. Da nossa lei.

2010 é ano de eleições. Refletir sobre a importância do voto não é tudo, mas é um bom começo. É fundamental votar nos melhores, nos mais honestos que ainda há. É verdade que esses representam uma minoria cada vez mais reduzida. (Fonte: Tribuna da Bahia)

 

O que vou ser quando crescer?

Por Lieci Cerqueira

Embora o colegial pareça ser os últimos e decisivos anos para a escolha da carreira profissional, alunos de 17 e 18 anos têm maturidade e opinião formada sobre o que realmente querem fazer pelo resto da vida?
O teste vocacional declara que devo escolher uma profissão ligada a psicologia e entendimento da sociedade, os meus pais acreditam que medicina e engenharia ainda são as melhores opções, mas a minha professora tem certeza que eu deveria seguir sua carreira, pois sou sua melhor aluna de português. E eu, fico sem saber o que assinalar na hora da inscrição para o vestibular. Enfim decido e escolho: Design Gráfico. A escolha perfeita, pois desenho desde os cinco anos, adoro computador e já fiz até alguns cursinhos de mangá.
Concluo a inscrição, fecho a página na internet, me olho no espelho e sinto um alívio. Minha mãe pergunta com olhos brilhantes:
- Então filha, fez a inscrição para Medicina? E eu respondo: - Sim. Mais tarde, meu pai indaga: - Filhona, vejo que está mais feliz hoje! Aposto que já fez a inscrição para Engenharia, acertei? E eu novamente respondo: -Sim. No dia seguinte minha professora vem em minha direção toda contente e pergunta: - Querida, já se inscreveu para Letras com habilitação em Português? Eu me enrolo um pouco e pergunto. -Letras com quê? - Com habilitação em Português, para você poder dar aula assim como eu. E eu sorrindo respondo. -É claro professora. O resultado do vestibular sai, e minha mãe, meu pai, minha professora, vêm até mim aflitos. - Não acredito que você não tenha passado. - Ham? Espanto-me com o questionamento. -Você não está na lista? Informa minha mãe.
- É claro que estou.. Respondo feliz e radiante. Pego um papel dentro da minha pasta e mostro. “6º lugar Mariana Pereira Bastos - Design gráfico - SENAI”. - Vocês sabiam que esta é a melhor escola técnica do país? Tento dissimular a situação. Fiquei sem resposta e sozinha, pois todos saíram juntos e nem sequer me deram tchau. Dá pra acreditar?
Acredito que decepcionei a todos, mas fiz o deveria fazer. Vou estudar na melhor escola técnica do país e vou ter férias sonhadas. Meus pais vão viajar, as aulas terminaram e eu estou de castigo. Dá pra acreditar de novo? E durante todas as férias. Ficarei em casa sozinha e com algumas economias, afinal a minha mesada também vai sair de férias com meus pais.
Quer saber! Foi melhor assim. Terei dois anos para pensar na tão sonhada universidade! Afinal, só tenho 17 anos e ainda não decidi se gosto de ovos mexidos ou omelete!
Se me complico em duas escolhas, imaginem em quatro! Isto é, cinco, já ia me esquecendo que eu também tenho direito de escolher “o que vou ser quando eu crescer”.

 

Enfim... O Fim!

Por Evilácio Guimarães

Reflexão natalina: “Nossos filhos devem possuir as mesmas coisas que as outras crianças, mas eles devem também ser privados daquilo que falta às outras crianças.” (Che Guevara)

EITA!... QUE SUFOCO ESSE TAL DE 2009, HEIN?! - Ainda bem que só falta um tiquinho! Pensando bem, todo mundo tem algum motivo pra comemorar a virada do ano. Uns felizes pelo que de bom aconteceu; outros, aliviados porque chega ao fim um péssimo ano. Uma coisa é certa: presépios e presepadas vão ter de montão pra se comemorar! Afora o sentimento de Cristandade, sobra a costumeira hipocrisia social: receber cartão de desconhecidos... Enviar cartão pro vizinho em vez dar um abraço... O comércio deseja “Próspero Ano Novo” pra continuar esfolando o seu bolso... Alguém diz “Feliz Natal”, mas doido pra dar um murro... O abastado ceia peru com chapagne, espiado pelo olhar pidão de quem só come “o pão que o diabo amassou”... Centenas de amigos listados no ORKUT, nenhum manda sequer um cartão... Pior ainda, é saber que tudo isso acontece em nome de um Justo que nasceu numa manjedoura e por amor morreu na cruz! Cada vez mais eu me convenço de que só existe solidariedade entre iguais! Mas... Hipocrisias à parte, estar vivo já é um bom negócio.

Contudo, se dermos uma olhadela de soslaio nas políticas públicas, a gente vê que não foi de todo tão ruim assim. Pois, mesmo com a recessão iniciada em 2008 e ressalvada as diferenças econômicas e sociais, o nosso município sofreu menos no setor público, haja vista a capacidade do Prefeito em administrar dificuldades priorizando as classes menos favorecidas com obras e assistência social básica.

Evidentemente que esse destaque soma-se à sua posição como Presidente da União dos Municípios da Bahia, elevando o nome da Lapa através duma conquista acirrada, da qual sou testemunho ocular e presencial. Neste caso, Justiça meritória se faz a dois titãs da política baiana, Gedel e Artur Maia, que em sintonia com o Prefeito não medem esforços para canalizar recursos pro nosso município. Portanto, vamos tirar o máximo de proveito desse “Trio Parada Dura”, pois inda temos mais três anos pra cobrar... Cobrar... E cobrar! - A esperança nos move nessa direção!

Cremos que a partir de 2010 a situação tende a melhorar. Ano político... Torneiras abertas... Possibilidade de eleger um Deputado Federal “prata da casa”... No mais, é a gente fazer por onde as coisas boas nos aconteçam... E pra quem teve um péssimo 2009, vem o alívio de poder dizer: ENFIM... O FIM! (*Evilácio Guimarães é pedagogo, ex-bancário e ex-vereador e membro da Academia Lapense de Letras).

 

Boca no Trombone

Por Evilácio Guimarães

RASGARAM A PRIMEIRA PÁGINA DA HISTÓRIA DE EMANCIPAÇÃO DA CIDADE! - Puxa-Saquismo... Ignorância... Burrice... Estupidez... Sacanagem... Ou tudo junto?! - É um absurdo o troca-troca de nomes das ruas da Lapa! Se continuar assim alguém poderá dizer “eu moro na ex-rua tal, hoje rua tal e amanhã terá um nome qualquer!” O povo ficou estarrecido com a retirada do nome J.J.SEABRA de uma rua do centro histórico da Cidade! Capciosamente, não retiraram os nomes Av. Paulo Souto, Rua Sílvio Santos, Rua Transbrasil, dentre tantas outras aberrações! Pra quem ainda não sabe, o Dr. José Joaquim Seabra (JJ Seabra) governou a Bahia por duas vezes, 1912 1916 e 1920 1924; E FOI O DR. JJ SEABRA QUE, NO DIA 31/08/1923, ASSINOU O DECRETO DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE BOM JESUS DA LAPA! Ora!... Se quem fez da Lapa uma cidade sofre um desrespeito desses, a quem mais essa gente vai respeitar? Por muito menos vergonha, um avestruz enfia a cabeça num buraco!... Que fiquem alerta a Igreja Católica, o Conselho de Defesa do Patrimônio, a Academia de Letras de Bom Jesus da Lapa, os Educadores, o IBGE, os cidadãos e cidadãs de bom senso! Pois, a qualquer momento, os “Déspotas Esclarecidos” de plantão negarão o nome do fundador da Lapa e mudarão o nome do Município, para fazer homenagens aos seus iguais!

A história de uma cidade se escreve com a história do seu povo. Portanto, devemos homenagear dando nomes de ruas, avenidas, logradouros públicos, etc. àquelas pessoas que contribuíram com essa história. Obviamente, ninguém é contra uma homenagem a outrem; por outro lado, ninguém é a favor que se “descubra um Santo para cobrir outro”!... Afinal, existem bairros novos, com novas ruas e avenidas que podem ser denominadas com homenagens póstumas aos nossos concidadãos. O que se questiona são os critérios usados, ou a falta deles; pois, nessa incessante troca de nomes, não estão levando em conta os transtornos e prejuízos decorrentes. Por exemplo, o desvio de correspondências... Contas de água, luz, telefone, etc. não recebidas... Perdas de oportunidades pela não confirmação de endereço, tais como: concursos, currículos de trabalho, inscrições de vestibular... Rompimento de relações interpessoais e comerciais... E muito mais!
Essa temática de há muito é motivo de preocupação da Academia de Letras de Bom Jesus da Lapa; inclusive com abordagens amiúde e aprofundadas. Pois, além da adequação dos nomes, tem o problema de numeração e colocação de placas indicativas. É preciso um grande debate envolvendo o Legislativo, a sociedade organizada, o Executivo, os Conselhos pertinentes e instituições diretamente ligadas ao tema/problema tais como COELBA, ECT, SAAE, EPC, IBGE, as escolas, a imprensa falada e escrita como grandes formadores de opinião. Vejamos alguns exemplos do problema: a) Travessas da Av. Manoel Novais com o nome de “Travessa Lauro de Freitas”; b) A Rua Floriano Peixoto se funde e confunde com a rua Cel. Avelino Bastos; c) A Rua Sta. Luzia que, originalmente, inicia na Loja Maçônica “Luz e Liberdade” e termina no Cemitério, já ultrapassou o bairro São Miguel que nem existia naquela época; d) Existem ruas com menos de 50 casas, cuja numeração ultrapassa o número 1000; e) Existem ruas que as casas localizadas no centro têm a numeração maior do que as periféricas; f) Muitas casas do Centro Histórico foram demolidas, e os números originais não foram mantidos nas novas construções; g) Existem ruas com números pares e ímpares no mesmo lado; h) O bairro Magalhães Neto, originalmente, é “Conjunto Habitacional Magalhães Neto” que pertence ao bairro São Miguel. Só esses exemplos já dão a dimensão do caos urbano. Preocupa-nos que a Lapa está crescendo com rapidez e desordenadamente! E se alguma providência concreta e perene não for tomada, resta-nos a tristeza de ver a História da nossa querida Cidade perder-se no caos urbano!

Como forma de protesto contra o desrespeito ao sentimento do povo, deixo para aqueles que insistem em dar nomes de ruas, usando o puxa-saquismo pra obter votos da família do homenageado; ou, talvez, para ter a simpatia do eleitorado dando nome de um político ou de um ídolo nacional, a idéia plausível de usar o mesmo critério Imperial; ou seja, acrescentar nos nomes dos próprios filhos, o nome do homenageado; como exemplo, o nome de D. Pedro I era Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon; e o da Princesa Isabel era Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga Bourbon de Orléans e Bragança. Dá até pra imaginar o nome do filho do puxa-saco assim: “Lula Wagner César Borges Paulo Souto Zé Rocha Arthur Maia Pelé Kaká Ronaldinho Gil Caetano Chico Buarque Faustão Senna e Seleção Brasileira”; e o nome da filha assim: “ Xuxa Betânia Gal Luiza Erundina Chica do PT Marisa Monte Mulher Melancia Benedita da Silva Ana Maria Braga Hortência e Novela das Oito”. Lindo, lindo, não? - Melhor assim do que mexer com o sentimento do povo! - E se não dermos um “BASTA!” aos “Déspotas Esclarecidos” de plantão, a coisa tende a piorar! (*Evilácio Guimarães é Pedagogo, ex-bancário, ex-vereador, membro da Academia Lapense de Letras).

 

O dia da Bíblia

*Pr. Sebastião Gonçalves

O Dia da Bíblia surgiu em 1549, na Grã-Bretanha, quando o Bispo Cranmer, incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. A data escolhida foi o segundo domingo do Advento - celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal. Foi assim que o segundo domingo de dezembro tornou-se o Dia da Bíblia. No Brasil, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 1850, com a chegada, da Europa e dos Estados Unidos, dos primeiros missionários evangélicos que aqui vieram semear a Palavra de Deus.

Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que se manifestassem publicamente. Por volta de 1880, esta situação foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizando.

Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro deste mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, no Monumento do Ipiranga.

Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em cerca de 60 países, sendo que em alguns, a data é celebrada no segundo Domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim. As comemorações do segundo domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos em todo o País.

Por isso é tempo de ouvir a voz de Deus. Você alguma vez já se perguntou se Deus ainda fala com as pessoas hoje em dia? E se fala, será que você também pode se comunicar com Ele? Bem, acredite ou não, a resposta é sim e este livro explica como. Primeiramente, para poder compreender como é possível nós, meros humanos, nos comunicarmos com o grande Deus e Criador do Universo, é importante entendermos o quanto Deus nos ama. Ele ama tanto a cada um de nós, que há muitos anos mandou Seu filho Jesus à Terra para morrer pelos nossos pecados e nos dar a dádiva da vida eterna no Céu para aqueles que nEle crêem. Em seu amor, Deus também nos deu a Bíblia, pela qual nos diz como viver em amor com Ele e com o próximo. A Palavra de Deus na Bíblia também nós dá fé, consolo, encorajamento, força e as instruções que precisamos na nossa vida ocupada e freqüentemente estressante.

Mas não pára aí. Deus nos ama tanto que não só quer falar conosco através da Sua Palavra escrita em tempos passados contida na Bíblia, mas também quer Se comunicar com cada um de nós pessoalmente, hoje! Ele sabe que temos perguntas, dúvidas e dificuldades, e quer nos dar as respostas que precisamos, as Palavras de fé e confiança que nos ajudarão em tempos difíceis. Assim sendo, criou uma porta, um canal entre Ele e cada um de nós, para que através da oração possamos falar com Ele e, em resposta, ouvir o que Ele tem a nos dizer.

Talvez se pergunte se Deus pode falar com você embora não O conheça muito bem. Será que Ele fala apenas com as pessoas perfeitas, ou com àqueles que, ao longo de anos, tiveram a oportunidade de estudar as Palavras já registradas? De jeito nenhum! A Bíblia diz: "Da boca das crianças e dos que mamam tu [Deus] suscitaste força". A verdade é que ninguém, por melhor que seja, é digno de se comunicar com Deus, mas Ele, por amor, fala com qualquer um que tiver um pouco de fé, como a fé de uma criança.

Ele quer falar com você, lhe dar uma chance de experimentar Sua infinita sabedoria e amor, ajudá-lo a crescer passo a passo e a conhecê-lo e compreendê-lo melhor. "Fale Comigo," Ele diz, "e Eu responderei. Perguntem-Me e Eu contarei a você segredos fabulosos". (Jeremias 33.3).

Como mencionado anteriormente, Deus fala aos que crêem de várias maneiras diferentes. Quando o faz através da Bíblia (algo que ocorre com muita freqüência), permite que, à medida que a pessoa lê certo trecho, este lhe chame a atenção, e mostra como se aplica à sua situação ou como esclarece a dúvida que ela tinha. Às vezes também fala através de conselheiros, pessoas tementes a Deus, em sonhos e visões e nos últimos dias nos tem falado através do seu único filho Jesus Cristo. Nesta breve reflexão, entretanto, falaremos sobre uma forma muito pessoal e específica que Deus usa para falar com Seus filhos: a profecia. O que é profecia?

É Deus falando conosco através da Sua Palavra escrita ou, quando realmente ouvimos palavras específicas em nossa mente que acreditamos, Ele nos esteja falando, e quando as expressamos, isso é profecia. É possível estar escutando a voz de Deus nas vezes em que não se fala ou se escreve o que se recebe e não há nenhuma lei que diga não ser isso também profecia. Todavia, como lerá mais adiante, há algumas boas diretrizes que convém observarmos quando recebemos profecias, tais como comparar com a Bíblia as coisas que recebemos diretamente, assim como confirmar a mensagem recebida com outros crentes. Então, para mantermos a coisa simples, quando faço referência à profecia estou falando de profecia falada ou registrada. Quando a maioria das pessoas ouve as palavras "profeta" ou "profecia", imediatamente pensa em pessoas que predizem o futuro. Bem, muitos dos profetas de Deus nos tempos bíblicos previram acontecimentos futuros, mas este não é o único tipo de profeta que existe, nem todas as "profecias" estão relacionadas com o futuro, muito menos com a Bíblia. Uma das definições do dicionário para profecia é "mensagem divinamente inspirada". Profetizar é, portanto, o ato de receber mensagens de Deus, independentemente de se referirem ao passado, ao presente ou ao futuro. Há muitas maneiras através das quais o dom de profecia pode beneficiar você pessoalmente. Através dele, Deus pode lhe dar respostas bem específicas para os problemas que encontra na vida, palavras de consolo quando está doente ou desanimado, pode lhe mostrar como compartilhar a sua fé com outros, assim como lhe dar instruções precisas sobre como ajudar pessoas necessitadas. Ele quer que você seja capaz de ouvir o que Ele tem a dizer hoje, tanto para a sua própria felicidade quanto para melhor demonstrar aos outros a sua fé em Deus. "Toda Escritura é inspirada por Deus". II Timóteo 3 versículo 16. "Sabendo, primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto, homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo". II Pedro 1:20 e 21.

Você pode escutar os Céus! Coloque Deus à prova e veja se Ele não lhe abrirá a janela do Céu e derramará tantas bênçãos os tesouros da Suas Palavras para você pessoalmente que não terá onde conter todas! Portanto, através da Bíblia Deus fala com quem crê e a oração é a mão da fé que acionamos para falar com Ele, tudo que nos aflige e nos preocupa e ele esta sempre pronto pra ouvir e responder. Aproveite desta riqueza inigualável à hora que você quiser. "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje, e eternamente!" (Hebreus 13:8). Assim como falou aos homens de antigamente, Seus profetas do passado, Ele fala também a nós hoje. Ele ainda está vivo, graças a Deus! Muitos homens ilustres expressaram seu respeito por este livro testificando-lhe a influencia. Abrahan Lincoln: “Ou a Bíblia me afasta do pecado, ou o pecado me afasta da Bíblia

(D. Pedro II): "Eu amo a Bíblia, eu leio-a todos os dias e, quanto mais a leio tanto mais a amo. Há alguns que não gostam da Bíblia. Eu não os entendo, não compreendo tais pessoas, mas, eu a amo, amo a sua simplicidade e amo as suas repetições e reiterações da verdade. Como disse, eu leio-a quotidianamente e gosto dela cada vez mais." George Washington (Presidente dos Estados Unidos): “É impossível governar bem o mundo sem Deus e sem a Bíblia.” O Papa Pio VI: "Os fiéis devem ser incitados à leitura das Santas Escrituras, porque é a fonte mais abundante da verdade, e que deve permanecer aberta a todas as pessoas, para que dela tirem a pureza da moralidade e da doutrina, para destruir inteiramente os erros que se espalham tão rapidamente nestes tempos corruptos".

Napoleão Bonaparte: "O Evangelho não e simplesmente um Livro, mas uma força viva - um Livro que sobrepuja a todos os outros". Abraham Lincoln (Presidente dos Estados Unidos): “ Creio que a Bíblia é o melhor presente que Deus já deu ao homem. Todo o bem da parte do Salvador do mundo, nos é transmitido mediante este livro.” (*Pr. Sebastião Gonçalves é presidente da Opel).

 

Cadê eles?

Por Evilácio Guimarães

Os considerados “Prata da Casa”, onde estão?  Sabemos que o voto é obrigatório para os eleitores dos 18 aos 70 anos; e facultativo para os analfabetos, os maiores de 70 e os menores de 18 anos.  Mas em quem votar, é um direito livre e tácito! Por assim ser, cabe ao interessado provocar no eleitor estímulos que garantam, no futuro, um retorno individual ou coletivo. Portanto, o político que é afinado com seu grupo e com o eleitorado sabe que política se faz 24 horas por dia, 365 dias por ano. Pois, de modo geral, o eleitor espera a campanha pra decidir o seu voto; mas os partidos políticos, prefeito, vereadores, formadores de opinião e simpatizantes não podem ter a burrice de “deixar pra depois” as posições que devem ser tomadas JÁ!  E se ficarem na indolência até outubro de 2010, quando olhar no retrovisor do tempo só verá o rastro do “leite derramado” hoje!  Faltam onze meses pras eleições, e várias lideranças da política local já fecharam acordo de campanha com pré-candidatos a deputado federal e estadual. O que preocupa ao bom senso é que esses acordos, quase sempre, são feitos na base do “toma lá, dá cá!” com candidatos que só conhecem a Lapa através do Mapa Geopolítico da Bahia. Mas... O saudoso sociólogo, Betinho, bem dizia: “Não existe ideologia, de barriga vazia!” - E em tempos difíceis, esperar fidelidade ideológica de eleitor é burrice em dobro!

- Como quem sabe faz a hora, a gente vê todos os dias no noticiário nacional a oposição pipocando denúncias contra o Presidente Lula, acusando-o de fazer campanha antecipada para Dilma. Evidentemente ele nega; mas nas suas andanças sempre leva a tiracolo sua pretensa candidata. Contrariamente, os pré-candidatos a deputado federal e estadual que têm base aqui na Lapa, se acham “os reis da cocada preta” a ponto de não aparecer nem pra tomar a bênção do Bom Jesus!  Das duas, uma: ou não precisam dos votos da Lapa, ou pensam que o eleitor é obrigado a correr atrás do candidato!  Ora!...Mesmo com todas as mídias que o candidato tem à sua disposição (jornal, rádio, TV, internet, celular, etc.) até um cabo-eleitoral de Inspetor de Quarteirão sabe que o jurássico corpo-a-corpo ainda é o mais eficaz numa campanha!  Há que se advertir que não se trata de subverter a ordem das coisas, até mesmo porque todo mundo é cônscio de que a Lei Eleitoral proíbe uma série de ações tidas como campanha antecipada; mas não existe uma alínea sequer que proíba reuniões partidárias, pedir apoio, fazer acordos, visitar comunidades, reunir com lideranças, falar e ouvir as pessoas, ser solícito com os eleitores...  Até uma criança de doze anos sabe que “proibido” na política e pecado mortal do político, é cruzar os braços e achar que o mundo gira sob seus pés!... Por outro lado, sabemos que é humanamente impossível ao candidato fazer o corpo-a-corpo nos 417 municípios da Bahia. Para tanto, existe uma gama de mídias disponível. Tomara!... Que os “reis da cocada preta” picados pela mosca azul, desçam do “salto alto” e abracem esse povo que, há anos, perdeu o vínculo com a figura do deputado federal e estadual.  Abaixem a crista! E tenham a certeza de que o povo da Lapa agarrará com unhas e dentes a oportunidade de ter, na Câmara Federal e Estadual, a sua voz repercutida por quem é considerado uma “prata da casa”!  Caso contrário... Oxalá, o povo não dê as costas como resposta! (Evilácio Guimarães é ex-bancário, ex-vereador, pedagogo e membro da Academia Lapense de Letras).

 

Creche Katiuscia - um sonho de criança!

Por Evilácio Guimarães

“UM POLÍTICO PENSA NA PRÓXIMA ELEIÇÃO; UM ESTADISTA, NA PRÓXIMA GERAÇÃO” (James F. Clarke)

A palavra Creche, que tem origem francesa, significa “manjedoura”. Atualmente, mesmo mantendo as suas finalidades de origem, ela vai muito além de um lugar para abrigo e alimentação de crianças carentes. A creche hoje, além de uma necessidade é um direito de toda e qualquer criança, independente de classe, gênero, cor ou sexo. Cabe observar qe, a creche é uma instituição assistencial que ocupa o lugar da família, nas mais diversas formas de ausência. E vai desde a liberação da mulher-mãe para o mercado de trabalho até uma visão de mais longo prazo em preparar pessoas nutridas, sem doenças e socializadas. Para tanto, é previsto em lei que “O trabalho dos educadores de creche corresponde à assistência e à educação, oferecendo um atendimento comprometido com o desenvolvimento da criança em seus aspectos físicos, emocionais, cognitivos e sociais. (LDB/ 1996)”. Não por acaso, a creche tornou-se um dever de Estado, uma obrigação de Governo e um direito de toda criança!

Evidentemente que, aqui em Bom Jesus da Lapa, alguns Prefeitos tiveram a preocupação em construir creches ou mesmo preservar, em condições de funcionamento, aquelas já existentes. Todavia, nenhum deles levou tão a sério o cumprimento da Lei, quanto tem feito o Prefeito Roberto Maia. As creches construídas no seu Governo vão além do exigível e, folgadamente, contemplam todos os parâmetros de leveza arquitetônica, conforto, beleza, segurança e ambiente salutar para as crianças, educadores e funcionários. Parabenizar o Prefeito Roberto Maia, é o mínimo para quem tem o máximo de amor por Bom Jesus da Lapa! Esta constatação é claramente percebida quando se visita a nova CRECHE KATIUSCIA! E duvido muito que até mesmo o seu mais ferrenho adversário, ao visitar a nova creche, dê um parecer diferente! Na dúvida... siga a São Tomé: “VER PARA CRER!”

Nas minhas andanças pela vida e em cidades outras, não vi tampouco ouvi alguma informação que, por essas paragens, algum Prefeito tenha lucidez de um estadista a ponto de investir numa creche, metade do que Roberto Maia investiu na CRECHE KATIUSCIA. À luz de um prefeito qualquer esta obra, por si só, justificaria o seu mandato. Mas esta visão, sem sombra de dúvidas, não coaduna com a de quem mais investiu em bairros periféricos e carentes de Bom Jesus da Lapa; principalmente, com um olhar complacente para os lapenses que, ao longo dos anos, sofrem com ausência do Poder Público.

Criticar é fácil, principalmente, para quem faz oposição sem consciência de opositor. Mas, sobejamente, é muito mais fácil elogiar alguém que tenha feito algo de bom em prol da coletividade! Basta ter consciência de cidadania! (Evilácio Guimarães é bancário aposentado e ex-vereador).

 

Por "uma comunicação na era da tecnologia de ponta"

Por Pe. Cristovão Dworak, CScR

Caros(as) Comunicadores(as) e Leitores(as) do Semanário Visto. Certamente um acontecimento como este se soma a tantos outros esforços de comunicação que acontecem e aconteceram na história de Bom Jesus da Lapa. Esta história começou não só com a vontade de viver uma experiência religiosa por parte do ermitão, Francisco de Mendonça Mar (1657-1722), mas também com a missão de proclamar e comunicar a Verdade (cf. Jo 14,6). Assim, o Santuário do Bom Jesus, desde seus primórdios até os dias de hoje procurou ser fiel na transmissão da Verdade que foi comunicada para que tenhamos uma vida digna marcada pelo progresso e crescimento em todas as dimensões.

Permitam-me, que ao mesmo tempo em que façamos parte deste acontecimento, nos perguntemos o que venha a ser a comunicação na era da tecnologia de ponta?
Vale ressaltar que, as profundas transformações que acontecem, têm hoje alcance global e com isso, afetam o mundo inteiro, atingindo todas as dimensões da vida humana. Um fator determinante destas mudanças é a ciência e a tecnologia com sua capacidade de manipular a vida e de criar uma rede de comunicações de alcance mundial, tanto pública como privada. Estes fenômenos afetam a vida pessoal e a vida dos povos e das culturas inteiras.

Desta forma é possível perceber que a crescente fragmentação dos referenciais de sentido e a relativização dos valores, dão origem a critérios parciais e múltiplos na consideração das realidades da vida, nas opções religiosas e nos relacionamentos pessoais, gerando uma crise de sentido. O crescimento dos meios de comunicação de massa, além dos benefícios que traz, apresenta ao mesmo tempo o perigo de massificação.

Diante destas, e tantas outras realidades que poderiam ser aqui apontadas, surge um desafio de apontar, na era da tecnologia de ponta, aquilo que deve favorecer a dignidade da pessoa, a renovação da comunidade, fortemente marcada pela dimensão religiosa e a construção de uma sociedade justa e solidária.

A comunicação hoje não pode ser vista em si mesma. Ela é dirigida antes de tudo às pessoas e a um grupo de pessoas, que são detentores de uma cultura, de uma linguagem, de uma religião, de uma concepção de vida. Estas pessoas precisam conhecer e viver a sua vida conforme a verdade. Por isso, o primeiro compromisso da verdadeira comunicação é a comunicação da verdade! Os meios de comunicação são chamados a comunicar aquilo o que promova a dignidade da pessoa humana desde a sua concepção até a sua morte natural. Para nós cristãos e católicos, esta verdade tem a sua origem nAquele que sendo Palavra, portando, a comunicação amorosa de Deus, se fez carne e habitou entre nós (cf. Jo 1,14) e que disse também “Eu sou a verdade” (Jo 14.6) e “a Verdade vos libertará "(Jo 8,32)! A partir desta verdade construímos a verdade sobre o mundo e sobre o ser humano marcado hoje pelos avanços tecnológicos. E é preciso salvaguardar, neste mundo marcado pela tecnologia e pelas constantes conquistas, o compromisso com esta verdade, dialogando ao mesmo tempo, com outros valores apresentados por outras culturas e filosofias.

Esta comunicação, baseada na Verdade, é uma comunicação que tende renovar a comunidade. Diante das tentativas de inversão de sentido da experiência religiosa, da apresentação da visão utilitarista da religião, diante da banalização da religião reduzida muitas vezes a um espetáculo para entreter o publico, diante da prática de tentativa de fechar a religião apenas na sacristia ou na esfera privada, a comunicação baseada na verdade tende a renovar as comunidades valorizando a rica experiência religiosa tão presente no meio do nosso povo. A verdadeira comunicação tende ver a religião não como um ópio do povo ou como um campo de se fazer um bom negócio, mas como uma realidade portadora de valores éticos e cívicos capazes de renovar a própria religião, a sociedade lapense e as estruturas existentes.

Esta comunicação, baseada na Verdade deve participar da construção de uma sociedade justa e solidária. Diante da fragmentação da sociedade, da crescente lógica do individualismo pragmático e narcisista, dissociado dos valores e da ética, geradores de uma cultura da morte, a verdadeira comunicação é chamada a participar na construção de uma sociedade justa e solidária, “para que todos tenham Vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Esperamos que a festa de entrega do Troféu Parceiro da Comunicação 2009 seja para todos os que trabalham no campo da comunicação, um incentivo para comunicar a verdade. Pois só ela é capaz de libertar o homem, o comunicador e a própria comunicação e favorecer a vida, como precioso dom a ser vivido e comunicado, na espera de comunicação total com o Doador da Verdade, Deus (Bom Jesus da Lapa, 07 de novembro de 2009).

 

A beleza da comunicação imparcial

Por Pr. Sebastião Gonçalves

Passado o glamour da requintada noite do último dia sete de Novembro, quando o Jornal VISTO, o mais conceituado da região na sua terceira edição do Troféu Parceiros da Comunicação, realizou no Hotel Panorâmico, uma noite impecável. Onde entidades e/ou personalidades foram contemplados pela suas colaborações com este notável veículo de comunicação. Sem sombra de dúvidas foi um evento esplendoroso. Graças a Deus por todos os meios de comunicação que tem surgido nesta cidade, pois estes pluralizam a comunicação, quebram monopólios sem, contudo, usurpar ser utilitarista, intrasigentes e manipuladora. A graciosidade da comunicação é sempre informar e não aleijar. Esclarecer e não camuflar. A comunicação informa e não deforma, a comunicação privilegia aqueles que sonham com uma comunicação imparcial, permitindo que os amantes da leitura tenham uma visão ampliada. A mídia possui papel preponderante a ponto de definir os assuntos sobre os quais as pessoas conversam dentro de casa, na praça ou no trabalho. Desse modo tem o poder de selecionar e definir temas, estabelecendo prioridades.

Não é à toa que nós os evangélicos (eu prefiro dizer, os crentes) temos o maior e melhor instrumento de divulgação da verdade, que é a Bíblia Sagrada, a palavra de Deus. Mas foi cumprindo a ordem de Cristo que os discípulos se empenharam na divulgação da mensagem de Deus. O “ide e pregai” (Mat. 28.19) desencadeou uma revolução mundial extraordinária, libertando o povo que vivia sedado e cego por uma verdade de indulgencias, e opressão, de dogmas impostos por aqueles que detinham o poder e o monopólio da comunicação. O mundo mudou e continua mudando à medida que os meios de comunicações se abrem para o Evangelho do Cristo Ressurreto, que liberta e transforma seja divulgado. Isto foi contemplado por milhares de vidas que compareceram a Cruzada Boas Novas na Praça da Feirinha nos dias 6 a 8 de Novembro. Muitas vidas curadas, transformadas sem necessidade de nenhum amuleto, nem muito menos indulgenciam por estas dádivas, Pois quem realizou estes grandes milagres, não foi homem, mas foi o único santo, que não precisa de mediadores, Cristo Jesus.

Foi com a visão de comunicar um evangelho para todos que o mentor desta grande máquina de fazer comunicação, (Gutenberg) ao concluir a sua obra, “a imprensa”, desejou primeiro por imprimir a Bíblia Sagrada reconhecendo que o conteúdo completo, e não multifacetado, particularizado, teria durabilidade, profundidade e clareza, poderia iluminar e chegar às mãos de todas as classes, indistintamente. E a Bíblia é sem sombra de dúvidas um dos livros mais impressos no mundo. Por isso nós cristãos evangélicos amamos, veneramos e com ajuda do Espírito Santo procuramos colocá-los em prática.

E os cristãos evangélicos têm dado um novo tom em todas as camadas da sociedade e ao redor do mundo, levando paz e harmonia às famílias e às sociedades; aonde o evangelho de Cristo chega há transformação, pois é o poder de Deus para transformar a todo aquele que crê (Romanos 1.16). Crê, não numa entidade, numa instituição, num ser humano fadado ao fracasso, mas no Cristo que vive. Sua mensagem não tem compromisso com misticismo, nem muito menos com o ocultismo.

Por isso é dada a responsabilidade social que possui, o mínimo que se espera da comunicação é que faça o necessário para contribuir com a melhora da sociedade como um todo, melhorando, por exemplo, a sua agenda de debates. A mídia, seja qual for, tem papéis fundamentais no desenvolvimento de um povo e, por conseguinte da humanidade, principalmente em função da socialização da informação, da democratização do conhecimento e do direcionamento psicossocial. Ou seja, as diferentes mídias ou meios de comunicação devem assumir para si o papel fundamental de elevar o nível de informação e conhecimento da população tornando-a intelectualmente mais desenvolvida. As diversas mídias devem ter, pelo menos, três características; durabilidade, profundidade e clareza. Com isso, dará àqueles que possuem a capacidade de ler, reler, meditar e analisar o que for produzido e registrado.
Em se tratando de comunicação, temos ao menos a comunicação informativa, a investigativa e a opinativa. Um dos grandes problemas é quando algumas delas vêm disfarçadas e camufladas, e principalmente quando o público não sabe discernir entre elas assumindo a informação obtida como verdadeira, sem condições de análise e crítica. Outro grande perigo é quando a comunicação induz à miopia e à excentricidade, espalhando pânico, medo, induzindo sorrateiramente ao erro.

E os membros da OPEL sentiram se prestigiados pelo reconhecimento, uma vez que não podemos viver o presente sem lembrarmos-nos do passado, sem tentar ser saudosistas, pois aqueles que foram vitimas de perseguição, escárnios, zombarias, e apedrejamentos por causa da intolerância religiosa, certamente não gostariam de sofrer duas vezes, mas diante deste fatídico, e vergonhoso passado, impuseram sobre nós, estamos contemplando dias melhores, temos sido reconhecidos no presente, não por intolerância religiosa, nem muito menos por perseguir e matar quem pensa e crê diferente, pois o verdadeiro evangelho de Cristo é o evangelho do amor, do perdão, do respeito, da tolerância, até mesmo com aqueles que vivem uma dualidade verdade e mentira. E os verdadeiros discípulos de Cristo encarnam estes princípios como lei áurea, ainda que tenham alguns pseudos discípulos que não prezam por isso, nem mesmo assim estes princípios se tornam obsoletos, pois aquele que conquistou, comprou com o seu próprio sangue na cruz do calvário. Portanto diante desta perspectiva futurística, queremos agradecer a Deus por estar mudando a história do seu povo nesta cidade.

Certamente estas noites ficarão marcadas na história desta cidade, e como os frutos já foram vistos no presente como dignos de nota, podem esperar que o futuro seja excelente, promissor. Parabéns a todos os parceiros da comunicação, em especial aos mentores deste semanário. Que o Eterno continue iluminando as vossas mentes, enchendo suas vidas da paz que excede a todo entendimento (Pastor Sebastião Gonçalves é presidente da OPEL).

 

FIGURAS & FIGURAÇAS do anedotário universal: MAQUIAVEL & JOSÉ SARNEY (a arte da astúcia)

Autor: Luiz Flávio Gomes

Maquiavel foi figura de proa em sua época (século XVI). Descreveu com precisão ímpar os meandros da política e dos políticos. A atualidade de sua obra (escrita nos primeiros anos de 1500) continua indiscutível. Ninguém narrou o âmago da ambiência política como ele. É um clássico (embora muito mal interpretado ou ignorado). Figura de proa indiscutível, que disse: "todo príncipe (ou seja: todo político) deve saber comportar-se como homem e como animal (...) é necessário ter-se por professor um ser meio homem e meio animal (...); um princípe (o político) deve saber usar dessas duas naturezas, nenhuma das quais subsiste sem a outra. É preciso ser um pouco leão e um pouco raposa. Quem mais sabe imitar a raposa, mais proveito tira. "Mas é preciso saber mascarar bem esta índole astuciosa, e ser grande dissimulador" (Cap. XVIII, de O Príncipe).

O político, em suma (leia-se: o príncipe), caso dê ouvidos para Maquiavel, deve ser e aparentar ser honesto, íntegro, leal etc. Mas se não for, pelo menos nunca pode perder a aparência.

Por tudo que vemos no nosso dia-a-dia, o normal, no mundo político, tem sido não ser honesto, íntegro etc. Mas nunca o político pode deixar de aparentar sê-lo. O discurso político, normalmente, está desconectado da prática. O político fala uma coisa e pratica outra (como regra geral). Mas não pode dar escancarada aparência disso.

Quem bem captou essa dupla personalidade ou esse "jogo duplo da política" foi o antropólogo Roberto DaMatta (A Casa & A Rua, 5.ed., Rio de Janeiro: Rocco, 1997, p. 87), que escreveu: "É que o discurso público é realizado utilizando-se um idioma liberal-universalista: fala-se de fato aos cidadãos do país. Mas a prática política se faz dentro de um outro quadro de referência e segue uma outra lógica. Aqui o qaudro é dos amigos e correligionários que, uma vez no poder, terão tudo! E a lógica é a das lealdades relacionais que não têm compromisso legal ou ideológico".

A massa (o povão) sabe disso e vê na atividade política um jogo fundamentalmente sujo, onde existe tudo, menos ética. É característica da sociedade brasileira, mas sobretudo do político brasileiro, o "combate entre o mundo público das leis universais e do mercado e o universo privado da família, dos compadres, parentes e amigos" (DaMatta, p. 85). Praticamente todos os políticos comportam-se dessa maneira (fazem um determinado discurso, mas na prática é outra coisa). Inclusive quando eles fazem suas críticas, aparentam integridade, honestidade etc. Na prática, no entanto, o dicurso é outro.

Qualquer político brasileiro, dessa forma, encaixa-se fácil no figurino do "jogo duplo". Qualquer um poderia, então, ser citado como exemplo. Mas a bola da vez é José Sarney.

No nosso país não existe lugar mais privilegiado para se constatar a desconexão entre o discurso e a prática do Sarney que a página A2 da Folha de S. Paulo, nas sextas-freiras. Nela o Senador escreve sua coluna semanal (você pode não acreditar mas ele ainda continua sendo colunista da Folha). Seus discursos são deliciosamente republicanos, fantasticamente internacionalistas, dignamente respeitosos dos direitos humanos (que figura de proa é o Sarney em seus artigos). Ladrões, em suas colunas, são sempre "os outros". Mas é interessante notar como que ao lado da sua coluna vem sempre uma enxurrada de denúncias, acusações, increpações, vitupérios e censuras contra as falcatruas e trambicagens a ele atribuídas.

Nesses tempos de desapontamento e incredulidade geral, a A2 da Folha, nas sextas, tornou-se imperdível, porque é nela que você vê as múltiplas faces das criaturas (especialmente dos políticos), ou seja, o rosto e a máscara (a persona), o discurso e a prática, o honesto e o desonesto, a virtude e a pilantragem, o público e o privado, o homem e o animal, enfim, a casa e a rua, no dizer de DaMatta etc.

No dia 26 de junho de 2009, por exemplo, o Sarney liberal, universalista, internacionalista, escritor, membro da Academia Brasileira de Letras etc., defendendo os direitos das mulheres no Irã (veja que causa mais fantástica para se defender!), discursou: "Isso mostra que nem as mais cruéis tiranias, mesmo as teocráticas, resistem às ideias de liberdade e igualdade" (p. A2). Olha o homem falando em igualdade, liberdade! (só faltou a fraternidade para se repetir a trilogia da revolução francesa). Na coluna ao lado, Eliane Castanhêde (mostrando o quanto a prática sarneyista se opõe ao discurso) escreveu: "Ao se trancar em casa, sem condições políticas e psicológicas de ir ao Congresso ... Sarney começou o movimento de saída do cargo, empurrado pela crise que é dele e da instituição. A história se repete" (comparava-o a Jader, ACM e Renan, todos renunciantes).

Outro dia, discursando sobre a violência na América Latina, Sarney soberbamente sublinhou: "Mas a revelação maior é a de que o nosso continente é dominado pelo crime organizado, por narcotraficantes e pela guerrilha política ... a violência, suas causas e seus meios ainda necessitam de uma tomada de decisão política forte. O convívio com a morte criminosa nos torna indiferentes e, assim, coniventes. Precisamos tirar as pedras em que se transformaram os nossos corações" (Folha de S. Paulo de 29.05.09, p. A2). Clóvis Rossi, na mesma página A2 (no dia 25.06.09), disse: "Fora Sarney é pouco ... A única maneira de enfrentar o escândalo é chamar a Polícia Federal e o Ministério Público para fazer uma varredura completa nesse aparelho clandestino que apenas por inércia chamamos de Senado ... e a Câmara não é muito melhor".

O francês Fernand Braudel bem sintetizou essa labilidade (ambiguidade e duplicidade) comportamental do brasileiro: "O Brasil é um estranho país. O governo às vezes não é grande coisa, as instituições são o que se sabe. Mas a amizade é uma coisa muito sólida, uma coisa muito séria". Sarney e todos os políticos brasileiros sabem bem disso. Conclusão: você é sua pessoa e suas relações (consoante a tese de DaMatta). Mas é um em casa e outro na rua (um na teoria e outro na prática, um no discurso e outro no dia-a-dia dos atos secretos). Assim são eles, os políticos. Mas assim não seríamos todos nós, os brasileiros (?)

 

Agora é lei: não pode bater em professor

Por Marcelo Souza

Seria engraçado esse título se fosse uma pegadinha, ou o dia da mentira, mas é fato: tiveram que criar uma lei especial para proteger o professor no exercício da sua profissão. A primeira experiência do ser humano na sua construção cidadã acontece na escola.A tia do maternal que gentilmente nos ensina as cores e formas, as primeiras letras. Depois, a criança inicia o conhecimento das fórmulas aritiméticas, a geografia, história, o desvendar de um universo desconhecido e fascinante, todos pelas mãos da professora. Já melhor preparado o aluno ou aluna passa a frequentar níveis mais elevados no espaço do saber. É quando em alguns casos, felizmente não é a maioria, surge uma besta fera que desconsiderando tudo que foi transmitido como conceito de convivência social, engrandecimento humano e educação passa a atacar física e moralmente aquele que foi o condutor do saber. É desumano criar lei que proíba agressão à professores, pois somente um animal não humano teria essa conduta, e há quem a tenha. O Senador da República do Rio Grande do Sul Paulo, Pain (PT), através do Projeto de Lei do Senado n° 191/09 criou lei específica que tipifica como crime a prática de violência contra professor. Será considerada violência contra o professor "qualquer ação ou omissão decorrente da relação de educação que lhe cause morte, lesão corporal ou dano patrimonial, praticada direta ou indiretamente por alunos ou seus pais ou responsáveis. Quando constatada violência, os alunos acusados poderão ainda ser proibidos de se aproximar do professor ofendido ou de seus familiares". A lei também tipifíca como crime a ação dos pais ou responsáveis pelo aluno, prova de fato que aqueles que detêm o pátrio poder ou o dever de zelar pela educação e boa conduta dos alunos também estão praticando esse crime. O Projeto de Lei garante ao docente proteção da autoridade policial e atendimento médico e realização de perícia no Instituto Médico Legal. Ao agressor menor de idade, prevê a aplicação do disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente como medida sócio educativa, já que menor não pode ser punido criminalmente pelos atos praticados. Caso ele seja maior de idade, fica a cargo do Ministério Público tomar providências, tendo por base os dados do boletim de ocorrência ou relatório policial. Se necessário, determina ainda o texto legal, a Justiça poderá encaminhar o professor ofendido a programa oficial ou comunitário de proteção ou assistência, além de determinar a manutenção do seu vínculo trabalhista por até seis meses, quando houver o afastamento do local de trabalho. Essas aberrações socias acorrem por conta do descaso, omissão ou o que é pior: da participação da família, pois é dentro de casa que a educação deve ser iniciada. O espaço de educação formal, ou seja, escola ou faculdade é o meio para que a pessoa adquira conhecimentos específicos de cunho científico, ajudando na formação moral e intelectual da pessoa. Pais que mandam filhos para a escola transferindo para aquela instituição a atribuição de fazer de seus rebentos seres humanos melhores estão deixando de fazer seu dever de casa pois, filhos, temos porque queremos. Nessa mesma linha de coibir a agressão existe a PLS 251/09, de autoria da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que autoriza o governo federal a implantar em articulação com os Estados, os Municípios e o Distrito Federal - o Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Save), esse sistema atuará prioritariamente na produção de estudos, levantamentos e mapeamento de ocorrências de violência escolar. Fica aqui a reflexão: educação pra quê?

 

Página Inicial
Mais Artigos